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Mais uma vitória em busca do tri!

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A semana, a ideia de Roth, o Inter B.

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Maylson garante mais uma vitória

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O Inter estará pronto dia 16?

Análises estreladas

31 de ago. de 2009

Nos desenhos animados os personagens apanham, caem e vêem estrelinhas rodando em volta da cabeça. Eu sempre associei esta imagem ao Cruzeiro, quando os times perdiam pra gente eles ficavam vendo nossas cinco estrelinhas rodando e rodando... - assim era narrada minha paixão futebolística durante minha infância.
Este ano não tem sido muito feliz. Até o fim da Libertadores estava tudo bem, depois daquilo o time foi só piorando, e não consegue subir na tabela. Dependíamos dos dois últimos jogos pra mantermos a esperança se rodar estrelas na cabeça de muitos adversários e entrar pra briga pela vaguinha no G4. Afinal, o que tá faltando ao time?
A análise tática deixo pro Dom Joker, que é bem melhor nisto que eu. Mas o que pude notar é o número de passes errados, a posse de bola não foi mantida... O time sai com a bola e perde na primeira disputa, muito facilmente desarmado o Cruzeiro vai pensando no penta da Copa pra 2010, no máximo. O time às vezes parece perder a vontade de jogar, ou dá o jogo por ganho e pára totalmente. Com um "jogo ganho" por 3x1 no segundo tempo, um jogador à menos devia ser chutão pro alto, time retrancado, bola pelas laterais, ou qualquer coisa exceto tomar dois gols daquele jeito. Assim como os desenhos animados o Cruzeiro está imaturo.
Do jogo contra o Vitória
Andrey me surpreendeu, eu nunca gostei muito do goleiro e logo quando fiquei sabendo que seria ele no gol já disse "pronto vamos perder". O primeiro gol foi um erro claro, os outros dois foram erros da zaga, e não tinham como serem salvos por ele, como foram tantos outros. O jogador destaque do Cruzeiro foi o Fabrício, que desde a eliminação na Libertadores do ano passado eu tenho muita simpatia, e nos últimos jogos tem feito a diferença.
Eu até gosto do AB, mas começa a ficar difícil defendê-lo, 4 zagueiros? Thiago Heleno? Guerrón no banco? Faz um 4-3-3 logo e pára de frescura, confiança nos jogadores ele só terá se der um crédito primeiro. Coloca Guerrón de titular logo Adilson!
Time a gente tem! Falta maturidade, o Adilson parar com as frescuragens, os jogadores pararem de se contundir na concentração e o ataque parar de errar o gol. Apesar disso são 6 jogos sem perder né, 3 vitórias e 3 empates. Esperamos por um setembro melhor.

Uma vitória convincente, mas.....

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

Pois o Internacional surpreendeu neste domingo, em função do número de desfalques, uma vez que ninguém esperava que Adenor Tite encontrasse uma equipe capaz de jogar em alto nível. Pelo contrário, o discurso pré-jogo contra o Goiás era de que todos teriam que "se superar", a torcida "precisaria ser compreensiva e ajudar o grupo"......enfim, desenhava-se dificílimo confronto diante do time esmeraldino.

E no entanto, com forte marcação, excelente movimentação dos meio-campistas, entre os quais o jovem Marquinhos se constuiu em grata surpresa, e um bom aproveitamento das conclusões (até Guiñazu deixou sua marca!), o Colorado chegou a uma vitória convincente, mas.....ocorreu, claro, o episódio envolvendo Fernandão. Penso que o árbitro exagerou, mostrando, aliás, como não existem critérios disciplinares uniformes no Campeonato Brasileiro. No contexto daquela disputa com Magrão, o cartão amarelo para o ex-capitão do Inter estaria de muito bom tamanho. O conjunto da região centro-oeste, obviamente, sentiu o baque. E aí, as coisas ficaram facilitadas. Isto liquida os méritos alvirubros?

Certamente não. Até porque são comuns partidas nas quais adversários com 10 jogadores complicam o oponente com superioridade numérica. Vejo com bons olhos a possibilidade de uma repetição "ipsis literis" da escalação de ontem, no próximo embate decisivo, contra o Atlético-MG, do competente - e injustiçado - Celso Juarez Roth.

O esquema 3-4-1-2, com dinâmica dos alas, e defensores que sabem jogar, funciona bem. O Internacional estaria como que misturando os times campeões da América, Mundial e da Sul-Americana? É uma outra leitura. Fabiano Eller afirmou em entrevista numa emissora a cabo que o elenco de 2006 era mais focado na marcação, mais competitivo, mas o atual possui maior qualidade técnica.

Se o Brasileirão for arrebatado, após 30 anos, a História dará razão ao zagueiro. Até porque se trata de uma competição que apresenta dificuldade superior à Copa Libertadores da América. Não sei se os confrades blogueiros concordam com esta premissa. Se discordam, está feita a provocação! E por falar no clássico contra o Galo, termino lembrando 1976. Recordo que na famosa semifinal, eu estava com um grupo de amigos, um pouco mais velhos do que eu, atrás da goleira (a trave, a baliza, a meta.....) oposta à do golaço de Falcão. De repente, como o Inter empatara com belo gol do hoje comentarista João Batista, alguém puxou um "saravá" em um pequeno copo de plástico! E eis que freneticamente praticávamos o tal ritual, quando começou aquela tabela magistral, sem a bola cair. Depois, a comoção no Gigante e a eternidade daquele que, coletivamente, merece a lembrança como tento de maior beleza das competições nacionais. Confiram no You Tube!

O empate eletrizante e o duelo histórico

28 de ago. de 2009

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

Pois não é que o Internacional pela primeira vez em Brasileirões conseguiu um ponto na Vila Belmiro? Claro, no futebol moderno, um empate em 3X3 quase sempre, como quarta-feira, tem falhas defensivas, erros individuais ou de posicionamento dos times que se confrontam. De qualquer modo, uma reação após estar perdendo por dois gols de diferença não deve ser desprezada. Taison cresceu, e Alecsandro mostrou valor como centroavante decisivo. Na defesa e no setor onde as coisas se decidem, apesar da inabalável dedicação de Guiñazu, o Colorado foi irregular, mas em alguns momentos conseguiu valorizar a posse de bola. A primeira vitória no estádio que viu Pelé nascer para o esporte esteve próxima.

Sandro - em minha modesta opinião - não merecia ainda a convocação para o grupo principal da Seleção Brasileira. Acredito que não é bem de primeiro volante que o promissor atleta colorado pode render mais. Em todo caso, a surpreendente escolha de Dunga livra o Inter de ceder o meio-campista para o selecionado sub-20. Já serviu para alguma coisa. O técnico da Seleção Brasileira, desta vez, ajudou o clube onde iniciou a trajetória.

E domingo, há um duelo histórico no Beira-Rio. Que dupla de zaga enfrentará provavelmente Fernandão e Iarley, Campeões do Mundo, em 2006? Refrescando a memória: foi o atacante nordestino quem mereceu a escolha da Fifa como melhor jogador da final do torneio no Japão, e não o capitão, substituído por Adriano Gabiru....opa! Estou fugindo do tema. Falava nos defensores colorados. Qual zaga era a pergunta.

A que estava lá no memorável triunfo contra o Barcelona? Índio e Fabiano Eller? Ou a que foi Campeã da América, com Bolívar no lugar do primeiro? A torcida só pode ser para que o segundo dê mais experiência, mais tranqüilidade e organização à defesa. Os desfalques no ataque, com Taison suspenso e Alecsandro, com terrível azar, lesionado, tendem a trazer maiores complicações do que o jogo já teria. É partida para a torcida levar o Time aos três pontos! Aliás, se o São Paulo bater o Palmeiras, e os comandados de Adenor Tite superarem o Goiás e o Atlético-MG, veremos novo líder no Campeonato Nacional, pelo número de vitórias.

Falei de passagem na Seleção Brasileira, e encerro o texto com uma recomendação. Não percam "1958, o ano em que o Mundo descobriu o Brasil". Trata-se de um emocionante documentário sobre a primeira copa conquistada pelo nosso país. Com montagem e roteiro otimamente concebidos, tem o mérito de apresentar os depoimentos dos adversários que se defrontaram com Garrincha, Pelé e Cia. Fica-se sabendo que entre ex-jogadores da França de Fontaine, por exemplo, há quem condene o grande centroavante Vavá pela dividida que resultou na perda de um atleta fundamental do meio-de-campo.

Ele teve uma fratura, e na época não eram permitidas substituições. É duvidoso que o conjunto organizado por Feola chegasse aos 5X2 da semifinal, se os oponentes continuassem com 11. Em todo caso, não obstante a excelência do que aquele time apresentou, sempre vem a comparação com o "esquadrão" de 1970. O Pelé de 29 anos não era superior ao jovem de 17? No México, será que o punhado de craques não reuniu mais gente?

No torneio de 1958, o prêmio de melhor jogador ficou com Didi. Enfim, não sei se o documentário já entrou ou vai entrar no circuito comercial em outras capitais (em P. Alegre, o Sindicato dos Bancários está exibindo o filme em sua sala de cinema), mas recomendo.

Décima primeira rodada (?)

27 de ago. de 2009

Aquele inesquecível dia que o Cruzeiro disputava a final da Libertadores seria um jogo, no Engenhão, contra o - então - fraco Botafogo pela décima primeira rodada do brasileirão.
O Cruzeiro não conta mais com Ramires, Gerson Magrão e Wagner. O Botafogo teve saída de Ney Franco e agora é comandado por Estevam Soares. A última partida do time foi um questionável 3 x 3 contra o Corinthians.
A verdade é que temos time pra vencer e quebrar o tabu de 16 anos sem vencer no Engenhão. A útlima vitória lá foi em 1993, quando o Ronaldo ainda jogava aqui nas cinco estrelas. Por outro lado os números contra a estrela solitária são favoráveis ao Cruzeiro que sobressai em número de vitórias. Além do técnico Adilson Batista levar uma ligeira vantagem contra os cariocas desde que assumiu como técnico do Cruzeiro.

