O empate do Internacional foi razoável, já com Forlán?
In Internacional, In Vasco31 de jul. de 2012
A vitória sublime, a estreia de Forlán no Colorado e os prognósticos pra rodada
In Figueirense, In Internacional, In Vasco27 de jul. de 2012
A boa estreia do Internacional e a próxima batalha
In Corinthians, In Coritiba, In Fluminense, In Internacional, In Santos, In Vasco23 de mai. de 2012
Rankings: a disputa pós-Copa Libertadores da América e os vices
In Chivas Guadalajara, In Corinthians, In Flamengo, In Grêmio, In Internacional, In Santos, In São Paulo, In Vasco3 de jan. de 2012
Encaminho o encerramento da série de postagens sobre a problemática dos rankings, comentando a disputa pós-Copa Libertadores da América, da maneira mais distanciada possível. Sempre houve algo de caráter mundial? A FIFA está certa ao chamar de Taça Intercontinental o que havia antes da atual copa que ela organiza? A questão é mais complexa do que os mais variados formadores de opinião na crônica esportiva brasileira querem fazer crer.
Comecemos lá no início dos anos 60. Sim, não houve - até tempos recentes ao menos - nada igual em qualidade ao Santos de Pelé, no planeta. Ele só jogou contra o campeão europeu, numa fórmula "cá e lá", ou "lá e cá". Entretanto, naquele período, a única coisa parecida com um torneio continental fora do velho continente e da América do Sul aconteceu na zona da Concacaf em 1962, sendo vencida pelo Chivas Guadalajara. Há que observar, no entanto, que na Copa do Chile a Seleção Mexicana (que tinha exatamente uma maioria de atletas daquele clube) venceu a vice Tchecoeslováquia. Em 1966, na Inglaterra, os astecas empataram com o Uruguai, e a Coréia do Norte ganhou da Itália, bem como chegou a estar goleando Portugal, antes de sofrer uma incrível virada por 5X3. A Ásia, no entanto, já na segunda metade da década, estava mais atrasada em relação às Américas do Norte e Central, assim como na comparação com a África. Nestas áreas, já ocorriam disputas continentais entre as agremiações.
Passando para os anos 70, o México, na copa que sediou, derrotou a Bélgica e empatou com a União Soviética (erros de arbitragem nas duas partidas podem ter trocado os resultados, mas isso não altera substancialmente o raciocínio...). Porém, ao longo daquele decênio, é difícil acreditar em um número razoável de clubes com potencial significativo de competitividade fora das regiões tradicionais do futebol. O panorama se altera claramente a partir de 1979, aproximadamente, um pouco antes da Copa da Espanha. Nesta competição, a Argélia vence Alemanha e Chile, não indo adiante da primeira fase em virtude de um resultado criminosamente arranjado entre a primeira e a Áustria. Além disso, Camarões empata todos os seus embates, inclusive, contra a Campeã Itália. De quem eram os campeões do torneio de clubes da África, na época? Exatamente desses países (Canon Yanoundé, JS Kabile....), além do tradicional Asante Kotoko, de Gana, que se dava bem nos torneios de seleções africanas, e do egípcio Al-Ahly. O México vai se recuperar esportivamente, de forma parcial, por sediar outra vez uma copa, em 1986. Na base, agremiações que tinham sido campeãs da Concacaf: UNAM Pumas e América.
Não é absurdo argumentar, portanto, que se a FIFA organizasse torneios de clubes semelhantes ao atual já naquele momento, poderiam acontecer surpresas. Entretanto, precisar uma relação ideal entre a Taça Intercontinental/ Hipotética Copa Mundial seria extremamente difícil. Razão pela qual, penso que o mais justo consistiria em uma pontuação variada conforme o número de vitórias e de partidas. Se aceitamos a premissa que a Copa Mundial de Clube dobra o valor da Copa Libertadores, poderíamos atribuir 15 pontos por vitória (uma vez que apresentamos a conclusão de que o torneio continental vale 30....), totalizando três dezenas de pontos para o que São Paulo e Internacional arrebataram no Século XXI, no Japão. Se a edição experimental de 2000 merece o mesmo valor, quem sabe, 6 pontos para os dois triunfos do Corinthians na primeira fase, dois pro empate com o Real Madrid, e 12 para a decisão, sendo que como ganhou nos pênaltis, cabem 2/3 dos tentos, ou seja, oito. Portanto, 22/30, algo até um pouco superior ao aproveitamento real dos paulistas (8/12....). Para o vice Vasco, tudo igual, com três pontos pela vitória contra o campeão semiprofissional da Oceania e um somente pela derrota nos pênaltis. Ah! O Cruzeiro em 1976 pode ficar com cinco pontos, pelo empate contra o poderoso Bayern München, no Mineirão. Um terço do correspondente à vitória. O Peixe também se beneficia com suas quatro históricas vitórias diante de Benfica e Milan, em 1962 e 1963, faturando, na soma dos torneios dos campeões sul-americanos e aquelas disputas, 120 pontos.
E Flamengo, Grêmio e São Paulo, em suas conquistas, que representaram sem dúvida nenhuma o máximo futebolisticamente naqueles anos, ficam com o que efetivamente conseguiram a menos, se atribuirmos 27 pontos a cada um dos triunfos de 1981, 1983, 1992 e 1993. O tricolor gaúcho também ganha dois pontos por só ter perdido a disputa para o baita adversário que era o Ajax nos pênaltis. Na comparação com São Paulo e Internacional da primeira década deste século, alcançam 95% das pontuações dos campeões de 2005 e 2006. Justiça, também, porque o número de partidas na Taça Libertadores era menor.
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O caso dos vices nas competições principais é mais complicado, e, ao mesmo tempo, mais simples. No Mundial, não há dúvidas: se o vice passa apenas pelo outro semifinalista (caso do Santos em 2011), obtém uma vitória, e 15 pontos, 50% do que fatura o campeão. Acredito que o terceiro também mereceria pontuação, na hipótese da entidade maior do futebol ampliar o número de participantes para oito, incorporando, por exemplo, os vices da Taça Libertadores e da Liga dos Campeões da Europa. Se não for com bola andando a classificação para a final, pensemos em 10 tentos para eventual triunfo nos pênaltis. Nenhum, se o time fracassar como o Inter, em 2010.
Para a Copa Libertadores e o Brasileirão, investiguei o que resultaria se atribuíssemos um percentual próximo do que realmente cada vice conquistou, na relação com o campeão. Por exemplo, o Cruzeiro, campeão nacional em 2003, alcançou 100 pontos, e o vice Santos 87. Portanto, se o Brasileirão vale 16, a relação mais próxima de 87/100 é 14/16.
