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Barça X Santos dos anos 60: Uma comparação pertinente?

20 de dez. de 2011

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

Pois o Santos acabou sucumbindo à imensa categoria do Barcelona, de maneira mais fácil do que se imaginava. Em meu prognóstico, achei que o Peixe faria frente, mas não conseguiu este objetivo em quase nenhum momento da partida. Uma pergunta para começo de conversa: qual o esquema deste Barça? 3-6-1? 4-3-3? 3-4-3? Quando nenhum jogador guarda posição, os laterais aparecem toda hora na frente para concluir e dar assistência, a posse de bola ultrapassa 70% e os gols nascem todos do trabalho coletivo, na melhor tradição da escola holandesa, é muito difícil definir, e principalmente elaborar a estratégia para conter tal adversário.

Muricy Ramalho não encontrou a formação mais apropriada. A tática com três zagueiros, sendo dois deles os veteranos Edu Dracena e Durval, se revelou cedo um desastre. O meio-de-campo foi dominado de modo absoluto pelos espanhóis. 8X2 - considerando que os brasileiros também desperdiçaram uma que outra oportunidade - não seria um placar absurdo. E o que ouvi ontem de um companheiro da vida política do Internacional faz pensar: "Coletivamente, este Barcelona, com suas variações, a velocidade de raciocínio de atletas como Xavi (Observação Minha: Muita categoria a dominada de calcanhar no lance do primeiro tento), Iniesta e Messi, supera o Santos de Pelé. Naquela época, o futebol era essencialmente um confronto de individualidades. Quem tinha mais talento e habilidade ganhava. Hoje, o esporte tem diversas valências." Heresia?

Os catalães lembram o Ajax de 1971-74 (os compactos das grandes jornadas do "esquadrão" de Cruyff e Cia. são facilmente encontrados no youtube....), com a diferença de que, graças à média superior de altura, os holandeses utilizavam mais vezes a bola alta. Não é por acaso. Sabe-se que a política do novo Campeão Mundial para formar futebolistas na categoria de base vem dos Países Baixos. Para chegar às maiores glórias, este Barça precisou disputar mais duelos, na comparação com o Santos do "Rei". O Peixe em 1962, somando a Taça Libertadores da América e o Mundial/Intercontinental com o Benfica: 8 vitórias, dois empates e uma única derrota. Em 1963, adicionando o embate com o Milan ao torneio continental: cinco vitórias, um escore registrando equilíbrio e uma derrota. O Barcelona na copa europeia de 2008-09, agregando-se a competição organizada pela FIFA: 9 vitórias, sendo uma na prorrogação, cinco empates e uma derrota. Em 2010-11, na Europa e no Japão: 11 triunfos, três resultados de igualdade e um revés.

Eis que no meio dos dados surge um aspecto a ponderar. O Estudiantes de Verón, há dois anos, sustentou um enfrentamento digno contra um conjunto que não estava no auge do entrosamento, só perdendo o Torneio Mundial na Prorrogação. Os números acima servem para a reflexão sem preconceitos. Pessoalmente, não tenho dúvidas de que, incluindo tudo que vi presencialmente ou por imagens de cinema e televisão, colocaria o atual Barça entre as cinco melhores equipes, de clubes, em todos os tempos. Faço a ressalva de que, ao longo dos mais de 35 anos em que acompanho futebol, nunca me liguei pra valer nos campeonatos europeus.

Para as agremiações brasileiras, pelo fator econômico, se tornou um imenso desafio padronizar a preparação de times que tratem bem a esfera, que coloquem o invidualismo a serviço do coletivo. Quando meninos de 12 ou 13 anos, talentosos, já aparecem com empresários, e sonhando com o Velho Continente, fica difícil imaginar que possamos assistir novamente a algo como o Colorado Bi-Campeão Nacional na década de 70 ou o Flamengo multivencedor de 1980-82.

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A equivocada atitude da CBF, misturando mal competições nacionais passadas com as atuais no ranking da entidade, e a divulgação de outras classificações desse tipo sempre propiciam debate sobre o assunto. Nas próximas postagens, pretendo escrever algumas considerações acerca da questão e revelar um estudo.

O dilema superado para o Internacional e a Grande Decisão

16 de dez. de 2011

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

Pois o Internacional finalmente superou o debate sobre a parceria com uma construtora, para mudar o Gigante. O apoio de mais de 80% dos conselheiros não deixa dúvidas de que as coisas foram tanto quanto possível muito bem conduzidas pelo presidente do Conselho, Luiz Carlos Bortolini, um colorado que honra as melhores tradições do Clube, e que de acordo com informações de companheiros do grupo com o qual nos alinhamos, e outras fontes, comandou com total acerto a reunião do colegiado na noite de quinta-feira.

