Grêmio

Grêmio
Mais uma vitória em busca do tri!

Internacional

Internacional
A semana, a ideia de Roth, o Inter B.

Grêmio

Grêmio
Maylson garante mais uma vitória

Internacional

Internacional
O Inter estará pronto dia 16?
Mostrando postagens com marcador Taça Rio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Taça Rio. Mostrar todas as postagens

Hora De Trocar As Figurinhas? ou Aleluia

19 de abr. de 2010

Acabou nesse domingo o Campeonato Carioca, em uma conversa com a Lílian Alcântara falei que só tem dois jeitos de terminar o Carioca com algum time vencendo ou do jeito de sempre. Deu a primeira opção, finalmente depois de três vices consecutivos o Botafogo venceu o Campeonato Carioca sempre precisar das finais por ter vencido os dois turnos.

O time alvinegro se propôs a jogar com uma tática de Winning Eleven, marcando forte no meio e lançando a bola para o grandão que fica na área pra cabecear (não que eu faça isso, pois acho muito sem graça), o Flamengo ficou preso na marcação do Botafogo não conseguia trabalhar a bola e se impor em campo.

Os gols da vitoria botafoguense veio com aqueles velhos pênaltis que todo mundo faz e que o juiz só vê quando quer se consagrar e mostrar que a regra é clara e aplicada, lembrando que aquela falta feita no Fabio Luciano há um tempo foi um crime contra a história do Botafogo (isso foi o que ouvi da única botafoguense que eu conheço), mas realmente foi tanto o convertido pelo Herrera e pelo que foi quase perdido pelo Loco Abreu.

Que também aconteceu pro lado rubro-negro feito em cima do Ronaldo Angelim (o mesmo que fez o primeiro pênalti da partida), o Love poderia bater já que tinha feito o gol de empate da partida e estava mais confiante, mas o Imperador que não jogava há um tempo ia bater o mesmo Imperador que nunca tinha perdido um pênalti. Pois é perdeu quando não podia, o chute de esquerda e mal batido parou no Jeferson, acabava ali alguma esperança de ser campeão.

Parabéns ao campeão se foi merecido ou não já não posso dizer, pois não acompanhei o Botafogo para tirar maiores conclusões, mas se for levar pela final esta em boas mãos a Taça, o que posso dizer é que o Flamengo se desgastando aos poucos o futebol não agrada, as vitórias não são convincentes, os jogadores não estão mais unidos e o comandante com a sua velha paciência.

O Brasileirão vem ai será que a torcida rubro-negra terá que contar com Toró e Vinicius Pacheco pra vencer? Difícil dizer, na quarta-feira teremos mais um Dia D pro elenco flamenguista e se tudo der errado (já que existe essa possibilidade) podem esperar que mudanças vão acontecer (ou não).

E a festa começou

18 de abr. de 2010

Depois de três anos de atrazo o caneco finalmente virá reencontrar a felicidade em General Severiano. E não poderia ter sido de outra forma e muito menos com outro adversário.
Dia 18 de abril de 2010 ficará com toda certeza ficará marcado na cabeça de muitos botafoguenses e até de flamenguistas. Mas, óbvio, de formas bem diversas.
Como em todo clássico decisivo, a ansiedade pela partida se prolonga por toda a semana. Especulações sobre possíveis desfalques e surpresas, mas como todo bom final, foram poucas as mudanças nos times.
Em relação ao time que entrou contra o Fluminense na semi-final então, foi apenas uma mudança. Túlio Souza fez o papel que seria de Sandro Silva e Renato Cajá entrou na vaga do Lucio Flavio, que nem precisará mais voltar nos últimos jogos. De resto, nada de surpresas.
A partida começou tensa. Não era para menos. A cantoria era obrigatória na arquibancada. 60.748 presentes tentavam, cada um a sua maneira, empurrar seu time ao ataque. Flamengo e Botafogo começaram um jogo de estratégias em campo, e só conseguiram chegar à meta adversária depois de muita análise. Mas o Botafogo conseguia levar mais perigo. Principalmente porque marcava a saída de bola do Flamengo e fazia pressão principalmente nos três meias mal escalados por Andrade.
E gol do Fogão era mesmo questão de tempo. Após uma cobrança de escanteio, Ronaldo Angelim derruba Fábio Ferreira e juíz marca muito bem o pênalti. Herrera vai cobrar e faz 1 x 0. E a torcida alvinegra se solta de vez nas arquibancadas e em cada canto do mundo. Porém, aquele velho dilema de recuar sempre que leva gol se tornou quase inevitável, quando o time rubro-negro melhorou consideravelmente. A substituição de Toró por Vinícius Pacheco, comprovou o que era claro. O Andrade não conseguiu escalar bem o time.
Mas o fato é que recuamos demais e demos espaços para eles armarem suas jogadas. Nem assim conseguiam direito. E o castigo veio aos 45 do segundo tempo. Depois de um cruzamento de Michael e uma bola raspada na cabeça de Adriano, ela sobrou para David que se abaixou para cabeçear. Jefferson ainda conseguiu pegar, porém ela ficou nos pés de Végner Love. Flamengo 1 x 1 Botafogo!
A tensão só vinha aumentando. E a desconfiança do torcedor também. Principalmente porque levamos um gol de pura desatenção. Mas o segundo tempo prometia. E não é que foi emoção do início ao fim? É mesmo muito mais gratificante torcer para esse time!
As chances criadas pelos times no segundo tempo mostrou que o jogo começaria a ficar mais aberto, ou seja, ambos seriam mais ousados. Visivelmente cansados, Túlio Souza e Renato Cajá foram substituídos por, Caio e Edno respectivamente. O jogo melhorou mais ainda. Mas para a tristeza botafoguense, as bolas aéreas não estavam se encaixando muito bem. Foram muitos erros. Até que, depois de uma falta cobrada por Edno, Herrera foi puchado pela camisa dentro da área. Pênalti. E não é que o Herrera deixou mesmo o Loco cobrar? Com uma frieza e categoria de um jogador que estará na Copa do Mundo, ele deu um leve toque que caprichosamente ainda bateu na trave de cima e entrou. Torcida alvinegra voltou a incentivar mais ainda.
Mas como nada é muito fácil para a gente, vimos um pênalti em cima de Ronaldo Angelim três minutos após o nosso gol. Um filme passou pela cabeça de todo torcedor alvinegro. Quem não se lembra do eterno placar neste clássico ( o tal 2 x 2 )? Esse ano porém, podemos gritar para quem quiser ouvir que TEMOS GOLEIRO! É isso mesmo caros leitores, um goleiro decente, concentrado e que sabe crescer no momento em que o time mais precisa.
Ah, já estava me esquecendo de falar. O "Imperador" foi bater o pênalti e Jefferson espalmou jogando para fora. Uma defesa providêncial em um momento complicado da partida. Fora claro, as outras incríveis defesas que aconteceram no momento em que o Flamengo foi para frente, desorganizadamente. Caio ainda teve uma chance no final de fazer 3 x 1, mas nem precisou . Claro que o gol acalmava o coraçãozinho de todos nós, porém continuo com a ideia de que não poderíamos ganhar de outra maneira.
Foi mais emocionante, e com isso muito mais gostoso. A história de que não temos um time perfeito ainda é verdade. Mas ontem deu gosto de ver a entrega de muitos deles. A emoção no apito final foi a tradução de que esse grupo estava dando uma importância tremenda a esse jogo, mesmo que a renda dos próximos jogos pudesse ser mais viável. Ou seja, o título foi, a quem realmente o mereceu. Mais ainda, a quem, com a humildade, conseguiu superar, dentro das quatro linhas, a falta de jogadores milionários e que jogam um belo futebol.
Temos mesmo tempo de comemorar e usurfruir muito desse título, que pode não ser o melhor campeonato a ser disputado ( e de fato não é ), mas estava engasgado a muito tempo. E é saber usurfruir disso, e trazer reforços para a disputa do Brasileirão 2010, porque só assim poderemos realizar o que todos nós queremos, e que agora vem sendo comentado por Maurício Assumpção: a Libertadores!
Coincidência ou não, 21 anos após a bela conquista de 1989 contra eles, conquistamos mais um belo campeonato. A profecia do filme dos Trapalhões foi cumprida? Isso eu realmente não sei. O que se sabe é que conquistamos sim o Campeonato Carioca de forma brilhante. Sem, em momento algum, precisar de disputa de pênaltis ou mesmo prorrogação.
Qual dos mais otimistas acreditavam, depois da fatídica derrota para o Vasco, que o Botafogo conquistaria sequer um turno? E realmente não conquistamos somente um deles. Foram os dois! Soubemos dar a devida importância a cada fase disputada. E crescemos todas as vezes que chegamos às finais. Sorte? Podem ter certeza de que não foi só isso. Mas claro, ajuda. Todo campeão tem que ter um pouco de sorte, isso é futebol.
Ao Joel, meus eternos agradecimentos. Se não foi fácil para nós torcedores, imagina para ele quando pegou esse time todo estraçalhado? Teve que trabalhar muito além do psicológico dos jogadores. E conseguiu, de forma brilhante. Seu sétimo título estadual. A estrela dele, combinada com a do Botafogo deu certo, ouso dizer que casou perfeitamente.
A Jefferson, Somália, Alessandro, Fahel, Antônio Carlos, Fábio Ferreira, Leandro Guerreiro, Túlio Souza, Renato Cajá, Herrera, Loco Abreu, Caio, Edno, Sandro Silva, Lucio Flavio, Danny Moraes, Renan e tantos outros que estão no elenco, também vai os parabéns. E a certeza de que não podemos, de forma alguma, parar por ai. Temos muito o que fazer e se preocupar. O Campeonato Brasileiro vem ai, e teremos mais uma competição onde poderemos nos superar, com as devidas contratações, claro!
Ao nosso eterno rival, que insiste em menosprezar este título, vale a dica. Se somos assim tão ruins, por que não conseguiram nos vencer? Ainda evitamos o tetra deles, que aliás só o Botafogo de Futebol e Regatas conseguiu até hoje.
Um botafoguense em especial com toda certeza está, pela primeira vez, lá de cima comemorando este belo campeonato. Esse título é para você Armando! Que quando estava aqui, soube como ninguém defender o clube de coração e exaltar as qualidades e felicidades de ser botafoguense. Nada mais justo.
No mais, é comemorar sim, sair pelas ruas de cada canto do país com o manto glorioso, e embelezar cada vez mais a sua cidade. Afinal, qual é mesmo o escudo mais belo do mundo? Não poderia ser outro.
Agora é continuar nossa gloriosa caminhada. Pois como retrata nosso belo hino: "Tu és o Glorioso, não podes perder, perder para ninguém". E claro, enquanto houver uma ESTRELA SOLITÁRIA no céu, urubu nenhum voará mais alto, nunca!!!