Um exercício interessante, não? Para aumentar o grau de precisão, e atenuar os prejuízos do formulismo, atribuí, quando os terceiros fizeram mais pontos do que os segundos (algo comum entre 1972 e 1986....), a mesma pontuação. Caso do Grêmio em relação ao Vasco da Gama, em 1984. Se o time fez menos de 50%, e chegou na final apenas pelo formato um tanto esdrúxulo da competição, caso do Colorado em 1987, ou do Vitória em 1993, estabeleci como valor a metade dos pontos: 8/16, beneficiando também os terceiros. Quando alguém depois dos dois melhores chegar à mesma pontuação que o segundo na era dos pontos corridos, o critério igualmente valerá.
Na Taça Libertadores, idem. Se o Chivas Guadalajara, que entrou diretamente nas oitavas de final em 2010, fosse brasileiro, ganharia 15 tentos. Logo, o São Paulo, que terminou em terceiro e logrou mais pontos do que os mexicanos naquela competição, fica também com 15. Para um maior equilíbrio, todos os vices que foram campeões anteriormente, e só entraram na segunda fase (como determinava a Conmebol, antes....), só receberam a metade, igualmente. No caso do Grêmio, em 2007, que teve um aproveitamento inferior a 50% (sempre pelos parâmetros atuais....), outra vez vale o princípio de que merece somente a metade da pontuação do vencedor da Copa Libertadores naquela temporada, o Boca Jrs.
O resultado desta simulação não ficou demasiadamente longe de outras, com diferentes critérios. Confiram na próxima postagem!
A derrota "criminosa" e o próximo domingo
In Flamengo, In Internacional, In Universidad do Chile, In Vasco29 de nov. de 2011
A derrota do Internacional para o Mengão, no domingo, constituiu um verdadeiro "crime". Equilibrado no esquema 4-4-2, o Colorado criou mais oportunidades, desde o primeiro tempo. Então, nos acréscimos, houve a terrível falha de Rodrigo Moledo, aproveitada por Ronaldinho, que até aquele momento pouco rendia como centroavante. Meu vizinho João Paulo confirmou hoje em rápida conversa aquilo que um dos jornais de Porto Alegre já havia destacado: o jovem zagueiro estava arrasado no vestiário pós-jogo. O defensor precisa se encher de brios e buscar reabilitação no Gre-Nal. Até porque não estava mal, não obstante algum excesso de confiança. Até Elias Figueroa, o melhor zagueiro que passou pelo Inter e talvez pelo Rio Grande do Sul, "entregou" gols.
Na segunda etapa, as chances continuaram se sucedendo. O Flamengo também ameaçou em contra-ataques ou em escanteios deles decorrentes. Impossível deixar de citar as falhas grotescas do árbitro Evandro Roman. O pênalti em Leandro Damião deveria ser assinalado, por um raciocínio rápido e claro: o atleta rubro-negro dá um carrinho temerário dentro da área, não alcança a bola e impede a progressão normal do centroavante colorado. Foi impressionante também a não marcação de uma falta - no mínimo para cartão amarelo - em D´Alessandro na linha de fundo. A infração violenta rendeu a justa reclamação de Dorival Jr., que acabou expulso pelo atrapalhado juiz, o qual já havia causado problemas aos dois lados com maus posicionamentos nos 45 minutos iniciais.
Aqui, uma observação: considero que as arbitragens erram por deficiência técnica, sem qualquer má intenção, até prova em contrário. Há erros a favor e contra todos. E acho um exagero inclusive determinar uma suposta "classificação real" no campeonato, com juízes e auxiliares hipoteticamente perfeitos. O problema maior é que se altera todo o rumo da partida com erros como os citados acima. Agora, pênaltis podem ser desperdiçados, e um gol sofrido, comumente, torna uma equipe mais agressiva, conduzindo-a para um patamar melhor de atuação e conseqüentemente um resultado não adverso. Os leitores recordarão que quanto aos episódios de 2005 não lamento as decisões de Márcio Resende de Freitas naquele sempre lembrado empate entre Corinthians e Internacional, mas a lambança que fez o STJD, devido a um apitador assumidamente desonesto, naquela temporada.
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O Internacional precisa vencer o clássico. Logo, o treinador age de forma correta ao manter a tática com dois atacantes, preservando os atuais titulares do meio para a frente. Felizmente, ninguém levou o terceiro cartão amarelo. Aliás, a quantidade enorme de "pendurados" por certo pesou para que o Time aceitasse quase passivamente os enganos do árbitro, em Macaé. A suspensão de Bolívar - bastante discutível, mas não entrarei no mérito, nesta postagem - abre caminho para Índio, carismático no que se refere a grenais, assumir a titularidade ao lado de Moledo. D´Alessandro acusou leve problema muscular no primeiro trabalho da semana. Entretanto, há tempo para recuperação. O Colorado deve focar no tradicional adversário, em fase de mudança de técnico segundo informações desta terça-feira, e saber depois da combinação de resultados em relação às duas vagas da Copa Libertadores da América.
Fui muito mal nos prognósticos. Acertei tão somente a vitória do Coritiba contra o Avaí! E olhem que ela não se deu por goleada......bem, pelo menos antes, não para o Campeonato Brasileiro - há registro no "Chute Certo" da Sportv - previ o empate do Vasco com o bom conjunto da Universidad do Chile e a vitória da LDU, na Sul-Americana. Portanto, 3 palpites bons em 12 duelos importantes deste período recente. Daqui a pouco, o Vélez Sarsfield devolve os 2X0 para os equatorianos e leva a vaga pras finais nos pênaltis. Amanhã, o clube presidido por Roberto Dinamite não escapará da eliminação no Chile. 2X1 para "La U".
A grande vitória e prognósticos
In Internacional, In São Paulo, In Seleção Brasileira, In Seleção Mexicana, In Vasco11 de out. de 2011
Pois o Internacional jogou uma grande partida contra o Vasco da Gama. Teve triangulações, alternâncias de ritmo e precisão nas conclusões no segundo tempo. A goleada ficou plenamente justificada, com um esquema 4-2-3-1 no qual quem veio de trás, desde os laterais até os articuladores, marcou presença na área adversária. Uma dedicação exemplar de toda a equipe levou ao 3X0, que se terminasse em um escore ainda maior, não configuraria uma injustiça.