Já expus o que penso acerca da situação estabelecida. A solução foi a menos pior dentro das circunstâncias. Como quem acompanha o blog há algum tempo sabe, não fui sequer a favor da realização da Copa no Brasil. Considero um absurdo o planejamento de projetos urbanos a partir da definição de que o torneio de seleções teria como sede nosso país. Significa que sem ele nada aconteceria? Nem estou discutindo as enormes carências nas áreas de Educação e Saúde.

Porém, como o Inter se comprometeu, causaria enormes estragos à imagem da Instituição não conseguir adequar o Beira-Rio ao padrão FIFA. O argumento de que existe o risco de apequenamento vale muito mais para o cenário de reformas com recursos próprios. A falta deles, com os erros dos planos anteriores, levaria irremediavelmente à escassez de dinheiro para o Futebol. O contrato foi aprovado, e o próximo passo cabe à empresa. Cá entre nós, alguém acredita que a empreiteira não consiga o financiamento?

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Sobre futebol dentro do campo: achei que a Universidad do Chile golearia a LDU na final da Sul-Americana, e não deu outra. Uma equipe de alta qualidade "La U". Não só pelo atacante Vargas, é séria candidata ao título da Taça Libertadores. Consegue reunir jogadores fortes, capazes de intensa movimentação, com troca de posições no trabalho ofensivo e ótimo toque de bola. Há tempos, a terra de Elias Figueroa não produzia um time tão bom.

No Torneio Mundial de Clubes, tudo dentro da lógica. O Santos passou algum trabalho, mas confirmou o favoritismo. O Barcelona superou ao natural, chegando à goleada, o Al-Sadd (com hífen....), de Jorge Fossati. Numa comparação com a inesquecível final que neste sábado completará cinco anos, diria que apesar de contar com grandes jogadores, o Peixe está mais longe da conquista do que o Colorado de Ceará, Índio, Fabiano Eller, Edinho e Iarley, o autor da jogada cerebral que resultou no histórico gol de Adriano Gabiru. Heresia?

Não. Em 2006, o Internacional tinha uma defesa superior à do adversário espanhol. Neste momento, o conjunto catalão é melhor do que o Peixe em todos os setores. Ainda assim, pode haver uma surpresa. Não arrisco um palpite para a definição do terceiro lugar entre o Kashiwa Reysol e o Campeão da Ásia, que até apresentou dois ou três atletas com nível aceitável, sucumbindo, também, pelas deficiências da retaguarda, para além da abismal diferença do nível dos europeus.

Se Elano, ainda fora do melhor ritmo, Paulo H. Ganso, Borges e Neymar tiverem as melhores atuações de suas vidas, secundados pela entrega e mobilidade de Arouca, os brasileiros aumentam muitíssimo a chance de conquista no domingo. Entretanto, se o Vencedor da Champions League estiver realmente focado no duelo, valorizando o prestígio no Japão, se consagrará de vez como o melhor do planeta. Sem dúvida, assistiremos a uma grande decisão. Prognóstico: Barcelona 3 X 2 Santos.

Os 35 anos de uma Grande Conquista Colorada

12 de dez. de 2011

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

Nesta mesma data há três décadas e meia, o Internacional chegava ao Bi-Campeonato Brasileiro com a mais incontestável performance de um vencedor até hoje, na maior de nossas competições nacionais. Em 23 jogos, 19 vitórias, três derrotas e um empate! Como mostrei na série 24 Onzes, aqui no blog, aquele Time de Figueroa, Falcão, Paulo César Carpegiani (depois Batista ou Jair), Valdomiro e Lula, teve ao longo do tempo em que atuou o melhor desempnho em partidas difíceis depois do Santos de Pelé.

O que só valoriza o aproveitamento colorado. Veja-se o Inter orientado por Rubens Francisco Mineli em 14 confrontos contra adversários competitivos em 1976:

- No Gre-Nal do Brasileirão, 3X1. Era tão grande a superioridade que mesmo com o tricolor largando na frente, ninguém no Beira-Rio - onde todos os duelos seriam vencidos - tinha dúvidas sobre a vitória colorada. Lula e Jair liquidaram o Grêmio.

- Contra o Santos, em São Paulo, outra vitória clássica. O saudoso Escurinho assinalou dois tentos na "meia-goleada" da segunda etapa. Dario completou o placar.

- Contra o Palmeiras, em Porto Alegre, 1X0. A torcida estava tão mal acostumada que não gostou do triunfo com um único gol do Rei Dadá contra o Verdão.

- Contra o Fluminense empate em 1X1 no Maracanã. O único resultado de igualdade na trajetória rumo ao Bi. Vale lembrar que apenas as vitórias por dois ou mais gols de diferença asseguravam três pontos. Por um, a equipe arrebatava dois.

- Contra o Botafogo-RP, de Sócrates, 3X0 no Beira-Rio. O Doutor não pôde jogar a partida seguinte, em outra fase, quando o Internacional tocou 4X1 no interior paulista naquele "onze" que ganharia um turno do Paulistão na temporada seguinte.

- Contra o Coritiba, no Paraná, uma das únicas derrotas. 1X0, quando iniciava a terceira fase do complicado certame(!) com mais de 50 agremiações.