Como eu ia dizendo, temos time. Por outro lado, temos o Thiago Heleno. Se ele pelo menos fingir que não é o cruzamento de um cone com um Roberto Carlos amarrando tênis podemos trazer os três pontos e chegar à parte superior da tabela. Ultrapassando o Santos em número de pontos ficaremos em 9º lugar, pra disputa contra o Vitória no domingo.
Com muito sufoco demos a arrancada, agora temos que manter o ritmo e não é hora de tropeçar.

Sou do grande grupo de torcedores celestes que torce pra que AB arme o time com um 4-3-3 com Kléber armando as jogadas pra Guerrón e Wellington Paulista. E que ele não faça isto nos últimos 20 minutos. Mas desde o primeiro tempo. Prefiro assim até que Leandro Lima assuma a 10 - se merecer.
Se Kléber sai ou não sai eu não vou debater, cansei das imprensa à telegrafp: sempre batendo na mesma tecla. E se o site oficial diz que recusou a proposta do Porto e ele vai ficar até o fim do ano, assim devo acreditar. Não é no meu time que tenho que acreditar? Então, bora. E que venha o Luizão. Vamos ver se dá pra arrumar a zaga.

Richarlyson

26 de ago. de 2009

Não é de hoje que vêm essas manifestações preconceituosas e intolerantes por parte da torcida do São Paulo contra Richarlyson. O motivo? A suposta orientação sexual do jogador que, segundo seus detratores, não condiz com o padrão de virilidade necessário à arquitetura idealizada por aqueles que desenham o protótipo do jogador.
Seja nas arquibancadas, onde as torcidas uniformizadas omitem o nome do jogador na saudação tradicional que fazem aos atletas que entram em campo, seja nas numeradas, onde a cada eventual erro do bom jogador as ofensas vêm sempre carregadas de veneno homofóbico. Na semana passada o chefe de uma dessas torcidas uniformizadas declarou que algumas atitudes do jogador fora de campo não “pegam bem” para os são-paulinos. Como todos sabem, os torcedores rivais se referem aos tricolores como “bambis”, caracterização agressiva que pretende ridicularizar a torcida com essa associação considerada desprestigiosa dentro do restrito universo mental dos trogloditas. Para esses, “futebol é coisa de macho”.
Como são-paulino, digo apenas que me sinto completamente desincompatibilizado com a rejeição que a torcida tem ao jogador. Não que haja algum tipo de decepção, porque há muito eu já desisti de esperar qualquer coisa dos homens, principalmente quando se reúnem e se manifestam coletivamente. Se a unanimidade é burra, a coletividade é estúpida. Em geral, nos grupos sempre acaba prevalecendo a ideia mais rasa, a superficialidade das opiniões sem autenticidade, dos clichês banais, da incapacidade de um pensamento próprio, da falta de ousadia e da falta de coragem de discordar. Chega a ser engraçado pensar que um bando de seres humanos, covardemente protegidos pelo anonimato da multidão, se deem ao direito de se erguer com bravatas e insultos contra um indivíduo que tem a coragem e a força de não se submeter às convenções. Desses sujeitos diferentes eu gosto, os respeito e admiro.
Na verdade, me sinto desconectado desse tipo de pensamento, desse tipo de atitude, dessa ideia obscurantista que há – e muito – nesse ambiente careta do futebol. Vou ao estádio para me divertir e me emocionar com o meu time, nada mais. Com a torcida, pouco me identifico. Acho que as torcidas são todas iguais, elas agem da mesma maneira tendenciosa e irracional. Os gritos são quase sempre de afrontamento e para hostilizar. Todas as torcidas crucificam os seus “Richarlysons”: ou por serem pretos demais, ou homens de menos, baixos ou gordos, sempre haverá um “defeito” que os acusadores encontram para não olharem para os seus próprios. O incômodo que causa a figura de Richarlyson é emblemático de um dos grandes medos do homem – não ser tão potente quanto desejaria. Na face do camisa 20 do São Paulo, imagino que cada um daqueles que o ofende veja o seu próprio rosto, numa dolorosa e indesejável projeção: os calvos veem ali a juventude perdida com a ausência dos fios de cabelos, os maridos infiéis veem ali sua desonestidade vergonhosa e repetida , as mulheres infelizes com seus corpos veem ali a incerteza de não se saberem admiradas, os insatisfeitos com seus empregos veem ali o temor de não serem tão capazes quanto supunham.
A cada ofensa que é disparada ao jogador são-paulino pela sua própria torcida, fica evidente a dificuldade que existe em aceitarmos aqueles que são diferentes: os extraordinários, os rebeldes, os inconformados, os insubordinados, os que desafiam o senso comum. A mim pouco interessa se Richarlyson prefere peixe ou porco: além do seu competente futebol, sua inabalável conduta me cativa como um admirador ainda maior.
Nando Reis
Fonte: 20/08/2009 - Coluna Boleiros do Caderno de Esportes do Estado de São Paulo.
Publicado no Globoesporte.com

São Paulo Futebol Clube

Algumas novidades recentes do Tricolor:

- O Clube anuncia a construção de uma academia de ginástica nas arquibancadas térreas do estádio. O contrato foi fechado com uma grande academia, que deverá estar funcionando entre fevereiro e março de 2010. Durante os jogos os associados da academia poderão assistir as partidas do local, além disso fora do horário de jogos poderão utilizar a pista de atletismo. Serão inscritos no máximo 1000 pessoas e prevê-se grande lista de espera.

- Uma grande companhia de cerveja anuncia fechamento de contrato com os quatro clubes grandes de São Paulo para comercializar latas de cerveja com os distintivos dos clubes. A resolver: o São Paulo tem contrato de distribuição de bebidas em seu estádio com outra companhia de bebidas.

- A ONG Plan, de origem inglesa, organização sem fins lucrativos que faz campanha contra o bullying escolar (termo usado para descrever violência física ou psicológica praticada para intimidar ou agredir pessoas sem possibilidade de defesa) ganhou aliados importantes no São Paulo. Dagoberto, Rodrigo, Miranda, Jorge Wagner, Washington, Hernanes e o dirigente Marco Aurélio Cunha gravaram mensagens de apoio à campanha. É o primeiro clube no Brasil a apoiar a entidade.

- O Clube assinou contrato com a empresa alemã de consultoria de arquitetura GMP visando adequar os projetos de reforma do Morumbi segundo os padrões da FIFA. A Empresa trabalhou como consultora em três estádios usados na Copa da Alemanha e mais três para o mundial Sul-Africano. Trabalhará em conjunto com o Arquiteto Rui Othake.

- Falando em futebol, domingo próximo, Rogério Ceni, baterá novo recorde. O maior goleiro artilheiro do Planeta vai se tornar o jogador que mais vezes atuou em Campeonatos Brasileiros.

Desempenho financeiro

Segundo estudo realizado pela Casual Auditores o São Paulo Futebol Clube foi pelo terceiro ano seguido (2006-2007-2008) o clube com o maior faturamento do Brasil. Na lista dos dez mais somente São Paulo e Corinthians apresentaram superávit.
A lista é a seguinte:
Clube - Receita - Superávit/déficit
1 - São Paulo - R$ 160,5 (milhões) - R$ 2,2 (milhões)
2 - SC Internacional - R$ 142,1 - R$ 4,4
3 - SE Palmeiras - R$ 138,8 - R$ 9,4
4 - CR Flamengo - R$ 117,9 - R$ 3,2
5 - SC Corinthians - R$ 117,5 - R$ 10,8
6 - Grêmio FPA - R$ 99 - R$ 10
7 - Cruzeiro EC - R$ 94 - R$ 17,4
8 - Fluminense FC - R$ 66,4 - R$ 43,2
9 - Santos FC - R$ 65,3 - R$ 24,7
10 - CA Mineiro - R$ 57,6 - R$ 36,4

Precocupada com a situação dos clubes a CBF estuda um projeto visando regular a vida financeira dos clubes, cuja principal idéia é tirar pontos das equipes "gastonas" no Campeonato Brasileiro.

Ascendeu-se o sinal de alerta no brasileirão .

25 de ago. de 2009

Ascendeu-se o sinal de alerta no brasileirão .
Segue alguns alertas :

Copa do Brasil : Carpegiani chegou , inventou e o Vitória foi um fiasco em campo sendo eliminado prematuramente. Sérios prejuízos ao clube que deixou de faturar numa fase importante da competição .

Corporativismo : alguns atletas nitidamente tiraram o pé em campo e os resultados dentro e fora de casa foram desastrosos com o objetivo de desgastar o técnico . Resultado : troca do treinador , derrotas vexatórias e pontos preciosos foram desperdiçados dentro e fora de casa .

Vagner Mancini : começou bem resgatando a moral do elenco e promovendo a paz . Com humildade o trabalho estava progredindo . Já começou a inventar e não reconhecer o bom momento de Neto Berola. Entrou com um esquema medroso contra o lanterna e as falhas de Gléguer não justificam a derrota.
O treinador e sua comissão técnica é bem remunerada para estudar o adversário , escalar bem a equipe com o mínimo de erros possíveis e sem inventar . Treinar variações durante a semana e surpreender os adversários dentro e fora de casa . Além disso proteger os pontos fracos da equipe para não ser surpreendido .

