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24 Onzes (3)

30 de mar. de 2010

Dos 24 times com aproveitamento mais significativo em jogos difíceis no período 1945-2000, dois terços, 16, 66,7%, são do eixo Rio-São Paulo. Um terço, 33,3%, 8, são do Rio Grande do Sul, de Minas Gerais (7), com o Bahia do final da década de 50 representando o nordeste. É significativo que metade dos "esquadrões" esteja concentrada nos anos 60 e 70. Seis em cada década, 12 neste período! O Vasco que ficou conhecido como "Expresso da Vitória" e o Palmeiras Campeão da Copa Rio ficam como os dois representantes da época em que o mundo se repensava, após a Segunda Grande Guerra. Nenhuma equipe formada no decênio 1981-90 alcançou os 60% de aproveitamento, pelos critérios atuais. A década de 90 volta ao padrão dos anos 50, com cinco timaços. Vamos à lista!


1. Santos (1960-65): 209/291 pontos, 71,8% de aproveitamento em 97 partidas. Aqui revisamos nossos dados - desconsiderando dois empates, onde o maior conjunto de todos os tempos esteve com quase totalidade de reservas - e chegamos a estes números, elevando o que na pesquisa original havia sido encontrado. O time que deu à História do Futebol Zito, Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe, dispensa maiores apresentações. Caberia acrescentar que sua performance seria ainda mais espetacular com os critérios atuais de pontuação, pois vencia quase sempre, com ampla superioridade, e raramente empatava. Para lembrá-lo:

www.youtube.com/watch?v=5Dw8TWMJilK (Benfica 2 X 5 Santos, Decisão Intercontinental, 1962, em Lisboa, sendo que o Peixe só precisava do empate.....)

www.youtube.com/watch?v=WGZZieRIQ7w (Alemanha 1 X 2 Brasil, com oito jogadores do Santos.....amistoso de 1963, com primeiro e segundo tempo disponíveis no Youtube!)

www.youtube.com/watch?v=4uRfiSUrQXc8feature=PlayList8p (Santos X Vasco, decidindo a Taça Brasil de 1965.....)

O Youtube dispõe ainda do tape completo (infelizmente com baixa qualidade de imagens....) da vitória decisiva do Santos sobre o Boca Jrs, por 3X2, na Taça Libertadores da América!

2. Internacional (Seg.Semestre/1974-1976): 115/165 pontos, 69,6% de aproveitamento, em 55 partidas. Curiosamente, o mesmo número de jogos dos "esquadrões" cruzeirenses!
O que mais impressiona na análise do Inter que ganharia três campeonatos regionais (fechando a série do Octa) e Dois Campeonatos Brasileiros é que no Gauchão de 1974, por exemplo, só estão computadas duas vitórias em grenais.....das 18 consecutivas que o Colorado conseguiu, com 100% de desempenho. Nenhuma competição foi descartada, neste caso. Lembremos que as performances foram verificadas nas disputas em que os "esquadrões" alcançaram ótimas colocações, a não ser quando o número de jogos mínimos além-divisa não era atingido (ver critérios nos textos anteriores). O Time que consagrou Figueroa, Falcão, Paulo César Carpegiani, o grande técnico Rubens Francisco Mineli, além do jogador símbolo Valdomiro (que passou de atleta vaiado a ponta-direita com nível para jogar na Seleção Brasileira), é até hoje o Campeão Brasileiro de melhor performance, pela campanha de 1976. Apenas duas vitórias no interior gaúcho estão na amostra: contra o Caxias, decidindo um turno em 1975 e o Juventude, em 1976, pois foi a primeira partida, após a refundação do clube que aprontaria algumas para cima do Colorado duas décadas mais tarde. Para lembrar o Conjunto que uniu força e arte, contribuindo para mudar conceitos no nosso futebol:

www.youtube.com/watch?v=waFQwcLYjl8 (Fluminense 0 X 2 Internacional, gols da semifinal do Brasileirão 1975.....)

www.youtube.com/watch?v=hYodKLQgMWo (Internacional 1 X 0 Cruzeiro, compacto sensacional da decisão do Brasileirão 1975, que mostra como o jogo não ficou só marcado pelas defesas de Manga dos chutes de Nelinho....os dois times criaram chances de gol, protagonizando um duelo decidido no detalhe....)

www.youtube.com/watch?v=8-YpTsnPGPs (Internacional 2 X 1 Atlético-MG, gols da virada na semifinal do Brasileirão 1976, com o gol de Falcão tido por muitos como o mais belo, sob o prisma do trabalho coletivo, da história do Campeonato Nacional.....)

www.youtube.com/watch?v=TnK2o2D-CUg (Internacional 3 X 1 Grêmio, gols de uma virada que todos no Beira-Rio sabiam que ia acontecer.....dos 15 clássicos jogados contra o rival no período, o Colorado ganhou 2/3, com um triunfo na prorrogação da partida decisiva do Gauchão 1975 e em um amistoso, não incluído na amostra. Esta vitória é do Brasileirão 1976.)