- Contra o Botafogo em Ribeirão Preto já fiz considerações.

- Contra o Santa Cruz, quarto colocado em 1975, melhor conjunto nordestino daquele período, um impiedoso 5X1 na capital gaúcha. A Revista Placar se referiu àquela atuação como "Sinfonia de Futebol".

- Contra o Palmeiras, em São Paulo, 2X1. Pela primeira vez, o Colorado derrotava o Verdão nos domínios dele.

- Contra o Corinthians, um revés pelo placar citado acima. Porém, teria revanche exatamente na decisão.

- Contra a Ponte Preta, já com a base que ficaria em segundo lugar no Paulistão de 1977, 2X0 em Porto Alegre.

- Contra a Portuguesa, que no começo do ano faturara o torneio Laudo Natel, superando o trio de Ferro e o Santos, além do Guarani, (a Lusa era um clube "quase grande naqueles tempos....) outra goleada de 3X0 na capital gaúcha.

- Na inesquecível semifinal contra o Atlético Mineiro, para que a pressão rumo à virada por 2X1 no segundo tempo alcançasse sucesso, eu e meus amigos fazíamos um saravá em um copinho de plástico na geral. Então, veio o inesquecível tento de Falcão, com cinco toques sem deixar a bola cair.

- Na decisão, o triunfo por 2X0 contra o Corinthians - que tentou mudar o regulamento, impondo finais com dois embates, e não um jogo só na casa do Time de melhor campanha, acabando por ser muito mal tratado no Beira-Rio, com falta de água no vestiário, num dia de muito calor em Porto Alegre - teve amplo domínio colorado nos primeiros 45 minutos. Na fase derradeira, mais equilíbrio. O Coringão chegou a carimbar a trave duas vezes. O compacto está disponível em www.internacional.com.br . No segundo gol, de Valdomiro, a bola obviamente entrou.

11 vitórias, um empate e duas derrotas. 34/42 pontos pelos critérios atuais. Nada mau, não?

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Vi boa parte do jogo entre o representante japonês e o Monterrey do México, pela Copa Mundial de Clubes. O Kashiwa Reysol é organizado. Leandro Domingues, até mais do que Jorge Wagner, confere o mínimo de qualidade técnica à equipe, mas defensivamente a fragilidade dela não deixa dúvidas de que o Santos não será surpreendido. O Al Sadd de Jorge Fossati tem ainda menos condições (o treinador não perdeu a chance de alfinetar os dirigentes do Inter, insinuando que em 2010 passaria pelo campeão africano, tal como aconteceu agora.....) de aprontar para cima do Barcelona. Vale o prognóstico mesmo que os catalães ponham em campo um mistão.

Meus palpites apontam alguma dificuldade para o Peixe e absoluta facilidade para o Barça. Aí vão eles: Kashiwa Reysol 1 X 2 Santos; Al Sadd 0 X 5 Barcelona.

Dilema colorado: inevitável?

9 de dez. de 2011

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

Pois o contrato, finalmente encaminhado, de uma empreiteira com o Internacional, para a reforma do Gigante da Beira-Rio, já suscita discussões acaloradas, inclusive, da diretoria com alguns conselheiros, dissidentes do grupo dirigente, os quais ameaçam entrar na Justiça, visando a evitar a aprovação dele. É evidente que o Clube submeterá muitas coisas à empresa, (o próprio constrangimento de tentar a todo custo evitar que informações vazem, com a forma que os integrantes do colegiado examinam a minuta, causa estranhamento) e pensar que entre elas estará o direito sobre o nome do estádio assusta, mas o grande problema residiu na crença errônea de que os recursos próprios bastariam....tendo o compromisso de sediar a Copa.

O assunto na verdade foi mal conduzido. As diretorias anteriores sequer cogitaram a possibilidade de uma nova casa para o Colorado. Havia, fundamentalmente, uma ideia interessante de um grupo de jovens arquitetos para o Gigante. A questão precisava ser resolvida de modo muito mais rigoroso, com análise profunda de todas as condições do Beira-Rio, plano de negócios, tratamento de cada aspecto da reforma como um processo, pois tudo somado configuraria um megaprojeto, e com o foco no que seria melhor para os sócios, independentemente do Torneio de Seleções previsto para 2014. O que escrevo resume o ponto de vista de conselheiros especialistas na área de construção e administração. O dilema atual resulta destes fatores.

Não era, portanto, inevitável. A estas alturas, não acertar com a construtora implicará perder o direito de sediar a copa. Pior: não há garantia de que o fluxo de caixa assegurará tranqüilidade no andamento das obras, voltando a vingar a tese de que o dinheiro deve sair do Inter. Antes, elas estavam sendo tocadas pela firma que construiu o estádio. Informação que recebi hoje dá conta de que sequer a diretoria pôde acertar a parte desta empresa, comandada por colorados ilustres. Pelo que sei, concordo com as previsões já publicadas nos jornais. O contrato vai receber o aval da maioria do Conselho, e Porto Alegre assistirá às cinco partidas previstas na mais importante competição de seleções. A diferença a favor do acordo tende a apresentar surpresas, porque os movimentos políticos, com bom senso, em princípio, liberarão as escolhas de seus integrantes.

