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Mais uma vitória em busca do tri!

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A semana, a ideia de Roth, o Inter B.

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Maylson garante mais uma vitória

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O Inter estará pronto dia 16?
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O trabalho de Falcão: Internacional muda aos poucos

22 de abr. de 2011

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

O trabalho de Paulo Roberto Falcão como treinador, até agora, mostrou a qualidade da falta de teimosia. Contra o Santa Cruz, pelo Gauchão, os articuladores deram preferência às jogadas pelo lado. Assim nasceu o gol de Leandro Damião, quando Andrezinho agiu como verdadeiro ponta-direita. O Time até poderia ter chegado a um placar mais amplo, pois em alguns momentos, mas não com a constância desejada, a tal da compactação apareceu, com marcação um pouco mais adiantada.

Já contra o Emelec, pela Taça Libertadores da América, a distribuição tática no primeiro tempo não funcionou. Os equatorianos foram felizes no bloqueio, usando a estratégia do "espelho", se agrupando em duas linhas de quatro, e oferecendo pouquíssimos espaços ao Internacional. Na segunda etapa, o Bola-Bola colocou os meio-campistas mais centralizados, a equipe - numa fase do embate em que prevaleceu o apoio, e não a insatisfação da torcida - conseguiu executar com sucesso um lance treinado, e aí tudo ficou mais fácil. O número de finalizações subiu, e como único senão cabe uma alusão à má arbitragem de Oscar Ruíz. Não pela posição duvidosa de Rafael Sóbis, no primeiro tento, pois a tevê deixa a impresão de que o zagueiro do Emelec recua, e acaba assegurando condições ao atacante. E sim porque poderia ter mostrado o cartão vermelho para Leandro Damião, devido a uma seqüência de faltas. O juiz colombiano preferiu compensar a complacência que demonstrara frente à violência dos "elétricos", desde os 45 minutos iniciais.

Neste domingo, o esquema 4-4-2 com feições ofensivas será mantido contra o Juventude, em Caxias, pelo Estadual. O técnico não usará a ausência de D´Alessandro, punido pelo terceiro amarelo, como desculpa para uma tática mais cautelosa. É positiva esta atitude para o Inter, jogue Zé Roberto, ou retorne Oscar, ausente por lesão. As mudanças ocorrem aos poucos, mas sem protelações. Ainda mais quando vão começar as fases mata-mata da competição continental. Vale lembrar que gol fora está entre os critérios de desempate.

Nesta edição do torneio, aliás, a incrível classiicação do Fluminense na Argentina comprova que tudo pode acontecer. Já se fala nos possíveis grenais nas quartas de final! Prefiro pensar só no Peñarol, um adversário que anda mal das pernas, mas que possui enorme tradição! O confronto entre Grêmio e Universidad Católica, inclusive, é o de segunda maior imprevisibilidade das oitavas. Fica atrás somente de LDU X Vélez Sarsfield. Se o Internacional crescer defensivamente e melhorar um pouco o aproveitamento das oportunidades, avançará com firmeza, mas por enquanto não existe certeza de que veremos isso.

A angustiante derrota no México

7 de abr. de 2011

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país. O Internacional teve uma derrota angustiante no México: sem qualquer força coletiva, de indignação, e para uma equipe do padrão daquelas que disputam a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro, se lembrarmos que o Jaguares, com todo o respeito, é o último colocado na principal competição de seu país. E infelizmente, mesmo sabedor da dedicação e da capacidade de trabalho de Celso Juarez Roth, sou obrigado a concordar que o ciclo dele está esgotado no Clube do Povo do Rio Grande. Porque o Inter precisa de um treinador capaz de realizar uma cirurgia profunda no sistema defensivo. Tirar jogadores que já não correspondem, casos do lateral Ney e do zagueiro Índio, no mínimo. E provavelmente, por questões de vestiário, o técnico não tomará providências. O drama colorado, portanto, vai além de quem ocupar a casamata. As informações das últimas horas dão conta de que a queda de Roth tende a ocorrer neste fim de semana. E sem estas medidas, depois de liquidada a possibilidade de alcançar a melhor campanha na fase de grupos da Copa Libertadores da América, o sonho do Tri vai virar pesadelo. O Internacional também enfrenta insuficiências nas formas como ataca, algo comprovado pelas dificuldades contra as equipes gaúchas do interior, no Estadual. Porém, os espaços generosos cedidos aos astecas demonstraram que o conjunto se encontra, neste momento, completamente vulnerável na retaguarda, na comparação com equipes fortes da atual edição do torneio continental. Uma das especulações dá conta de que a aposta na ressureição de Paulo Roberto Falcão como treinador surge com boa probabilidade. Gente bem informada sobre a RBS, onde o ex-craque é comentarista, me disse hoje que ele não toparia encarar outra vez a função, nas atuais circunstancias enfrentadas pelo Time. O empate do Emelec sem gols com o fraquíssimo Jorge Wilsterman, nesta noite, por outro lado, serve como indicativo de que um Colorado com boa preparação e mobilização pode derrotar, sim, os equatorianos daqui a 12 dias. Urgem as atitudes de parte da diretoria. Aguardemos. Por último, gostei muito da partida entre Grêmio e o Júnior Colombiano. Uma das melhores do torneio, até agora.