3. Palmeiras (1993-1994): 179/258 pontos, 69,3% de aproveitamento em 86 partidas. O Verdão da Era Parmalat teve realmente um desempenho espetacular, principalmente, no Brasileirão 1993. Foi um Bi-Campeão, neste quesito, claramente superior à Segunda Academia. Consagrou César Sampaio, Edmundo e Evair, além de afirmar o treinador Wanderley Luxemburgo. Fácil encontrar suas imagens no Youtube:

www.youtube.com/watch?v=EXLpnETVlGM (Palmeiras 2 X 0 São Paulo, em 1993, com show de César Sampaio....no Brasileirão!)

www.youtube.com/watch?v=HVzcoaC4JFU0NR=1 (Palmeiras 2 X 0 Vitória, decisão do Brasileirão de 1993....)

www.youtube.com/watch?v=Cld1zrLZCNE&Feature=related (O sensacional triunfo sobre o Corinthians, na decisão do Brasileirão 1994.....)

4. Corinthians (1951-1954): 108/156 pontos, 69,2% de aproveitamento em 52 partidas. A primeira grande surpresa da lista. O conjunto que afirmou o grande goleiro Gilmar, além dos atacantes Cláudio e Baltazar, foi vencedor no Torneio Rio-São Paulo, na Copa internacional de clubes em que venceu duas vezes o Barcelona (vitórias que entraram na amostra....) e no badalado Paulistão de 1954, depois do qual viria um longo jejum. Seu desempenho nos clássicos contra os grandes do estado e a Portuguesa foi realmente espetacular. Para lembrar aquele Coringão, parecem ter sobrado poucas imagens em movimento:

www.youtube.com/watch?v=yX202cpZRQ0 (Corinthians 1 X 1 Palmeiras, com conquista assegurada do Campeonato Estadual do ano marcado pelo suicídio de Getúlio Vargas.....)

5. Cruzeiro (1965-69): 114/165 pontos, com 69,0% de aproveitamento, em 55 partidas.

O timaço que deu ao Brasil Wilson Piazza, Dirceu Lopes, Natal e Tostão, curiosamente teve seu melhor Robertão quase sem o craque consagrado na Copa de 1970 e hoje comentarista, pelo problema no olho, em 1969. Com o Internacional Bi-Campeão Brasileiro é o conjunto mais marcante de fora do eixo Rio-São Paulo. Não sei qual foi o melhor dos dois. Era mais significativo vencer o América-MG nos anos 60 do que o Caxias e o Juventude, certamente, pela tradição do Coelho.
Aquele Colorado, com talento e imposição física, ostenta um aproveitamento contínuo superior, e venceu mais competições nacionais, por outro lado.
Curiosamente, este Cruzeiro teve desvantagem no total de jogos com o Inter da época como o Timaço de Falcão e Cia. ficou contra a Raposa em 1975-76. Para lembrar o momento de consagração daquele Cruzeiro, goleando o Santos de Pelé, já em transição para outro momento:

www.youtube.com/watch?v=mFTGERCe7AQ (Cruzeiro 6 X 2 Santos, Santos 2 X 3 Cruzeiro, com alguns gols mostrados neste vídeo, que recorda as históricas finais da Taça Brasil 1966.....)

6. Botafogo (1961-63): 92/135 pontos, 68,1% em 45 partidas. O timaço de Nílton Santos, Didi (de volta do Real Madrid), Amarildo, Garrincha e Zagalo, teve talvez o grande azar histórico de ser contemporâneo do Santos de Pelé. Porém, inegavelmente, protagonizou grandes jogos contra o Peixe daquela época, e eternizou o clássico, ainda que não tenha vencido uma Taça Brasil, afirmando-se apenas no Torneio Rio-São Paulo. Um triunfo espetacular do "esquadrão", que também afirmou o goleiraço Manga (o qual tb brilharia no Inter, como Gilmar faria História no Corinthians e no Santos):

www.youtube.com/watch?v=3uPCfdMjDxQ (Botafogo 3 X 0 Flamengo, no campeonato carioca de 1962.....também no Youtube se encontram várias jogadas de Mané Garrincha....)

7. São Paulo (1991-93): 196/294 pontos, 66,7% em 98 partidas. O "esquadrão" campeão brasileiro, bi da América e intercontinental, consagrou definitivamente o treinador Telê Santana, aifrmando ainda Raí, Cafu e Müller. Se alguém tinha dúvidas sobre a altíssima qualidade daquela equipe, esta análise acaba definitivamente com elas. Há material abundante no Youtube:

www.youtube.com/watch?v=SKHBDK7W_CB (São Paulo 5 X 1 Universidad Catolica, decisão da Taça Libertadores da América....)

http://www.youtube.com/watch?v=hFJ8CNIs63I(Milan 2 X 3 São Paulo, fechando o período como melhor time do planeta.....)

8. Vasco da Gama (1945-50): 107/162 pontos, 66,04% em 54 partidas. O Expresso da Vitória consagrou Danilo, Friaça e Ademir Menezes, o Queixada. Foi o primeiro time brasileiro a ganhar um torneio continental, o Sul-Americano de 1948, e manteve hegemonia no futebol carioca em sua época. O mais antigo "esquadrão" na lista. Infelizmente, parece que não mais existem imagens em movimento desta equipe.

9. Atlético-MG (1976-78): 103/156 pontos, com 66,02% de aproveitamento em 52 partidas. O time que tinha Toninho Cerezo, Paulo Isidoro e Reinaldo, surpreendeu por alcançar performance claramente superior ao que veio depois, com o ponta-esquerda Éder, e que protagonizou grandes embates com o Flamengo de Zico. O Galo teve desempenho espetacular no Brasileirão 1977, terminando a competição invicto. Infelizmente, a fórmula previa decisão por penalidades máximas na final, (perdida assim contra o São Paulo) e não valorizava o melhor retrospecto.