Saudações alvinegras a todoos ;*

De Novo Outra Vez

12 de abr. de 2010





Começando a parte que na verdade interessa do Campeonato Carioca, o Flamengo enfrentou o Vasco pela semifinal da Taça Rio no estádio do Maracanã. Jogando “meio que sem querer querendo, mas vamo ganhar esse negócio” o time venceu o seu rival por 2x1.

Sem Adriano sentindo dores o rubro-negro teve que se virar com Bruno Mezenga (que por incrível que pareça não jogou tão mal quanto à pessoa que vos escreve esperava) que conseguiu dar dois passes para Vagner Love sendo que um acabou em gol, acredito que isso seja suficiente para qualificar a atuação dele como boa.

Como de tradição nessa temporada o Fla sempre toma gol em jogada boba, o que não foi diferente no gol vascaíno, quando a marcação ficou olhando o jogador adversário antecipar e subir sozinho. Assistindo o Vasco jogar tentado criar alguma coisa com Philippe Coutinho (que é um craque que só joga muito nas partidas que eu nunca vejo), o Flamengo tentou jogar nos contra-ataques.

Segundo tempo meio controverso para o juiz que parecia estar muito seguro no primeiro tempo, apesar de que a pênalti marcado a favor do Flamengo ter sido considerado existente por todos que estavam vendo aqui na minha casa (eu e meu pai). No decorrer do período o árbitro se enrolou com cartões amarelos expulsando o Juan (pelo segundo amarelo) por uma falta inexistente e não marcando um pênalti para o Vasco.

No fim deu Flamengo que mais uma vez vai enfrentar o Botafogo na final da Taça Rio e tem a chance de decidir o campeonato em três jogos o que o Bota pode fazer em um jogo só, ate a decisão do turno o Fla tem que melhorar a sua situação na Libertadores já que hoje esta no limite da classificação para a próxima fase.

Pode ser implicância minha muita exigência da minha parte ou até que eu esteja reclamando de boca cheia, mas até agora não vi aquele Flamengo que venceu o Brasileirão 09 e nem uma atuação parecida com aquela da vitória de virada sobre o São Paulo. Pelo menos as vitórias aparecem e espero que continuem aparecendo, se não da pra jogar em alto nível que joguem com raça e com vontade, não como das últimas vezes.

Resenha: Botafogo 3 x 2 Tricolor

11 de abr. de 2010


Amigos, o profeta estava errado. Dizia ele que a vitória tricolor estava escrita há sessenta séculos. E, no entanto, quem venceu o clássico foi o Botafogo. O alvinegro, potencializado pela força sobrenatural da camisa queimada no primeiro turno, caminha a passos largos para um merecido título. Já o Fluminense chora mais um ano fora da final.

A partida no Maracanã foi uma das mais eletrizantes dos últimos tempos. Já aos quatro minutinhos, o Botafogo abriu o placar, em jogada de bola parada. Era tudo que o treinador Joel Santana desejava, com sua retranca armada. No entanto, logo o Fluminense foi à frente e arrumou um pênalti. No momento máximo de tensão, o centroavante Fred contra o arqueiro Jefferson. E a sorte sorriu para o Botafogo, com a bola estourando no travessão.

Ali, parecia decretada a vitória alvinegra. Porém, foi a partir deste choque que o Tricolor cresceu na partida, e passou a exercer um sólido e amplo domínio. Os dois gols da virada foram consequência direta desta irresistível pressão. Redimindo-se do pênalti perdido, Fred assinalou dois tentos de antologia, e o Fluminense virou a partida, ainda no primeiro tempo. Agora, era o Botafogo que parecia irremediavelmente aniquilado.

Vem o segundo tempo, e Joel lança o talismã Caio. O Fluminense continua melhor, mas se cansa de perder chances de decidir a partida. Alan, por exemplo, desperdiçou um gol feito, com o arco escancarado. Ademais, o goleiro Jefferson estava em tarde iluminada, realizando intervenções impossíveis.

Em mais uma jogada de bola parada, o Botafogo conseguiu o empate, com um chute fraquinho de Fahel, no contrapé do goleiro tricolor Rafael. O placar de 2 a 2, a essa altura, levava o jogo para a temível decisão por pênaltis.

Mas o pior para nós tricolores estava por vir. Após uma rebatida de escanteio, Caio chuta, Herrera impedido atrapalha Rafael, e a bola estufa as redes tricolores: Botafogo 3 a 2. Após tomar uma virada do Fluminense, o Alvinegro conseguia a sua própria virada.

Após mais uma taça perdida, começará a caça às bruxas em Laranjeiras. Alguns tentarão culpar Fred pelo pênalti perdido, mas convenhamos que os dois gols invalidam essa tese. Outros cairão na estúpida obviedade de culpar o técnico Cuca. Esses provavelmente terão esquecido o excelente aproveitamento do treinador no comando do Fluminense. Será que realmente acham que uma simples mudança de técnico resolveria os problemas do clube?

Alguns poucos estarão certos (é sempre assim). Estes apontarão como culpado o modelo derrotado da administração do Fluminense. É este modelo derrotado que afasta as taças de Álvaro Chaves. É este modelo derrotado que vende Maicon a preço de banana, quando o clube não possui um substituto para o jovem. É este modelo derrotado que quase sempre gasta uma fortuna, e quase nunca produz times campeões. É este modelo derrotado que faz Dalton, Arouca, Diego Souza, Carlos Alberto, Thiago Neves, Washington e outros preferirem jogar em outros clubes. É este modelo derrotado que demite técnicos como se troca de roupa. É este modelo derrotado que faz o Fluminense refém de um patrocinador.

O profeta prefere não opinar sobre a Copa do Brasil ou o Campeonato Brasileiro. Que Gravatinha e João de Deus ajudem o nosso Fluminense.

