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A fila não anda

2 de mai. de 2010


João Roberto nasceu em 2 de julho de 2001, no aniversário de 178 anos da independência da Bahia. Daqui a dois meses, completará nove anos de idade.

O pequeno João viu a queda das torres gêmeas do World Trade Center, viu o lançamento do Windows XP, viu as companhias aéreas Transbrasil e VASP em pleno funcionamento, viu o Euro entrar em circulação na Europa, viu Lula eleger-se e reeleger-se Presidente do Brasil, viu a Seleção Brasileira ganhar o pentacampeonato de futebol, conviveu com ACM, Bussunda, Dercy Gonçalves, Chico Xavier e o Papa João Paulo II ainda vivos.

João nunca viu o Bahia ser campeão baiano. O pequeno e infeliz tricolor contenta-se em comemorar tabus, títulos de campeão moral de turno e campeonatos brasileiros vivenciados por seus avós décadas atrás.

Nos últimos anos, não há dúvidas: o futebol baiano tem duas cores - vermelho e preto. Dos últimos dez campeonatos, o Vitória ganhou oito, e o Bahia e o Colo Colo de Ilhéus estão empatados em segundo lugar, com um título cada um.

O Vitória, mais desgastado em função da maratona de decisões a que está submetido - disputando jogos importantes no estadual e na Copa do Brasil -, foi derrotado por 2x1 pelo rival, mas ainda assim conseguiu o tetracampeonato estadual, pela segunda vez em 9 anos.

O jogo começou com o tetravice pressionando. Viáfara teve que fazer importantes defesas nos quinze primeiros minutos. Depois, o Vitória equilibrou as ações e, aos 20 minutos, abriu o placar, com Elkeson aproveitando rebote do goleiro Fernando, após escanteio cobrado por Ramon.

Com a vantagem, o time se acomodou e deu espaços ao rival, que, logo no início do segundo tempo, empatou com Rodrigo Gral aproveitando rebote de Viáfara. O gol tricolor trouxe um novo ânimo à partida e o tetracampeonato, que parecia certo, começou a ser ameaçado.

E a ameaça se tornou mais concreta com a expulsão de Vanderson. Com um a mais, o Bahia tomou conta do jogo e, num lance polêmico, em que metade do tetravice estava na banheira, virou o jogo já nos acréscimos.

Mas não adiantou. A melhor campanha e o resultado em Pituaçu no domingo passado permitiam ao Vitória perder por até um gol de diferença e ainda assim ser tetracampeão. E não deu outra:

Agora é pensar na decisão de quarta-feira, mais difícil e mais importante que a de hoje, contra o Vasco da Gama pela Copa do Brasil.

Mas hoje é dia de comemorar. E de pedir, agora com o sarcasm mode desligado:

Fica, Ricardo Silva!

Avante Leão, rumo ao Penta!!!!!

Foto: A Tarde

Maratona de decisões

30 de abr. de 2010



Mais uma vez o Monumental Manoel Barradas fez a diferença e a escrita foi mantida: continuamos sem perder para o Vasco em nossa casa (a velha Fonte Nova não conta) - 8 vitórias e um empate.

Tecnicamente, o desempenho do time não foi dos melhores: muitos erros de passes, muitas falhas de marcação nas bolas aéreas e muitas finalizações mal feitas. Mas o que pesou a favor do Vitória foi a raça e a entrega dos jogadores em campo.

E esta entrega se deve, em grande parte, à vibração da torcida durante todo o jogo. O "Barradão em Chamas" é um dos maiores espetáculos já vistos nas arquibancadas dos estádios brasileiros e, com certeza, mexe com os jogadores. Essa é com certeza a principal causa do fato de o Vitória ser imbatível dentro de casa. E quarta não foi diferente: um importantíssimo 2x0 em cima do Vasco e um pé na semifinal da Copa do Brasil.

Agora é não perder a concentração, pois teremos duas decisões nos próximos dias, em que temos vantagens para administrar. Somente uma derrota por dois gols de diferença nos pode tirar o tetracampeonato estadual. E, na Copa do Brasil, para nos desclassificar, o Vasco tem que nos vencer por três gols.

Parece uma situação confortável, mas não é tão fácil como parece. O Vitória joga dois campeonatos desgastantes ao mesmo tempo. Já os adversários estão concentrados apenas em uma competição. O time tem que controlar a ansiedade e saber jogar com inteligência, sem se desgastar muito, e explorar as deficiências dos dois adversários (que são muitas, é verdade).

