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Mais uma vitória em busca do tri!

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O Inter estará pronto dia 16?
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Por que o Internacional decepcionou na Copa Mundial de Clubes?

15 de dez. de 2010

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

A primeira questão a definir em um debate racional sobre o que ocorreu ao Internacional em Abu Dhabi é a premissa de que se parte em relação ao Mazembe. Tenho convicção de que se o Campeão Africano fosse um dos participantes do Brasileirão, nào cairia, e muito possivelmente conquistaria uma vaga na Copa Sul-Americana. Estabelecido o pressuposto, pode-se examinar não como um fiasco, mas como uma profunda decepção o que ocorreu com o Inter na Copa Mundial de Clubes.

Com espírito fora do campeonato nacional ou não, os titulares colorados perderam para o Avaí, pela primeira vez no Beira-Rio, quando o clube catarinense lutava para não cair, empataram com o Atlético-GO e o Vitória, que duelaram para fugir do rebaixamento até a última rodada, e foram goleados pelo Flamengo, vencedor em 2009 que correu o risco até a penúltima jornada, salvo engano. Então, uma derrota para uma equipe forte e veloz, que ao menos para o confronto com o Time gaúcho adotou maior disciplina tática, era uma possibilidade.

Porque a verdade é que a direção, certamente com anuência de Celso Juarez Roth, não conseguiu repôr a qualidade perdida após a conquista do Bi da América, quando saíram Taison e principalmente Sandro. Com um goleiro instável, uma zaga envelhecida, um centromédio que jamais se firmou, e cuja titularidade é inexplicável, além de um ataque pouco efetivo, o Colorado acabou revelando deficiências técnicas fatais numa disputa que afinal se deu contra outro campeão continental, ainda que da região mais pobre do planeta.

Para tirar lições, penso que não se deve nem considerar o fracasso um "acidente de percurso", nem reputá-lo como "maior vexame da História do Clube". Isto independe do Mazembe surpreender o Inter de Milão na final do torneio. O grande problema é que o Internacional precisa tomar uma decisão séria sobre Celso Roth, inclusive, pela postura que adotou logo ao final da partida, virando as costas para os jogadores, como quem atira para eles toda a responsabilidade pela derrota, além de reformular o elenco.

E este processo quase inviabiliza a conquista de uma nova Taça Libertadores. Pior: se adiado, ainda que por pouco tempo, determinaria seríssimos riscos no Campeonato Brasileiro, o mais difícil do mundo. O ciclo de títulos além-fronteira do Internacional, já o maior do futebol gaúcho em todos os tempos, tende a acrescentar tão somente mais uma recopa em 2011. E a maior preocupação no Brasileirão seria evitar o rebaixamento.

Um cenário pessimista? Se considerarmos que Fernando Carvalho deverá se afastar após a participação no torneio continental, e a pessoa cotada para assumir o Departamento de Futebol enfrenta seríssimas restrições pelo comportamento agressivo, inclusive, no próprio grupo dirigente (Roberto Sigmann), infelizmente é um panorama provável. Torço para estar completamente enganado.

E será importante, ainda que melancólico, faturar o terceiro lugar da Copa Mundial contra o Seognam, da Coréia do Sul, no sábado . Uma obrigação, convenhamos.

Retomando: Eleições Coloradas, incidente em treino....

27 de nov. de 2010

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

Depois de um período considerável enfrentando problemas técnicos, espero retomar a periodicidade destes textos que sempre escrevo com gosto neste blog, sobre o Internacional. A hora é de testes, já que o cenário se definiu para o Colorado, no Brasileirão, sem qualquer perspectiva de título. Depois da demonstração de profissionalismo e ética na vitória contra o Botafogo, quando os reservas quiseram mostrar serviço para ir a Abu Dhabi - não levando em conta eventuais conseqüências positivas para o arquirival -, o adversário será o Vitória, ameaçado de rebaixamento, no Beira-Rio.

Nesta sexta-feira, ocorreu um estranho episódio de agressão de D´Alessandro - a referência técnica da equipe - contra o reserva Derley, que foi chutado pelo argentino enquanto estava caído, depois de uma bola dividida, no treinamento. O volante, compreensivelmente, se levantou furioso, sendo contido por Sorondo e Paulo Tinga. TPM? Tensão Pré-Mundial? Os dois atletas se reconciliaram, posteriormente, e Celso Juarez Roth minimizou o desentendimento. Os torcedores esperam que o gesto do meia atacante não traduza tensões mal resolvidas no vestiário.

Enquanto isso, a Chapa 2, por mim apoiada, disputa com grandes chances de boa votação as eleições para 150 vagas do Conselho do Clube. As novas gerações de associados, com jovens capazes de estudar o que deve ser a administração de uma instituição como o Inter e aplicar conceitos, estão plenamente representadas no movimento Convergência Colorada. Os candidatos a presidente, que possuem inegáveis méritos em termos de serviços prestados ao Internacional, tiveram a atenção chamada pela comissão eleitoral por um nível bem mais baixo de campanha em relação ao que se esperava. Pedro Affatato, ex-vice-presidente de obras, esteve em contato conosco, e não me convenceu, assim como até agora absolutamente nada na candidatura de Giovani Luiggi, do Departamento de Futebol, me despertou suficiente simpatia. A Chapa 3, inclusive, foi advertida para mudar procedimentos que configurariam aquilo que na Grande Política seria chamado de uso da Máquina Pública.

E o sorteio dos grupos da Copa Libertadores da América 2011 colocou o Time em um grupo que não deve oferecer maiores dificuldades, não obstante as distâncias a percorrer. A estratégia de 2006 se mantém como referência: buscar a melhor campanha na primeira fase para ir decidindo no Beira-Rio, visando ao Tri Continental como prioridade total e absoluta, no primeiro semestre da próxima temporada!

Vitória e Informações importantes

1 de set. de 2010

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

Há pouco a dizer sobre o triunfo do Internacional contra o Fogão. A atuação do conjunto comandado por Celso Juarez Roth foi boa, principalmente, no primeiro tempo. Na segunda etapa, erros graves da arbitragem. Um impedimento mal marcado do ataque botafoguense impediu uma situação clara de gol. Em seguida, uma bola na mão de Leandro Damião - que marcou o único tento, em lance de oportunismo e colocação inteligente na área - foi interpretada como mão intencional, e o juiz evitou, deste modo, uma oportunidade perigosa a favor do Colorado. Creio que o Inter, com Guiliano, não sentirá demasiadamente a falta de D´Alessandro, merecidamente convocado para a Seleção Argentina, nos próximos jogos do Brasileirão, a começar pelo desta quarta-feira, contra o Vitória, em Salvador.