PC

A virada da virada

Em partida válida pela terceira rodada da Taça Rio, Fluminense x Botafogo duelaram. Naquele dia, apesar do time tricolor ter uma equipe melhor, o Botafogo jogou bem mais organizado, e saiu derrotado de campo por 2 x 1, de virada.
Hoje, no mesmo Maracanã, a história parecia que iria se repetir. Principalmente por conta de um time apático e mais fraco, tecnicamente, que o time que vinha jogando de titular. Mas dessa vez foi diferente.
Um público modesto pagou para assistir a essa semi-final, 23.445 presentes. O Fluminense começou dominando a partida, porém, no primeiro ataque da equipe alvinegra, Túlio Souza cobra uma falta na cabeça de Loco Abreu, que sozinho não desperdiçou. Botafogo 1 x 0 Flumiense!
E até os 40 do segundo tempo foi só o que o time do Botafogo conseguiu produzir. Nesse meio tempo, foi só pressão do tricolor carioca e muitos erros de passe e marcação do outro lado. E como pena a isso tudo, o juíz marcou um pênalti, que vale lembrar, não existiu. E atendendo ao ditado "Pênalti mal marcado, não entra", Fred tratou de explodir a bola no travessão, configurando assim a terceira penalidade seguida que não é convertida no gol defendido pelo Jefferson!
Isso serviria para acordar o time, certo? Seria a lógica. Mas em futebol isso é muito relativo. Levamos dois gols de Fred ainda no primeiro tempo, que obrigaram ao time ir para frente. Não podendo esqueçer, claro, que, no primeiro gol do atacante tricolor, o zagueiro titularíssimo Antônio Carlos escorregou de uma forma lamentável.
Ainda na primeira etapa, o mesmo Antônio Carlos errou um gol sem goleiro, que de cabeça ele mandou para fora. E o Herrera teria conseguido marcar o dele, se alguém o tivesse avisado que não era vôlei e sim futebol. Mas enfim, fim de primeira etapa. Botafogo 1 x 2 Fluminense!
No intervalo, Joel percebeu que o Sandro Silva não estava em um bom dia e o tirou para a entrada de Edno. Percebeu também que, o Túlio Souza estava conseguindo a proeza de fazer a torcida ter saudade do Lucio Flavio, o tirou e colocou o Caio. Enquanto isso, o Fluminense continuou com a mesma formação, querendo apenas matar a partida nos contra-ataques!
A mudança no comportamento da equipe foi logo percebida. O Botafogo começou a trocar passes e a levar perigo ao gol tricolor. Porém, foi em um cruzamento que saiu o gol de empate. A zaga do Fluminense estava muito insegura e todo cruzamento era perigoso. Neste, depois de um bate-rebate na área, Fahel chutou e a bola entrou devagarzinho. Botafogo 2 x 2 Fluminense.
Com o empate a partida ganhou muito mais em movimentação, agora para os dois lados. E adivinhem qual foi a jogada do gol da virada? Bola cruzada na área, claro. Depois de parcialmente cortada pela zaga do Flu, ela sobrou para Caio, que dominou e chutou. O goleiro Rafael só ficou observando a bola entrar, após um corta-luz de Herrera. Botafogo 3 x 2 Fluminense!
Não se pode atribuir à derrota do tricolor a esse gol validado. Cabe lembrar que, o time chamou o Botafogo o tempo todo para o seu campo de defesa, para tentar matar a partida em contra-ataque. Só que não obteve êxito algum. E, em mais um clássico no ano, o time do Fluminense não conseguiu segurar o placar.
Eles ainda tiveram, pelo menos, mais 15 minutos para empatar e até virar a partida, mas não conseguiram. Criticaram tanto o Botafogo com as bolas aereas, mas nos últimos 10 minutos só se observava os famosos "chuverinhos" na defesa comandada pelo Jefferson. Caio, em um contra-ataque no fim ainda provocou a justa expulsão de Cássio. Loco Abreu perdeu um gol incrível, mas foi só. Botafogo 3 x 2 Fluminense e mais uma vez estamos na final de um turno do Estadual!
A velha conversa de que é um time limitado, com pouca qualidade individual, têem, em clássicos decisivos, sido encoberta pelos bons resultados. Joel escalou muito mal a equipe, com muitos volantes e nenhum homem de criação. A defesa, ponto forte até pouco tempo, é passível de preocupação e consequentes acertos.
É também importante ressaltar que, o Caio, entrando no segundo tempo, tem sido muito mais perigoso e eficiente do que como titular. No geral hoje ele não foi tão bem como costuma ser, porém não foi preciso de muito. O gol da vitória e a expulsão de um jogador do Fluminense ficou de bom tamanho.
Agora o nosso adversário sai amanhã na outra semi-final. E não podemos jogar o que jogamos no primeiro tempo da partida de hoje contra o Fluminense. Conseguimos a classificação pelo nosso segundo tempo. Edno é titular no lugar de Lucio Flavio machucado. O Sandro Silva volta, e como de costume dará lugar ao Caio na segunda etapa. E o Marcelo Cordeiro é titular, nada de improvisação de Somália ali. Ele foi bem no lugar do Alessandro ( que aliás só demonstrou raça, porque roubar bola que é bom nada ), então nada de inventar muito viu Joel?
Teremos duas chances de conseguir a Taça e não poderemos desperdiça-la do mesmo modo que o ano passado. Joel, Caio e Cia estão ai, agora para tentar mudar esse panorama. E por falar nisso, Joel e Caio tem sim estrela, mas não somente os dois. Todos os que jogam para o Botafogo de Futebol e Regatas são iluminados por uma estrela muito maior. E, enquanto os jogadores do Fluminense tentavam o gol de empate, os jogadores vibravam com todas as bolas cortadas. Foi empolgante!
Esperamos encontrar nos próximos jogos o Botafogo, aquele mesmo que jogou o segundo tempo, porque assim fica muito mais difícil de alguém nos vencer, podem apostar!

Saudações alvinegras a todoos ;*

O eterno Clássico Vovô

9 de abr. de 2010

Agora sim. O Campeonato Carioca, que começou nas semi-finais da Taça Guanabara, deu uma parada e voltará a ser disputado amanhã.
Ao contrário da maioria dos outros campeonatos, surpresa no Carioca é muito difícil de acontecer. Flamengo x Vasco ( domingo ) e Fluminense x Botafogo ( sábado ) foram os confrontos definidos.
E o famoso Clássico Vovô será a atração principal deste sábado. O Fluminense, dirigido pelo nosso conhecido Cuca, vem de novo, como a equipe melhor montada no papel. Deverá contar com a volta de Fred, que não atua desde a partida contra o Uberaba válida pela Copa do Brasil, onde se machucou. Dalton que deve ser o desfalque da equipe, por conta de uma dívida do clube.
Já no Botafogo, a regra será jogar como aconteceu na Taça Guanabara, onde o time era o menos acreditado dos grandes e conseguiu conquiatar o título do primeiro turno. Só que ao contrário do Fluminense, não poderemos contar com dois jogadores do nosso elenco. Lucio Flavio, que se recupera de uma lesão na mão e Renato Cajá, que foi expulso na última partida.
Joel Santana faz mistério sobre quem substituirá o titularíssimo Lucio Flavio no meio. Na disputa por essa vaga estão Edno e Túlio Souza ( foto ). Acredito que, até pelo modo de jogar do nosso técnico, Túlio Souza é o mais cotado para começar jogando. Porém o que pode pesar contra ele é a falta de ritmo, pois depois de vir para o Botafogo como uma boa promessa, ainda não conseguiu demonstrar seu futebol, devido a uma sequencia de lesões. Caio seria uma outra opção, mas será mais improvável ainda que ele começe jogando.
Porém, a nossa maior preocupação não tem sido o setor ofensivo ( tendo em vista que ele tem dado conta do recado ), mas sim a tão elogiada defesa. Antônio Carlos, Danny Moraes e Fahel parecem que não conseguiram mais se encontrar em campo depois do título do primeiro turno. Leandro Guerreiro não é o mesmo do ano passado, porém prefiro ele a contar com Diguinho ou Eduardo ali. Jefferson é absoluto.
Nas laterais, Alessandro voltou a treinar como titular. Somália porém não voltou para a reserva, treinando no lugar de Marcelo Cordeiro. Contudo, Cordeiro deverá permanecer como titular da equipe. No ataque, nenhuma dúvida: Herrera e Loco Abreu.
O Fluminense foi o time com que menos jogamos. Foi apenas aquela derrota na Taça Rio, por 2 x 1. A situação será outra, a atenção também, isso todos já sabem. Porém a atenção com certos jogadores do tricolor terá de ser redobrada. Fred, Alan e Wellinton Silva são jogadores perigosos e com ótima qualidade técnica. Contra-ataque com eles são muito perigosos. Mesmo sendo muito difícil que os três começem jogando, é bom sempre lembrar.
Os dois times não ganham o Carioca a um tempo já. O Fluminense em 2005, conquistou o Carioca em cima do Volta Redonda, com gol de Antônio Carlos ( hoje, zagueiro do Botafogo ). O Botafogo conquistou seu último título Carioca em 2006, em cima do Madureira, e o volante Diguinho ( hoje no Fluminense ), estava naquela conquista. Sem contar que, Cuca, André Lima e Thiaguinho, que hoje defendem o Flu, defenderam por um bom tempo o Fogão. São as chamadas "coisas do futebol"!
Para quem é superticioso, a lesão que tira Lucio Flavio das disputas finais deste Campeonato ( só há previsão de que ele volte na última partida da final do Campenato Carioca, isso se não ganharmos a Taça Rio ) também tinha acontecido em 2006, deixando-o de fora das partidas decisivas, sendo a única diferença que, dessa vez a lesão foi menos grave.
Porém, com ou sem um jogador ou outro, esse time já demosntrou diversas vezes que, quando não entra desatento, sabe demosntrar a sua força. A força de um grupo que está longe de ser perfeito, que são poucos os destaques individuais, mas que sabe jogar no coletivo. A fatídica goleada para o Vasco no primeiro turno foi o marco de uma mudança no comportamento desta equipe. Esperamos que, depois daquela péssima surpresa da Copa do Brasil, o comportamento relaxado tenha se modificado, novamente!
Portanto, sábado, às 18:30, no Maracanã, estaremos disputando mais uma semi-finais da Taça Rio. E mesmo com essa destruição que vem acontecendo em alguns pontos do Rio de Janeiro, uma verdadeira tristeza, diga-se de passagem, não acredito em estádio vazio. Vamos empurrar esse time para cima do Flu!