Nunca o campeonato brasileiro esteve tão favorável ao Vitória . Permaneceu no G4 por várias rodadas e devido a situações extra campo caiu de produção e estacionou na 10ª posição .

O que difere o Vitória do Avaí ???? Será que somos infinitamente inferiores a eles ??? Não , o que faz a diferença é a atitude e o comprometimento dos atletas em campo.
Além disso tem um treinador que sabe armar bem a equipe dentro e fora de casa. O Avaí quando não ganha fora de casa pelo menos empata e tem superado dificuldades estando perdendo o jogo por 2x0 .

O Vitória encara adversários de maior expressão e esbarra em times como Náutico , Fluminense em má fase , Sport lanterna da competição entre outros.

Por mais boa vontade que todos possam ter ROGER perde muito , muito , muitos gols .

Adriano - estão destruindo a carreira desse atleta no Vitória. Joga fora de sua posição , cumpre bem funções de marcação , mas no ataque é nulo sua participação.

Neto Berola - já justifica uma titularidade . Mas a vaidade do treinador não permite isso . Salvou o Vitória contra o Atlético-PR e o novo inventor rubro negro escalou mau em Recife .

Porque razões o atual treinador não inova e busca variações na equipe ??? Porque não adiantar Leandro Domingues como atacante uma vez que Roger continua a não concluir bem em gol ??? Em vez de ficar nessa ciranda de 02 ou 03 zagueiros , porque não buscar uma formação de 03 volantes de marcação sendo que um deles volte para compor a zaga fazendo uma função de líbero ???

Uma coisa é certa permanecer nessa previsibilidade de esquema e atuações é que não pode ficar . Todo mundo estuda todo mundo e ano passado Vagner Mancini foi um treinador de uma nota só . Bastou perder sua referência de ataque e ele não conseguiu achar soluções de continuidade .

Hoje , tem copa sul americana . E todos nós esperamos desse elenco ATITUDE , GARRA e DETERMINAÇÃO . Sem esses componentes em campo a vitória certamente não virá .


Alessandro Granda Gebim
Lauro de Freitas - BA
E-mail - vinny_gebim@yahoo.com.br

A-ha U-hu o Maraca é nosso!

21 de ago. de 2009

Não passo um jogo contra o Flamengo sem relembrar os clássicos Cruzeiro x Flamengo da minha infância. Naquela época eu realmente mal sabia quem era Atlético - MG, minha felicidade era ver o rubro-negro perder e a Raposa disparar. Flamengo era o único rival pra mim, tudo culpa do meu pai que odeia fervorosamente a cariocada.
O pedreiro e responsável pela obra da única reforma da minha casa, Cleiton, era um flamenguista doente. Todos os dias aparecia com uma camisa diferente, mas sempre rubro-negra. Acabou convertendo minha irmã presenteando-a com uma camisa do Flamengo no seu aniversário de 9 anos. Mas graças ao deus Chromos hoje minha irmã não torce pra time algum mas tem simpatia pelo Cruzeiro.
Minha rivalidade pelo Flamengo sempre foi pacífica. Enquanto torço pro Atlético se estrepar e cair pra segunda divisão e ficar por lá pra sempre, não gostaria que o Flamengo caísse, as visitas ao Maracanã são sempre felizes. E ver meus amigos flamenguistas chorarem não seria bom. Ah! Ver os amigos atleticanos chorarem a queda é sim, muito bom.

O desconfigurado Cruzeiro, então, foi ao Maraca mais uma vez. Buscávamos o 100º gol do ano, a recuperação, mais uma vitória, melhoria dos números (gols, pontos, vitórias fora de casa) e milhares de outras coisas que meu coração azulado já não acreditava tanto. Tanto que não cheguei a apostar nada com ninguém.
Mesmo assim avisei à alguns "o Cruzeiro no Maracanã são dois gols certos, quem pode mudar o placar são vocês, o meu time marca 2". Enfim, num bolão de um blog aí, apostei 2x1 pra gente. E não é que me dei bem? É, contrariei-me, apostei sim.
Do lado mandante da nossa segunda casa o time do Imperador não fez muito. Com o Cruzeiro mal relacionado no primeiro tempo o jogo esteve até equilibrado. Mas no segundo tempo com uma simples troca (saiu Thiago Heleno e entrou Jancarlos) o time do Cruzeiro mudou. Não, ninguém aqui gosta do Jancarlos. Mas ontem, valeu à pena.
O Cruzeiro foi pra cima. Kléber não fez a diferença que estamos acostumados à ver, e eu não fiquei muito triste com isto porque normalmente ele joga sozinho "o exército de um homem só" e no último jogo o time esteve unido em busca da vitória e não precisamos descarregar a responsabilidade toda nele.
Diego Renan que vem melhorando à algum tempo nos surpreendeu. Com ótimas jogadas, invadidas à àrea e um belo e merecido gol. O segundo gol ficou com Fabrício, que também vem melhorando e voltando a jogar o que estávamos acostumados a ver.
Agora sim, eu creio que demos a arrancada no brasileiro. De 9 pontos, conquistamos 7. Batemos o Flamengo dentro do Maracanã - graças ao ex-atleticano Bruno (uma vez atleticano, treme pro Cruzeiro até morrer).

Ah! E se o pessoal do Porto tava aqui pra ver o Kléber jogar não devem ter gostado muito dele. Ufa! Vão desistir do nosso gladiador. Será?

Agora é terminar de afundar o Naútico aqui no Mineirão e dar continuidade, pensando na possiblidade de um 4-3-3.

Retranca pra que te quero

20 de ago. de 2009

Muricy Ramalho tem uma maneira muito peculiar de escalar a equipe do Palmeiras. Contra o Coritiba, um time visivelmente mais fraco técnicamente, o treinador alviverde entrou com 3 zagueiros e 2 volantes. O único escape criativo do time era o excelente Cleiton Xavier que fazia a bola correr, e via ela morrer nos pés de Obina ou Ortigoza.
Com o decorrer do jogo, foi se notando a imensa superioridade técnica do time palmeirense, mas que não conseguia o toque final pela falta de um jogador para tabelar ao lado de Cleiton. Vocês caros leitores devem imaginas "Porra, entao o Muricy tirou um dos 3 zagueiros que já se faziam inuteis e colocou um outro meia em campo né??" Resposta negativa. Então o leitor de novo indaga "Vixe, então é porque num tinha nenhum outro meia no banco né?" Negativo novamente. Muricy contava com boas peças como Deyvid Saccony e Willians. Alias, o primeiro entrou, com apenas uma ressalva aos 43 do segundo tempo no lugar de outro atacante.
No final, o verdão tomou um gol de um penalti descaradamente mal marcado que deu a vitória ao Coritiba e prolongou a série de 4 jogos sem vitória do Palmeiras.
Se o Muricy não parar de ser retranqueiro e os arbitros não pararem de apitar estranhamente mal em jogos envolvendo Internacional e Palmeiras, pode dar o titulo aos bambis

Elder Barbosa

Até Que Enfim


Nessa quarta-feira o Vitória entrou em campo para a primeira partida do returno do Campeonato Brasileiro e deu fim em um jejum de cinco jogos sem vitórias. Resultado que ficou marcado por ser a primeira vitória do técnico Vagner Mancini diante da torcida depois do seu retorno.

A partida começou com pressão do Atlético-PR, o time paranaense criou duas boas chances. O Vitória respondia a pressão com chutes perigosos de fora da área, assustando o goleiro Gallato.

O time baiano tentava concentrar os seus ataques pelo meio, enquanto o Furacão tentava nos contra-ataques, mas aos 31 minutos Willian desceu pela esquerda e rolou para Ramon que pegou de primeira para marcar o gol.

Depois do gol, o Vitória teve mais duas chances com Roger, mais em um lance o atacante chutou fraquinho e no outro o zagueiro Nei conseguiu cortar para escanteio. Com problemas na coxa, o jogador Willian foi substituído por Neto Berola no fim do primeiro tempo.

Para o segundo tempo, o treinador Antonio Lopes colocou Gabriel Pimba no lugar do Zulu e Marcinho deu lugar a Wallyson. E já aos 4 minutos Wallyson aproveitou a bobeira do zagueiro Marco Aurélio e finalizou para empatar a partida.

O Vitória não se abateu com o gol e continuou insistindo, e marcou aos 23 minutos depois que Neto Berola recebeu passe de Roger. A partida ficou mais tranqüila para o time baiano, ainda mais com a expulsão do jogador atleticano Nei.

Quase no fim do jogo, Carlos Alberto entrou no lugar de Ramon que foi muito aplaudido e cumprimentou o técnico Mancini com quem se desentendeu no ano passado. O time baiano volta acampo no sábado as 18:30 contra o Sport no Recife.

O preço pago pelos erros de planejamento

17 de ago. de 2009

O Vitória depois de um resultado positivo na sul-americana em que venceu o Coritiba por 2x0 , volta a claudicar no campeonato brasileiro e não teve a competência e personalidade para desbancar o Góias dentro do Serra Dourada e melhorar sua posição na tábua de classificação.

Nova comissão técnica , mesmos jogadores e veio a tona as limitações quando da boa fase do rubro negro com Paulo Cesár Carpegiani . Esses mesmos jogadores tido como profissionais não tiveram a excelência nas finalizações para liquidar a partida no segundo tempo .

Méritos do goleiro Iarley , sem sombra de dúvidas !!!!! Mas , se o Vitória tivesse genuínamente um matador e goleador por natureza a história seria outra. Não vamos aqui lamentar ou desprezar fatores como esforço , luta , garra e superação , isso não faltaram , mas o adversário também buscou forças e perseverou até o fim em busca da vitória e ela aconteceu .