O video-tape da decisão fatídica para os atleticanos está no Youtube, mas vamos apontar uma lembrança melhor:

www.youtube.com/watch?v=tQulGrYoNiY (Atlético-MG 3 X 1 Grêmio, no Brasileirão 1977, quando era o tricolor gaúcho que contava com Éder e outros ótimos jogadores, na equipe montada por Telê Santana.....)

10. Fluminense (1969-71): 85/132 pontos, com 64,4% de aproveitamento em 44 partidas. Outra grande surpresa na lista. Cabe lembrar que aquele tricolor carioca foi campeão brasileiro (quando serão reconhecidos os Robertões e as Taças de Prata pela CBF?) no ano em que o país apresentou, talvez, o melhor futebol de todos os tempos em uma Copa. O Flu de 1970 consagrou o goleiro Félix, Samarone, Flávio e Lula (atacantes que também brilharam no Internacional Bi-Campeão Brasileiro os dois últimos.....). Para lembrar um pouco desta eficiente equipe, e a prosa de seu ilustre e talentoso torcedor Nelson Rodrigues:

www.youtube.com/watch?v=h626KkrSh4Q (Fluminense 3 X 2 Flamengo, pelo campeonato carioca de 1969, com gol decisivo do gaúcho Flávio Minuano.....)

11. Palmeiras (1972-74): 191/297 pontos, 64,3% em 99 partidas. A "Segunda Academia" do Verdão consagrou Luiz Pereira, Ademir da Guia e Leivinha. É tida como melhor equipe da História do clube paulista, e sua trajetória talvez só não tenha sido mais brilhante porque foi muito exigida, com uma das maiores quantidades de partidas entre os "esquadrões" desta lista. Seu Bi-Campeonato nacional é facilmente recordado via Youtube:


www.youtube.com/watch?v=Twl7bFtmwQ88NR=1 (Os vídeos mostram um pouco da campanha no Brasileirão 1973....)

12. Bahia (1958-60): 76/120 pontos, com 63,3% de aproveitamento em 40 partidas. Certamente, o time que consagrou Alencar (o "Pelé do Nordeste") é o menos conhecido entre os "esquadrões", mas será para sempre lembrado como primeira equipe a arrebatar uma competição nacional no país do futebol. O Ipiranga, como equipe de bom desempenho recente no campeonato baiano, naquele período, protagonizou os clássicos da amostra contra este tricolor da Boa Terra, junto com o Vitória. Lamentavelmente, não se encontram imagens em movimento do Campeão da Taça Brasil de 1959....contra um Santos de Pelé (ausente por lesão no momento decisivo) rumando para as formações que o consagrariam como maior "Onze" da História.

13, Botafogo (1967-69): 87/138 pontos, 63,04% de aproveitamento em 46 partidas. O time que consagrou Gerson, Jairzinho e Paulo César Lima, além do treinador Zagalo, faturou a Taça Brasil de 1968. Fechou uma época inesquecível para os botafoguenses e marcou fortíssima presença na mítica Seleção Brasileira de 1970. Para recordar este "esquadrão":

www.youtube.com/watch?v=PQ7HJGP432U (Botafogo 4 X 0 Vasco, em 1968.....)

14. Flamengo (1980-82): 166/261 pontos, 63,6% de aproveitamento em 87 partidas. O timaço que consagrou Júnior, Andrade, Adílio, Zico e Nunes obteve espetacular aproveitamento no Brasileirão de 1980 (quando Paulo C. Carpegiani ainda era jogador e não técnico), mas sua performance mais baixa do que talvez se esperasse é devida aos clássicos nos campeonatos regionais. Especialmente o Fluminense fazia frente ao melhor rubro-negro de todos os tempos. Não há dúvidas, entretanto, de que o futebol que jogou foi espetacular. Para recordá-lo:

www.youtube.com/watch?v=Z10jYZlzQMQ (Flamengo 6 X 0 Botafogo, no Campeonato Carioca de 1981....)

www.youtube.com/watch?v=dzQToLYpTc (Flamengo 3 X 0 Liverpool, faturando a Taça Intercontinental de 1981, com show de bola....)

15. Corinthians (1998-2000): 195/312 pontos, 62,5% de aproveitamento em 104 partidas. É o "esquadrão" com mais jogos disputados desta lista. O timaço de Gamarra, Vampeta, Rincón e Marcelinho Carioca, foi o primeiro Campeão do Mundo reconhecido pela Fifa, após faturar o Bi-Campeonato nacional. Para recordar sua trajetória:

www.youtube.com/watch?v=ZhaQFxCjtZE (A campanha no Torneio Mundial, um tanto experimental, é verdade, promovido pela Fifa no começo do último ano do Século XX.....)