Saudações alviengras a todoos ;*

Com pensamento em sábado

5 de abr. de 2010

Entramos ontem contra o Bangu com um time totalmente diferente do que estamos costumados a ver, resultado de, independentemente dos outros placares da rodada, já estarmos classificados em primeiro lugar para a semi-final da Taça Rio.
Renan, Alessandro, Fábio Ferreira, Édson e Gabriel; Felipe Lima, Túlio Souza, Renato Cajá e Diguinho; Caio e Edno. Totalmente modificado, como há de perceber, essa partida foi disputada para o Joel observá-los.
A vitória seria muito importante sim, depois de quinta-feira, porém, esse "amistoso de luxo" serviu para colocar dúvidas na cabeça do Natalino. Não muitas, mas se entrosados bem no time principal seria válido.
No gol, o Jefferson é indiscutível apesar da última partida contra o Santa Cruz. Renan está muito inseguro ainda, apesar de umas boas defesas ontem. Alessandro, que até gol conseguiu fazer ontem, jogou bem, com a vontade de sempre e deve voltar a ser titular, mesmo o Somália tendo cumprido bem a função de lateral. Fábio Ferreira, pra mim, é titular nesso time principal; Antônio Carlos não é xerifão de defesa nenhuma.
Edson foi um dos que não conseguiu aproveitar a oportunidade; Danny Moraes ali está bem. Gabriel foi bem melhor, mas deixa um espaço grande na defesa, nada de muito diferente do Marcelo Cordeiro, e o cruzamento para o segundo gol, concluído pelo Alessandro, foi digno de um lateral mesmo. Felipe Lima entrou na vaga do Leandro Guerreiro, mas pouco foi visto em campo. Foi mediano e não comprometeu muito, errou alguns passes bobos, mas ainda sendo sua primeira partida na equipe principal é compreensível.
Túlio Souza voltou de sua eterna contusão e pelo tempo que ficou parado conseguiu ir bem. Foi substituído por estar cansado. O Renato Cajá, é bem mais dinâmico que o Lucio Flavio. Os contra ataques com ele levaram muito mais perigo, mas aquele cartão vermelho no fim não dava para tomar né? O Diguinho, fez um belo primeiro tempo, mas não conseguiu manter o rendimento na segunda etapa. O gol, feito em sua primeira jogada, foi seu melhor lance no jogo.
O Caio foi mediano novamente. Fez boas jogadas e sofreu pênalti ( para variar ), que foi desperdiçado pelo Edno, mas não teve todo o brilhantismo de sempre. Bom assim, queremos isso é nas patidas decisivas e ele tem crédito. E o substituto do Lucio Flavio deverá mesmo ser o Edno. Apesar do pênalti perdido, demosntrou uma vontade enorme e acredito que, com o Herrera e o Abreu lá na frente dará muito trabalho a qualquer defesa.
Rodrigo Dantas, Júnior e Alex entraram nos lugares de Gabriel, Caio e Edno, mas não conseguiram ter tempo de demosntrar o que sabem. A vitória por 2 x 1 estava encaminhada quando levamos um gol bobo no fim, mais uma vez. Que isso não volte a virar costume! 2 x 2, gols de Diguinho e Alessandro para o Botafogo e Somália e Gustavo Corrêa para o Bangu.
E a semi-final está ai. Marcada para este sábado, às 18:30, no Maracanã, contra o Fluminense. Sempre lembrando que, pra gente, são apenas dois jogos para não precisar das duas partidas das finais. Sendo que, de novo, somos o time menos badalado. Então é mandar ver nessas últimas partidas, sem a desculpa de estarem cansados. Lucio Flavio não deverá jogar, vamos ver se teremos o mesmo êxito de 2006, quando ele se maxucou também antes das finais.
Agora não tem desculpa, é jogar com a mesma raça e disposição das finais da Taça Guanabara e levar, enfim, esse caneco para General Severiano!

Saudações alvinegras a todoos ;*

Classificação com sustos

4 de abr. de 2010


O Placar foi 4x3 diante da turma do Duque de Caxias comandado pelo ex diretoria do Vasco, para quem não assistiu o jogo a dedução é que o jogo foi lá e cá, puro engano.

O Vasco dominou o jogo, mais deu se o luxo de tomar gols de bolas paradas e em uma saída errada da defesa, se não fosse isso a vitória seria tranquila, se houve drama, pode se deduzir que veio das partidas até hoje não explicadas diante do Olaria e Americano.


O JOGO.

A partida começou morna, até que em uma cobrança de falta de Júnior para a equipe da baixada, Fernando Prass deu um exemplo negativo para quem está iniciando a carreira de goleiro, rebateu para frente da Area, rebote de Maurinho (Aquele) e 1x0 para o Duque de Caxias aos 14 mins, um minuto depois, Fágner em um lindo gol empatou para o Vasco, a partir daí o Vasco foi melhor e passou a dominar o jogo, tanto é que aos 21 mins, Leo Gago deu uma bela assistência para Élton (o melhor em campo) virar o corpo e bater de esquerda, virando o jogo, 2x1 Vasco.

Logo depois, o árbitro errou, em uma cobrança de escanteio, Nilton levou um tapa no rosto de Tinoco, pênalti claro não marcado, o pior, o Árbitro expulsou os dois jogadores, antes do fim da primeira etapa, Leo Gago em chute de longe e Philippe Coutinho disperdiçaram boas chances.

Veio o segundo tempo, e em uma boa triangulação envolvendo Márcio Careca, Élton e Dodô, o último fez o terceiro gol do Vasco, até então dando uma certa tranquilidade, aos 5 mins.

Logo depois, Júnior em uma boa cobrança de falta diminuiu, nem se o Vasco tivesse dois goleiros daria pra pegar a bola, ela foi no ângulo esquerdo de Fernando Prass, só que logo depois o pior, Gian tentou inventar na saída de bola e Marcelo (Aquele) recebeu cara a cara, passou por Fernando Prass e empatou, inacreditável, mais estava acontecendo.

O Vasco partiu pra cima, Dodô perdeu oportunidade incrível, Élton em outro lance driblou o goleiro, mais o zagueiro salvou em cima da linha, alguns minutos depois, Dodô cortou um defensor e na conclusão a bola bateu na cabeça do goleiro Getúlio Vargas do Caxias, de tanto insistir, aos 32 mins, em um belíssimo passe de calcanhar de Élton, Dodô desempatou e tirou o Vasco do sufoco, vitória por 4x3 com um certo susto, amanhã a imprensa convencional citará o drama, porém vale ressaltar que o Vasco não jogou mal, assisti a partida e tive essa impressão.

Nas Semi Finais, enfrentaremos aquele clube que fica situado ali entra a Lagoa Rodrigo de Freitas, o Leblon e a Gávea, o jogo será no Domingo as 16 hs, no estádio Mário Filho, o Maracanã.


FICHA TÉCNICA
Duque de Caxias 3 x 4 Vasco
GolsDuque de Caxias: Maurinho, aos 14min do primeiro tempo; Júnior, aos 11min, e Marcelo, aos 18min do segundo tempo Vasco: Fagner, aos 15min, e Élton, aos 21min do primeiro tempo; Dodô, aos 5min e aos 32min do segundo tempo


DUQUE DE CAXIAS 3 x 4 VASCO
Duque de CaxiasGetúlio Vargas; Dudu, Marlon, Tinoco e Fábio; Mayara (Abel), Leandro Teixeira, Júnior e Maurinho (Juninho); Fabule (Alê) e Marcelo.Técnico: Álvaro Miranda
VascoFernando Prass; Fágner, Gian, Thiago Martinelli e Márcio Careca; Nilton, Leo Gago (Jumar), Souza e Philippe Coutinho (Magno); Dodô e Elton (Dedé)Técnico: Gaúcho (interino)
Local: Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda (RJ)Data: 04/04/2010 (domingo)Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca (RJ)Auxiliares: Wagner de Almeida Santos (RJ) e Jackson Lourenço Massarra dos Santos (RJ)Cartões amarelos: Faioli, Tinoco, Fábio, Fagner, Mayara, Junior e Maurinho (DUQ); Gian (VAS)Cartões vermelhos: Tinoco (DUQ); Nilton (VAS)

O Fluminense não mereceu a goleada

29 de mar. de 2010


Amigos, muitas vezes os placares das partidas são mentirosos. Vejam só o que aconteceu domingo, no Maracanã. Fluminense e Vasco pelearam no Maracanã, e foi uma dessas partidas equilibradíssimas. Jogo estudado, chances para os dois lados. No segundo tempo, o Vasco faz 1 a 0, em jogada de bola parada. Reparem: foi o Vasco que abriu o placar, mas poderia ter sido o Fluminense. Não havia um domínio de uma equipe sobre a outra: tricolores e vascaínos faziam uma batalha igual.

Após o gol vascaíno, o Fluminense lançou-se todo para o ataque. O Tricolor deu azar na expulsão de Leandro Euzébio, um minuto após a substituição de Cássio. Ainda assim, com um homem a menos, o Fluminense fez pressão, e por pouco não empatou.

Evidentemente, a equipe do técnico Cuca ficou aberta aos contra-ataques vascaínos. Mais cedo ou mais tarde, aconteceria o gol vascaíno. Aos 42, Dodô chegou de frente para os arcos, e chutou. Rafael poderia ter defendido, mas não culpem o arqueiro tricolor. O atacante vascaíno chegou sozinho, na cara do gol. Nessas horas, os sete metros e uns quebrados da baliza se escancaram, se oferecendo ao atacante. A defesa deixa de ser obrigação, passa a ser milagre.

O terceiro gol também foi uma fatalidade, no final de um jogo já decidido. O placar é claramente mentiroso, não expõe a verdade dos fatos. Claramente, o Fluminense não mereceu a goleada.

Agora, deixemos de fazer tempestade em copo d'água. O jogo não valia para as pretensões tricolores. As verdadeiras decisões estão por vir. O que passou, passou. Serão os próximos quatro clássicos que decidirão o campeão. E de alguma forma tenho certeza: faltam quatro jogos para o Fluminense levantar o Campeonato Carioca.