Tanto assim que Fernando, goleiro gaúcho do time da cruz de malta, foi o melhor do clássico nacional, junto com o colorado D´Alessandro. Nas tarefas de ligação do meio-de-campo com o ataque, meu vizinho João Paulo, aliás, deu maior velocidade ao Inter, com ímpeto e habilidade, após a lesão de Andrezinho. No lance em que teria cometido penalidade máxima (quando estava 1X0), considero possível aceitar a interpretação da arbitragem. O atleta vascaíno mais esbarra, forçando a queda, do que é derrubado. O exagero residiu no cartão amarelo aplicado, pois não ocorreu uma simulação, mas um choque próprio do esporte.
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Um fato triste aconteceu antes do confronto. O líder da torcida organizada Super Força Independente Colorada morreu, aos 55 anos, por um ataque cardíaco. Conheci Marcelo Kripka, ao tempo em que colaborei com a gestão 2000-01. Era um cidadão ponderado e com diálogo que facilitava o trânsito junto a todos os setores do Clube. Tanto assim que se tornou conselheiro.
Infelizmente, o turbilhão de emoções relacionadas ao futebol, somado a características singulares do indivíduo (meu xará era diabético e tinha hipertensão), não raro antecipa o fim de uma vida. Uma reportagem publicada hoje no jornal Zero Hora aponta que eventos de massa acabam sendo propícios para que pessoas com problemas desse tipo corram gravíssimos riscos.
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Apesar da excelente atuação do Internacional, que deu esperanças de uma subida na tabela do Brasileirão, exatamente, nestas últimas 10 rodadas, não estou otimista para o embate contra o São Paulo. Aliás, acertei metade de meus prognósticos para a jornada de meio de semana. Vamos aos próximos palpites, começando pelo amistoso da Seleção Brasileira, logo mais.
México 2 X 2 Brasil. Mano Menezes ainda não acertou plenamente a mão, com Lucas, Neymar e Cia.
São Paulo 1 X 0 Internacional. Acredito que como o tricolor do Morumbi pôde descansar mais (o jogo contra o Cruzeiro se realizou quarta-feira passada), ganhará no preparo físico.
Grêmio 3 X 0 Figueirense. Uma vitória tranqüila dos comandados por Celso Juarez Roth.
Avaí 2 X 2 Atlético-GO. O time de coração de Gustavo Kuerten surpreendeu, goleando o Furacão. E o Dragão, talvez, esteja entrando em uma fase de decadência.
Corinthians 3 X 2 Botafogo. Estou entre os que gostam do trabalho do técnico Adenor Bachi Tite. A tendência é de afirmação do timão nesta reta final, pelo que mostrou contra o Atlético de Goiás.
América-MG 1 X 1 Ceará. Um confronto que cheira a empate.
Flamengo 1 X 1 Palmeiras. Outro embate que deve terminar com equilíbrio total.
Bahia 2 X 1 Cruzeiro. O treinador Joel Santana conhece a Raposa, que continuará com a vida complicadíssima.
Fluminense 2 X 2 Coritiba. O time orientado por Abel Braga vai amargar outro resultado de igualdade, que para ele tem sido raro neste campeonato.
Atlético-MG 2 X 3 Santos. O Galo ficará ainda mais perto da Série B. O Peixe será o único visitante vencedor, depois de uma rodada em que somente mandantes obtiveram triunfos.
Atlético-PR 1 X 1 Vasco da Gama. O Furacão pegará um ex-líder "mordido" pelo vareio sofrido no domingo.
Prognósticos para a rodada
In Coritiba, In Grêmio, In Internacional, In Vasco8 de out. de 2011
Chove no Rio Grande do Sul. A torcida dos colorados é para que o tempo melhore, até a partida deste domingo, contra o líder do Brasileirão. Para enfrentar o Vasco da Gama, possivelmente, o Internacional terá Ilsinho, compondo o esquema 4-2-3-1, desde o início.
E no segundo tempo, Zé Roberto, mais vocacionado para a dupla função de meio-campista avançado e atacante, deve retornar após longo tempo de ausência, por conta da operação de uma hérnia. Uma alternativa importante no banco de reservas, reaparecendo no momento que configura o limite para o Inter arrancar rumo ao topo da tabela.
No Paraná, o Coritiba por certo será, neste sábado, um adversário dificílimo para o Grêmio, desfalcado de Douglas, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. O Coxa Branca, tal como o tricolor gaúcho que se aproximou do rival após a vitória sobre o Santos, ainda sonha, sem grandes chances reais, com uma vaga na Copa Libertadores da América 2012. Por falar nisso, acertei dois de meus três prognósticos para os jogos do meio de semana e o (chatíssimo) amistoso da Seleção Brasileira. Vamos aos palpites para os nove confrontos do Campeonato Nacional.
Botafogo 3 X 0 Bahia. Creio que o Fogão pode cobiçar, sim, o título, ainda que não conte com o centroavante Loco Abreu nos próximos dois embates. O maior clube do Nordeste corre sérios riscos de voltar para a segunda divisão, inclusive, por desfalques, em um elenco que não apresenta tantas opções assim.
Coritiba 3 X 1 Grêmio. Acredito que o Coxa Branca vai confirmar o ótimo retrospecto, em casa, contra oponentes fortes.
América-MG 1 X 3 Atlético-MG. O empate com o Ceará foi assustador, pelas circunstâncias, mas o Galo se reabilitará no semiclássico.
Santos 1 X 1 Palmeiras. Outro resultado de igualdade para o Verdão, após a decepção contra o lanterna. O Peixe passa a ajustar o time para o Torneio Mundial, visto que o maior título do país se inviabilizou.
Flamengo 2 X 2 Fluminense. Pelas ausências, principalmente do lado rubro-negro, trata-se de um clássico de difícil prognóstico. Vou apostar em um escore marcado pelo equilíbrio, admitindo que talvez o conjunto orientado por Abel Braga tenha um pouco mais de chances.
Internacional 2 X 1 Vasco. Uma repetição do placar do jogo contra o Galo Mineiro.
Corinthians 2 X 0 Atlético-GO. Um colega de trabalho (o qual já deixou comentário neste blog) tem ligações com Goiás e lá torce pelo Dragão. Ele chega a dizer que se a equipe da região centro-oeste tivesse mais autoconfiança poderia até mirar as primeiras colocações. Não lhe tiro a razão, mas vejo como tendência mais forte um triunfo corintiano.
Avaí 1 X 2 Atlético-PR. O Furacão deve crescer e fugir do rebaixamento, depois de "redescobrir" o centroavante Nieto.