Na decisão de domingo, a torcida pode e deve fazer a sua parte: lotar o Barradão e vibrar do início ao fim, não ficando um segundo sequer em silêncio, para não deixar ninguém perceber a presença dos simpatizantes da segunda força do estado que resolverem entrar de penetra em nossa festa.

Espero, contudo, que a torcida não confunda o seu dever de vibrar com ódio em relação às pessoas que, acometidas por um inexplicável mau gosto, torcem para o time de Itinga, e que o baVI volte a ser o Clássico da Paz.

Já na quarta, longe da torcida, o Vitória vai ter que administrar bem a vantagem que abriu sobre o Vasco e jogar com concentração, esquecendo o tetracampeonato e focando toda a atenção possível na Copa do Brasil.

Neste ano, são sete possíveis vagas na Libertadores do ano que vem para os brasileiros. E são apenas vinte candidatos para ocupar essas vagas, já que os oito times que restam na Copa do Brasil são da primeira divisão. Por que uma delas não pode ser nossa?

Avante, Leão!!!!

Vergonha

26 de abr. de 2010


Infelizmente, não falarei hoje sobre o BaVi de ontem, vencido pelo Vitória por 1x0. Também não falarei sobre o importante jogo de quarta-feira contra o Vasco pela Copa do Brasil. Peço licença para falar, neste blog de futebol, sobre a vergonhosa situação a que chegaram as torcidas baianas.
O garoto Wesley Oliveira Almeida, de 14 anos, torcedor do Bahia, foi covardemente baleado, em uma movimentada e importante avenida nas imediações do estádio de Pituaçu, por um criminoso que se diz torcedor do Vitória. Ironicamente, o garoto iria fazer testes hoje na divisão de base do rubronegro.
Não muito longe dali, no bairro de Narandiba, um torcedor do Vitória foi também covardemente baleado por um suposto torcedor do Bahia. Em outros pontos da cidade, carros foram incendiados e outros tiroteios ainda estão sendo investigados.
A que ponto chegamos?
Até bem pouco tempo, o BaVi era conhecido como o clássico da paz, em que os torcedores rivais iam ao estádio juntos, faziam gozações uns com os outros antes e depois dos jogos, mas tudo de forma civilizada, todos sabendo que futebol nada mais é do que um esporte feito para entreter as pessoas, que, apaixonadas, experimentam sempre as sensações de vitória e derrota.
Hoje essa concepção do futebol foi esquecida. "Torcedores" encaram os rivais como inimigos mortais, como se o fato de gostarem de outras cores fosse justificativa para dirigir-lhes todo tipo de violência ou até mesmo para ceifar-lhes a vida, como aconteceu ontem.
De quem é a culpa disso tudo? Qual é a causa dessa insanidade coletiva que assola as torcidas baianas?
Baixos índices de desenvolvimento humano? Tolerância e ineficácia da truculenta e corrupta polícia baiana? Incitação à violência propagada pelas torcidas organizadas? Tudo isso junto?
O certo é que os mecanismos de controle e de segurança, que nunca antes se fizeram necessários na Bahia, agora devem ser copiados dos estados do Sul e Sudeste, já que a violência no futebol atingiu níveis nunca antes vistos no estado que nos bons tempos fazia jus à alcunha de "Boa Terra".
Espero que torcedores de Vitória e Bahia tenham condições de comparecer ao Barradão no próximo domingo e assistir ao clássico decisivo em paz e uma delas saia do estádio comemorando como nos velhos tempos, com nada mais do que saudáveis gozações e festejos que sempre foram característicos do torcedor baiano.
E que a violência não ofusque o nosso título.
Avante, Leão!
Foto: A Tarde

Forças Ocultas

23 de abr. de 2010


No Rio, o Botafogo foi campeão em cima do Flamengo em um jogo que não acabou 2x2. Em Minas, mesmo com toda ajuda da arbitragem, o Cruzeiro não conseguiu chegar à final e o Atlético está com o campeonato estadual nas mãos. Em São Paulo, Corinthians e Palmeiras ficaram de fora das semifinais. Ao que tudo indica, alguma coisa muito estranha está acontecendo no futebol brasileiro. Seria o tão falado Fim-do-Mundo-Versão-2012 se aproximando?