PC

Ao Mestre, com carinho...

Me pareceu providêncial essa mudança na data do jogo. Não que eu ache jogos segunda-feira emocionantes, porém, esta partida não poderia ser disputada em outro dia. Um dia que começou com uma notícia triste para quem realmente ama o esporte nacional.
A nota de falecimento de Armando Nogueira por conta de um câncer, acordou o Brasil hoje. Ele mesmo que, em anos ruins, foi um dos responsáveis por vários torcedores não deixarem de apoiar o alvinegro, explicando o verdadeiro significado de ser torcedor botafoguense.
E o jogo de hoje foi sim em sua homenagem. Não que ele tenha traduzido a importância desse grande jornalista, porém era o mínimo que poderíamos fazer por ele. E que venha o Estadual para a homenagem ficar completa.
Em ritmo de treino, fixamos 4 x 1 no Boavista hoje, em São Januário. O primeiro tempo então, se não fosse o gol do Abreu, logo aos 8 minutos e algumas raras boas jogadas do nosso ataque, terminaria em um 0 x 0 de dar sono. Em um chute cruzado de Somália, Loco Abreu fez o seu primeiro gol na partida. Boavista 0 x 1 Botafogo!
Perdemos ainda boas oportunidades no fim do primeiro tempo, mas foi só isso. Destaque para a ótima atuação do Sandro Silva e do Somáilia, que está se revelando um belo lateral. Que continue assim, os dois. Porém, ainda no intervalo, Joel Santana foi obrigado a fazer duas substituições. Tirou Sandro Silva ( machucado ) e Somália ( com problemas intestinais ), para a entrada de Caio e Alessandro.
Com isso, a partida se tornou cada vez mais fácil. O Boavista pouco ameaçou. E aos oito minutos, depois de um belo passe de Abreu, Marcelo Cordeiro fez um belíssimo gol. Digno do nosso Mestre homenagiado de hoje. Por cobertura, Boavista 0 x 2 Botafogo!
O bandeirinha teve tempo ainda de errar, marcando um impedimento inexistente do Abreu, que iria marcar mais um. Ainda bem que não fez falta. Edno entrou no lugar do Herrera, e deu mais gás à equipe. Em sua segunda efetiva jogada em campo, deu um lindo passe para o Leandro Guerreiro cruzar e o Abreu marcar. Boavista 0 x 3 Botafogo!
Com o Boavista praticamente entregue ( tirando o raçudo do Tony ), Caio resolveu deixar a sua marca registrada. Porém foi impedido por dois zagueiros do Boavista, que o empurraram dentro da área. Pênalti, que Abreu cobrou e marcou. Boavista 0 x 4 Botafogo! Ah, claro, eles ainda fizeram um golzinho no final, com o insistente Tony, mas ficou só nisso. Bovista 1 x 4 Botafogo!
Herrera e Somália não jogam domingo contra o Bangu, por cumprirem suspensão. Mas já estamos classificados e em primeiro do grupo, independetemente do resultado da próxima partida. E claro, não posso deixar de destacar a ótima atuação do Loco Abreu hoje, e que os seus três gols foram com o pé. Além claro, da ótima bola enfiada para o Marcelo Cordeiro marcar o seu. Se assim for sempre, a gente agradece.
Valeu pela classificação. Mas valeu mais ainda pela homenagem prestada. Não foi do jeitinho que ele merece e viu em belos anos, mas a equipe conseguiu confirmar um placar elástico, resultado não muito comum para este time.
Botafoguense assumido que era, Armando nunca deixou a imparcialidade de jornalista de lado, situação muito rara agora. Suas palavras eram capazes de seduzir até quem era criticado e convencer as opiniões mais distintas.
Ele ainda é capaz de juntar as torcidas rivais do Rio de Janeiro no Maracanã, onde está sendo feito o seu velório. Não havia mesmo lugar mais correto. Era sua segunda casa, e onde viu à trágica derrota para o Uruguai em 1950 ( como mero telespectador ), mas também assistiu às glórias de seu time com Garrincha e Cia. Acompanhou todas as fases do Botafogo de Futebol e Regatas, não se esquecendo de enaltecer e relembrar, para os mais esquecidinhos, o significado de ser botafoguense!
Vá em paz Armando. Somos sortudos de ter suas inteligentes crônicas para diminuir a inevitável saudade. E sabemos que, ai de cima, na compania de outros ilustres alvinegros, continuará acompanhando a sua paixão e mandando suas energias positivas, pois " O Botafogo é mais que um clube, é uma predestinação celestial. Seu símbolo é uma entidade divina. Feliz da criatura que tem por guia e emblema uma estrela. Por isso é que o Botafogo está sempre no caminho certo. O caminho da luz. Feliz do clube que tem por escudo uma invenção de Deus."
Voltaremos ao Engenhão, quinta-feira, para encarar o Santa Cruz pela Copa do Brasil! E, o que fica, é a certeza de que o céu ganhou mais uma estrela, uma Grande Estrela Solitária...

Saudações alvinegras a todoos ;*

Para Garantir O Que Todos Já Sabiam

Nesse domingo o time do Flamengo enfrentou o América no estádio do Engenhão que estava lotado de cadeiras vazias, o jogo foi valido pela Taça Rio e o Rubro-negro entrou em campo precisando apenas de um empate para se classificar para as semi-finais do turno.

Enquanto o Flamengo precisava apenas de um empate para se garantir, o América precisava da vitoria para se classificar sem depender de algum tropeço do Vasco, e foi logo tomando a iniciativa do jogo marcando logo no comecinho com Jones. Em meio desinteresse do time Rubro-Negro e empenho do time do América o jogo ficou bem aberto.

Entre toque de bolas sem sentindo e muitos arremates do time adversário o Flamengo “achou” um pênalti após Vagner Love ser puxado na área, o Imperador converteu empatando a partida. Depois que o gol saiu cheguei a pensar que o Mengão iria mudar de postura e partir pra cima, mas não foi nada disso que aconteceu.

O Flamengo foi enrrolando durante a partida e viu o América concluir cada vez com mais perigo, com o Toró e Fabrício batendo fazendo trapalhadas e ainda foi beneficiado com a expulsão de dois jogadores do América. Com isso o jogo ficou mais aberto e com isso o Andrade colocou Petkovic pra dar mais qualidade no passe, e por fim o gol acabou saindo após o cruzamento do Leonardo Moura achar o Vagner Love na área.

Pois é o Flamengo venceu e está classificado e o que aparenta estar bem em campo fora dele não é bem assim, Adriano está infeliz não comemora mais os gols pelo menos eles estão saindo, Petkovic está insatisfeito com a diretoria e com as divergências de sua renovação (isso se ela ainda ocorrer). Para tentar contemporizar estão ventilando Ronaldinho no Fla caso não vá para a Copa, em meio bagunça e conversas aleatórias sem entendimento das partes, o time carioca está no meio de duas competições.

Vamos esperar pelo próximo episódio das aventuras da diretoria rubro-negra que sempre quando achamos que ela já fez muita lambança ela aparece com outra maior ainda, e torcer muito pra que isso não abale o time em campo. O próximo compromisso rubro-negro é nesse domingo as 16 horas contra o Friburguense.

Arrancada para a Semi Final

28 de mar. de 2010


Primeiramente peço desculpas aos leitores desse espaço por ocultar textos nas derrotas ridículas que o Vasco teve diante do Olaria e do Americano, afinal é melhor não escrever quando você está em uma pilha de nervos, não escrevo apenas nas vitórias, mais refrescar a cabeça as vezes é um bom negócio, seja qual fosse o resultado do jogo que aconteceu hoje, eu estaria de volta, mais para minha felicidade, uma grande vitória diante do Fluminense por 3x0.

É amigos, com o interino Gaúcho no comando, o Vasco derrotou o Flu por 3x0 agora a tarde no maracanã, com gols do zagueiro Tiago Martinelli, Dodô e do Lateral Fágner, e ao menos deu um tempo na crise, com a vitória o Vasco depende apenas de sí, para se classificar para as semi finais da Taça Rio.

O JOGO:

O Flu até começou melhor, com mais presença em campo, porém a primeira chance real do jogo foi do Vasco, Philippe Coutinho (Já estou com saudades) recebeu mano a mano com um defensor do Pó de Arroz, quando Everton do Flu, quase marcou inacreditavelmente um belo gol contra, ao fazer a cobertuta o jogador chutou de bico para o seu próprio património obrigando o goleiro Rafael a fazer uma boa defesa, logo depois disso, a única boa chance do Flu no jogo, Alan recebeu livre e finalizou a direita de FêPrass, não me lembro de uma outra chance real de gol do rival, lembrando que Jeférson mais uma vez saiu machucado, o que obrigou a entrada de Carlos Alberto já aos 13 mins da etapa inicial, lembrando que os médicos do Vasco só deram de estimativa para ele no jogo os 20 mins finais, porém era uma emergência.
No segundo tempo, um opção tática muito interessante do Vasco, a marcação pressão que funcionou muito bem, até que em uma cobrança de escanteio de Philippe Coutinho, o zagueirro Tiago Martinelli escorou livre de marcação aos 13 mins/2ºT para abrir o marcador, 1x0.
O Fluminense até chegou a encurralar ao Vasco, porém sem grande sustos, Élton (que fez um bom papel de pivô) saiu para a entrada de Dodô, e em um contra ataque puxado pelo mesmo o zagueiro Leandro Eusébio foi expulso, facilitando as coisas para o Vasco, e em um contra ataque Carlos Alberto que se arrastava em campo deu uma bela assistência para Dodô que entrou livre pela meia direita e bateu na saída de Rafael para aumentar para 2x0 aos 36, segundos antes o goleiro do vasco Fê Prass fez um saída arrojada nos pés do garoto Alan.
Já aos 42, Carlos Alberto em bela jogada individual, deu um passe açucarado para o Lateral Fágner que entrou livre e fuzilou, 3x0 e de volta a margem de classificação para as semi finais.
O Vasco com uma outra postura e com uma boa marcação conseguiu se redimir e mostrou a sua força, é muito cedo para analisar o interino Gaúcho, ao menos a equipe deixou de ser afobada e desorganizada.