16. Santos (1967-69): 107/171 pontos, 62,5% de aproveitamento em 57 partidas. A mesma performance do Coringão do final da década de 90, mas com menos jogos. O Segundo Santos de Pelé teve como destaques Carlos Alberto, Clodoaldo e Edu. Ganhou o Robertão de 1968, o primeiro campeonato nacional organizado pela então CBD, além da Recopa Continental. Para recordar o outro grande "esquadrão" do Peixe:
www.youtube.com/watch?v=0yFhMyiy-Hs (Santos 3 X 0 Palmeiras, gols do jogo disputado pelo quadrangular decisivo do campeonato nacional do ano marcado pela revolta dos estudantes na França, a Primavera de Praga na Tchecoeslováquia, os protestos contra a ditadura e o lançamento do terrível ato institucional número 5 no Brasil....)
17. Cruzeiro (1975-77): 103/165 pontos, 62,4% de aproveitamento em 55 partidas. O timaço que consagrou Nelinho, Palhinha e Joaozinho, incorporou o "Furacão da Copa de 70", Jairzinho, para se tornar o Campeão da Taça Libertadores da América de melhor performance até hoje, em 1976. Claro que há mais momentos marcantes naquela trajetória além do famoso 5X4 no jogaço com o Internacional na estréia, no Mineirão:
www.youtube.com/watch?v=Z9iMKS_KA0A (Cruzeiro 4 X 1 Olímpia, um show de futebol na primeira fase do torneio continental....)

www.youtube.com/watch?YBeTQ5YnxTo (O momento decisivo nas finais contra o River Plate, aliás, apontado por muitos argentinos como o melhor time que um clube do país vizinho já formou! O que não é pouco....)

18. Palmeiras (1963-1968): 189/306 pontos, 61,7% de aproveitamento em 102 partidas. A "Primeira Academia" do Palmeiras marcou época em São Paulo e em 1967 faturaria a Taça Brasil e o primeiro Campeonato Nacional. Revelou Dudu, Ademir da Guia e César, contando também com o consagrado lateral Djalma Santos. Alcançou o vice na Taça Libertadores da América em 1968. Para recordar aquela grande equipe:

www.youtube.com/watch?v=oXWHFrUKVz0 (Palmeiras 2 X 1 Grêmio, na última rodada do Robertão 1967, com a ressalva de que o tricolor gaúcho estava desmotivado em função de um eventual triunfo em São Paulo ajudar o tradicional adversário.....)

19. Internacional (1952-1956): 57/93 pontos, com 61,2% de aproveitamento em 31 partidas. O Inter montado pelo famoso treinador gaúcho Teté é o conjunto com menos jogos desta lista. Consagrou Oreco, Salvador, Bodinho e em um segundo momento Larry. Três dos embates da amostra são com a camisa da Seleção Brasileira campeã no Pan-Americano do México em 1956, quando sete dos 10 jogadores de linha pertenciam ao Colorado, além do técnico. Foram duas vitórias contra a Costa Rica (na época capaz de bater seleções de nível médio da América do Sul) e o México, além de um empate que garantiu o título contra a Argentina. Também ficou na lista por ceder toda a equipe que disputou o Brasileiro de Seleções em 1952. Quando foi eliminada pelos paulistas, perdendo por 5X1, um fator foi decisivo: Baltazar lesionou o zagueiro Florindo, na altura em que o escore era 2X1, não importa se propositalmente ou não. A crônica do jogo menciona que o placar não seria elástico se o defensor continuasse em campo. Antes, o Inter havia passado pelas seleções do Pará e da Bahia. No primeiro jogo das semifinais, os paulistas impuseram, com dificuldades, 3X2 no antigo estádio dos Eucaliptos. O famoso Gre-Nal de inauguração do Olímpico (com um torneio contra equipes do Uruguai) vencido por 6X2 pelo Colorado, em 1954, também entrou na amostra. Como referi em outra ocasião, no Blog, há imagens da Seleção Gaúcha em 1956 no Pan-Americano, mas elas não estão disponíveis no Youtube.

20) Fluminense (1975-76): 115/189 pontos, 60,8% em 63 partidas. O timaço de Gil e Rivelino teve seus confrontos difíceis nos dois brasileirões ganhos pelo Internacional levados em conta, pela semelhança de desempenho. Só faturou campeonatos cariocas, mas jogou um grande futebol. Para recordar aquele tricolor:

www.youtube.com/watch?v=tpQ2KDk13Cc (Fluminense em clássicos na temporada de 1975....)

21) Palmeiras (1950-52): 73/120 pontos, 60,8% em 40 partidas. O time que tinha Jair da Rosa Pinto faturou o Torneio Rio-São Paulo e a controversa, sob o prisma do significado histórico, Copa Rio. Confira a narração radiofônica dos gols da final (2X2) contra a Juventus, que fornece argumentos tanto a favor quanto contra a tese de que a competição merecia ser considerada o primeiro mundial de clubes: www.youtube.com/watch?v=zXvCXlFPBns

22) Vasco da Gama (1997-98): 120/198 pontos,60,6% em 66 partidas. A equipe de Mauro Galvão e Juninho Pernambucano, com diferentes jogadores "rodados" em suas formações, (Edmundo, Donizete e Luizão) faturou o Brasileirão e a Taça Libertadores da América em seqüência. Para recordar o ótimo time carioca, que teve o azar de encarar o Real Madrid na disputa da Taça Intercontinental:

www.youtube.com/watch?v=9dJM0ocmlJ9 (Especial "O Dia" - Vasco Campeão da América)

23) Grêmio (1995-96): 114/189 pontos, 60,3% de aproveitamento em 63 partidas. A equipe de Adílson, Roger, Paulo Nunes e Jardel (que foi substituído por Zé Alcino no Brasileirão 1996) jogou um futebol altamente competitivo e de ótimo nível. Superou em desempenho o São Paulo e o Flamengo de meados da década de 80, por exemplo. O detalhe é que pelos critérios para montar nossa amostra não teve nenhum jogo descartado no Campeonato Nacional que venceu. Com sua primeira formação, só perdeu para um grande Ajax nas penalidades máximas. Lembre o tricolor gaúcho montado pelo consagrado técnico Luiz Felipe Scolari:

www.youtube.com/watch?v=l2sgYC2TPIc (Grêmio 3 X 1 Nacional-COL, final da Copa Libertadores da América 1995)

http://www.youtube.com/watch?v=Gh68oPFyGbw (Ajax 0 X 0 Grêmio, compacto da decisão da Taça Intercontinental....)

www.youtube.com/watch?v=TAUJRJT2YM8 (Grêmio 5 X 0 Atlético-MG, pelo Brasileirão 1996....)