Ceará 1 X 1 Figueirense. O "vovô" também brigará, na reta final da competição, para escapar da Série B. Os catarinenses vão garantir vaga na Sul-Americana da próxima temporada, sob o comando de Jorginho.
Sobre a vitória sublime e o que virá
In Corinthians, In Cruzeiro, In Fluminense, In Grêmio, In Internacional, In Vasco21 de set. de 2010
A vitória sublime, obtida pelo Internacional no domingo, não foi fácil. Ainda que estivesse desfalcado, o Vasco da Gama confirmou por que estava invicto há mais de uma dúzia de jogos, comandado por Paulo César Gusmão. Usando marcação adiantada, especialmente sobre os laterais do Colorado, e com bom toque de bola no meio-de-campo (Rafael Carioca mais uma vez mostrou ser volante marcador e técnico, ele que foi revelado pelo Grêmio.....), o time da Cruz de Malta perdeu três oportunidades no primeiro tempo, e quando Renan saiu, machucado, ainda na etapa inicial (pareceu-me aliás um tanto desleal a maneira como o atleta vascaíno subiu para a disputa com o goleiro....), a torcida temeu que Abodanzzieri comprometesse, mas logo o apoiou com força.
E curiosamente, o Inter passou a ter menos trabalho. D´Alessandro - o melhor do Time - levou perigo à meta adversária e definiu a partida com um cruzamento perfeito para Edu. Os derradeiros 45 minutos igualmente não poderiam trazer de volta o conjunto de ótima atuação contra o tricolor do Morumbi. Paulo Tinga e Guiliano asseguram uma dinâmica para o "Onze" organizado por Celso Juarez Roth que não se repete sem eles. De qualquer modo, a equipe evitou que PC Gusmão igualasse, como treinador, o recorde de Ênio Andrade, em 1979.
Porém, a política de poupar jogadores com risco de lesão muscular é correta. O Internacional precisa contar com força máxima no Torneio Mundial, em dezembro. Por esta causa, o que virá no Brasileirão não tende a ser alvissareiro. 30 dias antes da competição da Fifa, em Abu Dhabi, o Clube do Povo do Rio Grande não poderá preservar todo o foco no campeonato nacional, e a liderança provavelmente ainda estará sob emocionante disputa.
O Cruzeiro já alcançou 100% de aproveitamento diante do Colorado, por exemplo. Contra o Fluminense e o Corinthians, haverá verdadeiras decisões no Gigante da Beira-Rio. Somente em caso de obter estes seis pontos, o Inter garantirá o direito de seguir sonhando com o título. Particularmente, não gostaria de uma renúncia a ele, em um cenário de boas chances, mas o staff alvirubro provavelmente não pensará do mesmo modo. Agora, vive-se o momento estratégico para uma seqüência de vitórias! Acredito em novo triunfo, nesta quarta-feira, contra o Furacão, no Paraná.
Vitória Clássica na última edição do Confronto da Década
In Botafogo, In Cruzeiro, In Internacional, In São Paulo, In Vasco18 de set. de 2010
O mais importante confronto da década do futebol brasileiro teve sua última edição nela, e pode-se dizer que foi uma ótima partida. O Internacional jogou muito bem, e o São Paulo fez o que pôde, criando oportunidades e exigindo de Renan como o Colorado exigiu de Rogério Ceni. A diferença a favor do Clube do Povo do Rio Grande residiu especialmente na alta qualidade técnica do meio-de-campo. Paulo César Tinga, Guiliano e D´Alessandro demonstraram toda a mobilidade e habilidade, com dois volantes que funcionaram. E Leandro Damião, com sua "cavadinha" para cima do grande goleiro são-paulino, apresentou evolução.
Wilson Mathias até marcou seu primeiro gol pelo Inter. Aliás, em uma jogada ensaiada, o que só comprova a capacidade de Celso Juarez Roth, quando conta com o mínimo de tempo para treinar. O Internacional se aproxima dos líderes do Brasileirão e precisará vencer a partida "a menos". O problema é que o embate acontecerá contra um Santos ainda forte, embora sem o lesionado Paulo Ganso. O que mais deu confiança foi a dinâmica espanhola voltando a funcionar com o sistema alemão, o 4-2-3-1. Contra o Vasco neste domingo outra "pedreira". Uma curiosidade: se derrotar o adversário carioca, o Inter evitará que PC Gusmão, como técnico, iguale o recorde de invencibilidade do saudoso Ênio Andrade, em 1979, num mesmo campeonato, exatamente numa decisão envolvendo os dois clubes, com Falcão e Cia. assegurando a taça no Beira-Rio.
A vitória clássica de ontem deixou exatamente iguais Internacional e São Paulo, desde que Nilmar deu show no Morumbi, em 2003, no primeiro campeonato nacional de turno e returno, em pontos corridos, sendo decisivo para quebrar o tabu de 29 anos sem triunfos do Colorado lá em partidas oficiais, com o 2X0 para o conjunto recém organizado por Muricy Ramalho. Para ser mais exato: se desprezarmos aquele jogo do primeiro turno do Brasileirão 2005, quando o tricolor utilizou quase que só reservas, a amostra fica composta de 20 duelos. 8 vitórias para cada lado e 4 empates, com 28 gols a 27 para o Inter! O Clube do Povo do Rio Grande superou o da elite paulistana (que cada vez mais se populariza.....) notavelmente nas competições continentais: Sul-Americana em 2005, Decisão da Taça Libertadores da América 2006 e semifinais desta na atual temporada.
O crescimento do Internacional diante do ex-algoz, na minha opinião, registra naquele embate há sete anos, quando coletivamente o Time trabalhou muito bem, o marco inicial dos ótimos confrontos deste período, encerrados ontem com outro resultado de três pontos com diferença de dois gols. Se o tento qualificado de algum modo contasse no Campeonato Brasileiro, o Inter também levaria vantagem contra o São Paulo......para encerrar, uma observação sobre a arbitragem. Não creio que se possa criticá-lo nos lances duvidosos. Nem a jogada envolvendo Damião no primeiro tempo, nem o carrinho de Bolívar na segunda etapa (na origem do ataque são-paulino, o Colorado reclamou de falta sofrida pelo centroavante.....), apesar da aparência, constituem penalidades máximas claras, indiscutíveis. Pelo contrário, na repetição pela tevê é visível que o atleta tricolor dobra o joelho antes da disputa.
Oxalá Edu substitua a contento o "talismã" Guiliano neste domingo. Se o Internacional confirmar o favoritismo, a partir da grande atuação da quinta-feira, como Botafogo e Cruzeiro, por exemplo, vão se enfrentar, o Brasileirão esquentará de vez.