A vontade de ganhar às vezes supera deficiências técnicas em campo . O Vitória foi superior no segundo tempo e jogou melhor , mas o que fica para a história são os 03 pontos conquistados pelo Góias . Mais uma vez o responsável pelos gols não foi feliz nas finalizações e o rubro negro se distancia cada vez mais do pelotão de frente .

É nesses momentos que os pontos infantilmente perdidos pelo Vitória fazem uma imensa falta nesse momento descendente . Vamos relembrar alguns : empate com o Náutico nos Aflitos ( Vitória superior no primeiro tempo não traduziu em gols as chances encontradas ) , empate com o limitado Atlético - MG no Barradão ( perdeu uma infinidade de gols ) , empate melancólico com o Fluminense no Barradão somente para citar alguns . Aliado a isso parte do elenco contribuiu para as derrotas vexatórias contra Avaí e Barueri .

Aliás sobre esse aspecto cabe uma observação : no atual futebol profissional em que vivemos cabe corporativismo de jogadores para derrubar técnico de futebol , por maiores que sejam as divergências ocorridas ???? Os jogadores são profissionais e os salários são pagos em dias e atitudes irrefletidas como essas podem comprometer o trabalho de toda uma temporada .

Times de ponta do futebol brasileiro tem investimentos altos e patrocinadores de peso nos bastidores e no confronto direto contra eles são jogos difíceis e qualquer resultado é compreensível . Fora de casa esses times jogam no erro dos adversários e havendo oportunidades não costumam falhar . Apenas com exemplo basta analisar a ascensão do São Paulo no campeonato e as vitórias obtidas fora de casa .

Voltando a falar do Vitória o planejamento da diretoria apostou em investir novamente em Vagner Mancini para reiniciar um trabalho , um planejamento dentro da competição . Se a aposta foi acertada somente no término da temporada é que vamos saber . Mas uma coisa é fato , dificilmente um planejamento dentro da competição irá superar elencos que mantem um padrão de jogo desde o inicio do ano e treinadores que implantam sua filosofia desde o inicio do brasileirão.

Mas , o futebol não é uma ciência exata e temos que sempre considerar o imponderável . O fator determinação de um grupo pode entrar em campo e superar deficiências técnicas e grandes investimentos . Quem tiver mais fome por vitória e traduzir em gols conquistará o campeonato e aguardamos desse elenco rubro negro a mesma união de bastidores agora que entre em campo e conquiste o maior número de vitórias dentro do disputadíssimo campeonato brasileiro.

Alessandro Granda Gebim
Lauro de Freitas - BA
E-mail : vinny_gebim@yahoo.com.br

Novo Técnico, Mesma Campanha


Depois da contratação do técnico Vagner Mancini e da boa vitória na estréia na Copa Sul-Americana sobre o Coritiba, parecia que as coisas iriam mudar no Brasileiro, mas o time baiano continua na sua rotina.

O rubro-negro foi até o Serra Dourada e começou melhor na partida e teve a chance de abrir o placar com Roger, mas o atacante se atrapalhou na finalização. Mas o time goiano acordou na partida e aos 26 minutos, Leo Lima tocou para Felipe Menezes abrir o placar.

E o time do Goiás ampliou aos 31 depois que Iarley invadiu pela esquerda, driblou a zaga e tocou para Fernando marcar. Para diminuir o prejuízo, o Vitória marcou aos 33 com Leandro Domingues depois de ganhar a disputa da bola na entrada da área e mandar de cobertura da bola na saída do goleiro Harley.

Mesmo com um jogador a menos já que o jogador Ramalho foi expulso no fim do primeiro tempo, o time esmeraldino começou melhor no segundo tempo e teve a chance de ampliar com Leandro Euzébio, mas o jogador não dominou o cruzamento. Com o cançaso de alguns jogadores, o técnico Mancini colocou Carlos Alberto no lugar de Gil e Neto Berola no lugar de Willians.

As mudanças deram certo e aos 13 minutos o atacante Neto Berola arriscou de fora da área e acertou o gol do time goiano, e com isso o Vitória pressionou mas como sempre desperdiçou varias chances e aos 45 minutos acabou levando o gol em um dos poucos ataques sofreu. O lateral Júlio César marcou de cabeça após receber cruzamento definindo a vitória do Goiás.

O time baiano continua sem vencer e segue com 25 pontos na 11ª posição e na quarta-feira enfrenta o Atlético-PR no Barradão.

Domingo de Lembranças

Quando eu tive outro pai

Há mais ou menos trinta anos (ou há 31 campeonatos brasileiros – para ser mais exato), fui levado pela mão de casa até as sociais do Estádio Olímpico, ouvindo “radinho” e comendo bala e pipocas. E eram destas pipocas feitas no fogão mesmo, em que o milho explode na panela…

Era um domingo de sol exatamente igual ao de hoje. O que dizemos aqui no Sul como sendo “uma tarde ótima para um jogo de futebol…” Eu fui ao campo com um vizinho do meu prédio, o seu Vilmar. Ele sabia que eu era gremista e perguntou aos meus pais se eu não gostaria de ir com ele e com o filho Álvaro assistir ao jogo. Seria muito bom. Seria ótimo. Seria incrível. E foi!

Já havia freqüentado o estádio em outras oportunidades, mas todas rarefeitas: um jogo contra o Santa Cruz do Recife e um jogo contra o Operário de Campo Grande (com o lendário Manga atuando no gol, ele que viria a ser campeão gaúcho jogando pelo Grêmio no ano seguinte), pelo que me lembro. Não é por nada, mas não foram partidas que eu pudesse classificar de inesquecíveis.

Agora não! Eu estava indo assistir o grande Flamengo. Mesmo em minha tenra idade eu já conhecia alguns dos jogadores que nos visitariam e, dentre eles, o grande Zico. O homem a ser parado! Seu Vilmar me perguntava uma ou outra coisa sobre o que eu esperava do jogo, o filho escutava, e ambos pareciam divertir-se com minhas respostas. O tal do Zico não veio, mas estiveram por aqui o lateral “Voa-Canarinho-Voa”Júnior, o mago Paulo César Carpegianni, o meia Adílio e o inacabável centroavante Clãudio Adão.

Apenas para contextualizar: não era uma época muito boa para se declarar gremista. O Internacional vinha de um incrível Bi-Campeonato Brasileiro (em 1975-76), o Grêmio – há muito custo, recém interrompera a sequência de oito campeonatos regionais colorados. Os times gaúchos ainda não tinham a projeção que conquistaram posteriormente, mas o Grêmio, em especial, não tinha a menor tradição na fronteira além Mampituba (fronteira com Santa Catarina). O Flamengo que eu iria ver, portanto, não era um time carioca. Ele era o grande Flamengo do Brasil…

O Jogo

Mas o jogo começou e o que vimos em Porto Alegre (no tempo que se assistia aos jogos sentados, levantando-se vez que outra, apenas nas jogadas ofensivas de melhores perspectivas) foi um passeio sobre o rubro-negro mais querido do Brasil. O Grêmio virou o primeiro tempo vencendo de 2x0, com total naturalidade. E começou o segundo fazendo um gol com o jovem ponteiro-esquerdo Éder Aleixo, recém-contratado junto ao América Mineiro. Em um rápido contra-ataque o Flamengo descontou, mas aí veio o grande gol da tarde: em uma arrancada desde o meio-campo defensivo, o zagueiro Vicente teve seu dia de craque, serpenteando pelo meio do time carioca, passando na corrida por cinco jogadores, driblando o goleiro Cantarelli e empurrando a bola para o fundo das redes. O Grêmio ainda faria mais um gol com Renato Sá, e o lateral Júnior daria números finais ao espetáculo cobrando uma penalidade máxima: inacreditáveis 5x2!

Batismo

Assim, sai do Olímpico me sentindo batizado. Sabia que, independente do meu pai nunca ter me levado ao campo, nunca ter me dado uma camiseta do Grêmio, talvez ter jogado bola comigo duas ou três vezes durante a minha infância, agora eu tinha uma certeza: havia encontrado e uma nova família para os fins-de-semana de futebol em Porto Alegre: Seu Vilmar e o filho Álvaro.

E assim foi, ao longo de todos os anos 80 e o começo dos 90. Mesmo que eu já não fosse mais uma criança, que gostasse de ir ao campo com amigos e colegas, volta e meia íamos juntos. Chegávamos cedo, sentávamos nas Sociais, comíamos uma pipoca e ficávamos olhando o campo silenciosamente. Nunca precisamos de muitas palavras nesta nossa relação, mas certamente nunca gritei GOL tantas vezes com uma mesma pessoa…


Cruzeiro x Santos

15 de ago. de 2009



Tomei a liberdade de copiar a arte do Blog LC, pra enfeitar o post de hoje. Tendo em vista que gostei muito da mesma.

O Cruzeiro tem dois títulos da principal competição nacional, considerados por alguns bi-campeão brasileiro com sua Taça Brasil de 1966 e o glorioso Brasileirão 2003. Ser ou não considerado bi-campeão nacional é uma polêmica que vez ou outra volta a debate.
O fato é que os dois títulos foi conquistado "em cima do Santos".

Taça Brasil 1966

Naquele ano o Cruzeiro venceu o Americano, passou pelo Grêmio e foi para uma dura final contra o Santos de Pelé. Em 30 de Novembro de 1966 o jogo histórico em que o Cruzeiro bateu o time do Rei por 6 x 2 no Mineirão aos olhos de 77.325 torcedores.
Como o Guilherme citou aqui, um verdadeiro jogo de Deuses.
Com um gol contra, três gols de Dirceu Lopes, um gol de Natal, e um de Tostão o Cruzeiro venceu por 10 jogadores à 10 em 6x2.
No jogo de volta, em 7 de Dezembro do mesmo ano. O Cruzeiro foi ao Pacaembu diante de 45.000 torcedores. O primeiro tempo com dois gols para o Santos (Péle e Toninho) assustou o time e fez com que voltasse forte para o segundo tempo, virando o jogo e vencendo de novo o "imbatível Santos" por 2x3, novamente com gols de Tostão, Dirceu e Natal.