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Parte dos colegas do centro do país se soma aos do Rio Grande, insistindo que o Internacional protagonizou um fiasco, ao perder para o Campeão da África, o Mazembe, no Mundial de clubes de 2010. Quero declarar que se o Santos - tomara que não aconteça - for derrotado ou pela equipe do Japão treinada por Nelsinho Batista, ou pelo Monterrey, vencedor na zona da Concacaf, NÃO assistiremos a um vexame, mas ao que ocorreu com o conjunto orientado por Celso Juarez Roth na temporada passada: um fracasso, uma decepção. Nada mais do que isso, em uma competição realmente planetária. Vale o mesmo para o favorito Barcelona, que enfrentará, provavelmente, o Esperance, da Tunísia.

Vi ontem mais uma vez a Universidad do Chile, que encaminhou o título da Copa Sul-Americana, batendo por 1X0 a LDU, no Equador. Definitivamente, estamos diante do melhor "onze" surgido na terra do poeta Pablo Neruda nas últimas décadas. Trata-se de um fortíssimo candidato à conquista da Taça Libertadores da América 2012. O Colorado que se agilize, pensando no próximo ano!

A Vitória Clássica e Prognósticos com uma peculiaridade

26 de ago. de 2011

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

O Internacional é Bicampeão da Recopa, contrariando meu pessimismo. E, de certo modo, com maior mérito do que em 2007, porque a tradição do Independiente, como um grande argentino, não se compara com a do Pachuca, com todo o respeito aos mexicanos. A reversão da desvantagem passou pelo esquema 4-4-2 ofensivo, planejado por Dorival Jr., no qual a movimentação do meio-de-campo conferiu destaque para Guiñazu -autor de bela assistência para Leandro Damião no lance do primeiro gol - que conduziu a bola com inteligência, por triangulações que caracterizaram a insistência da primeira etapa, pela segurança de Muriel no segundo tempo e, logicamente, pela extraordinária fase deste camisa 9 que já tem a melhor média de gols de um centroavante na Era Beira-Rio.

Damião superou dois adversários para concluir de bico, mostrando precisão, e usou o peito para fazer com que o zagueiro Milito ficasse a ver navios, deixando mais uma vez de forma primorosa suas marcas no placar. O tento de honra de "los rojos", envergando azul na vitória clássica do Inter, nasceu de jogada bem trabalhada, aproveitando mau posicionamento do lado direito da defesa, antes da conclusão do lateral Velásquez. O susto dos 45 minutos derradeiros não teve maiores conseqüências pela ótima atuação de Andrezinho, substituindo o lesionado D´Alessandro, secundado por Oscar, visivelmente sentindo o cansaço do Mundial de Seleções Sub-20. O Colorado voltou a pressionar o adversário, que não pode reclamar da arbitragem uruguaia. Larrionda assinalou acertadamente a penalidade máxima em Jô, convertida com tranqüilidade por Kléber, o qual parece que vai trocar o Campeão de Tudo pelo Porto, hoje derrotado pelo Barcelona no confronto europeu equivalente à Recopa. Os portugueses agem bem, ao apostar no lateral veterano.

Acredito que o Gre-Nal constitui um embate de alto risco. O Grêmio passou a semana focado no jogo, e precisa desesperadamente avançar na tabela do Brasileirão. Duvido que Celso Juarez Roth utilize uma estratégia defensiva. Espero que o Internacional supere qualquer resquício da ressaca por mais uma conquista além-fronteiras. Entretanto, não incluirei este clássico entre meus prognósticos! O único pressentimento é de que não haverá empate. Um dos dois alcançará o triunfo, obterá os três pontos. Eis os palpites para as outras partidas.

América-MG 1 X 3 Atlético-GO. Veremos mais uma vitória do Dragão, sem qualquer chance para o Coelho.

Fluminense 2 X 2 Botafogo. Um clássico equilibradíssimo, outra vez, no Rio de Janeiro. Pior para o tricolor.

Coritiba 2 X 1 Atlético-PR. O Coxa ainda se encontra melhor do que o Furacão.

Palmeiras 1 X 0 Corinthians. Creio que Felipão levará vantagem sobre Adenor Tite.

Santos 3 X 2 São Paulo. Indico a partida na Vila Belmiro como mais séria candidata à melhor da rodada.

Flamengo 1 X 1 Vasco da Gama. Outro resultado de igualdade entre cariocas.

Figueirense 3 X 1 Avaí. Depois do triunfo do conjunto comandado por Jorginho fora de casa contra o líder do Campeonato, só se pode apostar nele.