A vitória sábia e o clássico
In Corinthians, In Cruzeiro, In Goiás, In grêmio prudente, In Internacional, In Santos, In Seleção Argentina, In Vasco7 de set. de 2010
Pois o Internacional venceu sabiamente o Grêmio Prudente no Beira-Rio, conseguindo traduzir a superioridade técnica no primeiro gol e dando o golpe de misericórdia no segundo. Como se sabe, não existem jogos fáceis no Brasileirão (a não ser contra clubes que atrasam os salários por meses, como é o caso do Goiás.....), tanto que o conjunto paulista deu trabalho, tocando a bola com boa velocidade, e conseguindo ameaçar pelos dois lados a meta de Renan.
Claro, a vitória poderia ter vindo com um pouco mais de facilidade, visse a arbitragem o pênalti em Leandro Damião, quase ao final da primeira etapa, ainda que o lance não seja de fácil interpretação. Enfim, o Inter, pela qualidade de jogadores como Kléber, Paulo Tinga, o volante que retornou ao Time, Guiñazu (o qual ajudou Wilson Mathias a atuar melhor do que em outras vezes.....), e Rafael Sóbis, mereceu o triunfo. Celso Juarez Roth, entretanto, não erra na ponderação de que partidas nas quartas e domingos prejudicam o entrosamento das equipes, tornando escasso o tempo para treinamentos.
Amanhã, aliás, a tabela prevê - na abertura do returno, quando dois duelos da fase inicial não foram travados, Vasco da Gama X Corinthians, Santos X Internacional - o maior dos clássicos nacionais, reunindo agremiações de fora do eixo Rio-São Paulo. Se o Clube do Povo do Rio Grande quiser pensar no título, é obrigado a buscar três pontos. Logicamente, um empate será resultado aceitável.
O Cruzeiro virou com autoridade o confronto contra o Palmeiras, e talvez possua certo favoritismo, porque o Colorado sofre um pouco com a ausência de D´Alessandro, servindo à Seleção Argentina. Taticamente, não descartaria uma marcação homem a homem contra Roger, mas neste caso, Wilson Mathias precisaria dar lugar a Derlei, algo pouco provável. Grandes serão as dificuldades para o Internacional.....mas também para a Raposa. O que nossa amiga Lilian Alcântara escreveria sobre este jogaço?
Gelo, muito gelo!
In Atlético-PR, In Campeonato Brasileiro, In Vasco20 de jul. de 2010
Não sei se tenho capacidade para criticar com tanta veemencia nosso treinador, mas, se alguém tem que ser o "para-raio" melhor que seja ele do que a equipe, que precisa pensar apenas em jogar bola - coisa que não tem feito a bastante tempo.
O time do Vasco talvez jogaria melhor, pela mesma necessidade em ganhar esses pontos e estar jogando na Colina. Mas, por causa disso o juíz não precisaria ter puxado tanto para o lado vascaíno. Nos primeiros 15 minutos, o Furacão mandava no jogo. O primeiro gol foi achado pelo time da casa. Falha de quem?! Rodolfo. Ia dar o combate, porém segundos antes do chute ele deu 2 passos pra trás. Coisa que não se faz. Segundo gol, numa penalidade que não existiu - confirmado até pelos próprios torcedores vascaínos que foram ao jogo: "O juíz marcou isso mesmo?". Ainda punindo Eli Sabiá com cartão amarelo - numa falta que não existiu.
Incredulidade total foi o nome do Furacão depois do gol. O que mais tinha pra acontecer? Num carrinho legal (se fosse na Arena não seria nem marcada jogada perigosa!) Chico foi punido direto com cartão vermelho, decretando o resultado da partida em menos de 40 minutos de jogo. Ainda com direito a um gol do Bruno Mineiro - que qualifica o calibre da qualidade do defensor vascaíno.
Segundo, mais uma falha do sistema defensivo. Repito, se toda vez que um meio campo, bom batedor tiver liberdade assim pra bater vai ficar complicado a gente colocar na primeira divisão!
Cadê a minha bebida? Tem gelo aí?! Põe mais, mais gelo! Porque se amanhã o time não ganhar o Santos, complica de vez.
Sempre Furacão.
A final que antevi e Celso Juarez Roth
In Internacional, In São Paulo, In Seleção Brasileira, In Seleção Espanhola, In Seleção Holandesa, In Vasco7 de jul. de 2010
Pois depois de algum tempo ausente, volto a ocupar espaço deste blog, após as definições dos finalistas da Copa 2010 na África do Sul. Um torneio que cresceu, à medida que começou assustando, pela baixa média de gols. Houve jogos muito bons, principalmente, a partir das quartas de final. E em um dos tradicionais "palpitões" participei e acertei os finalistas. Não por considerar Espanha, ou Holanda, grandes times, mas por saber de algumas de suas potencialidades. Afinal, já fazia 52 anos que não surgia uma campeã do planeta em um continente que não o seu!
No caso dos Países Baixos, vale destacar a frieza, o repertório de jogadas e a tradição. A Holanda chuta de fora da área, manda bolas na área com precisão e tem dois grandes atletas, não mais do que isso. Sneijder e Rooben podem dar o título à nação que revelou para o futebol o falastrão Kruyff, Neeskens e o treinador Rinus Michels.
Já a "Fúria" Espanhola, que curiosamente venceu todos os jogos nas fases mata-mata marcando somente um gol, apresenta um meio-de-campo que toca a bola de modo único no mundo, mas não consegue um aproveitamento tão significativo nas conclusões. Acredito mais na preservação da invencibilidade de mais de 20 partidas do conjunto laranja, que tão bem aproveitou o nervosismo do Brasil nas quartas de final. Aliás, não teríamos visto ali um reflexo do comportamento do comandante do "Escrete Canarinho"?
Confesso a vocês que pouco me interessa quem treinará a mais tradicional seleção sul-americana nos próximos anos. Agora, gostei da escolha do técnico do Internacional, não obstante o constrangimento configurado junto ao Vasco da Gama. Celso Juarez Roth possui a ambição da grande conquista que falta na carreira! E acima de tudo, segundo informações do staff de profissionais do Beira-Rio, é um estrategista meticuloso, detalhista e sério.