Campeonato Brasileiro 2003

Num ano iluminado para as cinco estrelas o Cruzeiro visitou a sala de troféus 3 vezes. A primeira para guardar o Campeonato Mineiro (de praxe), a segunda para repousar pela 4ª vez o caneco da Copa do Brasil. E pela terceira vez, em muita emoção, sagrando-se único time - até então - com a Tríplice Coroa guardou o inédito troféu do Brasileiro.
Era o primeiro ano de pontos corridos. Hoje, em 2009 (cinco campeonatos encerrados, depois) a pontuação do Cruzeiro ainda não foi batida. Cem (100) pontos conquistados de 114 possíveis. Venceu 18 dos 19 times possíveis, pelo menos uma vez.
O principal rival do Cruzeiro neste campeonato, outra vez era o Santos, que sagrou-se vice correndo atrás da camisa azul praticamente o campeonato inteiro. E lá estava Alex, pra levantar a inesquecível taça.

O Cruzeiro tem certa vantagem contra o Santos. Dois times que passaram bons momentos juntos, com jogos históricos e "deuses" pra ambos lados. Hoje, a situação também é parecida: Cruzeiro em 14º lugar precisa dos pontos para subir na tabela alcançando, no mínimo dos mínimos a zona da sul-americana, duas posições acima (12º) o Santos briga pra sair da ninho de times em crise e chegar à tão sonhada G4.
Do lado de cá, Adilson Batista, apedrejado por parte da torcida. Do lado de lá, o técnico que tanto alegrou o coração celeste e hoje só o arranha: Luxa. Um daqueles jogos de 6 pontos, 9 se lembrarmos da ganância de vencer o Luxa, faz quanto tempo mesmo?

Um encontro de Deuses

ou, Um breve retorno aos anos 60

Amigo torcedor de todo Brasil, para quem tem saudades do Telecatch (aquela luta livre "armada", comum nas TVs dos anos 60), dos tempos de Ted Boy Marino, Fantomas e outros, deve estar se esbaldando ao acompanhar o noticiário televisivo, afinal o "vale tudo" se faz presente na "guerra santa" Global e Universal (e em brigas de comadres é que se dizem as verdades...) ou na troca de acusações escabrosas no Senado (onde o ditado acima também vale)... porém ao final, ninguém sai machucado de verdade.

Mas dos anos 60 prefiro referências melhores, seja o aniversário do Festival de Woodstock, sejam as belíssimas apresentações dos times brasileiros. E para mim, a mais expressiva, a mais significativa, a mais espetacular, era um confronto entre Santos e Cruzeiro, como ocorrerá novamente neste domingo em Belo Horizonte.

A partir da inauguração do Mineirão e enquanto Tostão envergava a camisa celeste, Santos x Cruzeiro era sinônimo de grandes exibições. Uma rivalidade sadia, onde vencia quem apresentasse o futebol mais clássico, mais vistoso, ou quem tinha seus craques numa tarde mais inspirada. E craques não faltavam: Pelé, Tostão, Edu, Dirceu Lopes, Cejas, Raul Plassman, Ramos Delgado, Perfumo, Marinho Perez, Brito, Djlama Dias, Fontana, Clodoaldo, Wilson Piazza, Lima, Zé Carlos, Manoel Maria, Natal...

As partidas, decisivas ou não, eram aguardadas por todos, e a imprensa não economizava adjetivos para descrever o que acontecia em campo. "Um jogo de deuses", era assim que a revista Placar abria a matéria, em 1970. Leia a ficha técnica e entenderá:

Cruzeiro EC 1x1 Santos FC
Data: 27/09/1970
Lcal: Mineirão - Belo Horizonte (MG)
Competição: Torneio "Robertão"
Árbitro: José Aldo Pereira
Gols: Nenê 27' (SFC) e Tostão 70' (CEC)
CEC: Raul; Pedro Paulo, Brito, Wilson Pizza e Vanderley; Zér Carlos e Dirceu Lopes; Natal, Evaldo (Eduardo), Tostão e Hílton Oliveira (Rodrigues).
Técnico: Filpo Nuñes
SFC: Cejas; Carlos Alberto Torres, Ramos Delgado, Djalma Dias e Turcão; Clodoaldo e Lima; Manoel Maria, Nenê, Douglas (Picolé) e Abel (Léo Oliveira).
Ténico: Antoninho

Uma partida excepcional de dois super times, um desfile de craques, estréia espetacular de Cejas, um jogo de deuses... assim a revista Placar descrevia a partida.

O último duelo enttre Pelé e Tostão, foi em 1971, vitória alvinegra:

Cruzeiro EC 0x1 Santos FC
Data: 03/10/1971
Lcal: Mineirão - Belo Horizonte (MG)
Competição: Campeonato Nacional
Árbitro: Armando Marques
Gols: Dicá 56' (SFC)
CEC: Hélio; Pedro Paulo, Perfumo, Wilson Pizza e Vanderley; Zé Carlos e Dirceu Lopes; Roberto Batata, Evaldo (Baiano), Tostão e Lima (Eduardo).
Técnico: Orlando Fantoni
SFC: Cejas; Orlando "Lelé", Oberdã, Marçal (Paulo Dávoli) e Rildo; Lima e Dicá; Davi (Nenê), Mazinho, Pelé e Edu.
Ténico: Mauro Ramos de Oliveira
Aos 89' Hélio defendeu um pênalti cobrado por Pelé

E para encerrar, a partida mais significativa do Cruzeiro em sua história, a final da Taça Brasil de 1966:

Cuzeiro EC 6x2 Santos FC
Data: 30/11/1966
Local: Mineirão - Belo Horizonte (MG)
Competição: Taça Brasil
Árbitro: Armando Marques
Gols: Zé Carlos (contra) 1', Natal 5', Toninho 6' e 9', Dirceu Lopes 20' e 39', Tostão 42' (pênalti) e Dirceu Lopes 72'
Expulsões: Pelé (SFC) e Procópio (CEC)
CEC: Raul; Pedro Paulo, William, Procópio e Neco: Wilson Pizza e Dirceu Lopes; Natal, Evaldo, Tostão e Hílton Oliveira.
Técnico: Aírton Moreira
SFC: Gilmar; Carlos Alberto Torres, Mauro Ramos de Oliveira, Oberdã e Zé Carlos; Zito e Lima; Dorval, Toninho Guerreiro, Pelé e Pepe.
Ténico: Lula

Realmente, o Cruzeiro era um adversário a altura do Santos FC.

E neste domingo, que os dois times possam fazer uma partida digna de suas tradições, e que o Peixe vença, é claro...

Guilherme Nascimento

Vencer fora de casa

11 de ago. de 2009

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

Aproxima-se o final do primeiro turno do Brasileirão. Não para o Internacional, que estará ainda com dois jogos atrasados (contra o Santos na Vila Belmiro e o Atlético-MG no Beira-Rio), e tem uma partida relativamente complicada, dado o desespero do Sto. André, amanhã, no ABC paulista. O Colorado também se depara com a obrigação de vencer. Ganhar fora é condição sine qua non para cobiçar o maior título nacional do país. O empate nada resolverá nem para o Ramalhão, nem para o Inter.

E precisamente jogar com personalidade no estádio do adversário, da mesma maneira que se atua em casa pode fazer toda a diferença em um campeonato equilibradíssimo. Quem se atreve a prever com exatidão o que acontecerá em cada uma das seqüências de confrontos? O São Paulo, que parece ter se estabilizado, vai a Recife enfrentar o lanterna Sport. Só que o clube pernambucano estréia em casa o novo treinador, Péricles Chamusca. Não reunirá as mínimas condições de começar uma reação? O Flamengo, desfalcado de seu qualificado lateral Léo Moura, vem a Porto Alegre protagonizar este grande clássico do nosso futebol contra o Grêmio.....igualmente sem presenças importantes, e mais prejudicado ainda do que o rubro negro carioca. O oportunismo de Adriano desequilibrará? Ou a força coletiva que a equipe de Paulo Autuori já demonstrou em casa voltará com tudo? O Atlético Mineiro se aproveitará do "sangue doce" do Corínthians, ainda que na maior cidade sul-americana? Ou as experiências do competente técnico Mano Menezes produzirão resultados reabilitadores para o "timão"? O líder Palmeiras encara o Botafogo com novo estrategista. Encontrará facilidades no Parque Antártica?

Enfim, a décima-nona rodada promete duelos decididos no detalhe. Neste contexto, o Internacional, alcançando um triunfo neste sábado, se posicionará muitíssimo bem para futuros "jogos de 6 pontos". Serão eles contra o Galo no Gigante e o Verdão na capital paulista. Com ou sem Guiñazu, machucado no joelho, o Colorado tem que alcançar ótimo desempenho, portanto!

A arbitragem horrenda e o maior dos clássicos

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

Pois desta vez, a arbitragem horrenda prejudicou o Internacional, como já havia beneficiado fortemente o Colorado contra o São Paulo. Nos dois gols corintianos quarta-feira, houve impedimentos. Como se não bastasse isto, ocorreu - quando a partida estava empatada - um pênalti em Andrezinho, inexplicavelmente, sonegado pelo sr. Wagner Tardelli. O nível dos juízes e auxiliares neste Brasileirão não é dos melhores. Longe disto. Pelo menos, em campeonato longo, os erros se compensam. Como diz o provérbio, quase um chavão: "A banca paga e recebe".....