Tenho para os leitores, no entanto, informações importantes sobre o Clube. Finalmente, depois de 40 anos em que o velho estádio absurdamente ganhou ares de "elefante branco" por excessiva nostalgia de muitos conselheiros, o palco dos Eucaliptos onde brilharam os dois "Rolos Compressores" nos anos 40 e 50 teve a venda encaminhada. Esta é a definição correta do cenário. O contrato de compra e venda ainda não foi assinado, e as partes se comprometeram a preservar informações estratégicas, a começar pelo valor, embora se saiba que este superou o que a Instituição imaginava que poderia conseguir (aproximadamente 25 milhões de reais).

O que merece elogios consiste no processo de escolha da empresa. O coordenador do leilão ficou a cargo de uma pessoa indicada por conselheiro de oposição. Rigorosamente, todos os movimentos do Clube (entre os quais, o bloco Convergência Colorada, do qual faço parte) foram representados na comissão, e tiveram a opinião pesada em pé de igualdade. Estes dados me deixaram com a certeza de que o "clima" entre os diversos grupos do Internacional, que revigoraram a Instituição, preparando o terreno para a grande fase desta década, melhorou sensivelmente, o que não significa consenso no próximo pleito.

O quadro eleitoral, no entanto, recém começa a se definir. As novas gerações de colorados, representadas no Conselho, têm idéias importantes para aumentar o grau de profissionalização do Colorado, e tentar diminuir a margem de erro no Departamento de Futebol. Quanto mais não seja, para que os títulos venham com menos sustos e mais planejamento, sem o ônus de tantos atletas ociosos, por exemplo. Aos poucos, trarei mais notícias sobre estas questões.

A noite dos velinhos!

4 de jun. de 2010

Clima de festa na Baixada. Calmaria, antes do confronto de amanhã. Ufa!
É complicado, viu?! Assistir um jogo na Baixada, pela tv, num bar repleto de Botafoguenses - Faturei um chopp de graça! Isso é legal!
Sabe como é, morar no Rio de Janeiro e defender o manto sagrado do Furacão não é pra qualquer um.
Os primeiros trinta minutos de jogo foram de domínio total do time visitante. Mais bem acertado, Lúcio Fávio e Herrera dominavam todas as jogadas que os envolviam e, até com certa facilidade imendaram 2x0 antes do bater de meia hora.
Mais entrosado, o time do Botafogo envolveu a zaga em 2 erros de marcação que deixaram o recém chegado Carpegiani de "boca aberta", dando a real dimensão do trabalho do nosso problema no sistema defensivo. Como disse aqui em posts anteriores, um sistema gerido por estagiários.
Esperto (na foto ao lado!), sacou Leandro da defesa - responsável pelas falhas e tirou o Chico do meio recuando, não como um zagueiro, mas como "cabeça de área". Deixando para ele a responsabilidade montar o primeiro combate as subidas dos atacantes alvinegros.
Essa mudança proporcionou a entrada de Branquinho que deu ainda mais volume e toque de bola no meio. Maikon Leite, escalado de cara, ainda com dores jogou até parte do segundo tempo e sofreu a falta que ocasionou o segundo gol com exímia falta batida por Paulo Baier - Aliás, autor de dois! Acordou para sua importância dentro da equipe e está um garoto em campo. E Maikon Leite foi responsável por mais coisa! Sua saída permitiu a entrada de Alex Mineiro. Pé santo! Um toque, desvio da defesa e o gol de virada do Furacão! Euforia na Baixada.
O cara?! Paulo Baier (foto - com Maikon Leite)!
Tranquilidade para treinador iniciar o trabalho e pensar no próximo desafio! Obrigado pela redenção velhinhos, e continuem contribuindo para a decolagem do Furacão!
Amanhã, temos um confronto ainda mais importante, fora de casa, contra o Vitória em Salvador, as 16hrs. O treinador ainda não tem a equipe definida, mas uma baixa é certa. Mais uma vez Wagner Diniz foi expulso e pega suspensão automática. Paulo Baier está com dores musculares e Maikon Leite, depois de uma falta sofrida acusou uma lesão no ombro direito. O time ainda não esta escalado, mas vou aqui cornetar - é o que sei fazer de pior!!
Neto; Manoel, Rodolpho e Chico. Lisa (é o que tem de lateral do origem!), Valência (que retorna de suspensão), Branquinho, Paulo Baier (Tartá, em caso de contusão confirmada), Márcio Azevedo, na frente os mineiros: Alex e Bruno. Prontofalei!
Que joguemos com raça, buscando o resultado... Sempre atentos aos primeiros e últimos minutos que tem sido cruciais para os nossos resultados.
Sempre Furacão!

Avaí 0 x 0 Vitória

30 de mai. de 2010


Os mesmos erros!
A três jogos o nosso time vem cometendo os mesmos erros.
No primeiro jogo em que erramos muitos passes, a sorte nos escolheu porque viu do nosso lado o talento de Renan , vencemos o Vasco.
No segundo jogo os mesmos erros, mas a Senhora do trevo de três folhas escolheu o fraco mas voluntarioso time gaúcho, na primeira falta a seu favor, a bola desviada pela barreira avaiana bagunçada, entra.
E nesse terceiro jogo, onde os erros permaneceram e o Vitória veio pra empatar, a sorte abandonou os dois times murrinhentos: 0 x 0.
Esse é o placar mais sem graça, mais sem paixão que o futebol pode nos oferecer. E esse placar é o retrato do jogo desse sábado na ressacada.

Os erros:
- milhares, muitos, muitos passes errados.
- time não está compactado
- nosso lateral direito é esforçado, só isso!
- Rudnei não tem talento para ser um volante moderno que desarma e arma, quando os meias não funcionam. Marcinho Guerreiro, tem feito jus ao seu segundo nome.
- Anselmo Ramon? Acho que estava com muito frio, gelado!
- Caio deve estar se perguntando a cada minuto do jogo: - "Como pude?" E a gente se perguntando: - Como pode ainda estar em campo, Chamusca?
- As poucas vezes que estamos conseguindo chegar no ataque, é somente na força e na velocidade do Roberto. Não criamos uma jogada inteligente pelas alas, não tocamos a bola com técnica e eficiência pelo meio e não temos um homem surpresa que apareça para finalizar com qualidade.
Precisamos voltar a ter qualidade no meio de campo; precisamos ter alas que consigam ir a linha de fundo para executar cruzamentos com eficiência; precisamos de alguém que coloque a bola no chão e saiba lançar com consciência a redonda para os atacantes; precisamos de um jogador que saiba chutar de fora da área.
Nosso elenco tem como suprir essas deficiências dos últimos jogos? Se tem, coloca pra jogar, Chamusca. Nossa zaga e nosso goleiro, tem qualidade.