Seja lá o que for, cabe ao Vitória encarar de frente essas Forças Ocultas, espantar o Coisa-Ruim e salvar a humanidade, impedindo que o tricolor de Itinga saia da fila em que entrou há nove anos e conquiste o campeonato baiano.

A tarefa não será tão fácil quanto parece. As tais "Forças Ocultas" deixaram o Vitória com 3 desfalques para a primeira partida das finais: Vanderson está suspenso pelo terceiro cartão amarelo e Nino e Wallace estão contundidos.

A presença de Nino no clássico de domingo está descartada. Wallace, contudo, ainda é dúvida, mas, após a classificação de quarta-feira, em cima do Goiás, declarou que jogará o baVi "mesmo com uma perna só", dando a entender que não só jogará, como se comportará como um Leão em campo.

Além dos desfalques, temos a desvantagem de estar enfrentando uma maratona de jogos decisivos pelo estadual e pela Copa do Brasil, enquanto o rival de Itinga vem jogando apenas nos finais de semana.

Mesmo assim, o Vitória tem mais time, tem a vantagem de dois empates e, o melhor de tudo, tem o camisa 10 mais temido pela torcida mais sofredora da Bahia: Ramon Menezes, o experiente meia que tem por hobby fazer gols em baVis decisivos.

Ricardo Silva faz mistério a respeito da escalação. Bom sinal. Da última vez que fez isso, demos 4x0 no Goiás. Renato Gaúcho, por sua vez, preferiu realizar treinos abertos, para corrigir os costumeiros erros de posicionamento do seu, digamos, "time".

Enfim, "Forças Ocultas" à parte, o Vitória está num bom momento e tem tudo para garantir o tetracampeonato estadual e a hegemonia no futebol baiano no Século XXI.

Avante, Leão!!!!

Na maciota...

5 de abr. de 2010



Segundo o Houaiss, "maciota" significa "sem maior esforço, lenta e insinuantemente". Foi assim que Ricardo Silva descreveu o Vitória que empatou ontem com o Atlético de Alagoinhas: um time burocrático que entrou para jogar "na maciota".
Realmente, o time ontem jogou um futebol de dar sono. Só não dá para dizer que foi o pior jogo do Vitória este ano porque o normal esta temporada foi o Vitória jogar assim. Excepcionalmente, o time joga como na última quarta-feira contra o Náutico. Mas, a rotina, infelizmente, tem sido esta: o time entra em campo sonolento, não cria jogadas, dá muitos espaços para o adversário e só não perde os jogos por causa da péssima qualidade de seus rivais até o momento.
O gol rubronegro saiu de uma jogada isolada, em que Marconi teve a felicidade de acertar um belo chute de fora da área. No mais, o Vitória deixou muito a desejar, mesmo jogando contra um adversário já eliminado da próxima fase, e mesmo tendo que vencer para assegurar vantagens nas semifinais.
Destaque apenas para Elkeson, que vem se entregando em todos os jogos, demonstrando muita garra e força de vontade. De resto, todos jogaram muito mal, de Viáfara a Júnior. A zaga, então, nem se fala: bateu cabeça feio e permitiu o gol de empate do Atlético.
Agora é esperar que, no Barradão e com o retorno de Vanderson e de Nino Paraíba, o comportamento do time seja diferente e a classificação em primeiro lugar elimine o risco daquilo que parecia impossível - a perda do tetracampeonato para equipes baianas de divisões inferiores.
Foto: A Tarde

"Amigos do Ricardo" 3x0 Bode

25 de mar. de 2010



A partida da última quarta-feira entre Vitória e Vitória da Conquista deixou claro que o trainee, ops, treinador Ricardo Silva ainda não aprendeu a escalar o time. Mas pelo menos parece já ter aprendido a fazer substituições, o que já é um grande avanço diante do que o time vinha apresentando neste campeonato baiano.