24) Grêmio (1957-60): 65/108 pontos, 60,1% de aproveitamento em 36 partidas. O Grêmio montado por Osvaldo Rolla ganhou títulos numa época em que o campeonato gaúcho, em sua fase metropolitana, tinha equipes de bom nível competitivo:o Renner - o qual em 1957, quando o "esquadrão" tricolor ganhou a forma que o consagraria, ainda conservava jogadores campeões estaduais em 1954 - e o Aimoré, que revelaria Mengálvio, consagrado no Santos de Pelé. Até os anos 90, quando apareceu o conjunto organizado por Felipão, esta equipe fornecia oito jogadores para as seleções gremistas de todos os tempos escolhidas por torcedores mais antigos e jornalistas! Airton e Gessy eram seus craques. Este último barbarizou na primeira vez em que o Boca Jrs. foi derrotado na Bombonera (pela importância histórica, um dos dois amistosos incluídos na amostra, juntamente com o empate com a seleção uruguaia também no começo de 1959....), quando o time gaúcho impôs um 4X1, e o ponta-de-lança marcou todos os gols. Veja os de um Gre-Nal vencido por virada em 1958, com grande atuação do centroavante Juarez, no antigo estádio do Colorado:

www.youtube.com/watch?v=aUwh/MnLGWo (Internacional 1 X 2 Grêmio, clássico que fechou o primeiro turno da fase metropolitana do Gauchão, em agosto do ano em que o Brasil faturou pela primeira vez uma Copa do Mundo......)

Cabe ainda a ressalva de que à Taça Brasil de 1959 (quando obteve ótimo desempenho, vencendo os Atléticos do Paraná e de Minas Gerais, perdendo para o Santos na Vila Belmiro e empatando aqui com arbitragem muito contestada....) foi acrescentado o torneio de 1960, para que tivesse considerado o número mínimo de jogos "além-divisa".
O Palmeiras sai como clube com maior número de "esquadrões" entre os mais marcantes nos quesitos que apresentamos. Um em cada seis "onzes" marcantes foi formado pelo Verdão paulista. Acreditamos que propiciamos aos pesquisadores do nosso futebol uma visão ampla, tanto sobre equipes que se destacaram regionalmente, como sobre aquelas que ganharam o país e o mundo. Não por acaso, conquistas em copas coincidem com períodos em que o Brasil teve um número significativo de "Onzes" muito fortes, na segunda metade do Século XX.

Os melhores, na minha opinião? O Primeiro Santos de Pelé, o Botafogo do começo dos anos 60, o Flamengo do início dos anos 80, o Internacional Bi-Campeão Brasileiro, o Cruzeiro da década de 60, o Palmeiras da Era Parmalat, o São Paulo do começo da década de 90, o Vasco dos anos 40, a Segunda Academia do Palmeiras e o Cruzeiro pela primeira vez Campeão da América. Esta a "dezena seleta" que eu escolheria. E os leitores? Penso que os dados tornam a eleição apenas menos difícil! Experimentem!

Fontes: Site da RSSF Brasil
Edições antigas dos Jornais Correio do Povo e Diário de Notícias, pesquisados no Museu Hipólito José da Costa, em Porto Alegre
"A história dos grenais". Obra dos jornalistas Nico Noronha, David Coimbra e Mário M. de Souza. Editora artes & ofícios.




24 Onzes (2)

2 de mar. de 2010



No primeiro texto da reportagem, explicamos quase todos os critérios utilizados para definir os jogos de alta e média exigência competitiva disputados pelos principais "esquadrões" do futebol brasileiro no Século XX, a partir do segundo pós-guerra. Agora, os leitores vão saber um pouco mais sobre times que estão na lista e conhecer pelo menos um dado surpreendente.

O Vasco da Gama, conhecido como "Expresso da Vitória", cujo auge ocorreu entre 1945 e 1950, dá o marco inicial entre as duas dúzias seletas de times, que - no nosso entendimento - deveriam merecer dos pesquisadores sobre o nosso futebol as maiores atenções, ao se debruçarem sobre o período de plena profissionalização e crescimento vertiginoso do esporte a partir do segundo pós-guerra, alcançando o ano 2000.

Ao vencer o torneio Sul-Americano de 1948, como disputou seis jogos em competição internacional reconhecida como oficial - ainda que muitas décadas depois -, preencheu um dos requisitos que utilizamos para elaborar a "lista". Também optamos por avaliar equipes que com camisas de seleções estaduais, numa época em que não havia competições nacionais de clubes, protagonizaram duelos importantes contra adversários de outras regiões. Como se sabe, o Torneio Rio-São Paulo começou a ser disputado continuamente a partir de 1949-50 e constituiu o primeiro título além-divisa digno de nota no âmbito nacional. Tê-lo vencido, ou alcançado uma das quatro primeiras colocações em competições para todo o país, consistiu na outra condição para a escolha. Assim, todos os "esquadrões" jogaram ao menos 30 partidas, sendo seis de competição internacional e/ou 10 somando-se embates em certames "além-divisa" e um amistoso de torneio internacional. Quando uma Taça Brasil em que o time foi bem não assegurou número suficiente de jogos, outra edição entrou na amostra.