Mano Menezes reclamou da não expulsão do atacante Bolaños, que praticou uma falta perto da área defendida por sua equipe, quando já havia recebido o cartão amarelo. Aqui, ainda se poderia argumentar que a infração não foi de maior violência, pois envolveu uma disputa acirrada pela bola. Em todo caso, parece não haver dúvida de que os erros beneficiando o Corínthians tiveram maior peso decisivo. Não se deve tirar entretanto os méritos do ótimo treinador, que organizou mais uma vez bom sistema de marcação, embora o Inter até tenha criado chances usando os lados do campo, e primordialmente de movimentação, com deslocamentos eficazes de Jorge Henrique. O Coringão sentiu muito pouco os desfalques. E Mano continua invicto no Beira-Rio, salvo engano. Tendo sido demitido pelo grupo dirigente colorado, é possível que tal condição possua valor especial para ele.

Porém, a derrota já está no passado. Sábado, como já escrevi neste espaço, acontecerá mais uma vez O Clássico do Futebol Brasileiro. Palmeiras e Internacional, outra vez, protagonizam um confronto decisivíssimo. A nossa esperança passa pelo fato de que Muricy Ramalho ainda não acertou a mão no clube paulista. Este será o jogaço de seis pontos da rodada. Penso que apenas a derrota constituirá mau resultado. Um empate, pela circunstância das duas partidas a menos, beneficiará bem mais o conjunto comandado por Adenor Bachi Tite. Eis, portanto, os sonhos colorados: duas vitórias surpreendentes perante os grandes paulistas, com mobilização total contra o Verdão e o Peixe! Que promissor se tornaria o horizonte para o Inter! O qual, inclusive, graças ao impressionante desempenho do Avaí, orientado pelo técnico Silas, não saiu do grupo de classificados atuais para a Copa Libertadores da América 2010.

O Internacional no "Funil"

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

Pois o Internacional mais uma vez - em um gramado inaceitável para o que devem ser os padrões do Brasileirão, não importam os motivos - cumpriu o dever, e derrotou uma equipe ameaçada pelo rebaixamento para a segunda divisão do Campeonato Nacional. A lamentar, a bobagem de Taison, após o belo gol. Estará acontecendo alguma coisa com este promissor atacante colorado fora de campo? Sua insensatez, ao chutar o adversário irresponsavelmente, chamou a atenção. Por sorte, a arbitragem viu o toque sutil que desequilibrou Guiliano, responsável por melhor dinâmica do Time, ainda que às vezes peque tecnicamente, assinalando a penalidade máxima que levou ao tento da tranqüilidade. Depois, uma goleada no ABC paulista até não constituiria uma injustiça.

E agora, em função do surpreendente empate do Palmeiras (desta vez, foi o Verdão quem saiu do Parque Antártica com motivos pra reclamar do juiz e seus auxiliares......) com o Botafogo, o Inter pode ficar com o maior número de pontos, contando os jogos do Primeiro Turno. O problema é que já há "pedreiras" pela frente.....no Returno!

O Corínthians, de recentes más lembranças, e o conjunto de Diego Souza e Cleiton Xavier, num confronto de seis pontos, testarão mais fortemente a nova forma de jogar dos comandados de Adenor Bachi Tite. O São Paulo está nos calcanhares, com seu elenco e sua quase inigualável estrutura clubística, o Goiás e o Atlético-MG merecem respeito, e o Verdão, além de bons jogadores, apresenta Muricy Ramalho como estrategista. Eis o "funil" da competição.

Não creio em uma arrancada do Grêmio, que mesmo goleando (e que vai se reforçar) necessitou de memorável atuação do goleiro Victor contra o Flamengo, também irregular, não acredito que o Avaí, cujo objetivo é essencialmente permanecer na primeira divisão, vá mais longe e o Santos e o Cruzeiro já retardaram excessivamente uma possível reação, coisa que não ocorreu com o tricolor do Morumbi. O Coringão está na Copa Libertadores da América 2010, com um título ganho na temporada. Terminada a rodada anterior, o técnico Mano Menezes descartou uma entrada na luta por nova conquista.

Os acréscimos do zagueiro Fabiano Eller e do atacante Edu aumentam as esperanças coloradas. Entretanto, o Brasileirão está um "Campeonataço"! Longo, surpreendente e equilibrado, simplesmente assegurar através dele uma classificação para o mais importante torneio continental do ano seguinte já merece comemorações.

O momento estratégico

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

A derrota do Internacional para o Palmeiras pode ser definida como resultado normal, visto ter ocorrido no Parque Antártica, com o Verdão (será que podemos continuar chamando o conjunto comandado por Muricy Ramalho deste modo, após a estréia bem sucedida da camisa azul, de homenagem à Itália?) mobilizado para liquidar a série de jogos sem triunfos. A lamentar, a liberdade dada ao importantíssimo jogador Diego Souza (não sei se não era para expulsões aquela confusão em que se envolveu com o volante Sandro.....) e a surpreendente inoperância ofensiva do primeiro tempo. Claro que o qualificado adversário também teve méritos pela forte marcação, alicerçada numa concentração total no clássico que o Inter não teve.

O campeonato não dá tempo para se ficar olhando para trás. Um enorme desafio está posto na quarta-feira, no primeiro dos embates atrasados que o Colorado disputará: vencer o Santos na Vila Belmiro. Coisa que em 100 anos de História o Clube do Povo do Rio Grande do Sul jamais conseguiu. Para a epopéia, haverá alguns reforços defensivos. Bolívar e Índio precisam atuar ao menos um pouco melhor do que vinham atuando, é verdade. Porém, se o Internacional faturar 6 pontos nos duelos não travados do primeiro turno, enormes perspectivas se abrirão! Examinando-se as próximas rodadas, julgo perfeitamente viável a retomada da liderança do Brasileirão em breve. Logicamente, será necessário também derrotar ou Avaí (que bela campanha!), ou Vitória, fora de casa. E cumprir a obrigação no Beira-Rio, ainda que contra adversários fortes. Um deles direto na briga pelo título: o Goiás.

Vi uma entrevista do zagueiro Fabiano Eller, onde ele supostamente esclareceu os fatos relativos à sua saída do clube paulista. Independentemente de sua polêmica com os dirigentes do Peixe, parece que o atleta volta com um espírito muito positivo à Instituição que lhe proporcionou ser Campeão da América e do Mundo. Pode se constituir na liderança que ainda falta para o Inter, nas quatro linhas, não obstante a combatividade exemplar de Guiñazu. Veria com bons olhos a experiência tão imediata quanto for possível da fixação de Edu no ataque. Taison e Alecsandro andam um tanto irregulares. Enfim, o campeonato está longe de decidido (alguns resultados paralelos foram bons para o Colorado), mesmo com uma de suas batalhas decisivas perdidas, mas o conjunto comandado por Adenor Bachi Tite precisa superar problemas de escalação e de mecânica. O principal destes últimos a crônica falta de jogadas pelos lados.

Vencer fora de casa

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

Aproxima-se o final do primeiro turno do Brasileirão. Não para o Internacional, que estará ainda com dois jogos atrasados (contra o Santos na Vila Belmiro e o Atlético-MG no Beira-Rio), e tem uma partida relativamente complicada, dado o desespero do Sto. André, amanhã, no ABC paulista. O Colorado também se depara com a obrigação de vencer. Ganhar fora é condição sine qua non para cobiçar o maior título nacional do país. O empate nada resolverá nem para o Ramalhão, nem para o Inter.

E precisamente jogar com personalidade no estádio do adversário, da mesma maneira que se atua em casa pode fazer toda a diferença em um campeonato equilibradíssimo. Quem se atreve a prever com exatidão o que acontecerá em cada uma das seqüências de confrontos? O São Paulo, que parece ter se estabilizado, vai a Recife enfrentar o lanterna Sport. Só que o clube pernambucano estréia em casa o treinador Péricles Chamusca. Não reunirá as mínimas condições de começar uma reação? O Flamengo, desfalcado de seu qualificado lateral Léo Moura, vem a Porto Alegre protagonizar este grande clássico do nosso futebol contra o Grêmio.....igualmente sem presenças importantes, e mais prejudicado ainda do que o rubro negro carioca. O oportunismo de Adriano desequilibrará? Ou a força coletiva que a equipe de Paulo Autuori já demonstrou em casa voltará com tudo? O Atlético Mineiro se aproveitará do "sangue doce" do Corínthians, ainda que na maior cidade sul-americana? Ou as experiências do competente técnico Mano Menezes produzirão resultados reabilitadores para o "timão"? O líder Palmeiras encara o Botafogo com novo estrategista. Encontrará facilidades no Parque Antártica?

Enfim, a décima-nona rodada promete duelos decididos no detalhe. Neste contexto, o Internacional, alcançando um triunfo neste sábado, se posicionará muitíssimo bem para futuros "jogos de 6 pontos". Serão eles contra o Galo no Gigante e o Verdão na capital paulista. Com ou sem Guiñazu, machucado no joelho, o Colorado tem que alcançar ótimo desempenho, portanto!

Recife e Perspectivas

"Aqui o mar é uma montanha
regular, redonda e azul,
mais alta que os arrecifes
e os mangues rasos ao sul.

(.....)

Na cidade propriamente
velhos sobrados esguios
apertam ombros calcários
de cada lado de um rio."

(Pregão Turístico do Recife, João Cabral de Melo Neto, poema escrito na década de 50.....)