A arma (nada secreta) do Vitória para a final

21 de mai. de 2010


Eu sei que amanhã tem final da Champions ]League, que a Copa do Mundo está aí, que a Seleção começou a se apresentar hoje, que o Brasileirão continua, coisa e tals. Mas o evento mais importante do ano para o futebol mundial ocorrerá daqui a dois meses, quando Vitória e Santos farão uma histórica final da Copa do Brasil, e por isso falarei aqui hoje da principal arma do time baiano para o confronto com os meninos (baladeiros) da Vila: sua apaixonada torcida e o seu caldeirão.
É incrível a transformação imposta pela torcida rubronegra a seus jogadores quando o jogo é no Barradão. Os últimos jogos são a prova disso: jogando contra o Vasco, contra o Palmeiras e contra o Atlético Goianiense em seguida fora de casa, o Leão foi um time apático, sem vida, que pouco atacou e dava todos os espaços possíveis para os seus adversários criarem jogadas perigosas.
Nos últimos dois jogos, contudo, o time parecia turbinado. A zaga não deixava passar nada, os laterais apoiavam o tempo todo, o meio não dava espaços, o ataque, impiedoso. E a explicação é óbvia: as últimas partidas foram em casa, com a torcida empurrando e incentivando durante os 90 minutos. E a postura do time foi idêntica nas duas partidas, mesmo com jogadores diferentes em campo, já que a equipe que jogou a semifinal na quarta-feira tinha apenas quatro jogadores que entraram em campo no sábado contra o Flamengo.

Pois é por causa desta arma nada secreta que a notícia de ontem, de que o título será decidido no Santuário Manoel Barradas, animou a torcida do Vitória, já que os meninos (baladeiros) da Vila, com toda sua categoria, vão aprender que futebol é arte, mas também é raça.

Avante, Leão!!!

PS: Confira aqui a frase da semana.

Que venha o Peixe

20 de mai. de 2010


Trinta e cinco mil vibrantes torcedores e onze jogadores de um lado. Onze jogadores do outro. Muita covardia. O Barradão, mais uma vez, fez a diferença: 4x0 para o Vitória e final histórica contra o Santos, mesmo com o time mais limitado e barato dos últimos tempos.

O resultado não diz o que foi o jogo, mas representa o sentimento da torcida ao final da partida. O jogo foi tenso durante noventa minutos. O Vitória "achou" dois gols no primeiro tempo e passou muito sufoco durante o segundo, quando esteve muito perto da eliminação diante do bom time do Atlético Goianiense.

Aos 45 da etapa final, contudo, em bom contra-ataque, Neto Berola driblou o adiantado ex-goleiro do bahia e tocou para Júnior marcar o terceiro gol e selar a classificação. Dizem as más (e boas) línguas que a greve da polícia na Bahia foi decisiva para que o Diabo Loiro reencontrasse o seu futebol: fez dois gols e sofreu o pênalti que originou o quarto do Vitória.

Aliás, o quarto gol foi recheado de polêmicas. Ontem, a FIFA definiu que a partir de primeiro de junho, não vale mais a "paradona" nas cobranças de pênaltis, que deve ser punida com cartão amarelo. Só que o apressado Heber Roberto Lopes resolveu antecipar a vigência da nova regra, tirando o aniversariante 'El Paredón' Viáfara da final contra o Santos, após a primeira cobrança de pênalti.

Mesmo assim, o goleiro do Vitória conseguiu, em dois minutos, fazer o que o time inteiro do Palmeiras não conseguiu fazer nas quartas de final: dois gols de pênalti em cima do goleiro Márcio.

A emoção de chegar, depois de dezessete anos, a uma final de uma competição nacional, é indescritível. A torcida sente que foi decisiva para a classificação de um time tecnicamente limitado, mas rico em raça e amor à camisa. Pena que o próximo adversário, mais uma vez, seja um supertime, com estrelas de nível internacional, como foi o Palmeiras de 93.

Resta a nós, torcedores, torcer para um improvável resultado e, agora, comemorar bastante essa classificação. Pelo menos teremos até julho para curtir o status de finalista e isso já me deixa muito feliz.

Que venham os meninos da Vila!

Avante, Leão!!!

Nordestinos de coração

15 de mai. de 2010


O Toró tomou conta do jogo. Mas não foi o camisa 5 do Flamengo. O Toró que se destacou na peleja entre o mistão do Vitória e o Boca Juniors, ops, Flamengo, na tarde-noite de hoje foi o temporal que inundou o Barradão e se transformou no fator decisivo para o resultado.
O Flamengo, numa vã tentativa de agradar seu camisa 10, esquecido na convocação de Dunga, veio a campo de amarelo e azul, cores que o Imperador pretendia vestir nos próximos dias.
O Vitória, por sua vez, entrou em campo com seis desfalques: quatro titulares contundidos, um suspenso e um impedido de jogar contra o Flamengo por questões contratuais.
Quem começou na frente foi o "aurizul" carioca, que pressionou nos primeiros minutos e, numa falha grotesca do goleiro reserva Vinícius, que espalmou um cruzamento na barriga de Wagner Love, fez o primeiro gol logo aos dois minutos do primeiro tempo.
Depois do gol, o Vitória acordou, mas era tarde. Com o gramado totalmente encharcado, não era possível jogar futebol. Não se sabe se isso foi bom ou ruim para o Vitória. Mas o certo é que o time demonstrava muita vontade de reagir, enquanto o Flamengo limitava-se a tentar aproveitar contra-ataques, que, muitas vezes, paravam em uma enorme poça d'água no meio do campo.
No intervalo, uma manobra muito bem bolada pelo encarregado de drenagem do Barradão: com a trégua da chuva, providenciou-se a retirada da água acumulada no campo de ataque do Vitória e manteve-se a poça do lado do Flamengo. Resultado: ataques incessantes do Vitória e contra-ataques do Flamengo sempre parados pela água.
Sem objetividade nas criações de jogadas de perigo, o Vitória dependia de um lance de bola parada. Foi aí que Elkeson, nos minutos finais, sofreu falta na entrada da área, cobrou bem e Bruno não conseguiu pegar a bola molhada: 1x1 e justiça no placar.
O empate no final pelo menos levanta o moral do time, que tem uma decisão importante pelo segundo lugar da Copa do Brasil na quarta-feira contra o Atlético GO. Uma derrota deixaria o time abalado e uma classificação para a final da Copa se tornaria ainda mais difícil.
Por fim, o destaque do jogo de hoje, como costuma acontecer em todos os recentes confrontos contra o Flamengo, foi a faixa da torcida com uma crítica contundente aos nordestinos que não valorizam os times da terra: "Nordestino de coração torce pelo time de sua região".
Não se sabe o que é causa e o que é consequência do grande percentual de torcedores do Flamengo e de outros times de Rio e São Paulo no interior da Bahia e de outros estados do Nordeste, que se refletem nas arquibancadas dos times nordestinos da série A. Os times da região não têm torcida porque são ruins ou são ruins porque não têm torcida? Ninguém sabe explicar.
O fato é que cabe ao Vitória, na próxima quarta-feira, dar um importante passo para mais um feito histórico - uma possível final inédita na Copa do Brasil e um improvável mas não impossível título -, para poder agregar mais "Nordestinos de Coração" a sua grande torcida.
Avante, Leão!!!
Foto: ESPN Brasil
PS: Sr. Paulo César de Oliveira, vou poupá-lo de críticas hoje pelo pênalti não marcado em Berola simplesmente porque estou com todas as minhas atenções voltadas para a decisão de quarta-feira e o jogo de hoje para mim foi apenas um amistoso sub-aquático.