Inegavelmente, as equipes por onde ele passa mostram boa organização tática. Se contar realmente com Paulo Tinga e Rafael Sóbis - a antecipação da "janela de inscrições" não tem nenhum motivo para não ocorrer, e beneficiaria, em tese, todos os clubes, não apenas o Inter -, qualquer esquema que adotar no Colorado, 4-5-1, (finalmente testado!) ou 4-4-2, tende a funcionar. Contra o Penharol, em amistoso no último domingo, faltou somente o gol. A equipe trabalhou bem a bola, principalmente, pelo lado esquerdo. Enfim, cada vez mais as atenções se voltarão para a Taça Libertadores da América e o Campeonato Brasileiro. Vencer o São Paulo na primeira partida das semifinais do torneio continental é imprescindível!
Esta postagem já estava pronta, quando foi noticiado lamentável incidente no jogo-treino (que acabou sem gols....) do Internacional contra o Cerâmica, da segundona gaúcha, envolvendo D´Alessandro, que quase brigou com o lateral esquerdo da equipe adversária, em virtude de uma seqüência de faltas. O meio-campista argentino, cuja relação custo-benefício para o Time é discutidíssima, precisa ser orientado de modo especial por Celso Roth para não complicar as coisas contra o tricolor paulista.
Foi pra valer?
In Botafogo, In Campeonato Brasileiro, In Vasco31 de mai. de 2010
A partida disputada no Engenhão ontem fez os torcedores de Botafogo e Vasco se perguntarem se estava valendo alguma coisa o clássico. Principalmente o segundo tempo parecia que não. Pareciam jogar como se quisessem que o tempo voasse. Resultado? Um clássico de dar dó.O Botafogo começou mal o jogo, como constantemente está acontencendo. O Vasco tentou se impor na partida, porém a marcação do Botafogo estava eficiente, mas somente no início. Quando começamos a impor nosso ritmo à partida o talento do garoto Phillippe Coutinho fez a diferença com um belo passe para Ernani entrar como quis na defesa do Fogão e marcar 1 x 0.
O sistema defensivo piorou consideravelmente de umas partidas para cá. As bobeiras marcadas pela nossa defesa estão nos custando pontos importantes, que mais tarde farão falta. Porém o time não se abateu. Ofensivamente não estava tão mal assim. Com a volta de Herrera e Caio a movimentação foi intensa, mas muitas vezes sem verdadeira efetividade.
Quando Lucio Flavio iria chegar cara-a-cara com Fernando Prass, foi claramente derrubado na área. Pênalti claro, que o juíz deixou passar. Mais uma arbitragem covarde e não foi só neste lance, mas sim no jogo inteiro. Pouco tempo depois, o árbitro marca um pênalti a favor do Botafogo. Nilton, caído no chão, coloca a mão na bola e desvia a trajetória da mesma. Não tem do que reclamar. Herrera bateu com a precisão que Renato Cajá não teve lá no Mineirão. Botafogo 1 x 1 Vasco.
A expectativa para o segundo tempo foi enorme. Mas a última coisa que vimos foi futebol. O time do Vasco bateu demais. O juíz se omitiu em muitos lances, Jefferson salvou em outros e Prass também. E foi só o que aconteceu. Erros bizarros de passes e jogadas que não saiam e para os dois lados.
No fim, o 1 x 1 foi um resultado justo, mas que não foi bom para ninguém. O Vasco permanece em 16º com 5 pontos, enquanto que o Botafogo fica em 5º lugar com 8 pontos. Mas o que deve ficar dessa partida é que ainda não temos um time para brigar por Libertadores e títulos. Pode até ser que aconteça, mas ainda não temos. O nosso meio deixa muito a desejar em muitos momentos do jogo, e é onde precisa-se contratar mais jogadores.
A atuação do Fahel foi a pior no ano. Além de não acertar passe quase algum quando a bola chegava ao seus pés, não ganhou nem uma bola de Phillippe Coutinho. O garoto deu uma aula grátis do que é habilidade para cima do Fahel. Tomara que seja somente neste jogo. Ele vinha fazendo partidas regulares, sem comprometer muito a defesa. Tenho certeza de que nenhum torcedor botafoguense quer aquele Fahel do ano passado de volta!
Agora é ter paciência. Jogar contra o Atlético-PR na Arena da Baixada não é facil. Ganhar lá muito menos. Mas não podemos entrar com outra meta a não ser a vitória. Mesmo que o Furacão não esteja muito bem na tabela, em casa eles conseguem se impor e a torcida joga junto. É contar com uma noite inspirada do nosso elenco quarta-feira, às 19:30.
Esqueçer a noite de ontem no Engenhão é prioridade. O futebol eficiente que fez com que o time se superasse no Campeonato Carioca não pode ter acabado assim tão rápido. É dar a volta por cima agora, a começar pelo próximo jogo. Eu acredito, sempre!
Saudações alvinegras a todoos ;*
A impressionante derrota e a queda de Jorge Fossati
In Atlético-PR, In Corinthians, In Internacional, In Palmeiras, In Vasco28 de mai. de 2010
A derrota desta quinta-feira do Internacional para o Vasco da Gama, altamente pressionado e enfraquecido, foi espantosa. No segundo tempo, tudo acontecendo, como uma acumulação de desgraças, até a virada. A pequena vacilação de Abodanzzieri no lance do primeiro gol, a completa falta de noção de tempo de bola do zagueiro Fabiano Eller, que está muito abaixo do que rendeu em 2006, determinante para a expulsão, o erro decisivo da penalidade máxima inexistente assinalada por Héber Lopes e.....os reiterados dogmas de Fossati nas alterações, em nome da preservação do esquema com três defensores.
E assim, por sua teimosia, o treinador acabou demitido. Já fazendo um balanço, é fácil entender que a opção tática acabou privando o Inter de contar com alguns de seus melhores jogadores em partidas fora de casa. Guiliano, ainda que não seja um atleta plenamente formado e precise desenvolver alguns fundamentos, junto com Andrezinho, daria uma outra dinâmica à equipe em São Januário. Entretanto, deu lugar não ao grande Eller da inesquecível temporada referida acima, mas a um defensor sem embocadura, merecedor do chuveiro mais cedo.
E agora, meus leitores, o Colorado vive um dilema. Não pode errar na escolha do novo técnico, de jeito nenhum, para que as aspirações sejam muitíssimo mais alvissareiras no Brasileirão do que neste momento e para que o sonho de conquistar pela segunda vez a Taça Libertadores da América ganhe maior concretude. Escrevo à noite, após o anúncio oficial da queda do estrategista uruguaio pela diretoria, e acrescentarei algumas hipóteses aos nomes especulados para substituí-lo. Sempre correndo o risco de engano completo.
1) Antônio Lopes. Ele não está sendo lembrado pelos cronistas esportivos. Já foi campeão continental, com o Vasco, há mais de 10 anos. Parece ter esgotado a paciência para trabalhar no futebol. Não goza de bom prestígio com os dirigentes atuais. Seria uma surpresa, levando em conta estes fatores.