Atlético-MG 2 X 2 Cruzeiro. O empate vai complicar a vida de ambos.

Ceará 2 X 0 Bahia. No jogo entre nordestinos, vejo a equipe de Fortaleza em melhores condições. O clube de Salvador começará a viver sério risco de rebaixamento.

Digna participação na Copa Audi e Prognósticos

27 de jul. de 2011

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

O Internacional teve participação digna no Torneio - que neste momento vai se decidindo a favor do grande Barcelona - de Munique. Ontem, contra o Campeão Europeu, a constatação de que a Escola Catalã se firma como a melhor do futebol de nosso tempo. Sim, os grenás são capazes de manter o sistema com três atacantes, o toque de bola objetivo, triangulações e deslocamentos - pra não falar das jogadas ensaiadas - com titulares ou reservas. A opção colorada foi manter a marcação por setor, sem pressionar Iniesta homem a homem, por exemplo, mas a verdade é que Seria difícil com qualquer sistema defensivo.

E apesar disso, o Inter não se entregou. Se agrediu pouco o Barça na primeira etapa, no segundo tempo, na base do preparo físico, foi em busca dos empates, só perdendo nos pênaltis a vaga na decisão. Para hoje, contra a seleção planetária do Milan, o espírito era diferente. E ainda assim, Wilson Mathias (que não jogou mal!), Fabrício, na verdadeira posição, como lateral esquerdo, Elton, os meus vizinhos de edifício João Paulo e Lucas Roggia (o primeiro mais pronto do que o segundo) e Andrezinho, bem como D´Alessandro, no fim, sustentaram a firmeza no enfrentamento com a agremiação italiana. Correta a decisão de usar mimimamente os titulares nesta quarta-feira. Obviamente, há que contornar o fator do desgaste físico, visando ao Brasileirão como prioridade. Porém, que bom que o terceiro lugar veio nos pênaltis! Vale lembrar: na Copa Dubai, em 2008, era o Clube gaúcho que estava no começo da temporada, e, com um time muito bom, foi lá e bateu os campeões alemão e italiano.

Com um gol por partida, Leandro Damião deve ter deixado boas impressões no mercado europeu. O interino Osmar Loss volta do velho continente com o mérito de passar tranqüilidade pra gurizada. O Colorado ganha fôlego para pensar bem no novo treinador. E vamos aos prognósticos para a quentíssima rodada do Brasileirão:

Grêmio 4 X 1 América-MG. Uma fácil vitória tricolor em Porto Alegre.

Atlético-MG 2 X 3 Fluminense. Os comandados de Abelão vão aproveitar o nervosismo e os desfalques do Galo.

Santos 2 X 0 Flamengo. O Peixe vai voltar com tudo para o Campeonato.

Botafogo 2 X 2 Avaí. Os catarinenses vão surpreender o Fogão, valorizando a vitória do Internacional na jornada anterior.

Atlético-GO 2 X 1 Cruzeiro. Depois de complicar contra o São Paulo, o Dragão conseguirá a primeira vitória em casa, contra a Raposa. Sim, será uma noite terrível para os mineiros. Admito, no entanto, que este prognóstico é ousado.

Coritiba 1 X 1 São Paulo. O tricolor do Morumbi vai segurar a duras penas um resultado de igualdade no Paraná! Para preocupação de Marcos Coelho (que não é meu parente), o qual volta a ser um dos parceiros deste blog.

Vasco da Gama 1 X 0 Bahia. Os cariocas sofrerão para bater a equipe de Salvador.

Ceará 3 X 3 Atlético-PR. O Furacão continuará na árdua caminhada para sair da zona de rebaixamento.

O Brasileirão e a Copa Audi

25 de jul. de 2011

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

O Internacional não foi bem contra o Avaí, no primeiro tempo. Apenas na segunda etapa, com a entrada de Andrezinho e um posicionamento um pouco melhor de Fabrício, mais aberto pela esquerda (e cuja contratação até agora não se justifica....), o Colorado fez valer a superioridade técnica contra o provavelmente rebaixado time catarinense. O esquema 4-5-1, alinhavado pelo treinador interino Osmar Loss, com o meio-campista recuperado de lesão, D´Alessandro e Leandro Damião, adiantados, pode ser interessante na Copa Audi.

Porque ainda que o adversário, nesta terça-feira, seja um mistão do Barcelona, trata-se do Campeão da Europa. O Inter deve pensar em também ter um pouco de posse de bola. E os desfalques de Pablo Guiñazu e Zé Roberto não devem ser subestimados. Com um bom sistema defensivo, e a melhor condição física, por já estar em meio de temporada, quem sabe o Colorado não leva a disputa para os pênaltis?

Com as partidas acontecendo em um intervalo de 24 horas, é difícil saber como pesará o preparo atlético para o conjunto orientado por Loss. Aliás, uma pergunta: se mostrar serviço no Torneio da Alemanha, existe alguma chance dele ser efetivado no cargo até há pouco exercido por Paulo Roberto Falcão?