FICHA TÉCNICA:


VASCO 3 x 0 FLUMINENSE
Vasco
Fernando Prass; Elder Granja (Fagner), Thiago Martinelli, Titi e Márcio Careca; Nílton, Rafael Carioca, Souza e Jeferson (Carlos Alberto); Philippe Coutinho e Elton (Dodô)
Técnico: Gaúcho
Fluminense
Rafael; Cássio (Fábio Neves), Gum e Leandro Euzébio; Mariano, Everton, Diguinho, Conca e Julio Cesar (Equi Gonzalez); Alan e André Lima (Wellington Silva).
Técnico: Cuca
Data: 28/03/2010 (domingo)
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Willian de Souza Nery
Auxiliares: Ediney Guerreiro Mascarenhas (RJ) e Marco Aurélio Pessanha (RJ)
Publico: 13.096 pagantes e 19.607 presentes
Cartões amarelos: Elder Granja, Rafael Carioca e Titi (VAS); Leandro Euzébio e André Lima (FLU)
Cartão vermelho: Leandro Euzébio (FLU)
Gols: Thiago Martinelli, aos 13 e Dodô, aos 36 e Fagner, aos 44 minutos do segundo tempo.

E a história se repete...

26 de mar. de 2010

É isso mesmo, a história se repetiu hoje em Volta Redonda. Mas não é a história de ganhar dos chamados pequenos do Rio ( que até agora nem empatamos com eles ), e sim que a entrada de um jogador mudou o rumo da partida. E o que é mais incrível ainda, é o mesmo jogador sempre. Ele atende pelo nome de Caio Canedo Corrêa.
A partida disputada contra o time do Volta Redonda hoje, não foi nada fácil. A defesa bem postada deles, porém, não combinava com seu ataque mal organizado. E apesar de, em mais de 90 minutos, eles não conseguirem assustar a nossa defesa, também não deixaram muitos espaços. Os poucos conseguidos não foram bem aproveitados por Herrera e Abreu esta noite.
Percebemos logo de cara que precisaríamos mais de paciência, e coloca paciência nisso. E em jogada ensaiada saiu o primeiro lance de perigo. Em uma bola alçada na área, Abreu escora para Herrera chutar a queima-roupa. Abreu ainda teve algumas boas oportunidades de cabeça, mas não conseguiu efetividade em suas tentativas. Uma boa tabela entre Somália e Lúcio Flávio também, fez a bola sobrar para o Herrera, de frente para o gol, errar. E o primeiro tempo terminou com a torcida ensaiando o coro que mais se ouviu nos primeiros 20 minutos do segundo tempo. O nome de Caio foi gritado, ainda que timidamente na saída dos jogadores.
O segundo tempo pouco mudou. O Botafogo com a mesma formação seguia pressionando, porém sem muita eficácia nos arremates. Com isso, o grito da torcida ganhava mais força na arquibancada. Aos 20 minutos enfim, Joel resolveu colocar Caio, para a alegria da torcida. E em sua primeira jogada, ele recebeu um belo passe do Herrera e quase marcou. A boa saída do goleiro Everton impediu que o garoto marcasse logo de cara. Depois, ele driblou 3 jogadores do Voltaço e sofreu a falta na entrada da área, em que o juíz, injustamente, não expulsou o jogador do Volta Redonda, que já tinha cartão amarelo. A falta foi cobrada muito bem por Lucio Flavio, que quase marcou.
Até que, quando tudo parecia caminhar para um 0 x 0 frustrante, eis que o Marcelo Cordeiro decide fazer sua única jogada na partida. Ele cruzou para o Abreu, que não chegou na bola, e ela sobrou livre para o Caio marcar, aos 43 do segundo tempo. Volta Redonda 0 x 1 Botafogo!
Abreu e Lucio Flavio ainda saíram para as entradas de Fábio Ferreira e Edno, mas a partida terminou aos 51 minutos de jogo ( isso porque o árbitro tinha dado 3 minutos apenas de acréscimo ). Mais três pontos em nossa conta e classificação em nossas mãos!
Herrera não foi eficiente hoje, mas a garra demonstrada não me faz nem ter coragem de criticá-lo. Abreu foi muito bem, se movimentou e está mostrando até mais intimidade com a bola nos pés. Somália é a revelação da nossa lateral, está jogando muito bem, e é uma covardia tirá-lo para a volta do Alessandro. Lucio Flavio foi bem, nada de tão extraordinário, mas ficou bem claro que com a entrada do Sandro Silva ele está bem mais leve em campo. Leandro Guerreiro, após partidas para se esqueçer, foi bem tranquilo e seguro. Marcelo Cordeiro, apesar do cruzamento para o gol, pouco criou e apareceu. Foi o mais sumido da partida, juntamente com o Jefferson, que só assistiu de camarote à nossa vitória!
As nossas jogadas, que pareciam voltadas somente ao cruzamento, deram uma bela modificada com a entrada do Caio. Talismã? É carinhoso até chamá-lo assim, porém isso para mim é competência. Ouvi muitos comentários de que ele era sortudo. Mas sorte sempre acompanha um bom jogador, lembrem disso!
A história também se repete neste sentido. Nosso talismã foi o principal responsável pela nossa classificação para as semi-finais da Taça Guanabara. E hoje ele ajudou novamente o time a dar um passo maior ainda, que é chegar à semi-final da Taça Rio. E se continuar repetindo isso, mesmo que de forma sofrida, vai estar valendo. Não fomos brilhantes novamente, mas conseguimos unir a paciência com a eficiência, e pronto. O que importa é a classificação, e essa já está acostumada a se fixar em General Severiano.
Agora teremos a partida contra o Boavista na segunda-feira. Isso mesmo, segunda-feira. A Federação resolveu modificar o dia logo do nosso jogo. Mas tudo bem, isso não enfraqueçerá nossa torcida por esta Estrela Solitária! Que venha o Bosvista, para selar de vez a classificação e deixar a briga para o América e Vasco lá embaixo.
E os adversários que se cuidem, o Caio vem ai e bicho vai pegar!

Saudações alvinegras a todoos ;*

Fluminense 3, Madureira 1

25 de mar. de 2010

Amigos, a maratona do Fluminense contra os pequenos está perto do fim. Ontem, a vítima foi o Madureira. O Tricolor suburbano foi facilmente abatido, ainda no primeiro tempo, com três belos gols. O grande nome da partida foi o meia argentino Darío Conca, autor do terceiro gol. Mariano e André Lima fizeram os dois primeiros. E não há muito mais a se dizer sobre a partida disputada em Volta Redonda.

O que importa agora é o Clássico dos Gigantes, no domingo, no Maracanã. Amigos, era para ser apenas mais um jogo entre Fluminense e Vasco. Mas se tornou uma decisão para o quadro de São Januário. Uma derrota vascaína significará a eliminação definitiva do Campeonato Carioca.

E é por isso que o Fluminense tem que entrar com a faca entre os dentes. O espírito guerreiro da arrancada de 2009 precisa prevalecer. O Tricolor tem a chance de eliminar um dos maiores rivais, e não pode desperdiçá-la.

Dizia Nelson Rodrigues que os campeonatos e as revoluções vivem de paixão. Sem sentimento, não se derruba uma bastilha, nem se levanta um campeonato.

Eis o que tem faltado no time do Fluminense: paixão. Ou ódio. Falta sentimento. Por isso, as atuações tricolores não têm empolgado público e crítica. Jogando contra os tabajaras da vida, o Fluminense tem conseguido as vitórias mesmo sem paixão, mesmo sem ódio.

Contra o Vasco, domingo, será necessário ter sentimento. Com paixão, ou ódio, o Fluminense conseguirá uma bela vitória. E então, com a bandeira tricolor erguida aos ventos do triunfo, viveremos nossa primeira embriaguez clubística de 2010.

PC

Vitória em Volta Redonda

22 de mar. de 2010

Amigos, continuou ontem a maratona de jogos contra as equipes de menor investimento do futebol do Rio de Janeiro. O Fluminense foi a Volta Redonda, enfrentar o Resende do técnico Ailton. Me pergunto: será que os tricolores mais novos sabem quem foi Ailton, quem é Ailton? Em 25 de junho de 1995, um certo Fla-Flu entrou para a história. Era a decisão do Campeonato Carioca, o empate era do Flamengo. O Fluminense fez 1 a 0 com Renato, e 2 a 0 com Leonardo. Mas o Flamengo lançou-se todo para o ataque, Romário fez um, Fabinho fez outro, e o 2 a 2 levava a taça para a Gávea. A expulsão de Lira parecia o fim do Tricolor. Mas, aos 42 minutos do segundo tempo, Ronald acionou Ailton do Acari, e ele edificou o lance eterno. No chute cruzado, Renato meteu a barriga na bola, e destruiu o centenário rubro-negro. Desde então, a taça de 1995 repousa feliz na rua Álvaro Chaves.