Duas situações mereceram avaliação mais detida na pesquisa. A primeira delas diz respeito a equipes que cederam maioria de jogadores para representar o Brasil em competições internacionais. Foram somados confrontos nestes torneios quando sete dos 10 jogadores de linha estavam em campo. A presença do mesmo treinador destes times no comando do selecionado também reforçou nossa opção por valorizar aqueles jogos. De resto, esta adição de cinco atletas principais de um time que marcou época com dois (sempre da linha), desde que o técnico colocou em campo esta "espinha dorsal", com o esquema tático escolhido de modo adequado para o melhor rendimento, balizou o ponto onde começa a verificação da trajetória. Exemplo: a Dorval, Zito, Coutinho, Pelé, Pepe e Cia, se acrescentou Mengálvio no Paulistão de 1960. Ali se inicia a amostra de partidas do melhor onze de todos os tempos.

Para os conjuntos que se formaram antes do Robertão de 1968, o primeiro campeonato nacional com organização da antiga Confederação Brasileira de Desportos (CBD), decidiu-se incluir na amostra alguns amistosos - preferencialmente evitando que eles chegassem a 10% dos confrontos -, por sua relevância histórica. Confiamos que eles não distorceriam a análise, ao menos, de forma mais drástica. Um problema crucial se impôs então: como julgar a Copa Rio de 1951, vencida por um dos melhores "esquadrões" já montados pelo Palmeiras? E reparem os leitores que não estou entrando no mérito se o Verdão precisaria ser aceito no grupo dos campeões mundiais, e nem pondo em pauta o dossiê preparado pelo clube paulista que apontaria envolvimento da Fifa no planejamento daquele torneio que reuniu agremiações da América e da Europa.

Pois vendo a competição como referência importante - independentemente do caráter que se queira atribuir a ela - quanto ao enfrentamento de brasileiros e clubes fortes do velho continente no começo dos anos 50, optamos por considerá-la no estudo. De resto, é imprescindível lembrar: não estamos falando necessariamente nos times mais qualificados do Século XX. Aqui, cabe uma outra explicação.

Naturalmente, o Grêmio de 1983 tem todo o direito de ser apontado como o melhor conjunto do tricolor gaúcho, pelos títulos que arrebatou. Entretanto, não obstante seu aproveitamento espetacular na Copa Libertadores da América (75% pelos critérios atuais de pontuação), durou tão somente aquela temporada. O raciocínio também atinge o Internacional de 1979, que faturou o (bastante esculhambado, com mais de 90 clubes!) Brasileirão sem perder. Aquele Colorado, primeiro time gaúcho a disputar finais do nosso mais importante torneio continental, manteve sua base por aproximadamente um ano e meio. Nossa opção foi privilegiar times que duraram quatro semestres, ou, dois anos, num olhar seletivo. Não defendemos que esta abordagem da História seja necessariamente a mais correta, ou verdadeira. Simplesmente, pensamos que esta duração mínima forneceria elementos mais ricos para um pesquisador mais distanciado do nosso futebol, por ventura.

Faço revelações aos leitores mais curiosos: dificílimo ao longo dos tempos ultrapassar a barreira de 60% nos jogos com grau considerável de competitividade para os grandes conjuntos que se formaram no país! Nenhuma agremiação, afora os fundadores do Clube dos 13, conseguiu entrar na lista. O Náutico Hexa Pernambucano, presença constante na antiga Taça Brasil, por exemplo, chegou perto, mas, na hora em que como instituição poderia crescer muito, pagou o preço por descuidos quase inacreditáveis, como o desconhecimento de uma norma da Taça Libertadores da América de 1968, que lhe acarretou decisiva perda de pontos. O Guarani, campeão brasileiro em 1978, também não passou neste crivo. E outros "esquadrões" que surpreenderem por não aparecerem no próximo texto também não....

Recordo que o levantamento adquire validade igualmente para recordar clubes médios (não quase grandes como o Bahia e a Portuguesa, ou pequenos....Ver Primeiro Texto da Reportagem) que mostraram razoável capacidade no enfrentamento com os timaços. Quando a conquista importante de uma agremiação assim esteve no semestre posterior ou anterior à sua participação nos inchados campeonatos nacionais dos anos 70, eles apareceram na amostra. Caso da Ponte Preta, vice-campeã paulista em 1977, que no Brasileirão 1976 já contava com Oscar, Polozzi e Dicá.

Finalmente, duas ponderações. Há controvérsias - sob um prisma do que é justo, não do que diz a regra - sobre considerar um jogo decidido na prorrogação como valendo um ponto ou três para o time vencedor. Em nosso estudo, o Brasileirão 1988 trouxe uma boa solução. Quando a equipe em questão bateu o oponente em tempo extra, ou com a partida empatada, este abandonou o campo pela quantidade de expulsões, atribuiu-se a ela dois pontos e não três, sem deixar de considerar que houve em essência uma vitória. Inúmeros pesquisadores, por certo, julgarão que somente clássicos contra adversários grandes ou quase grandes deveriam ser levados em conta nesse tipo de estudo; vários, em outro extremo, acreditam que o que importa é a totalidade pura e simples de confrontos do conjunto avaliado. Confio que a investigação, cujo resultado os leitores conhecerão na próxima e derradeira parte da reportagem especial, configurou um bom meio-termo, o qual permitirá uma visão abrangente de equipes brasileiras marcantes do Século XX.