Diante dos nomes cogitados, começo a achar uma boa. Ah! Até que não fui mal em meus prognósticos. Justíssimo o título uruguaio na Copa América! Nada de premiação máxima para uma seleção "rainha dos empates".

2011: Ano importante para o Colorado

7 de jan. de 2011

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

Espero que 2011 tenha começado sensacional para quem navega por este blog. Todas as expectativas se voltam para o anúncio de que Ronaldinho vestirá outra vez a camisa tricolor. Penso que o Grêmio entrará em um lance de altíssimo risco, não obstante a série de ganhos que terá em termos de marketing. Lembremos: não se trata mais do craque do Barcelona, mas de um reserva do Milan. Espera-se que aqui recupere parte do futebol que já mostrou, embora ninguém questione que continua um bom jogador. Aguardemos.

Isto, entretanto, é assunto do rival. Para o Internacional, a temporada pode trazer o Tri da América, e os "Bis" da Recopa e do Torneio Mundial de Clubes da Fifa. Uma contratação fora do campo sinaliza, porém, que um processo fundamental, para além da disputa de títulos, vai ser deflagrado: a gestão profissionalizada. O ex-secretário da Fazenda do Rio Grande do Sul, Aod Cunha, assumiu o cargo de Chefe Executivo na Instituição. Espera-se, ao longo do período de presidente de Giovani Luigi, que haja melhor planejamento e controle das finanças. A pergunta que não quer calar: como a presença do CEO (na linguagem da técnica administrativa) afetará os gastos do Futebol?

Não tenho qualquer afinidade ideológica e política com Aod, mas a competência dele como economista e administrador de finanças é indiscutível. Trata-se de um profissional colorado, inclusive, que sempre se interessou pelas coisas do Inter, segundo informações de pelo menos um conselheiro do Clube que conviveu profissionalmente com ele. Então, ele certamente se preocupará com o departamento que conduz a atividade-fim da Instituição. Que tal postura se traduza em passos iniciais para maior transparência e racionalidade já será alguma coisa.

E que os tais "reforços pontuais" - por certo, um primeiro volante, antigo centromédio de ofício, e um centroavante - cheguem bem antes da Taça Libertadores, a qual começa em fevereiro. Cabe ambicionar 18 pontos na fase de grupos. Sim, eu escrevi 6 vitórias. Com as chaves relativamente fáceis do Santos e provavelmente do Grêmio, assegurar o direito de decidir todas as etapas mata-mata no Gigante da Beira-Rio (em reformas) deve constituir um objetivo estratégico.

O que fazer para encarar o maior clássico da década pela Taça Libertadores?

25 de mai. de 2010

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

O primeiro passo para o Internacional superar o S. Paulo nas semifinais da Taça Libertadores é compreender o que a derrota do domingo teve de circunstancial e o que aconteceu com justiça no Gigante da Beira-Rio. Para começar: inadmissível um atleta experiente como Abodanzzieri levar um gol....de rebote de falta! Nesta década, salvo engano, foi algo inédito em campeonatos brasileiros. Até então, o tricolor do Morumbi não havia conseguido concluir.

E por quê? Por incrível que pareça, o Colorado não jogava mal. Pelo contrário, marcava de modo adiantado o time de Hernanes e Fernandão, havia criado duas chances de gol e tinha uma interessante alternância tática. Escalado aparentemente no esquema 3-4-1-2, variava para o 4-4-2, com o zagueiro Fabiano Eller avançando pela lateral esquerda, e Kléber mais centralizado no meio-de-campo. O tento do grande volante são-paulino, que deveria estar na Seleção Brasileira, desestabilizou o Inter ao final do primeiro tempo. Na segunda etapa, novas falhas individuais, e a manutenção da segurança defensiva do adversário. É algo histórico: volta e meia, o São Paulo consegue excelentes resultados no Gigante, a partir de uma circunstância inusitada. O fator nos confrontos contra o Palmeiras, por outro lado, favorece o Internacional.

Ainda assim, quando entraram os titulares (a estas alturas, a partida lembrava a final da Liga dos Campeões Europeus, o Inter de Milão estando para o São Paulo, o Bayern de Munique para o Colorado......diga-se de passagem: que oponente difícil será o conjunto italiano para qualquer rival sul-americano no próximo Torneio Mundial! Tem tantos ares de Seleção Planetária quanto o Barcelona de 2006.....), Rogério Ceni precisou trabalhar. Evidentemente, faltou poder de fogo ao Alvirubro do Rio Grande. Até onde vai a responsabilidade do técnico Jorge Fossati?

Eis aí uma questão crucial para o Clube. O treinador uruguaio - que segundo informações, conserva controle sobre o grupo de jogadores, o que deve ser levado em conta - dá sinais de tristeza, para usar um termo brando, por causa das pressões da crônica esportiva e da torcida. E o problema é que esperar até a Copa - quando a instabilidade tende a continuar no Brasileirão - só agravará a agonia dos dois lados. O profissional e a Instituição precisam realmente repensar o que foi feito, inclusive para concluírem que vale a pena Fossati prosseguir. Seria conveniente que ele finalmente definisse uma esquematização, treinasse exaustivamente tal forma de jogar e assim conferisse um padrão melhor, uma mecânica superior, ao que o Inter vem apresentando.