2) Abel Braga. O profissional dos sonhos para a diretoria. A multa para liberá-lo do Al-Jazira praticamente inviabilizou a negociação. Em todo caso, como o anúncio é de falta de pressa, até a interrupção do Campeonato Nacional para a Copa do Mundo, a resistência dos árabes talvez se quebre, com um esforço descomunal para trazê-lo.
3) Cuca. Desempregado há algum tempo, apresenta um currículo que não chega a empolgar, além de sofrer forte rejeição da torcida. Não apostaria minhas fichas em Alex Stival, ainda que a direção colorada tenha confirmado a busca de informações sobre ele com o ex-coordenador técnico do Fluminense, Branco.
4) Mário Sérgio. Consta que não quer mais trabalhar como treinador. Além disto, sempre descartou continuar no Internacional em 2010. Agrada a boa parte do staff que exerce o poder no Clube. Deixou entretanto um relatório explosivo, que talvez afete o relacionamento com alguns jogadores, mesmo que publicamente os líderes do elenco respaldem o nome dele.
5) Paulo Roberto Falcão. Confirmou que quer retomar o trabalho como técnico. A diretoria colorada, no entanto, já descartou a "ressureição" dessa atividade para o "Bola bola" no Beira-Rio, acreditando que o profissional buscado deve estar exercendo a profissão de treinador.
6) Zé Mario. Aqui me baseio em informação de fonte confiável. Numa das recentes trocas de comando dos últimos anos, foi um nome cogitado pelo domínio de vestiário. O problema seria político, pois foi o primeiro técnico escolhido pela gestão 2000-01, aquela com a qual colaborei. Este profissional, que deu provas de grande qualidade como organizador tático na primeira daquelas temporadas, não somou conquistas no currículo após retornar do Japão para o Brasil, o que também leva a crer que não se constituirá em surpreendente escolha.
7) Nelsinho Batista. Atualmente no Japão, sofre fortíssima rejeição pela maneira como trocou o Inter em 1996 pelo Corinthians. Não é boa aposta.
8) Luiz Felipe Scolari. Disparadamente o de melhor trajetória entre os lembrados. O problema - além do altíssimo salário - reside no compromisso que assumiu com emissora de tevê para comentar a Copa do Mundo da África. Já declarou que dará preferência a um clube da Europa. Consta que ouvirá propostas do Mengão e do Palmeiras. Na minha opinião, a vinda dele para o Internacional, no momento, se inviabiliza.
9) Um treinador "emergente", como Silas no ano passado, o qual acabou acertando - e até agora, fora alguns percalços, se dando bem - com o Grêmio. A diretoria arriscaria muito se optasse por este perfil, pela perspectiva das semifinais da Taça Libertadores.
10) A fixação do interino. Nem mesmo se o Internacional obtiver três vitórias consecutivas contra Atlético-PR, Corinthians e Palmeiras, cogita-se desta atitude.
Um detalhe a levar em conta é que qualquer contrato durará unicamente até o final do ano, pois haverá eleições presidenciais em dezembro. As especulações tendem a se prolongar. Se obtiver informações exclusivas, os leitores deste blog saberão com primazia a quantas anda este impasse, cuja solução influenciará definitivamente os destinos do Colorado em 2010.
Vai começar o Campeonato Brasileiro!
In Atlético GO, In Campeonato Brasileiro, In Ceará, In Guarani, In Vasco7 de mai. de 2010

Mais água no chope
In Copa do Brasil, In Vasco, In Vitória6 de mai. de 2010

Depois de quase enfartar, perder a voz e esmurrar a parede, o chão, a Tv e o que aparecesse pela frente, recuperei-me, mas não o suficiente para escrever sobre o que aconteceu ontem em São Januário. Por isso, passo a palavra a meu irmão Lionel:
Desde a volta de Adriano ao Brasil, muito se tem comentado acerca do excessivo consumo de bebidas alcoólicas por parte de alguns jogadores de futebol. Mais que isso: até mesmo o uso de álcool pelos torcedores foi motivo para acaloradas discussões, haja vista as idas e vindas da proibição da venda de cerveja em estádios no começo do campeonato baiano desse ano.
Preocupado com tão importante questão, nosso ponderado treinador Ricardo Silva decretou que o Esporte Clube Vitória, neste ano de 2010, só poderá beber chope aguado. Notem que não se trata, como imaginam alguns maledicentes, de uma filosofia covarde ou retranqueira do técnico rubronegro: tal decisão tem por fim apenas a proteção da saúde pública e o bem estar do torcedor.
As evidências estão aí para quem quiser ver: na final do campeonato baiano, o Vitória foi para o intervalo ganhando por 1x0 do ex-rival. Nosso insigne treinador então, preocupado com os milhares de fígados rubronegros presentes no Barradão, determinou que o time sofresse dois gols na segunda etapa – afinal, o jogo foi no domingo e segunda-feira é dia de branco.
O mesmo aconteceu ontem. Depois da conversa do intervalo, o time voltou para o segundo tempo determinado a tomar mais dois gols e assim conter o ímpeto alcoólico do torcedor do Leão. Quem tiver um ouvido mais apurado e prestar atenção nos melhores (melhores?!) momentos da partida, vai ouvir claramente a voz de Ricardo Silva gritando “chuta pra fora, Schwenk!”.
E por pouco o Vitória não toma o quarto gol. Por sorte, El Paredón Viafara lembrou no último instante que gol de goleiro não vale dois, de modo que o jogo tinha que acabar 3x1 mesmo, e fez uma (uma?!) defesa de cinema.
Apesar do nobre intuito do comandante rubronegro, sinto que é meu dever esclarecer que sua cruzada anti-birita não está dando resultado. Se o chope é aguado, a torcida bebe em dobro, até porque só muita cerveja para desacelerar o coração depois de jogos como o de ontem (que meu cardiologista não me ouça). Portanto, é melhor acabar logo com essa história e jogar para pirão o tempo todo – e o torcedor que decida quanto deve beber, cada um tem a cirrose que merece.
Então, Ricardo Silva, agradeço muito sua boa intenção, mas na semi-final com nome de filme chinês – o Leão e o Dragão – peço encarecidamente que você deixe a torcida Vitoriana beber sua cerveja sem maiores sobressaltos. Faz sua parte lá que a gente promete beber com moderação aqui.
Lionel Leal é contra o nepotismo, mas escreve no blog de seu irmão porque é hipócrita declarado e praticante.