24 Onzes (1)

8 de fev. de 2010

Esta reportagem especial não seria possível sem as preciosas colaborações de Alexandre Petry, combativo companheiro do Movimento InterAção, ligado ao Colorado do sul do Brasil, Alexandre Berwanger, torcedor racional que não perde o amor pelo Fluminense, Guilherme Nascimento, fã e profundo conhecedor do Santos, e o xará Marcelo Arruda, autor de um trabalho excelente e original de aplicação da estatística ao futebol, materializado no site Chance de gol, bem como adepto do São Paulo.




O Santos de Pelé é o time brasileiro do período do segundo pós-guerra ao final do Século XX (1945-2000) de melhor aproveitamento em JOGOS DE ALTA E MÉDIA EXIGÊNCIA COMPETITIVA NOS TORNEIOS EM QUE TEVE MELHOR DESEMPENHO E NOS CAMPEONATOS REGIONAIS DE SUA ÉPOCA. O "esquadrão", desde que, no Paulistão de 1960, somou Mengálvio a Zito, Dorval, Coutinho, o "Rei" e Pepe, alcançou, pelos critérios de hoje, 209 sobre 291 pontos! Um aproveitamento de 71,8% em 97 partidas, incluindo um confronto contra a então Alemanha Ocidental em que praticamente inteiro vestiu a camisa canarinho....único amistoso incluído na amostra escolhida de partidas! Repito: o espantoso desempenho corresponde ao modelo atual, com a vitória valendo três pontos, e o empate um!

Os leitores mais atentos observarão que a excelência do Peixe do começo dos anos 60 (a última temporada analisada foi a de 1965) não constitui propriamente a novidade no parágrafo acima. E obviamente estarão perguntando: "Bem, mas que o Santos do mais famoso camisa 10 de todos os tempos é tido como o conjunto insuperável da América do Sul no Século XX - inclusive pela Fifa, que estranhamente o preteriu em relação ao Real Madrid de Di Stefano.....- nós sabemos. O que este jornalista gaúcho quer dizer com ´jogos de alta e média exigência competitiva`? De onde apareceu esta idéia?"

Eis a grande questão, meus caros. Na verdade, a investigação surgiu a partir da descoberta do excelente site da rsssf Brasil (coloquem no Google e acrescentem a expressão Resultados Históricos.....), que contém simplesmente todos os resultados de competições que vocês possam imaginar da História do nosso futebol. Quem começou a acompanhar o esporte nos anos 70 sabe que em razão da ditadura militar - a qual adotou o lema "Onde a Arena, (partido que a sustentava), vai mal, um clube no Nacional" - o Brasileirão foi monstruosamente inchado com equipes pequenas naquela década. Então, uma outra curiosidade apareceu: se retirássemos duelos contra agremiações tecnicamente inexpressivas, quem ainda assim sairia como time marcante para todo o sempre daqueles tempos? E quem entre os conjuntos médios mereceria ser considerado numa temporada no que se refere aos embates contra os fundadores do Clube dos 13 e o Guarani (campeão do país com toda a justiça em 1978) para conclusões razoáveis sobre a performance dos vencedores?

Assim, várias definições de critérios históricos foram se colocando. Este pequeno estudo que aqui divulgarei em partes até março, é bom esclarecer, não tem a pretensão de definir os melhores "onzes" brasileiros do Século XX. Prefiro falar nos "mais marcantes (e não marcadores!)". Aliás, não abordei nenhum conjunto formado anteriormente a 1945. Eis alguns motivos:

1) É somente em 1949-50 que uma competição além-divisa passa a ser disputada com continuidade e classificação que valorizava desempenhos dentro das quatro linhas. Refiro-me ao Torneio Rio-São Paulo, na época da inauguração do Maracanã. O profissionalismo indiscutivelmente já alcançara dimensão nacional.

2) É igualmente nesta fase que um clube brasileiro consegue o primeiro título internacional de grande expressão na América, embora a envergadura da conquista só fosse reconhecida muito tempo depois. Em 1948, o Vasco da Gama arrebata o Sul-Americano.

3) O futebol brasileiro se consolida como um dos melhores do mundo, primeiro, com o vice na Copa de 1950, e depois, passado o fenômeno da Hungria de Puskas, como o mais prestigiado entre os que alcançaram o topo nas competições principais entre seleções.

Procurei avançar também na compreensão dos níveis dos clubes no país. Trabalhei, então, com 5 padrões, e aqui obviamente não vai nenhum desrespeito às paixões das torcidas, visto que levei em conta fundamentalmente conquistas e quantidades de fãs:

a) Clubes grandes. Aqueles que fundaram o Clube dos 13, e que atuam nos quatro estados que mais acumulam títulos no Brasil.

b) Clubes quase grandes. Aqueles que alcançaram conquistas importantíssimas ao longo da História, mas que - por razões que fogem ao âmbito desta matéria - não chegaram a se sustentar propriamente entre os maiores do futebol brasileiro, ou, estão muito próximos disso, mas ainda não contam com o mesmo status de Flamengo, Corinthians, São Paulo, Internacional, Grêmio, Cruzeiro, Etc. Exemplos, por estas diferentes causas, seriam a Portuguesa até a década de 90 e o Atlético-PR.

c) Clubes médios. Aqueles que conseguem marcar alguma presença nacionalmente, mas que não chegaram a arrebatar títulos mais expressivos até pouco tempo atrás. Citaria os três pernambucanos. Mesmo o Santa Cruz, hoje na quarta divisão, chegou a ficar entre os quatro primeiros do Brasileirão, em 1975. O Goiás atual seria outro exemplo, mas não reputaria como absurdo considerá-lo quase grande.

d) Clubes pequenos, mas não no contexto estadual, e que, ao aparecerem nacionalmente, surpreenderam nos duelos contra pelo menos um grande. Recorro outra vez ao Goiás, agora remetendo aos anos 70. Naquela época, o clube da região centro-oeste chegou a ficar invicto durante razoável período contra o Santos. Sem perder no estado de São Paulo.

e) Clubes pequenos. Os leitores já entenderam meu raciocínio.