Pois é, meus caros leitores. O Blog do Gol de Letras também é cultura! Como não lembrar de Recife? Quando tinha 20 anos, foi lá que se deram no verão 1987-1988 as minhas mais intensas experiências do primeiro amor correspondido. Ela também alcançara as duas décadas de existência. Por circunstâncias que tomariam muito espaço para a explicação, havíamos nos conhecido em minha primeira aventura pelo nordeste, com um bando de amigos, no começo da temporada que ficaria marcada futebolisticamente pelo surgimento do "Clube dos 13", a Copa União etc.

Quando se está com esta idade, não se tem a mais vaga idéia do que há por viver. 22 anos depois, aqui estou eu unido estavelmente pela segunda vez e com uma filhinha que nesta semana completará seus primeiros 12 meses.... Como os amores e paixões da juventude devem ficar como patrimônio da alma, quando Pernambuco de algum modo aparece no caminho, recordo deste período. A moça depois casou com um fazendeiro do Mato Grosso, e não deixou de exercer a enfermagem com a competência de quem se dedica à Saúde Pública, que oferece terríveis dificuldades no Brasil. Porém, o que importa?

E, claro, as lembranças ficam mais fáceis, porque a maior parte da família dela torcia.....pelo Sport Recife. Sim, o grande campeão da Copa do Brasil 2008, que, ontem, no Gigante da Beira-Rio, seguiu seu calvário. O Internacional cumpriu o dever, mas, acima de tudo, deu sinais de novo ânimo neste equilibradíssimo Campeonato Brasileiro. E agora, a torcida dos colorados deve ser por estupenda recuperação do clube da "Veneza Brasileira". Afinal, o São Paulo começou a crescer. E quando o tricolor do Morumbi começa a aumentar o rendimento na principal competição nacional, se torna inevitavelmente um grande favorito ao título.

Penso que as perspectivas são excelentes para quem aprecia e defende a mais justa das fórmulas, esta dos pontos corridos, turno e returno. É provável que três ou até quatro equipes cheguem nas últimas rodadas com chances de alcançar o título. Alguma coisa semelhante com o que ocorreu na Holanda, recentemente. E o Inter, com os reforços que trouxe, em princípio, faz crescer suas chances, ainda que a lateral direita siga sem solução, porque, segundo os argumentos da direção, não existe alguém de boa qualidade disponível no mercado. Edu se formou como atleta no São Paulo, o que depõe a seu favor, e jogou bem no Bétis, clube espanhol que, é verdade, não se sustentou na primeira divisão. Já Fabiano Eller cumpriu a melhor temporada de sua trajetória em 2006. Só por sua atuação contra o Barcelona, na memorável decisão do Torneio Mundial, mereceria lugar entre os melhores zagueiros da História Colorada.

Enfim, entre lembranças, um cotidiano de maior tranqüilidade, visto que desde hoje estou de férias da TVE-RS, e a atenção para os acontecimentos jornalísticos (os leitores de outros estados, que procuram se informar, sabem que o Rio Grande passa por uma crise política.....), entre os quais os do futebol, vamos lendo e escrevendo, a somar estas dimensões.

SÃO PAULO CAMPEÃO MUNDIAL SUB-15

10 de ago. de 2009

Sábado passado, 08/08, a equipe sub-15 do São Paulo Futebol Clube sagrou-se campeã do Manchester United Premier Cup ao derrotar o Werder Bremem da Alemanha por 3 a 1.
O Torneio também conhecido por "Copa Nike" tem uma complexa fórmula de disputa. Numa primeira fase nacionalizada, cerca de 9.000 equipes espalhadas por todo o planeta, em um total de 43 países,classificam 20 equipes para a disputa da fase final em Manchester.
Na fase disputada no Brasil, formaram-se dois grupos de dez equipes, uma chave no Rio de Janeiro e outra em São Paulo. Classificaram-se quatro equipes que disputaram as finais na Granja Comary. O São Paulo classificou-se como representante do Brasil.
Em Manchester os principais times do planeta disputaram mais uma fase com vinte equipes divididas em quatro chaves, com a seguinte colocação:

Grupo A
1) KRC Genk (Belgica), 12 ptos
2) Boin Middle School (Coreia do Sul), 7 ptos
3) Orlando Pirates (Africa do Sul), 6 ptos
4) West Bromwich Albion (Inglaterra), 4 ptos
5) Changchun Yatai FC (China), 0 ptos

Grupo B
1) Right to Dream (Gana), 10 ptos
2) Werder Bremen (Alemanha), 10 ptos
3) MTK Hungaria FC (Hungra), 6 ptos
4) Atlas FC (Mexico), 3 ptos
5) Salgaocar SC (India), 0 ptos

Grupo C
1) Paris Saint Germain (França), 12 ptos
2) São Paulo FC (Brasil), 6 ptos
3) Manchester United (Inglaterra), 6 ptos
4) Alta Loma Arsenal SC (EUA), 4 ptos
5) Gamba Osaka (Japão), 1 pto

Grupo D
1) Atletico de Madrid (Espanha), 10 ptos
2) Colo Colo (Chile), 7 ptos
3) AC Thonburi (Tailandia), 6 ptos
4) AS Roma (Itália), 5 ptos
5) Marconi Stallions (Australia), 0 ptos

Quartas de final
KRC Genk 0x3 Werder Bremen
PSG 2x0 Colo Colo
Right to Dream 1x0 Boin Middle School
Atletico de Madrid 0x3 São Paulo FC

Semifinais
Werder Bremem 4x2 PSG
Right to Dream 0x2 São Paulo FC

Final
Werder Bremem 1x3 São Paulo FC

Jogo disputado no Estádio Old Trafford do Manchester. O São Paulo formou com: Jairo; Caique, Fabrício, Carlos Chaba e Felipe Conde; Alan, Pedrinho Mirrai e Bruno Lamas; Ademílson e Lucas Piazon (artilheiro do São Paulo no Torneio com cinco gols)

Os campeões:
93/94 - FC Porto
94/95 - Real Madrid
95/96 - RCD Espanyol
96/97 - Platense
97/98 - Athletic Club de Bilbao
98/99 - FC Barcelona
99/00 - SC Internacional
00/01 - EC Vitória
01/02 - SãoPaulo FC
02/03 - SC Corinthians P
03/04 - Manchester City
04/05 - Fluminense FC
05/06 - Chivas Guadalajara
06/07 - FC Barcelona
07/08 - Fluminense FC
08/09 - São Paulo FC

Equipes com mais títulos: São Paulo FC, FC Barcelona e Fluminense FC com duas conquistas cada.
Países com mais conquistas: Brasil 7 vezes e Espanha 5 vezes.

Tudo Igual


Nesse domingo o Vitória empatou e continua com o seu jejum de vitórias. A classificação para Libertadores que parecia uma realidade no começo do campeonato, hoje começa a ser um sonho cada vez mais distante.

O adversário da vez foi o Fluminense que se encontra na zona de rebaixamento, na teoria seria o jogo ideal para a reabilitação no campeonato. Com esse pensamento o time baiano partiu para cima do tricolor carioca.

Usando as laterais e a velocidade o rubro-negro pressionava e abriu o placar com Willians aos 15 minutos depois de tabelar com o atacante Roger. Depois do gol o Vitória diminuiu o seu ritmo e com isso o Flu equilibrou o jogo.

O time carioca chegou ao empate aos 29 minutos depois de uma cobrança de escanteio, Kieza rolou de calcanhar para Luiz Alberto chutar no canto direito do goleiro Gleguer. O Vitória sentiu o gol e não conseguiu concluir as chances que criava, para a insatisfação da torcida.

No intervalo o técnico Carpegiani colocou o atacante Neto Berola no lugar de Fabio Ferreira e começou dando trabalho ao Flu. Mas foi o time tricolor que marcou com Roni aos 8 minutos, depois de recebr o passe de Conca.

Dois minutos depois, o Vitória chegou ao empate depois do chute cruzado de Leandro Domingues o atacante Roger completou para o gol vazio, o jogador não marcava a cinco jogos. A partir daí a partida ficou em aberto com chances para os dois lados, com Apodi acertando a trave e o goleiro Gleger salvando uma bola em cima da linha aos 48 minutos.

Com o resultado o time baiano chega a 25 pontos e fica na 10ª posição, até o momento Paulo Cesar Carpegiani ainda é o técnico do Vitória. Os próximos compromissos do rubro-negro são na quinta-feira contra o Coritiba pela Copa Sul-Americana no Barradão e no domingo contra o Goiás no Serra Dourada pelo Campeonato Brasileiro.

Com Onze (11) até o fim!

9 de ago. de 2009

A última vitória do Cruzeiro tinha sido contra o Sport por 1x0, no Mineirão. Desde então o time perdeu de goleada (4x1) pro Grêmio e reabilitou o Atlético paranaense sendo batido por 2x0 no Mineirão.
Com estes resultados é difícil acreditar que o time chegou tão bem à final da Libertadores deste ano. Talvez, a principal causa da fase ruim do time seja o excesso de expulsões, poucas delas por erro de arbitragem. A grande questão é se estas expulsões fazem parte de um complô dos jogadores contra determinadas escalações do Adilson Batista, ou se devem-se ao apavoramento dos jogadores eufóricos por gols e vitórias.
O torcedor já começava a desacreditar do time e apontar defeitos no time que pareceu, por uns tempos, uma seleção de AB. Gerson Magrão com seus inúmeros passes errados devia sair da lateral-esquerda, jogadores da base como Dudu, Vinícius e Diego Renan não deviam mais ser escalados. E uma outra infinidade de mudanças.
Gerson Magrão (e Wagner) foram vendidos. D'alessandro cogitado. E Adilson escalou Diego Renan de titular mais uma vez.