Dragão sai na frente

12 de mai. de 2010


O Atlético Goianiense saiu na frente na disputa antecipada pelo vice-campeonato da Copa do Brasil 2010. Contra um Vitória mais uma vez apático, o time da casa não teve muito trabalho para fazer 1x0 e levar uma boa vantagem para o jogo de volta no Barradão.
Talvez não fosse um resultado tão desastroso para o Vitória, não fosse a péssima sequência do time, que vem de quatro derrotas consecutivas, ironicamente iniciada com a conquista do tetracampeonato estadual (em que foi derrotado no Barradão por 2x1 pelo time de Itinga), que torna duvidosa a possibilidade de reversão da situação em casa.
O Leão até que começou bem, parecendo que estava jogando em casa, dominando o jogo nos primeiros quinze minutos. Depois, a partida virou um treino de ataque contra defesa. Ataque do time goiano contra a frágil defesa do tetracampeão baiano. Assim o jogo seguiu até que, no segundo tempo, quando o domínio do time da casa era total, o resultado foi construído: jogada pela linha de fundo, em cima do lateral esquerdo Mau Ruim, cruzamento e gol de Rodrigo Tiuí - 1x0.
Surpresa não foi o resultado - mais do que previsível. Foi o fato de o autor do gol, no fim da partida, e depois o técnico Geninho, terem declarado que o time de Goiânia entrou em campo disposto a conseguir um heróico 0x0 em cima do Vitória(!).
O limitadíssimo Vitória, que chegou às semifinais aos trancos e barrancos, que parece só ter no time o goleiro e o centroavante, que não ganha há quatro jogos, que jogou hoje com duzentos e setenta desfalques, causa temor ao time do Atlético! Graças a Deus não divulgam muitas informações de nosso time lá em Goiânia. Tomara que ninguém do Atlético leia este blog!
Ora, o time de Goiás pode poupar jogadores no fim de semana pelo Brasileirão. Nós, nem isso. Quem merece ser poupado nesse time? Aliás, que time? Hoje foi anunciada a contratação de dois "reforços" para a temporada 2010: Bruninho e Jackson. Onde vamos chegar com esse elenco?
Enfim, a política "pés-no-chão" dá certo nos primeiros meses, quando não temos muitos desafios. Agora temos pela frente o segundo jogo das semifinais da Copa do Brasil, todo o Campeonato Brasileiro e a Copa Sulamericana: precisamos de um elenco qualificado urgente!
Por fim, já que estamos sem o que comemorar, vamos hoje nos limitar a comemorar o aniversário de 111 anos do Vitória, e vamos todos ao Barradão nos dois próximos jogos, pois a presença da torcida agora é fundamental.
Avante, Leão!!!
PS: Neto Berola... TCHAU!!! Por favor, vá embora e não volte nunca mais para o meu Vitória. Procure um time de seu tamanho para jogar. Aliás, desista de jogar futebol profissional. Procure outra atividade profissional para ganhar a vida que futebol não é a sua.

Mais água no chope

6 de mai. de 2010


Depois de quase enfartar, perder a voz e esmurrar a parede, o chão, a Tv e o que aparecesse pela frente, recuperei-me, mas não o suficiente para escrever sobre o que aconteceu ontem em São Januário. Por isso, passo a palavra a meu irmão Lionel:

Desde a volta de Adriano ao Brasil, muito se tem comentado acerca do excessivo consumo de bebidas alcoólicas por parte de alguns jogadores de futebol. Mais que isso: até mesmo o uso de álcool pelos torcedores foi motivo para acaloradas discussões, haja vista as idas e vindas da proibição da venda de cerveja em estádios no começo do campeonato baiano desse ano.

Preocupado com tão importante questão, nosso ponderado treinador Ricardo Silva decretou que o Esporte Clube Vitória, neste ano de 2010, só poderá beber chope aguado. Notem que não se trata, como imaginam alguns maledicentes, de uma filosofia covarde ou retranqueira do técnico rubronegro: tal decisão tem por fim apenas a proteção da saúde pública e o bem estar do torcedor.

As evidências estão aí para quem quiser ver: na final do campeonato baiano, o Vitória foi para o intervalo ganhando por 1x0 do ex-rival. Nosso insigne treinador então, preocupado com os milhares de fígados rubronegros presentes no Barradão, determinou que o time sofresse dois gols na segunda etapa – afinal, o jogo foi no domingo e segunda-feira é dia de branco.

O mesmo aconteceu ontem. Depois da conversa do intervalo, o time voltou para o segundo tempo determinado a tomar mais dois gols e assim conter o ímpeto alcoólico do torcedor do Leão. Quem tiver um ouvido mais apurado e prestar atenção nos melhores (melhores?!) momentos da partida, vai ouvir claramente a voz de Ricardo Silva gritando “chuta pra fora, Schwenk!”.

E por pouco o Vitória não toma o quarto gol. Por sorte, El Paredón Viafara lembrou no último instante que gol de goleiro não vale dois, de modo que o jogo tinha que acabar 3x1 mesmo, e fez uma (uma?!) defesa de cinema.

Apesar do nobre intuito do comandante rubronegro, sinto que é meu dever esclarecer que sua cruzada anti-birita não está dando resultado. Se o chope é aguado, a torcida bebe em dobro, até porque só muita cerveja para desacelerar o coração depois de jogos como o de ontem (que meu cardiologista não me ouça). Portanto, é melhor acabar logo com essa história e jogar para pirão o tempo todo – e o torcedor que decida quanto deve beber, cada um tem a cirrose que merece.