Porque o Time, como o São Paulo em 2006, está com obrigação de reverter uma tendência. Uma recapitulação, e chegamos à conclusão de que não há mais dúvidas quanto ao maior clássico da década no futebol brasileiro (ela começa sempre em anos terminados em 1, diferentemente do que boa parte da mídia pensa......):

- Agosto de 2003: Pelo primeiro turno do Brasileirão, Nilmar brilha, o Internacional vence o tricolor no Morumbi por 2X0 - quando Kaká ainda estava por lá - e quebra um tabu de 28 anos sem vencer o São Paulo em jogos oficiais, na casa dele.

- 2005: O Internacional elimina o S. Paulo pela Copa Sul-Americana, com 2X1 no Beira-Rio e 1X1 no jogo de volta. No Returno do Brasileirão, pela primeira vez goleia um adversário já preocupado com rebaixamento, por 3X0. Paulo César Tinga e Fernandão (que tapa de luva na diretoria, domingo! Porém, praticamente só marcou o gol, o dever maior de um atacante.....) tiveram espetaculares atuações. Apenas para reforçar: priorizando a vitoriosa campanha na Copa Libertadores 2005, o tricolor poupara titulares e ficara perigosamente para trás na tabela do campeonato nacional.

-2006: Antes das finais da Taça Libertadores, que falam historicamente por si, o Internacional bateu o tricolor paulista por 3X1 no Beira-Rio, com dois gols do zagueiro Índio. Em resumo: ampla era a superioridade recente antes da memorável decisão do torneio continental daquela temporada, ao contrário de agora.

Em 2008, o São Paulo enfiou 3X0 numa partida em que o Inter poupou alguns titulares no Morumbi, devido à prioridade para a Copa Sul-Americana, e arrancou para o terceiro título nacional consecutivo. No ano passado, só empatou em 2X2 no Beira-Rio, porque a arbitragem não assinalou impedimentos existentes em dois gols de Alecsandro, e - com espetacular atuação do goleiro reserva Bosco - alcançou sofrido triunfo por 1X0 em seus domínios. No fim de semana, sempre pelo campeonato brasileiro, o sucesso no "aperitivo" do confronto no horizonte.

O desafio do Internacional consiste, portanto, em reverter a tendência, evitando que as coisas aconteçam como há quatro anos. A parada da Copa do Mundo vale para todos, e não apenas para o Colorado. Será que a Conmebol vai adiar as semifinais? Sim, porque do contrário, devido a esta esdrúxula determinação da Fifa no sentido de que reforços vindos do exterior só possam atuar em agosto (como se o Brasil seguisse o calendário europeu!), nenhuma contratação importante mudará o panorama para os lados do Beira-Rio. O primeiro jogo, confirmado para julho, inviabiliza a presença de Paulo César Tinga na Taça Libertadores, por exemplo.

Recife e Perspectivas

11 de ago. de 2009

"Aqui o mar é uma montanha
regular, redonda e azul,
mais alta que os arrecifes
e os mangues rasos ao sul.

(.....)

Na cidade propriamente
velhos sobrados esguios
apertam ombros calcários
de cada lado de um rio."

(Pregão Turístico do Recife, João Cabral de Melo Neto, poema escrito na década de 50.....)

Pois é, meus caros leitores. O Blog do Gol de Letras também é cultura! Como não lembrar de Recife? Quando tinha 20 anos, foi lá que se deram no verão 1987-1988 as minhas mais intensas experiências do primeiro amor correspondido. Ela também alcançara as duas décadas de existência. Por circunstâncias que tomariam muito espaço para a explicação, havíamos nos conhecido em minha primeira aventura pelo nordeste, com um bando de amigos, no começo da temporada que ficaria marcada futebolisticamente pelo surgimento do "Clube dos 13", a Copa União etc.

Quando se está com esta idade, não se tem a mais vaga idéia do que há por viver. 22 anos depois, aqui estou eu unido estavelmente pela segunda vez e com uma filhinha que nesta semana completará seus primeiros 12 meses.... Como os amores e paixões da juventude devem ficar como patrimônio da alma, quando Pernambuco de algum modo aparece no caminho, recordo deste período. A moça depois casou com um fazendeiro do Mato Grosso, e não deixou de exercer a enfermagem com a competência de quem se dedica à Saúde Pública, que oferece terríveis dificuldades no Brasil. Porém, o que importa?