A semana, a idéia de Celso Roth, o Inter B

28 de fev. de 2011

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

Asseguro que estou gozando férias merecidamente. Então, em uma das raras postagens deste período, abordarei três temas de modo amplo, com a devida licença dos que navegam por este blog. O primeiro assunto será, claro, a amostra dos dois primeiros jogos do Internacional na Copa Libertadores da América. Acredito que Roth tem razões para repensar o esquema tático do time, que teve em Bolatti o mais importante reforço até agora.

Contra o Emelec, presente D´Alessandro, a equipe sustentou posse de bola e criou o dobro de chances na comparação com o adversário (só Leandro Damião, que claramente progride muito como centroavante, perdeu meia-dúzia de oportunidades!), não aparecendo com maior peso o fato de três volantes atuarem, se definirmos Guiñazu como tal. Wilson Mathias se harmonizou com o centromédio da Seleção Argentina, e começa a mostrar melhor nível, sem o compromisso de ser um primeiro homem de meio-de-campo, de um modo, digamos, mais ortodoxo. E o setor onde as coisas se decidem ganhou em média de altura. Conhecendo Celso Juarez Roth, pode-se afirmar que Paulo César Tinga precisará recuperar um futebol muito próximo ao de 2006 para reconquistar a titularidade. Contra o Jaguares, por incrível que pareça, considerando os 4X0, a ausência do argentino diminuiu o rendimento do Colorado. A ligação ficou direta, da defesa para o ataque, sem melhor trabalho de articulação. O conjunto se salvou muito pelos ensaios das bolas paradas. A qualidade técnica geral e o acréscimo do menino Oscar, autor de belo gol, dão esperanças de boa campanha no torneio continental, entretanto. Estes fatores se somam à idéia de Roth quanto a resgatar o desenho do 4-2-3-1, com Zé Roberto reconstituindo o Taison da reta final da Taça Libertadores 2010. A equipe ficará mais próxima da que entrou em campo contra os equatorianos. Não se pode avaliar o que acontece dentro das quatro linhas tão somente pelos resultados. Cavenaghi ou Rafael Sóbis disputarão um lugar com Damião.

Já a extinção do Inter B surpreendeu, mas veio tarde para um clube que sustenta meia-dúzia de times! Não era necessário que ele provasse ser inferior ao Cruzeirinho (o qual ontem perdeu um ilustre torcedor, o escritor Moacyr Scliar, justamente em data na qual protagonizou digno enfrentamento contra o Grêmio.....) para que houvesse uma severa reavaliação. De qualquer modo, para iniciar o Campeonato Gaúcho, não havia outra opção afora a gurizada, recordando-se o momento em que terminou a temporada para o Internacional.

Por último, a semana será marcada por importantíssima reunião do Conselho. Vai ficar "escancarada" a necessidade de uma escolha: com parceria de uma empreiteira, Copa do Mundo viabilizada no Beira-Rio, ou, seguimento das reformas no estádio com os próprios recursos......entregando as partidas do torneio de seleções para a nova arena tricolor. Um conselheiro da Situação de grande prestígio no movimento hegemônico entre o grupo dirigente me disse que a proposta de uma construtora de grande porte para o Clube estaria longe da melhor possível. O bloco do qual participo, o Convergência Colorada, pretende assumir um posicionamento fundado em uma análise técnica essencialmente. Nínguém mandou a diretoria teimar em apostar na transformação do Gigante, deixando de lado a perspectiva de uma nova casa para o Colorado.

O Internacional estará pronto dia 16?