Desculpem-me os parênteses, mas a figura de Ailton sempre evoca a lembrança. Voltemos ao jogo contra o Resende. Sem Fred, lesionado, o técnico Cuca lançou André Lima. E o centroavante reserva mostrou que poderia ser titular. Em grande tarde/noite, André Lima assinalou os dois gols do Fluminense em Volta Redonda, ambos no primeiro tempo. O primeiro, de cabeça, após bola cruzada na medida por Mariano. O segundo, enchendo o pé em um rebote. Depois disso, na segunda etapa, o Resende ainda descontou com Tiago Bastos, em chute de longe (um frango de Rafael). Cabe ressaltar que, na minha visão, Rafael ainda tem crédito. Falhas acontecem, nosso goleiro é um ser humano. Quando o árbitro apitou o final da partida, o placar de 2 a 1 alçou o Fluminense de volta à liderança do grupo. (dividida com o Flamengo, que empatou com o Botafogo no jogo seguinte)

A próxima semana tem mais dois jogos do Tricolor pelo Campeonato Carioca: na quarta-feira o Madureira, e no domingo o Vasco. A classificação às semifinais está praticamente assegurada, mas duas vitórias viriam em excelente momento, para confirmar a boa fase. Sei que Fred é um desfalque considerável, mas o Fluminense precisa saber jogar sem Fred. Posso abrir mais parênteses?

Em 1970, tivemos o Campeonato Brasileiro mais acirrado de todos os tempos. Havia o Cruzeiro de Tostão, o Santos de Pelé e Carlos Alberto, o Corinthians de Rivellino, o São Paulo de Gérson, o Botafogo de Jairzinho, o Palmeiras de Ademir da Guia. O Fluminense era menos cotado que todos eles. Mas o Tricolor tinha o centroavante Flávio, artilheiro nato, de qualidade indiscutível. Com os gols do Minuano, o Fluminense se garantiu no quadrangular final, contra todos os prognósticos. Quando chegou a notícia da lesão de Flávio, todos pensaram que seria o fim do Fluminense. Mas na reserva tínhamos Mickey. E foi ele o herói do título, marcando os gols decisivos contra Palmeiras, Cruzeiro e Atlético.

Perceberam? Para ser campeão brasileiro em 1970, o Fluminense precisou saber jogar sem Flávio. Para levantar taças quarenta anos depois, o Tricolor precisará aprender a jogar sem Fred. André Lima merece crédito. Que ele se inspire em Mickey, pois podemos precisar dos seus gols em 2010.

PC
(o crédito da foto é do Globoesporte)

Insistente 2 x 2

Quem diria! Do time que iria ser massacrado na semi-final, para um time que teve as melhores chances no clássico seguinte. E vale lembrar que, na primeira oportunidade, conseguimos acabar com o oba-oba do Flamengo, e no clássico deste domingo só não ganhamos pela falta de atenção no último lance da partida. Ou será sorte deles?
Mas o fato é que empatamos, mas não concordo que foi com o sabor da derrota. Pelo menos em mim, esse "sabor" não ficou marcado. Concordo que, levar um gol aos 48 do segundo tempo não foi nada emocionante, porém os nossos olhos presenciaram um futebol, no mínimo, interessante.
A partida começou movimentada para um lado só. Confesso que pensei seriamente que iria ser ataque contra defesa. Mas uma boa surpresa deu as caras no Engenhão. Nosso meio-campo começou a ser eficiente, principalmente o Lucio Flavio. Sua melhor partida no ano. Difícil será continuar assim, mas hoje ele mereceu os aplausos.
O Botafogo acordou depois dos 10 minutos de partida. E não demoramos muito para marcar o gol, mostrando que, quando esse time quer, não há "Império do Amor" que segure. A falta cometida, depois de uma arrancada do Lucio, foi fora da área sim. Mas como ajudar o Botafogo não é muito a praia dos juízes, o último lance, que originou o gol do Flamengo não foi falta. Mas, voltando ao jogo, o juíz marcou pênalti. E o Herrera logo pegou a bola para bater, mostrando para o Dodô que sorte, competência e coletividade é que faz um jogador marcar na partida e na história de um clube. O Bruno até tentou pegar, mas Botafogo 1 x 0 Flamengo!
Logo depois, porém, em uma jogada onde todos os jogadores caíram, o Adriano caiu mais perto da bola, que estava pedindo para ser chutada dali. Botafogo 1 x 1 Flamengo!
Mas a partida continuou no mesmo ritmo, com o Botafogo dominando a meiúca do Flamengo. Petkovic só foi visto no segundo tempo, quando estava sendo substituído e vaiado pela torcida. Tivemos boa chances de virar o jogo. Mas o primeiro tempo terminou assim.
Para quem pensava que o ritmo iria diminuir, só o início do segundo tempo mostrou que isso estaria fora de cogitação. O Flamengo dominava as ações, até que o Somália, que há de se elogiar muito sua atuação hoje, cruzou nos pés do artilheiro alvinegro. Botafogo 2 x 1 Flamengo!
O time rubro-negro tentava, mas esbarrava na competência de Jefferson e na incompetência de Vagner Love. Joel fez suas três alterações. Saíram, Somália, Fahel e Lucio Flavio para a entrada de Fábio Ferreira, Eduardo e Edno. A primeira alteração aconteceu porque o Somália estava machucado. Mas tirar o Fahel e o Lucio Flavio não foram as melhores escolhas. Primeiramente porque o Fahel estava bem na partida e o Eduardo todo mundo sabia que nada resolveria. E depois, como ele me tira o Lucio Flavio em sua melhor partida? É legal ver ele se dedicar daquele jeito. Se fizesse isso todo dia não seria tão contestado!
O Flamengo melhorou com a saída do Pet e a entrada de Vinícius Pacheco. Mas foi em uma falta cobrada por Everton Silva aos 48 do segundo tempo que deu o empate a eles. A bola procurou a cabeça do Adriano, que sem se levantar do chão, conseguiu cabeçear. Jefferson ainda tentou tirar, mas não deu. Botafogo 2 x 2 Flamengo!
Ataque com Caio e Herrera é sempre preocupação a mais para o adversário. Loco Abreu é sim titular, mas que o jogo é mais dinâmico sem ele, isso é. Valeu por constatarmos que o time sobrevive sem bolas aéreas, mas é preocupante ver que a defesa ainda não está definida.
Mesmo com o empate, continuamos na liderança do Grupo B, seguidos pelo América, que tem o mesmo número de pontos que a gente, porém nosso saldo de gols é maior. A próxima partida do Botafogo é contra o Volta Redonda, fora de casa, quinta-feira, às 19:30. E uma vitória poderá nos colocar mais perto da classificação para as semi-finais da Taça Rio!
Ah, e se o Bruno for o melhor goleiro de seleção, terão que inventar algo muito maior para o Jefferson. Aliás, inventaram já, o nosso Botafogo!

Saudações alvinegras a toodos ;*

Dever de casa

14 de mar. de 2010

O único grande do Rio a não perder pontos para times considerados pequenos. Esse é o Botafogo de Futebol e Regatas. Enquanto os outros três times do Rio vão se complicando em jogos tranquilos, nós vamos ganhando, com certa dificuldade por muitas vezes, mas o três pontos sempre estão em nossa conta.
Contra o Olaria não foi diferente. 3.393 pessoas assistiram a mais um triunfo. O futebol é envolvente? Claro que não. Jogamos para dar show? Nada disso. Entramos em campo para buscar os três pontos e levá-los para General Severiano e manter a chance de classificação para a semi-final, principalmente porque o América havia conquistado um belo ponto no jogo contra o Fluminense.
A partida começou morna e com o Botafogo bem postado na defesa, mas deixando a desejar no ataque. Sem Herrera, Fábio Ferreira e Marcelo Cordeiro, Caio, Danny Moraes e Gabriel ganharam mais uma chance no time titular. O Botafogo tentava se organizar ofensivamente em campo, enquanto que a defesa segurava as investidas do veloz ataque do Olaria.
Até que, em uma jogada de pura habilidade, Caio tirou dois marcadores em uma mesma jogada e cruzou na cabeça do Antônio Carlos, que não desperdiçou e fez. Botafogo 1 x 0 Olaria. O time visitante até que pressionou, mas quando conseguiam tirar da defesa, não conseguiam passar pelo Jefferson. E mais uma bela atuação do Fahel, não o vi errando nem um passe hoje. Por vezes, quando ia errar algum passe, ele diputava e se dava bem. Milagres podem mesmo acontecer!
Mas o primeiro tempo foi assim. E no intervalo apareceu o personagem principal do jogo, a chuva. Houve um verdadeiro temporal no Rio de Janeiro, mas mesmo assim as duas equipes voltaram para o segundo tempo. O nível técnico que já não estava muito bom, piorou. Mas antes que o futebol se tornasse impraticável, Gabriel recebeu um belo passe de Lucio Flavio, e tentou duas vezes até marcar o seu. Botafogo 2 x 0 Olaria.
Mas o time do técnico Dé não desistia das jogadas até que aos 15 minutos do segundo tempo os refletores do Engenhão apagaram por conta da forte chuva e de relâmpagos. O árbiro Grazianni Maciel Rocha esperou cerca de 20 minutos para que os refletores fossem religados, mas era clara a incapacidade de ter alguma partida naquele campo, sob pena de alguem poder se machucar feio.
A partida foi reiniciada e mais pareceu um jogo de pólo aquático do que um futebol profissional. De importante foi somente a expulsão de Diego, lateral-esquerdo do Olaria e Abreu, por se agredirem em campo. Ou seja, não teremos nosso ataque estrangeiro para o clássico de domingo contra o Flamengo. Herrera volta e deve fazer dupla de ataque com o Caio, que deverá permanecer na equipe.
Com a derrota do Vasco para o Flamengo, o Botafogo assumiu a liderança do Grupo B no saldo de gols, pois ambos tem 9 pontos. No Grupo A, Flamengo e Fluminense lideram também. Mas antes de enfrentar o Flamengo no domingo, o Fogão irá a Pernambuco, quarta-feira, enfrentar o Santa Cruz, às 19:30, em jogo válido pela Copa do Brasil.
Levar o Botafogo às semi-finais, já estando na grande final. Esta é a meta de Joel Santana. E mesmo com o tropeço diante do Fluminense, estamos no caminho certo. Não adianta, por conta de um clássico perdido, jogar todo um trabalho fora. E o que é relevante, o Eduardo não volta para esse time com o Sandro Silva jogando desse jeito, é nunca. A qualidade de passe do nosso meio ficou muito melhor, fora que os passes errados diminuíram drasticamente. Alguém ainda é a favor da volta do Eduardo? Creio que, se tiver alguém, seja minoria absoluta.
Rumo a classificação para as oitavas da Copa do Brasil, e pensar no clássico é só a partir de quinta-feira!