Então, Ricardo Silva, agradeço muito sua boa intenção, mas na semi-final com nome de filme chinês – o Leão e o Dragão – peço encarecidamente que você deixe a torcida Vitoriana beber sua cerveja sem maiores sobressaltos. Faz sua parte lá que a gente promete beber com moderação aqui.

Lionel Leal é contra o nepotismo, mas escreve no blog de seu irmão porque é hipócrita declarado e praticante.

A fila não anda

2 de mai. de 2010


João Roberto nasceu em 2 de julho de 2001, no aniversário de 178 anos da independência da Bahia. Daqui a dois meses, completará nove anos de idade.

O pequeno João viu a queda das torres gêmeas do World Trade Center, viu o lançamento do Windows XP, viu as companhias aéreas Transbrasil e VASP em pleno funcionamento, viu o Euro entrar em circulação na Europa, viu Lula eleger-se e reeleger-se Presidente do Brasil, viu a Seleção Brasileira ganhar o pentacampeonato de futebol, conviveu com ACM, Bussunda, Dercy Gonçalves, Chico Xavier e o Papa João Paulo II ainda vivos.

João nunca viu o Bahia ser campeão baiano. O pequeno e infeliz tricolor contenta-se em comemorar tabus, títulos de campeão moral de turno e campeonatos brasileiros vivenciados por seus avós décadas atrás.

Nos últimos anos, não há dúvidas: o futebol baiano tem duas cores - vermelho e preto. Dos últimos dez campeonatos, o Vitória ganhou oito, e o Bahia e o Colo Colo de Ilhéus estão empatados em segundo lugar, com um título cada um.

O Vitória, mais desgastado em função da maratona de decisões a que está submetido - disputando jogos importantes no estadual e na Copa do Brasil -, foi derrotado por 2x1 pelo rival, mas ainda assim conseguiu o tetracampeonato estadual, pela segunda vez em 9 anos.

O jogo começou com o tetravice pressionando. Viáfara teve que fazer importantes defesas nos quinze primeiros minutos. Depois, o Vitória equilibrou as ações e, aos 20 minutos, abriu o placar, com Elkeson aproveitando rebote do goleiro Fernando, após escanteio cobrado por Ramon.

Com a vantagem, o time se acomodou e deu espaços ao rival, que, logo no início do segundo tempo, empatou com Rodrigo Gral aproveitando rebote de Viáfara. O gol tricolor trouxe um novo ânimo à partida e o tetracampeonato, que parecia certo, começou a ser ameaçado.

E a ameaça se tornou mais concreta com a expulsão de Vanderson. Com um a mais, o Bahia tomou conta do jogo e, num lance polêmico, em que metade do tetravice estava na banheira, virou o jogo já nos acréscimos.

Mas não adiantou. A melhor campanha e o resultado em Pituaçu no domingo passado permitiam ao Vitória perder por até um gol de diferença e ainda assim ser tetracampeão. E não deu outra:

Agora é pensar na decisão de quarta-feira, mais difícil e mais importante que a de hoje, contra o Vasco da Gama pela Copa do Brasil.

Mas hoje é dia de comemorar. E de pedir, agora com o sarcasm mode desligado:

Fica, Ricardo Silva!

Avante Leão, rumo ao Penta!!!!!

Foto: A Tarde

Maratona de decisões

30 de abr. de 2010



Mais uma vez o Monumental Manoel Barradas fez a diferença e a escrita foi mantida: continuamos sem perder para o Vasco em nossa casa (a velha Fonte Nova não conta) - 8 vitórias e um empate.

Tecnicamente, o desempenho do time não foi dos melhores: muitos erros de passes, muitas falhas de marcação nas bolas aéreas e muitas finalizações mal feitas. Mas o que pesou a favor do Vitória foi a raça e a entrega dos jogadores em campo.

E esta entrega se deve, em grande parte, à vibração da torcida durante todo o jogo. O "Barradão em Chamas" é um dos maiores espetáculos já vistos nas arquibancadas dos estádios brasileiros e, com certeza, mexe com os jogadores. Essa é com certeza a principal causa do fato de o Vitória ser imbatível dentro de casa. E quarta não foi diferente: um importantíssimo 2x0 em cima do Vasco e um pé na semifinal da Copa do Brasil.

Agora é não perder a concentração, pois teremos duas decisões nos próximos dias, em que temos vantagens para administrar. Somente uma derrota por dois gols de diferença nos pode tirar o tetracampeonato estadual. E, na Copa do Brasil, para nos desclassificar, o Vasco tem que nos vencer por três gols.

Parece uma situação confortável, mas não é tão fácil como parece. O Vitória joga dois campeonatos desgastantes ao mesmo tempo. Já os adversários estão concentrados apenas em uma competição. O time tem que controlar a ansiedade e saber jogar com inteligência, sem se desgastar muito, e explorar as deficiências dos dois adversários (que são muitas, é verdade).

Na decisão de domingo, a torcida pode e deve fazer a sua parte: lotar o Barradão e vibrar do início ao fim, não ficando um segundo sequer em silêncio, para não deixar ninguém perceber a presença dos simpatizantes da segunda força do estado que resolverem entrar de penetra em nossa festa.

Espero, contudo, que a torcida não confunda o seu dever de vibrar com ódio em relação às pessoas que, acometidas por um inexplicável mau gosto, torcem para o time de Itinga, e que o baVI volte a ser o Clássico da Paz.

Já na quarta, longe da torcida, o Vitória vai ter que administrar bem a vantagem que abriu sobre o Vasco e jogar com concentração, esquecendo o tetracampeonato e focando toda a atenção possível na Copa do Brasil.

Neste ano, são sete possíveis vagas na Libertadores do ano que vem para os brasileiros. E são apenas vinte candidatos para ocupar essas vagas, já que os oito times que restam na Copa do Brasil são da primeira divisão. Por que uma delas não pode ser nossa?

Avante, Leão!!!!