O Vitória começou jogando bizonhamente. Sem velocidade na ligação entre o meio e o ataque, com Júnior isolado na frente, o primeiro tempo foi lamentável. O Vitória só não tomou gols graças à incompetência dos atacantes do time conquistense. O esquema 4-5-1, com cinco meias lentos e um centroavante isolado, não permitia a criação de jogadas de ataque bem trabalhadas.
No segundo tempo, a postura do time foi outra. Os espaços foram fechados e o Bode ficou acuado dentro de seu campo. Mas o Vitória continuava sem criação no ataque. Por sorte, um passe errado de Ramon foi desviado e caiu praticamente nos pés de Júnior, que, sozinho, de frente para o goleiro, fez o que dele se espera: 1x0.
Foi aí que Ramon, entendendo já ter feito sua parte, pediu para sair. E como o pedido d'El Rei é uma ordem, Ricardo Silva prontamente o atendeu e colocou Elkeson no time. Aí o Vitória começou, efetivamente, a jogar bola, tornando o jogo menos enfadonho. Dando movimentação ao ataque, Elkeson conseguiu a expulsão de dois jogadores do time de Conquista, deu passe para o gol de Egídio (que até então fazia uma péssima partida) e ainda sofreu o pênalti que deu origem ao terceiro gol, marcado por Viáfara (agora já nem causam mais tanta comoção os gols marcados por nosso artilheiro, El Paredón).
Duas coisas preocupam. Uma é que Ricardo Silva não sabe escalar a equipe. Ou então cede facilmente a pressões para que Ramon seja escalado, mesmo com a demonstração cabal de que seu lugar, atualmente, é, no máximo, no banco de reservas (apesar de todo o respeito que todos nós, rubronegros, temos pelo Reizinho da Toca, tendo em vista todo o seu passado, inclusive recente, de bons serviços prestados ao Vitória).
Outra questão que preocupa é que, pelo que se pode extrair de recentes declarações de Vanderson, o grupo, por amizade a Ricardo Silva, agora está fechado e concentrado no objetivo de mantê-lo no cargo. Será que é preciso ameaçar o cargo do técnico para que o elenco resolva, de uma hora para a outra, começar a jogar bola? Será que o simples fato de jogarem no maior time do Norte e Nordeste, de envergarem uma camisa centenária e de receberem um bom salário em dia já nao é motivo suficiente para que os jogadores se concentrem em seus objetivos? Será que o medo de um comandante mais disciplinador causa temor aos jogadores do Vitória?
Enfim, resta a nós, torcedores, esperar que essas indagações sejam meros delírios conspiratórios e que o Vitória, enfim, resolva acordar para a temporada 2010. Ainda precisamos de reforços (principalmente na zaga), mas temos um elenco razoável, que precisa ser bem mais trabalhado se quisermos ganhar alguma coisa este ano. O tetra estadual, ao que parece, está vindo de novo para as nossas mãos. A menos que a arbitragem e/ou os "Amigos do Ricardo" resolvam atrapalhar.

A Força do Barradão

24 de mar. de 2010


10 de março de 2010. Desde 2009, o Vitória não jogava no Barradão, desde então fechado para reformas. O Leão vinha de apresentações irregulares no campeonato baiano (vencia mas não convencia) e precisava reverter um resultado negativo contra o Corinthians Alagoano, por quem havia sido derrotado no jogo de ida, em Maceió, por 3x1. Resultado: o time apresentou um futebol convincente para os 20 mil torcedores que compareceram ao Estádio Manoel Barradas e goleou a agremiação alagoana por 4x0, com direito a gol de goleiro e tudo mais.

No último domingo, após um início desastroso na segunda fase do Estadual, uma vitória sofrida em Recife no jogo de ida da segunda fase da Copa do Brasil, e especulações sobre mudanças no comando da equipe, eis que o Vitória apresenta, pela segunda vez no ano, um futebol convincente: goleamos o Atlético de Alagoinhas com show de Júnior, autor dos quatro gols que deram lhe direito até a pedir música no Fantástico.

Por coincidência, o placar das duas partidas foi o mesmo: 4x0. Mas não é coincidência o fato de que as duas únicas apresentações convincentes do Vitória este ano foram nas duas únicas oportunidades que teve, até agora, de jogar no Barradão.

Vários fatores podem ser considerados. O gramado do estádio, por exemplo, apesar de não ser lá um tapete, foi o único este ano que permitiu ao Vitória jogar algo parecido com futebol. Os campos do interior da Bahia e o gramado do estádio de Pituaçu são próprios, talvez, para a prática de mountain bike, jamais para a disputa de um campeonato profissional do qual participa uma (apenas uma, é verdade) equipe da elite do futebol nacional.

Mas a principal influência positiva vem das arquibancadas. É a presença da torcida no estádio o grande diferencial do desempenho do Vitória no Barradão. E por isso mesmo a diretoria tem que tratar o torcedor com mais respeito.