Maratona de decisões
In Bahia, In Campeonato Baiano, In Copa do Brasil, In Vasco, In Vitória30 de abr. de 2010
Mais uma vez o Monumental Manoel Barradas fez a diferença e a escrita foi mantida: continuamos sem perder para o Vasco em nossa casa (a velha Fonte Nova não conta) - 8 vitórias e um empate.
Tecnicamente, o desempenho do time não foi dos melhores: muitos erros de passes, muitas falhas de marcação nas bolas aéreas e muitas finalizações mal feitas. Mas o que pesou a favor do Vitória foi a raça e a entrega dos jogadores em campo.
E esta entrega se deve, em grande parte, à vibração da torcida durante todo o jogo. O "Barradão em Chamas" é um dos maiores espetáculos já vistos nas arquibancadas dos estádios brasileiros e, com certeza, mexe com os jogadores. Essa é com certeza a principal causa do fato de o Vitória ser imbatível dentro de casa. E quarta não foi diferente: um importantíssimo 2x0 em cima do Vasco e um pé na semifinal da Copa do Brasil.
Agora é não perder a concentração, pois teremos duas decisões nos próximos dias, em que temos vantagens para administrar. Somente uma derrota por dois gols de diferença nos pode tirar o tetracampeonato estadual. E, na Copa do Brasil, para nos desclassificar, o Vasco tem que nos vencer por três gols.
Parece uma situação confortável, mas não é tão fácil como parece. O Vitória joga dois campeonatos desgastantes ao mesmo tempo. Já os adversários estão concentrados apenas em uma competição. O time tem que controlar a ansiedade e saber jogar com inteligência, sem se desgastar muito, e explorar as deficiências dos dois adversários (que são muitas, é verdade).
Na decisão de domingo, a torcida pode e deve fazer a sua parte: lotar o Barradão e vibrar do início ao fim, não ficando um segundo sequer em silêncio, para não deixar ninguém perceber a presença dos simpatizantes da segunda força do estado que resolverem entrar de penetra em nossa festa.
Espero, contudo, que a torcida não confunda o seu dever de vibrar com ódio em relação às pessoas que, acometidas por um inexplicável mau gosto, torcem para o time de Itinga, e que o baVI volte a ser o Clássico da Paz.
Já na quarta, longe da torcida, o Vitória vai ter que administrar bem a vantagem que abriu sobre o Vasco e jogar com concentração, esquecendo o tetracampeonato e focando toda a atenção possível na Copa do Brasil.
Neste ano, são sete possíveis vagas na Libertadores do ano que vem para os brasileiros. E são apenas vinte candidatos para ocupar essas vagas, já que os oito times que restam na Copa do Brasil são da primeira divisão. Por que uma delas não pode ser nossa?
Avante, Leão!!!!
Isso é normal, não se espante!!!
In Vasco13 de abr. de 2010
De Novo Outra Vez
In Flamengo, In Taça Rio, In Vasco12 de abr. de 2010
Começando a parte que na verdade interessa do Campeonato Carioca, o Flamengo enfrentou o Vasco pela semifinal da Taça Rio no estádio do Maracanã. Jogando “meio que sem querer querendo, mas vamo ganhar esse negócio” o time venceu o seu rival por 2x1.
Sem Adriano sentindo dores o rubro-negro teve que se virar com Bruno Mezenga (que por incrível que pareça não jogou tão mal quanto à pessoa que vos escreve esperava) que conseguiu dar dois passes para Vagner Love sendo que um acabou em gol, acredito que isso seja suficiente para qualificar a atuação dele como boa.
Como de tradição nessa temporada o Fla sempre toma gol em jogada boba, o que não foi diferente no gol vascaíno, quando a marcação ficou olhando o jogador adversário antecipar e subir sozinho. Assistindo o Vasco jogar tentado criar alguma coisa com Philippe Coutinho (que é um craque que só joga muito nas partidas que eu nunca vejo), o Flamengo tentou jogar nos contra-ataques.
Segundo tempo meio controverso para o juiz que parecia estar muito seguro no primeiro tempo, apesar de que a pênalti marcado a favor do Flamengo ter sido considerado existente por todos que estavam vendo aqui na minha casa (eu e meu pai). No decorrer do período o árbitro se enrolou com cartões amarelos expulsando o Juan (pelo segundo amarelo) por uma falta inexistente e não marcando um pênalti para o Vasco.
No fim deu Flamengo que mais uma vez vai enfrentar o Botafogo na final da Taça Rio e tem a chance de decidir o campeonato em três jogos o que o Bota pode fazer em um jogo só, ate a decisão do turno o Fla tem que melhorar a sua situação na Libertadores já que hoje esta no limite da classificação para a próxima fase.
Pode ser implicância minha muita exigência da minha parte ou até que eu esteja reclamando de boca cheia, mas até agora não vi aquele Flamengo que venceu o Brasileirão 09 e nem uma atuação parecida com aquela da vitória de virada sobre o São Paulo. Pelo menos as vitórias aparecem e espero que continuem aparecendo, se não da pra jogar em alto nível que joguem com raça e com vontade, não como das últimas vezes.
Classificação com sustos
In Duque de Caxias, In Taça Rio, In Vasco4 de abr. de 2010

Duque de Caxias 3 x 4 Vasco
GolsDuque de Caxias: Maurinho, aos 14min do primeiro tempo; Júnior, aos 11min, e Marcelo, aos 18min do segundo tempo Vasco: Fagner, aos 15min, e Élton, aos 21min do primeiro tempo; Dodô, aos 5min e aos 32min do segundo tempo
Duque de CaxiasGetúlio Vargas; Dudu, Marlon, Tinoco e Fábio; Mayara (Abel), Leandro Teixeira, Júnior e Maurinho (Juninho); Fabule (Alê) e Marcelo.Técnico: Álvaro Miranda
VascoFernando Prass; Fágner, Gian, Thiago Martinelli e Márcio Careca; Nilton, Leo Gago (Jumar), Souza e Philippe Coutinho (Magno); Dodô e Elton (Dedé)Técnico: Gaúcho (interino)
Local: Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda (RJ)Data: 04/04/2010 (domingo)Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca (RJ)Auxiliares: Wagner de Almeida Santos (RJ) e Jackson Lourenço Massarra dos Santos (RJ)Cartões amarelos: Faioli, Tinoco, Fábio, Fagner, Mayara, Junior e Maurinho (DUQ); Gian (VAS)Cartões vermelhos: Tinoco (DUQ); Nilton (VAS)