Vergonha

26 de abr. de 2010


Infelizmente, não falarei hoje sobre o BaVi de ontem, vencido pelo Vitória por 1x0. Também não falarei sobre o importante jogo de quarta-feira contra o Vasco pela Copa do Brasil. Peço licença para falar, neste blog de futebol, sobre a vergonhosa situação a que chegaram as torcidas baianas.
O garoto Wesley Oliveira Almeida, de 14 anos, torcedor do Bahia, foi covardemente baleado, em uma movimentada e importante avenida nas imediações do estádio de Pituaçu, por um criminoso que se diz torcedor do Vitória. Ironicamente, o garoto iria fazer testes hoje na divisão de base do rubronegro.
Não muito longe dali, no bairro de Narandiba, um torcedor do Vitória foi também covardemente baleado por um suposto torcedor do Bahia. Em outros pontos da cidade, carros foram incendiados e outros tiroteios ainda estão sendo investigados.
A que ponto chegamos?
Até bem pouco tempo, o BaVi era conhecido como o clássico da paz, em que os torcedores rivais iam ao estádio juntos, faziam gozações uns com os outros antes e depois dos jogos, mas tudo de forma civilizada, todos sabendo que futebol nada mais é do que um esporte feito para entreter as pessoas, que, apaixonadas, experimentam sempre as sensações de vitória e derrota.
Hoje essa concepção do futebol foi esquecida. "Torcedores" encaram os rivais como inimigos mortais, como se o fato de gostarem de outras cores fosse justificativa para dirigir-lhes todo tipo de violência ou até mesmo para ceifar-lhes a vida, como aconteceu ontem.
De quem é a culpa disso tudo? Qual é a causa dessa insanidade coletiva que assola as torcidas baianas?
Baixos índices de desenvolvimento humano? Tolerância e ineficácia da truculenta e corrupta polícia baiana? Incitação à violência propagada pelas torcidas organizadas? Tudo isso junto?
O certo é que os mecanismos de controle e de segurança, que nunca antes se fizeram necessários na Bahia, agora devem ser copiados dos estados do Sul e Sudeste, já que a violência no futebol atingiu níveis nunca antes vistos no estado que nos bons tempos fazia jus à alcunha de "Boa Terra".
Espero que torcedores de Vitória e Bahia tenham condições de comparecer ao Barradão no próximo domingo e assistir ao clássico decisivo em paz e uma delas saia do estádio comemorando como nos velhos tempos, com nada mais do que saudáveis gozações e festejos que sempre foram característicos do torcedor baiano.
E que a violência não ofusque o nosso título.
Avante, Leão!
Foto: A Tarde

Forças Ocultas

23 de abr. de 2010


No Rio, o Botafogo foi campeão em cima do Flamengo em um jogo que não acabou 2x2. Em Minas, mesmo com toda ajuda da arbitragem, o Cruzeiro não conseguiu chegar à final e o Atlético está com o campeonato estadual nas mãos. Em São Paulo, Corinthians e Palmeiras ficaram de fora das semifinais. Ao que tudo indica, alguma coisa muito estranha está acontecendo no futebol brasileiro. Seria o tão falado Fim-do-Mundo-Versão-2012 se aproximando?

Seja lá o que for, cabe ao Vitória encarar de frente essas Forças Ocultas, espantar o Coisa-Ruim e salvar a humanidade, impedindo que o tricolor de Itinga saia da fila em que entrou há nove anos e conquiste o campeonato baiano.

A tarefa não será tão fácil quanto parece. As tais "Forças Ocultas" deixaram o Vitória com 3 desfalques para a primeira partida das finais: Vanderson está suspenso pelo terceiro cartão amarelo e Nino e Wallace estão contundidos.

A presença de Nino no clássico de domingo está descartada. Wallace, contudo, ainda é dúvida, mas, após a classificação de quarta-feira, em cima do Goiás, declarou que jogará o baVi "mesmo com uma perna só", dando a entender que não só jogará, como se comportará como um Leão em campo.

Além dos desfalques, temos a desvantagem de estar enfrentando uma maratona de jogos decisivos pelo estadual e pela Copa do Brasil, enquanto o rival de Itinga vem jogando apenas nos finais de semana.

Mesmo assim, o Vitória tem mais time, tem a vantagem de dois empates e, o melhor de tudo, tem o camisa 10 mais temido pela torcida mais sofredora da Bahia: Ramon Menezes, o experiente meia que tem por hobby fazer gols em baVis decisivos.

Ricardo Silva faz mistério a respeito da escalação. Bom sinal. Da última vez que fez isso, demos 4x0 no Goiás. Renato Gaúcho, por sua vez, preferiu realizar treinos abertos, para corrigir os costumeiros erros de posicionamento do seu, digamos, "time".

Enfim, "Forças Ocultas" à parte, o Vitória está num bom momento e tem tudo para garantir o tetracampeonato estadual e a hegemonia no futebol baiano no Século XXI.

Avante, Leão!!!!

Chuva de gols

15 de abr. de 2010


O profeta Marcos Roberto Silveira Reis (para quem não conhece, é o Marcos, goleiro do Palmeiras), em setembro do ano passado, quando o seu time foi derrotado pelo Vitória no Estádio Manoel Barradas, ao ser entrevistado sobre o jogo, afirmou:
"Pode pegar aí os melhores, pega aí o Manchester United, bota pra jogar contra o Vitória lá na Bahia pra ver se não vai levar sufoco."
Se o seu até então lider do Campeonato Brasileiro de 2009 Palmeiras levou sufoco, Marcos, se o Manchester United ou até mesmo, diria eu, o Barcelona de Messi levariam sufoco do Vitória no Barradão, o que dizer do esnobe Goiás, que, talvez por desinformação, tenha poupado dois de seus principais jogadores para enfrentar o Leão da Barra no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil?
Será que não avisaram à comissão técnica da equipe esmeraldina que o pior resultado do Vitória este ano em casa pela Copa do Brasil tinha sido um magro 4x0 contra o Corínthians Alagoano e que o Náutico só perdeu de 5x0 porque Ramon e Viáfara desperdiçaram cobranças de pênaltis?
E, de fato, o claudicante Vitória do campeonato baiano se transforma quando joga no Barradão, especialmente na Copa do Brasil. E ontem não foi diferente: a partida que tinha tudo para ser o grande desafio do ano para o Vitória se transformou numa fácil goleada por 4x0 em cima do Goiás, que só não passou por um vexame maior devido a algumas boas defesas do goleiro Harlei.
O time inteiro se apresentou muito bem. Até Bida, que ontem completou 200 jogos pelo Vitória, demonstrou vontade e competência, fazendo, inclusive um belo gol de falta. Mais dez atuações iguais à de ontem e eu te perdoo pelas outras 199, tá Bida?
Fernando foi outro bom destaque. Para quem fazia sua re-estreia, depois de muito tempo afastado dos gramados, o meia demonstrou que pode ajudar bastante este ano, assim que estiver 100% em forma.
Ramon, Elkeson e Júnior parecem cada vez mais entrosados. Vanderson voltou a demonstrar bastante segurança na frente da zaga. Viáfara foi bem seguro quando foi exigido. Neto Berola, quando entrou, trouxe mais movimentação e velocidade ao time. Enfim, foi uma noite em que tudo funcionou muito bem.
Ricardo Silva conseguiu calar a boca de todos que o criticavam (inclusive eu) e demonstrou, durante a partida e nas entrevistas pós-jogo, ter amadurecido bastante como treinador e ter o time nas mãos.
A torcida está de parabéns pois compareceu em número razoável ao Barradão, mesmo com todas as dificuldades impostas pela tempestade que castigou a já caótica Salvador na véspera, e apoiou a equipe do início ao fim.
Agora é ter inteligência e saber explorar as deficiências do Goiás no jogo de volta, para assegurar a classificação, já que todos estão com o "quase desastre" do Mineirão no ano passado bem fresquinho na memória.
Avante, Leão!