Alexi Portela reclama da quantidade de sócios do programa "Sou Mais Vitória". Diz que precisaria de no mínimo 35 mil sócios para montar um time capaz de ganhar um título nacional. Como angariar tal quantidade, se a administração do clube não consegue dar um tratamento digno aos atuais 8,5 mil?

Bastaria dar vantagens aos sócios, e não desvantagens como vem ocorrendo. Um torcedor não sócio consegue entrar no estádio com muito mais facilidade do que quem paga mensalmente o "Sou Mais Vitória", que tem que enfrentar os eternos problemas das catracas. O torcedor sócio, que até o ano passado tinha direito a estacionamento, tem repentinamente que pagar por ele sem aviso prévio. Ora, se estes e outros problemas ocorrem com 8 mil sócios, o que imaginar quando tal número chegar aos pretendidos 35 mil?

Todos sabemos das dificuldades de lotar o Barradão: acesso, transporte público etc. Mas mesmo assim, a torcida é apaixonada e vai. Se passar a ser tratada com dignidade, passará a ir mais e cada vez maior será a força do Barradão.

Obrigação de se classificar

8 de mar. de 2010


Da vitória de domingo sobre o Camaçari por 3x1 jogando com time misto, já classificado e com o primeiro lugar do Grupo 1 assegurado, não há muito o que dizer. O Vitória apenas confirmou aquilo que se espera do único baiano da Série A do Brasileirão: encerrou a primeira fase na liderança e com sobras, mesmo tendo jogado praticamente todos os jogos com apenas 10 jogadores em campo e mais um cidadão inoperante envergando vergonhosamente o manto rubro-negro (me recuso, doravante, a escrever seu nome).

Atendendo às reinvidicações de toda a nação vitoriana, o treinador "aspira" Ricardo Silva sacou o desinfeliz do time e o resultado não podia ser outro: vencemos com facilidade, mesmo sem lateral esquerdo, sem a zaga titular e sem Ramon, o maior batedor de pênaltis de Axelândia, que calha de ser o artilheiro do Vitória neste baianão.

Agora as atenções se voltam à Copa do Brasil. O Vitória tem a obrigação de se classificar. Em primeiro lugar por ter mais estrutura, time, torcida e tradição que o Corínthians de Alagoas, com todo respeito aos torcedores da referida agremiação (se é que um de vocês três está lendo este post).

Além disso, deve ser considerado o fato de estarmos, enfim, retornando ao Barradão, nosso santuário (que após a reforma, pelo que dizem, nada deve ao Santiago Bernabeu). O péssimo estado dos gramados dos estádios públicos em que o Vitória vinha sendo obrigado a mandar os seus jogos estava claramente prejudicando a qualidade do desempenho do time.

Por fim, como já não era sem tempo, Bida (ops, foi mal, prometi não falar o nome dele, mas meu repertório de adjetivos está fraco hoje, as palavras que pensei são impublicáveis neste blog) não foi relacionado para o jogo, o que representa um aumento significativo das possibilidades de classificação, já que nem mesmo o risco de ele entrar no segundo tempo existe.
Falta apenas a torcida fazer a sua parte e lotar o Manoel Barradas, para que possamos chutar a pedra que apareceu no caminho e seguir a natural trajetória rumo à Libertadores 2011.
Avante, Leão!

PS1: Finalmente, pude postar algo positivo. Já estava achando que o convite para escrever neste blog havia congelado os meus pés.

PS2: Acabou de ser divulgada a tabela do Brasileirão 2010. Acabei de constatar que, infelizmente, não vai ter Ba-Vi este ano. O Barueri agora se chama "Prudente". Onde já se viu time de futebol com nome de marca de preservativo? Eu, hein...

Fica Ricardo Silva!!!

4 de mar. de 2010




"Vou tirar Bida e colocar quem?", disse Ricardo Silva após a sofrida vitória do Vitória por 1x0 contra a poderosa equipe do Itabuna ontem em Camaçari, explicando finalmente as razões pelas quais não mexe no meio de campo do time.


De fato, hei de concordar com o comandante rubro-negro. É muito arriscado colocar Marconi, recém saído da base, num jogo de extrema importância para a história do futebol mundial como foi o clássico de ontem contra a equipe grapiúna, mesmo se considerarmos que o Vitória já assegurou a sua classificação para a segunda fase do campeonato baiano desde a goleada sobre o Ipitanga, há 3 rodadas atrás.