Pois assim avancei para uma amostra de jogos que excluiu completamente os que se encaixariam no item "e". Como não vou satisfazer completamente a curiosidade de vocês neste primeiro texto da série, usarei o tempo inteiro o Santos de Pelé nas hipóteses para explicação. Que partidas entraram nas amostras para chegar aos "24 Onzes"?

a) Todas aquelas jogadas por competições internacionais de importância reconhecida. Exemplo: Copa Libertadores da América.

b) Todos os clássicos estaduais, inclusive, no caso de Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, contra os Américas e a Portuguesa.

c) Os confrontos com os times que foram vices num dos principais estaduais até o segundo ano a contar do vice. Exemplo: se o Botafogo de Ribeirão Preto fosse o vice do paulistão 1960, seus jogos contra o Santos seriam considerados até 1962 (esta temporada incluída).

d) Os confrontos com as equipes que foram campeãs nos principais estaduais até o décimo ano a contar do título. Exemplo: se o Botafogo-RP fosse campeão paulista em 1960, seriam consideradas suas partidas contra o Santos até 1969.

e) Os embates inéditos com times que despontaram em outros estados. Exemplo: na antiga Taça Brasil, o Santos entrava nas semifinais diretamente. E boa parte das vezes, enfrentava equipes do nordeste. Porém, se as chaves o direcionassem para um duelo com o antigo Metropol - que se destacou em Santa Catarina - os primeiros jogos oficiais na História contra aquele clube seriam levados em conta. Não se saberia até onde o adversário do Peixe poderia chegar. Uma superação da máquina de Pelé e Cia. poderia representar muito para o clube do interior catarinense.

f) Os embates contra as principais equipes dos estados que puseram representantes entre os dois primeiros de competições nacionais e entre os quatro com certa regularidade entre 1959 e 1979: Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.

g) Pela mesma linha de raciocínio no item e, um jogo inédito contra uma agremiação refundada seria levado em conta. Exemplo: Comercial e Botafogo-RP poderiam se fundir durante alguns anos para fortalecer o futebol de sua região no interior paulista. Se depois disso, houvesse uma separação, e o Botafogo, que até onde sei possui um pouco mais de força histórica, voltasse a se organizar em outros moldes, seu primeiro confronto oficial em nova fase contra o Santos seria levado em conta.

h) Os confrontos contra equipes que apareceram entre os 10 primeiros dos Brasileirões, mesmo quando inchados, até um ano antes da temporada analisada, ou, na mesma. Se o aproveitamento de um clube médio no período em questão contra um grupo levemente ampliado das principais equipes do país, entretanto, fosse inferior a 40% (sempre lembrando: pela pontuação atual) numa época muito próxima, o jogo poderia não ser levado em conta. Exemplo: se o Santos de Pelé já disputasse um Brasileirão, e enfrentasse o Coritiba quinto colocado três anos antes (como foi em 1972...), mas que na temporada imediatamente anterior tivesse ganho só um terço dos pontos contra adversários fortes, a partida não seria levada em conta, pois por parâmetros técnicos possivelmente o Coxa não devesse estar na competição.

i) As partidas contra adversários que se mostraram capazes de faturar um título de torneio no exterior, em um país de ponta no universo do futebol, na mesma temporada. Exemplo: em 1962, o Botafogo-RP conseguiu êxito desse tipo contra equipes da primeira divisão da Argentina. Seus embates no Paulistão com o Santos foram considerados.

j) Um jogo contra adversário que eventualmente estivesse apresentando equilíbrio ou superioridade no retrospecto contra um clube grande. Veja-se o exemplo do Goiás na definição adotada para os níveis das agremiações no país.

l) Um confronto decisivo relativo a um turno de competição. Exemplo: se nos anos 60, o Paulistão não fosse jogado na fórmula clássica do turno e returno com pontos corridos, e o Botafogo-RP, sem currículo expressivo anterior, lá pelas tantas decidisse uma das fases em partida única contra o Santos, este duelo entraria na amostra.

m) Se, naquela época, o Estadual de São Paulo tivesse uma fase "metropolitana-litorânea", e o Juventus terminasse na frente do Palmeiras, do Corínthians e do São Paulo, suas partidas contra o Santos, durante aquela etapa (e não na temporada seguinte), seriam levadas em conta.

Com estes 12 critérios, chega-se a uma visão da trajetória de equipes marcantes dos Brasileirões "inchados" que permite melhor comparação com os desempenhos dos campeonatos nacionais do presente. Na continuação desta grande reportagem, vocês saberão como foram delimitados os períodos de atuação dos 24 "Onzes" que passaram pelo crivo proposto. Não percam!

Vejam a segunda parte deste estudo
 

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