Dez motivos para ir ao Barradão na quarta-feira

13 de abr. de 2010


1 - Apesar de irregularidade ser a tônica do Vitória este ano, o time tem jogado muito melhor nas partidas disputadas no Barradão.

2 - Júnior está de volta e descansado, o que vem sendo garantia de gols para o Vitória.

3 - Na Copa do Brasil, até agora foram 2 jogos no Barradão e o Vitória marcou 9 gols e não sofreu nenhum.

4 - É o primeiro jogo deste ano contra uma equipe da Série A.

5 - O Goiás, visando poupar jogadores para as semifinais do estadual, vai jogar com time misto e sem Fernandão.

6 - Mesmo com o time completo, a equipe goiana que, em tese, tem um time forte, não vem tendo apresentações lá muito convincentes no seu estadual.

7 - Historicamente, temos uma leve vantagem nos confrontos contra o Goiás, que pode ser ampliada com um resultado positivo nesta quarta.

8 - São oitavas de final da Copa do Brasil.

9 - Avançando, o Vitória provavelmente pega o Vasco na próxima fase, e pode devolver a desclassificação do ano passado.

10 - Somente a força da torcida pode suprir a falta de qualidade e de padrão do time do Vitória.

Vai chover? A TV vai transmitir? O horário do jogo não ajuda? O acesso ao Barradão é ruim? O time é ruim? Não interessa. Ir ao Barradão nesta quarta e apoiar o time é obrigação de qualquer torcedor que tenha sangue rubronegro nas veias. Temos que comparecer ao nosso estádio e apoiar o time do início ao fim. Motivos não faltam.

Avante, Leão!

Na maciota...

5 de abr. de 2010



Segundo o Houaiss, "maciota" significa "sem maior esforço, lenta e insinuantemente". Foi assim que Ricardo Silva descreveu o Vitória que empatou ontem com o Atlético de Alagoinhas: um time burocrático que entrou para jogar "na maciota".
Realmente, o time ontem jogou um futebol de dar sono. Só não dá para dizer que foi o pior jogo do Vitória este ano porque o normal esta temporada foi o Vitória jogar assim. Excepcionalmente, o time joga como na última quarta-feira contra o Náutico. Mas, a rotina, infelizmente, tem sido esta: o time entra em campo sonolento, não cria jogadas, dá muitos espaços para o adversário e só não perde os jogos por causa da péssima qualidade de seus rivais até o momento.
O gol rubronegro saiu de uma jogada isolada, em que Marconi teve a felicidade de acertar um belo chute de fora da área. No mais, o Vitória deixou muito a desejar, mesmo jogando contra um adversário já eliminado da próxima fase, e mesmo tendo que vencer para assegurar vantagens nas semifinais.
Destaque apenas para Elkeson, que vem se entregando em todos os jogos, demonstrando muita garra e força de vontade. De resto, todos jogaram muito mal, de Viáfara a Júnior. A zaga, então, nem se fala: bateu cabeça feio e permitiu o gol de empate do Atlético.
Agora é esperar que, no Barradão e com o retorno de Vanderson e de Nino Paraíba, o comportamento do time seja diferente e a classificação em primeiro lugar elimine o risco daquilo que parecia impossível - a perda do tetracampeonato para equipes baianas de divisões inferiores.
Foto: A Tarde

Chocolate!

3 de abr. de 2010




Assim como 99% da Nação Rubronegra, ainda estou tentando me curar da ressaca causada pela comemoração pela goleada triunfal em cima do Náutico na última quarta-feira. Era muita coisa para comemorar em um dia só: início de feriadão, desclassificação do Bahia e classificação do Vitória para as oitavas de final da Copa do Brasil, com direito a uma goleada histórica com requintes de crueldade - sofremos 2 pênaltis, perdemos 3, e ainda assim goleamos o Timbú por 5x0.

O time, que no domingo jogou um péssimo futebol e ganhou do Vitória da Conquista por um magro e vergonhoso placar de 1x0, desmentindo assim a minha tese de que, no Barradão, sempre cresce, voltou a jogar bola no meio da semana e avançou com sobras para a próxima fase da CB.

Nino Paraíba já mostrou que vai ser o dono da Camisa 2 este ano (a menos que o negociem, saravá, mangalô, três vezes). Vanderson parece estar voltando à velha forma. Elkeson parece que vai mesmo se firmar como titular. Até Bida jogou bem(!).

Mas o destaque do time mesmo é o tal do Diabo Loiro, o Júnior, que ninguém conhecia, e, ao que parece, finalmente vai suprir uma lacuna que já dura muito tempo no ataque do Vitória. Desde 2008, com a negociação de Dinei pelo Atlético PR, que não tínhamos no time um bom centro-avante. Agora parece que, enfim, temos um homem-gol. Na quarta-feira, inclusive, chegou-se a ouvir, das arquibancadas do Barradão, os gritos de "ô ô ô ô ô... Júnior é melhor que o Imperador".

Exageros á parte, o sósia dinarmaquês do pagodeiro Belo não só vem marcando gols - já é o artilheiro do time na temporada - como vem jogando bem e com regularidade, ao contrário de outros "artilheiros" que passaram pela toca recentemente, que faziam um gol para cada trezentos e cinquenta perdidos.

Voltando à peleja de quarta, é certo que a fragilidade do Náutico contribuiu muito para o resultado (que poderia ter sido mais expressivo, não fossem os pênaltis desperdiçados por Ramón e Viáfara, instantaneamente perdoados), mas diante de um adversário frágil, o Vitória tem que fazer o que fez - dar show e golear.

Agora as perspectivas melhoraram muito, Ricardo Silva ganhou créditos e a torcida está mais confiante (não vão me decepcionar de novo não, viu?). O próximo adversário da Copa do Brasil é muito mais forte que as equipes que enfrentamos até agora e o Estadual se encaminha para o final. Agora a torcida tem que fazer sua parte (12 mil num jogo decisivo destes é muito pouco, mesmo em véspera de feriado), comparecendo e incentivando cada vez mais, para que o time conquiste o inesperado tetra estadual e, quem sabe, a inédita Copa do Brasil.

Avante, Leão!