Saudações alvinegras a todoos ;*

Sobre a rodada do fim de semana

Amigos, aqui vão meus pitacos sobre a rodada do fim de semana no Campeonato Carioca.

No sábado, Fluminense e América empataram no Engenhão, debaixo de uma forte chuva no segundo tempo. O resultado não elimina o Tricolor, nem chega a preocupar quanto à classificação. Mas liga o sinal de alerta em Laranjeiras, principalmente pela falta que o argentino Darío Conca faz ao time. Um reforço para a armação das jogadas seria excelente, ainda mais após a venda de Maicon. Sem as jogadas de "Bolt" pelas extremas, Fred precisa de outras opções para receber as bolas em boa condição.

No domingo, no mesmo Engenhão, a forte chuva se transformou em uma tempestade torrencial. O gramado do Estádio Olímpico, que suportara na véspera, sucumbiu à força das águas. Botafogo e Olaria jogaram aquele esporte que lembra vagamente o futebol, num campo cheio de poças d'água. A vitória alvinegra não foi surpreendente, apenas confirmou o favoritismo dos anfitriões.

Para encerrar a rodada, tivemos o Clássico dos Milhões no Maracanã. Foi um jogo decidido nos pênaltis, embora todos no tempo normal (desculpem-me a piadinha infame). O juiz Péricles Bassols marcou três pênaltis: dois que realmente aconteceram (os do Vasco), e um inventado (o do Flamengo). O curioso é que os pênaltis reais, os do Vasco, não foram convertidos em gol, enquanto o pênalti inventado, o do Flamengo, foi. Sabem aquele ditado "pênalti que não é, não entra"? Hoje, no Maracanã, não funcionou. Dodô desperdiçou os pênaltis verdadeiros, e Adriano converteu o pênalti falso. E assim o Flamengo venceu o Vasco, por 1 a 0.

A classificação dos quatro grandes continua bem encaminhada. Provavelmente, as semifinais serão novamente dois clássicos. Mal podemos esperar a hora da verdade.

PC

Depressão 2, a volta


Ao contrário do que todos imaginavam, inclusive eu o Vasco não se intimidou contra "eles", desfalcado de Carlos Alberto, o Vasco jogou de igual para igual e poderia ter vencido o clássico terminado agora pouco no Maracanã, simples, se Dodô não perdesse dois penaltis, isso mesmo que você leu, já do lado de lá "eles" aproveitaram muito bem a mesma chance, e o jogador que é um "grande exemplo" para os mais jovens soube aproveitar, no primeiro tempo, Willliams que teria que ser expulso por ser o último homem entrou feito em Philippe Coutinho, o inusitado do lance que o jogador "daquele time" deu um beijo no jogador do Vasco, um ato inusitado. Pois bem, Dodô pegou a bola e na hora de bater, simplesmente atrasou a bola para o goleiro "deles", horrível, tudo bem que o arbitro não marcou um penalti para "eles" de Márcio Careca em Leo Moura, no segundo tempo a compensação, em uma jogada confusa o arbitro marcou para eles, e "aquele exemplo de jogador" mostrou como se bate, 0x1.
Depois de muito tempo, Jeférson voltou ao Vasco e ao concluir um chute a gol a bola bateu na mão de um zagueiro rival, o mesmo Jeférson ia bater.... até que Dodô pegou a bola, foi pra cobrança e..... perdeu mais uma chance.
Castigo maior impossível, os dois penaltis que o Vasco perdeu realmente aconteceram e foram desperdiçados, o de lá, não existiu e a bola foi pra rede, cruel!
Dodô não terá paz no Vasco jamais, a não ser que seja decisivo em uma decisão, a torcida vai cobrar muito, não tem jeito, a lamentar ainda mais a PARCIALIDADE DO COMENTARISTA DO PFC, PAULO CESAR VASCONCELOS que só faltou botar a camisa "deles", lamentável!

A depressão Vascaína pode ser fatal agora, já que a equipe não está tão confortável assim na tabela do grupo B.

ELES 1 x 0 VASCO
Eles
Bruno; Leonardo Moura, Álvaro, Fabrício e Juan; Toró, Willians, Kléberson (Rodrigo Alvim) e Vinícius Pacheco (Petkovic); Vagner Love (Ronaldo Angelim) e Exemplo para os jovens
Técnico: Andrade
Vasco
Fernando Prass; Fernando, Titi e Gustavo (Rodrigo Pimpão); Elder Granja, Rafael Carioca, Paulinho (Leo Gago), Philippe Coutinho e Márcio Careca; Rafael Coelho (Jefferson) e Dodô
Técnico: Vagner Mancini
Data: 14/03/2010
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro
Árbitro: Péricles Bassols Pegado Cortez
Auxiliares: Hilton Moutinho Rodrigues e Eduardo de Souza Couto
Renda: R$841.565,00
Público: 30.214 (37.107 pagantes)
Cartões amarelos: Willians, Juan (F); Paulinho, Marcio Careca, Fernando Prass, Gustavo, Titi, Elder Granja (V)
Cartão vermelho: Titi (V)
Gol: Exemplo para os jovens, aos 6min do segundo tempo

Domínio tricolor no clássico vovô

8 de mar. de 2010


Amigos, hoje serei direto: o Fluminense foi o senhor da partida contra o Botafogo no Maracanã. Os atletas tricolores exerceram um domínio impressionante sobre os campeões da Taça Guanabara. Quando Fred perdeu o gol mais feito de 2010, logo aos dois minutinhos, calculei que aquela poderia ter sido a bola do jogo. Não se perde um tento consumado assim, sem um grande prejuízo.

Fato é que o Fluminense não se abalou, e continuou pressionando o Botafogo. Porém, a bola insistia em não entrar, em parte por grande atuação do goleiro Jefferson. Quem não faz, leva, e o Tricolor levou. O pênalti foi convertido pelo argentino Herrera, com força e precisão. E o placar do intervalo mostrava: Botafogo 1, Fluminense 0.

No segundo tempo, o Fluminense continuou na frente, encurralando o Botafogo do técnico Joel Santana. A tabela de Maicon e Mariano foi precisa, o cruzamento de Maicon foi preciso, o voleio de Fred foi preciso. Era tudo que o Fluminense precisava. Estava empatada a partida.

Após as expulsões dos argentinos Darío Conca e Herrera, os técnicos resolveram mexer nas equipes. Joel tirou Eduardo e pôs o talismã Caio. Já Cuca pôs Thiaguinho no lugar de Everton. E o tricolor se saiu melhor, pois Thiaguinho conseguiu anular as perigosas ações de Caio.

Mas foi em outra substituição que Cuca venceu o clássico vovô: quando pôs Wellington Silva em campo. Mais uma vez, o jovem de dezessete anos foi decisivo. Foi ele que realizou a jogada do gol de Mariano, e foi um lance de antologia. Jefferson nada pôde fazer: era o gol da vitória do Fluminense.

A viagem de Maicon à Rússia, hoje, representa uma ameaça concreta de perda de qualidade no elenco tricolor. Na minha visão de tricolor nato e confesso, a saída do veloz ponta é muito prejudicial à equipe. Boa parte das ações ofensivas do Fluminense passam pelos pés de Maicon, de modo que considero a perda irreparável.

Nos resta torcer pela permanência de Maicon, pelo menos por mais alguns meses. Com ele, as conquistas seriam enormemente facilitadas. Fica, Maicon!

PC
 

2009 ·Gol de Letras by TNB