Também é muito arriscado colocar no time o inexperiente Elkesson. Como escalar um jogador que só foi testado no Campeonato Brasileiro e na Copa Sulamericana do ano passado para enfrentar a segunda força do sul da Bahia? Vocês pensam que Ricardo Silva é irresponsável, por acaso?


Realmente, campeonato baiano é uma competição muito difícil e nós não podemos nos dar ao luxo de experimentar jogadores da base, mesmo já tendo assegurado a vaga e mesmo que a campanha da primeira fase não seja critério de desempate nas fases seguintes. É muito melhor deixar o já consagrado Bida no time e assegurar o resultado.


Temos que agradecer ao nosso treinador por montar uma equipe que apresenta um futebol coeso, competitivo e que não brinca em serviço, e que conseguiu um excelente resultado ontem, ao aplicar um sonoro chocolate de 1x0 no Dragão do Sul, com um golaço de pênalti marcado por Ramon. Aliás, quem liga se não foi pênalti? Estavam nos devendo um desde o Ba-Vi...


Fica Ricardo Silva!!!!!!!


PS: Não poderia deixar de agradecer também ao Bahia por ter vencido heroicamente o Vitória da Conquista ontem e ter contido a ascenção da equipe conquistense, que ameaçava o primeiro lugar do Vitória no Grupo 1.


/mode sarcasm off

Novo fiasco

28 de fev. de 2010


Com um jogador a menos desde o início do jogo e dois a menos desde os 28 minutos do primeiro tempo, até que a derrota por 2x1 para a segunda força do futebol baiano não foi lá um desastre tão grande para o Vitória quanto havia sido o fiasco do meio da semana pela Copa do Brasil.

Sim, o Vitória jogou desde o início da partida com um jogador a menos, já que Ricardo Silva insistiu na escalação do inoperante meia (meia?) Bida, que há muito vem demonstrando que não merece sequer um lugar no banco de reservas.

Para piorar, o plantel rubro-negro sofreu nova baixa logo após a reação esboçada com o gol de Schwenck, quando o Sr. Arilson Bispo da Anunciação resolveu expulsar Uelliton numa jogada em que o volante nem encostou em Ananias.

Seria o momento de sacar Bida do time e consertar o erro do início, mas Ricardo Silva optou por tirar Adaílton e colocar Rafael Cruz, isolando Schwenck no ataque e mantendo os espaços que o adversário precisava para desempatar.

Muitos estão se queixando dos erros de arbitragem, pois o resultado certamente seria outro caso o golpe de jiu-jitsu aplicado por Nem em Schwenck tivesse sido interpretado como pênalti pelo Sr. Arilson Bispo, que preferiu deixar o jogo seguir quando o placar ainda marcava 1x1.

Aliás, as palavras de Vanderson, no final da partida, refletem o que foi o jogo: "não temos culpa do bahia estar há 9 anos sem título, mas eles não precisam do juiz para vencer. O juiz disse que foi pênalti e não marcou porque não quis".

Acho, porém, que a derrota para o atual vice-campeão baiano não deve ser creditada à desastrosa arbitragem. Deve, sim, ser imputada à insistência do técnico do Vitória em escalar um meio de campo que não cria nada. O setor se mantém na dependência da criatividade de Ramon, que merece todo o respeito da torcida, mas que já sofre há algum tempo com as limitações que a idade lhe impõe.

Já passa da hora de tomar uma providência drástica. Ou Ricardo Silva abandona a teimosia de uma vez por todas, e põe em campo jogadores da base que têm talento, velocidade e vontade de jogar (atributos que Bida não tem), ou a diretoria tem que considerar a possibilidade de trocar de treinador enquanto ainda há tempo.

Há de se reconhecer, por fim, a dedicação dos jogadores nos momentos finais da partida, já que mesmo com a inferioridade numérica e a arbitragem tendenciosa, não jogaram a toalha e buscaram alterar o resultado até o fim. Espero que a mesma pegada seja mantida daqui pra frente e que o Vitória saiba fazer prevalecer o fator campo, já que na próxima semana voltará a mandar seus jogos no reformado Barradão.

Agora é hora de focar a partida de volta da Copa do Brasil e usar os jogos do baiano como laboratório, já que a classificação já está garantida e, aparentemente, nem mesmo o vice-campeão do ano passado, ajudado ou não pela arbitragem, é capaz de tirar o tetra do Vitória este ano.
 

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