PS: Parabéns, Ramón, pelo golaço, que calhou de ser o seu quadragésimo no Barradão. Espero que você seja inteligente a ponto de compreender a hora certa de sair por cima, com todos esses seus recordes batidos, e encerrar o seu ciclo no Vitória em grande estilo.

"Amigos do Ricardo" 3x0 Bode

25 de mar. de 2010



A partida da última quarta-feira entre Vitória e Vitória da Conquista deixou claro que o trainee, ops, treinador Ricardo Silva ainda não aprendeu a escalar o time. Mas pelo menos parece já ter aprendido a fazer substituições, o que já é um grande avanço diante do que o time vinha apresentando neste campeonato baiano.

O Vitória começou jogando bizonhamente. Sem velocidade na ligação entre o meio e o ataque, com Júnior isolado na frente, o primeiro tempo foi lamentável. O Vitória só não tomou gols graças à incompetência dos atacantes do time conquistense. O esquema 4-5-1, com cinco meias lentos e um centroavante isolado, não permitia a criação de jogadas de ataque bem trabalhadas.
No segundo tempo, a postura do time foi outra. Os espaços foram fechados e o Bode ficou acuado dentro de seu campo. Mas o Vitória continuava sem criação no ataque. Por sorte, um passe errado de Ramon foi desviado e caiu praticamente nos pés de Júnior, que, sozinho, de frente para o goleiro, fez o que dele se espera: 1x0.
Foi aí que Ramon, entendendo já ter feito sua parte, pediu para sair. E como o pedido d'El Rei é uma ordem, Ricardo Silva prontamente o atendeu e colocou Elkeson no time. Aí o Vitória começou, efetivamente, a jogar bola, tornando o jogo menos enfadonho. Dando movimentação ao ataque, Elkeson conseguiu a expulsão de dois jogadores do time de Conquista, deu passe para o gol de Egídio (que até então fazia uma péssima partida) e ainda sofreu o pênalti que deu origem ao terceiro gol, marcado por Viáfara (agora já nem causam mais tanta comoção os gols marcados por nosso artilheiro, El Paredón).
Duas coisas preocupam. Uma é que Ricardo Silva não sabe escalar a equipe. Ou então cede facilmente a pressões para que Ramon seja escalado, mesmo com a demonstração cabal de que seu lugar, atualmente, é, no máximo, no banco de reservas (apesar de todo o respeito que todos nós, rubronegros, temos pelo Reizinho da Toca, tendo em vista todo o seu passado, inclusive recente, de bons serviços prestados ao Vitória).
Outra questão que preocupa é que, pelo que se pode extrair de recentes declarações de Vanderson, o grupo, por amizade a Ricardo Silva, agora está fechado e concentrado no objetivo de mantê-lo no cargo. Será que é preciso ameaçar o cargo do técnico para que o elenco resolva, de uma hora para a outra, começar a jogar bola? Será que o simples fato de jogarem no maior time do Norte e Nordeste, de envergarem uma camisa centenária e de receberem um bom salário em dia já nao é motivo suficiente para que os jogadores se concentrem em seus objetivos? Será que o medo de um comandante mais disciplinador causa temor aos jogadores do Vitória?
Enfim, resta a nós, torcedores, esperar que essas indagações sejam meros delírios conspiratórios e que o Vitória, enfim, resolva acordar para a temporada 2010. Ainda precisamos de reforços (principalmente na zaga), mas temos um elenco razoável, que precisa ser bem mais trabalhado se quisermos ganhar alguma coisa este ano. O tetra estadual, ao que parece, está vindo de novo para as nossas mãos. A menos que a arbitragem e/ou os "Amigos do Ricardo" resolvam atrapalhar.

A Força do Barradão

24 de mar. de 2010


10 de março de 2010. Desde 2009, o Vitória não jogava no Barradão, desde então fechado para reformas. O Leão vinha de apresentações irregulares no campeonato baiano (vencia mas não convencia) e precisava reverter um resultado negativo contra o Corinthians Alagoano, por quem havia sido derrotado no jogo de ida, em Maceió, por 3x1. Resultado: o time apresentou um futebol convincente para os 20 mil torcedores que compareceram ao Estádio Manoel Barradas e goleou a agremiação alagoana por 4x0, com direito a gol de goleiro e tudo mais.

No último domingo, após um início desastroso na segunda fase do Estadual, uma vitória sofrida em Recife no jogo de ida da segunda fase da Copa do Brasil, e especulações sobre mudanças no comando da equipe, eis que o Vitória apresenta, pela segunda vez no ano, um futebol convincente: goleamos o Atlético de Alagoinhas com show de Júnior, autor dos quatro gols que deram lhe direito até a pedir música no Fantástico.

Por coincidência, o placar das duas partidas foi o mesmo: 4x0. Mas não é coincidência o fato de que as duas únicas apresentações convincentes do Vitória este ano foram nas duas únicas oportunidades que teve, até agora, de jogar no Barradão.

Vários fatores podem ser considerados. O gramado do estádio, por exemplo, apesar de não ser lá um tapete, foi o único este ano que permitiu ao Vitória jogar algo parecido com futebol. Os campos do interior da Bahia e o gramado do estádio de Pituaçu são próprios, talvez, para a prática de mountain bike, jamais para a disputa de um campeonato profissional do qual participa uma (apenas uma, é verdade) equipe da elite do futebol nacional.

Mas a principal influência positiva vem das arquibancadas. É a presença da torcida no estádio o grande diferencial do desempenho do Vitória no Barradão. E por isso mesmo a diretoria tem que tratar o torcedor com mais respeito.

Alexi Portela reclama da quantidade de sócios do programa "Sou Mais Vitória". Diz que precisaria de no mínimo 35 mil sócios para montar um time capaz de ganhar um título nacional. Como angariar tal quantidade, se a administração do clube não consegue dar um tratamento digno aos atuais 8,5 mil?

Bastaria dar vantagens aos sócios, e não desvantagens como vem ocorrendo. Um torcedor não sócio consegue entrar no estádio com muito mais facilidade do que quem paga mensalmente o "Sou Mais Vitória", que tem que enfrentar os eternos problemas das catracas. O torcedor sócio, que até o ano passado tinha direito a estacionamento, tem repentinamente que pagar por ele sem aviso prévio. Ora, se estes e outros problemas ocorrem com 8 mil sócios, o que imaginar quando tal número chegar aos pretendidos 35 mil?

Todos sabemos das dificuldades de lotar o Barradão: acesso, transporte público etc. Mas mesmo assim, a torcida é apaixonada e vai. Se passar a ser tratada com dignidade, passará a ir mais e cada vez maior será a força do Barradão.

 

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