E, claro, as lembranças ficam mais fáceis, porque a maior parte da família dela torcia.....pelo Sport Recife. Sim, o grande campeão da Copa do Brasil 2008, que, ontem, no Gigante da Beira-Rio, seguiu seu calvário. O Internacional cumpriu o dever, mas, acima de tudo, deu sinais de novo ânimo neste equilibradíssimo Campeonato Brasileiro. E agora, a torcida dos colorados deve ser por estupenda recuperação do clube da "Veneza Brasileira". Afinal, o São Paulo começou a crescer. E quando o tricolor do Morumbi começa a aumentar o rendimento na principal competição nacional, se torna inevitavelmente um grande favorito ao título.

Penso que as perspectivas são excelentes para quem aprecia e defende a mais justa das fórmulas, esta dos pontos corridos, turno e returno. É provável que três ou até quatro equipes cheguem nas últimas rodadas com chances de alcançar o título. Alguma coisa semelhante com o que ocorreu na Holanda, recentemente. E o Inter, com os reforços que trouxe, em princípio, faz crescer suas chances, ainda que a lateral direita siga sem solução, porque, segundo os argumentos da direção, não existe alguém de boa qualidade disponível no mercado. Edu se formou como atleta no São Paulo, o que depõe a seu favor, e jogou bem no Bétis, clube espanhol que, é verdade, não se sustentou na primeira divisão. Já Fabiano Eller cumpriu a melhor temporada de sua trajetória em 2006. Só por sua atuação contra o Barcelona, na memorável decisão do Torneio Mundial, mereceria lugar entre os melhores zagueiros da História Colorada.

Enfim, entre lembranças, um cotidiano de maior tranqüilidade, visto que desde hoje estou de férias da TVE-RS, e a atenção para os acontecimentos jornalísticos (os leitores de outros estados, que procuram se informar, sabem que o Rio Grande passa por uma crise política.....), entre os quais os do futebol, vamos lendo e escrevendo, a somar estas dimensões.

A decisão de risco e uma reflexão sobre 2006

11 de jun. de 2009

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

O jogo de hoje entre Brasil e Egito, pela Copa das Confederações, consagrou definitivamente o título do Internacional de Campeão do Mundo Fifa de 2006 como o maior da História do Futebol Gaúcho. Que o Colorado derrotara na final daquele torneio uma verdadeira seleção planetária, o Barcelona de Deco e Ronaldinho, já era consenso.

Entretanto, depois do notável embate da Seleção da terra das pirâmides contra Cacá e Cia, ficou escrito para o resto dos tempos que o Inter bateu na semifinal da competição um campeão da África com quatro jogadores de um selecionado que enfrentaria de igual para igual o "escrete canarinho". O Al-Ahly é clube de notável trajetória, pois foi fundado pelos nacionalistas na luta contra o colonialismo e se tornou o maior vencedor do continente da origem do gênero humano. Lembrar 2006 serve para entender a diferença entre disputar uma taça intercontinental, em partida única, e viver as emoções de um certame de envergadura realmente mundial. Nós, colorados, deveríamos recordar o que ocorreu naquele dezembro no Japão sempre deste modo: além de superar a seleção planetária da Europa, nosso Clube, com dificuldades compreensíveis, se impôs perante uma agremiação grandiosa na região de mais impressionante desenvolvimento do futebol ao fim do Século XX.

A equipe de Abu Trica venceu, com merecimento, o América do México, na decisão do terceiro lugar. Foi o momento em que comecei a ter esperanças de estar errado quando escrevi em uma lista da qual participava que se o Internacional levasse somente dois gols do "esquadrão" da Catalunha, estaria de bom tamanho! Os egípcios fizeram 2X1 nos astecas, impiedosamente, goleados pelo Barça.

Porém, o presente nos traz este imprevisível duelo com o Corínthians, do competente treinador chamado Mano Menezes. Trabalhava com juvenis colorados na gestão 2000-01 do Internacional, com a qual colaborei, como vocês sabem. Os dirigentes atuais consideram sua dispensa como um de seus maiores erros. Mano, entre outros méritos, descobriu Nilmar, a mais sentida ausência para o Colorado no jogaço desta quarta-feira. Uma vitória por diferença de dois gols define, praticamente, o título. Um empate com gols, na minha opinião, um resultado altamente provável, deixa o Inter com a mão na taça, mas não existem partidas previamente jogadas, como diz o provérbio, e o Coringão ainda conservará esperanças para o jogo de volta no Gigante da Beira-Rio. Com o gol qualificado, inovação da Copa do Brasil, pensando-se nacionalmente, a possibilidade de uma decisão por pênaltis se reduz muito. Enfim, espero que Adenor Bachi Tite pense corretamente uma estratégia capaz de atenuar os efeitos dos desfalques, especialmente, do grande atacante descoberto pelo técnico rival e do qualificado meio-campista D´Alessandro. Andrezinho é um bom reserva, e conquistou a confiança da torcida. O que dá esperanças de ver uma atuação do Internacional marcada por dinâmica de habilidade e velocidade, que propicie razoável quantidade de chances para o ataque.
 

2009 ·Gol de Letras by TNB