Desta vez sem jogadores expulsos, com um penalti a favor e melhora significativa no segundo tempo o time conquistou a vitória por 3x1 fora de casa, com gols dos atacantes Wellington Paulista (2) e Thiago Ribeiro. O primeiro placar de 3 gols do ataque celeste neste brasileirão.
O time fez um pouco de corpo mole. Diego Renan mais uma vez errou bastante e continua não merecendo a posição de titular. 
Os primeiros 15 minutos foram de puro sofrimento. Com Fábio salvando o time mais uma vez. Com a sorte de um penalti - digo sorte porque o time não estava jogando para merecer um gol de graça - em Jonathan Wellington Paulista marcou seu primeiro gol pra homenagear seu mais presente fã  - e às vezes único - seu pai. Eu que ouvia o Pequetito narrar o jogo pela CBN Bh pensei que por protesto ele fosse chutar por cima, pelo menos foi o que pareceu quando ouvi "e ele toma distância: um, dois... oito passos". Eu tive vontade de desligar o rádio, mas com o gol tudo ficou azul de novo.
Cruzeiro entrou em campo, sem um camisa 10 em campo sobrou para Diego Renan e Jonathan pelas pontas deixando um espaço grande na lateral esquerda que Athirson não deu conta até ser trocado por Gilberto. Embora dissessem que não era hora de testar novos jogadores, tudo deu certo e Gilberto fez uma boa partida.
Henrique, que eu ainda acho muito limitado, jogou bem talvez tenha sido o melhor em campo. Fabinho, que já devia ser titular também entrou fazendo uma boa partida. O gol sofrido animou os "caseiros" mas não abalou as visitas. O Cruzeiro se manteve firme chegando perto de 4x1, que só não aconteceu pela falta de pontaria do ataque, mais uma vez. Mas pelo menos marcaram alguma coisa, uma hora a gente chega lá.
Falando de ataque, Guerrón talvez estreie no próximo jogo. E Kléber, esperamos que não saia ainda nesta temporada, mas...
Quanto à pressão pela saída de AB eu sou contra. Ele escala "errado" algumas vezes, mas é isto que faz dele um bom técnico. Não! Não disse que escalar errado é ser um bom técnico. Mas sim fazer novos testes, tirar o time da mesmice, é com uma jogada só que o Roth cai pelas tabelas todo meio de campeonato. É com esta variação de táticas e jogadores que AB manteve o time bem pelo Mineiro de 2008, Brasileiro de 2008, Torneio de Verão do Uruguai 2009, Mineiro 2009,  Libertadores 2009 e quem sabe na Copa do Brasil 2010? (Não espero pela G4 mais).

Feliz dia dos pais! Com cinco estrelas no cartão (de felicitações). Opa, cartão hoje não teve.
Pra comemorar a data, lembrar uma vitória sobre o rival e relembrar uma música que nos felicitou por algum tempo. "Ô meu pai, eu sou Cruzeiro meu pai!". Esta vai para o sr. Pedrinho, o que guarda mais memórias das minhas memórias futebolísticas destes meus bem entitulados 17 anos, porque ô meu pai, eu sou Cruzeiro.



Fim Da Boa Fase

7 de ago. de 2009


Depois de um excelente início de campeonato, o time do Vitória vê o grupo de elite do Brasileirão cada vez mais distante. Com a derrota para o Barueri, o time baiano se encontra na 10ª posição.

O jogo aconteceu na Arena Barueri, o time mandante tinha o desfalque do seu artilheiro, machucado o atacante Val Baiano foi substituído por Luis que honrou a camisa 9 e abriu o placar logo aos 2 minutos com um gol de cabeça.

Depois do gol, o Leão baiano não teve outra opção que não fosse atacar, conseguiu dois bons lances com Carlos Alberto e Leandro Domingues de fora da área, mas o goleiro Renê estava atento nos dois lances, e com o atacante Roger acertando a trave.

O Luis voltou a marcar aos 40 minutos após Fernandinho driblar a marcação na linha de fundo e tocar para Marcos Pimentel, mas o jogador acertou a trave e no rebote o camisa 9 concluiu.

Com a vantagem no placar, o time do Barueri dominou o inicio do segundo tempo ainda mais que os principais jogadores rubro-negros estavam em noite nada inspirada. O time paulista teve bons momentos no ataque com Fernandinho e Thiago Humberto, o Vitória respondeu aos 18, com Roger depois de cobrança de falta ensaiada, mas Renê defendeu.

O artilheiro Luis foi substituído por Otacílio Neto na metade do segundo tempo, e logo na primeira oportunidade marcou um belo gol acertando o ângulo do goleiro Gleguer. E para completar a goleada, o Barueri marcou mais um aos 47 minutos com Thiago Humberto, encerrando o jejum de quatro jogos sem vitórias.

Como dito, depois da derrota o Vitória fica na 10ª posição e no domingo enfrenta no Barradão o Fluminense que vem embalado depois da goleada aplicada no Sport.

Flamengo perde para o Goiás com gol no fim do jogo

6 de ago. de 2009

Em jogo disputado, Góias derrotou o Flamengo por 3 a 2, no Serra Dourada, pela 17ª rodada do Brasileirão.
A equipe do Goiás começou dominando o jogo, e aos 11 minutos do primeiro tempo, em uma cobrança de escanteio, Amaral, de cabeça, botou a bola no fundo das redes, sem chances para Bruno.
O time da casa continuou em cima e ampliou o placar depois de uma confusão na área, Léo Lima empurrou Willians e chutou para fazer o segundo gol.
No segundo tempo, com Petkovic e Bruno Paulo que entraram no lugar de Kleberson e Denis Marques, o Flamengo conseguiu um pênalti aos dois minutos da segunda etapa, em um lance que Adriano foi puxado na área, Adriano bateu e diminuiu para o time Rubro-Negro.
Depois do primeiro gol, o Mengão partiu para cima, e aos 33 minutos, Petkovic dribla o adversário, puxa para o meio e chuta colocado, sem chances para Harley.
Após o empate, os dois times diminuíram o ritmo, mas o Goiás só estava esperando para dar o bote, tanto é que aos 45 minutos, em uma jogada meio confusa no meio da área, Iarley chuta e marca o gol da vitória do time da casa.
Com esse resultado, o Goiás vai para a segunda colocação com 32 pontos, e o Flamengo está em 10º lugar com 24 pontos.
Na próxima rodada, o Goiás pega o São Paulo, domingo, no Morumbi, e o Flamengo joga contra o Corinthians, domingo, no Maracanã.

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O jogo no Oriente e o caso de Fernandão

5 de ago. de 2009

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

Pois o Internacional, sem empolgar, e nem podia ser diferente, dado o cansaço da viagem e o gramado estranhamente ruim em terras japonesas, venceu o Trinita. É mais uma taça além-fronteiras, esta de nome esquisito, pelas malícias do nosso idioma: "Suruga". No entanto, não foi mais do que a obrigação aquilo que o Colorado cumpriu hoje, cedo da manhã, pelo horário brasileiro.

Agora, o foco já se volta para o empolgante Campeonato Nacional, onde nenhum time consegue assumir "a pinta" de favoritaço ao título. O Inter, se a direção cumprir a promessa de dois ou três reforços, tem condições, sim de alcançar o primeiro lugar. O exemplo de 2008 do São Paulo está bem presente na memória. O tricolor do Morumbi conseguiu tirar 11 pontos de desvantagem em relação ao Grêmio, no começo do returno!

E Fernandão mereceria ser recontratado? Parto de uma premissa diferente da maioria dos colorados. Apesar da importantíssima liderança que exerceu no Time, em período vitorioso, não creio que tenha jogado um futebol que o torne merecedor de estar numa Seleção Centenária do Internacional de todos os tempos, por exemplo. Na minha opinião, respeitando evidentemente quem diverge, o melhor jogador da Equipe Vice-Campeã Brasileira de 2005 e Campeã da América 2006 (com formação já influenciada pelo técnico Abel Braga) foi Paulo César Tinga. Claro que Fernandão se mostrou um bom atacante, além de carismático.

Entretanto, precisamente porque, quando saiu, não estava em fase de excelente rendimento, penso que sua volta constituiria uma espécie de oportunidade para encerrar a carreira em alto nível no Clube que lhe deu os maiores títulos de sua bela trajetória profissional. E acrescentaria qualidade, sim, ao setor ofensivo colorado. Porém, é perfeitamente compreensível que, embora não diga publicamente, a direção avalie que ele não compensaria o investimento nesta fase de sua carreira e que o grande capitão tenha optado pelo Goiás, onde jogará ao lado de Iarley, este sim, de memorável atuação no Torneio Mundial em que o Alvirubro conquistou o planeta. Vale lembrar que, neste momento, a agremiação do centro-oeste estaria na Copa Libertadores da América 2010. E, coerente com meu raciocínio acima, não julgo impossível que lute pelo título. Então, que o autor do milésimo gol da História dos confrontos entre Grêmio e Internacional tenha toda a sorte na volta para sua terra!

Flamengo empata com o Náutico no Maracanã .....

3 de ago. de 2009

Flamengo e Náutico empataram em 1 a 1, no Maracanã, pela 16ª rodada do Brasileirão.
Os gols foram de Gilmar para o Timbu. Léo Moura para o Mengão.
Com o empate, o Flamengo fica na 9ª colocação com 24 pontos, e o Náutico está em 19º lugar com 12 pontos.
Na próxima rodada, o Flamengo pega o Góias, fora de casa, quarta-feira, às 21:50h, e o Náutico joga contra o Corinthians, na quarta-feira, às 21:50h.

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