9 de fev. de 2011

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

A derrota para o Veranópolis teve alguns fatores preocupantes. A saber: 1) O estranho esquema escolhido por Celso Juarez Roth, um 4-2-3-1, com Andrezinho no meio-de-campo, em detrimento do jovem Alex, mais parecido com o lesionado Zé Roberto; 2) A iniciativa do treinador, para justificar a opção, de "queimar" o rapaz vindo do Fluminense, ao dizer que ele estava "longe do que se precisa". Então, para que ficou no banco, e não no Time B? 3) As desatenções da defesa, como sinal de decadência, já percebidas no ano passado, e que foram fatais diante do campeão da África no Torneio Mundial de Clubes. Aliás, mais distanciadamente, mantenho a convicção de que a derrota para o Mazembe não foi casual.

O tempo até a estréia na Copa Libertadores da América diminuiu. O Internacional estará pronto no dia 16, contra o Emelec? Levando em conta que jogadores entrarão em campo pela primeira vez com a gloriosa camisa vermelha, como o volante Mário Bolatti, ontem apresentado, certamente não. O conjunto, na busca de entrosamento, precisa incorporar o centromédio da Seleção Argentina, recuperar Zé Roberto e talvez apostar no zagueiro Rodrigo. Não cito Cavenaghi, porque Leandro Damião tem mostrado oportunismo, o que já é uma importantíssima virtude para um centroavante. Só não pode jogar isolado no ataque, como na serra gaúcha.

Celso Roth deve usar suas melhores qualidades para aplacar a indignação de grande parte da torcida. A capacidade de trabalho, organização, ensaio de jogadas e liderança no vestiário (esta última parece consistir em um quesito que o treinador melhorou recentemente, mas atitudes como a citada acima colocam tal característica sob dúvida....), quem sabe, compensem a exasperação e um demasiado "respeito à hierarquia de quem está há um bom tempo no grupo".

O Colorado faz uma opção duvidosa ao pôr em campo a equipe titular contra o Pelotas, no próximo final de semana. O Veranópolis - que teve méritos, não considero que venceu por causa disso essencialmente - bateu muito, sob alguma complacência da arbitragem. E se o "Lobão" agir da mesma forma? O tempo de recuperação será exíguo em virtude da viagem para o Equador. Um jogo-treino não traria menos riscos? Bem, admito que minha opinião é suspeita, porque não valorizo o campeonato estadual.

Ia esquecendo: minhas atividades profissionais pararão, e estou prestes a rumar para as tradicionais férias de fevereiro. As postagens ficarão mais escassas, mas não desaparecerão. Asseguro que mereço o descanso!

As conseqüências do empate

16 de abr. de 2010

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

Os destinos na Taça Libertadores vão se definindo. Como era de se esperar, o Cruzeiro empatou com o Colo-Colo na noite desta quinta, e ficou em segundo no grupo, liderado pelo Vélez Sarsfield, que goleou impiedosamente o adversário venezuelano. O Mengão assustou, pela maneira como perdeu para o Universidad Catolica, mas vai certamente bater o fraco oponente da última rodada e carimbar o passaporte para as oitavas de final. E o Corinthians.....bem, o conjunto orientado por Mano Menezes, com firmeza defensiva e um contra-ataque eficiente, deverá conquistar a melhor campanha nesta primeira fase, assegurando o direito de decidir sempre no Pacaembu os próximos confrontos.

O Internacional? A decepção é cada vez maior entre os colorados. Penso que uma atenuante possível para o empate ruim no Equador consiste no fato de que no equilíbrio do futebol atual poucos times em uma competição continental perdem cinco embates consecutivamente. O Emelec foi atrás de seu ponto de honra, marcando como pôde o Colorado e criando chances, especialmente no primeiro tempo. Somente na segunda etapa, o Clube do Povo do Rio Grande deixou de lado a apatia, atacou melhor pelos lados do campo e lamentou as oportunidades desperdiçadas em dois lances bonitos do reserva Andrezinho.

Eis um nome que deveria ser cogitado para a titularidade, aliás. Quem sabe, o meio-campista criado no Flamengo melhora o futebol de D´Alessandro ou Guiliano? Os leitores sabem que relativizo a responsabilidade da comissão técnica. E mantenho meu posicionamento, ainda que boa parte da torcida levante a voz contra as substituições em Guyaquil.

Não discutirei aqui as opções de Jorge Fossati, porque - já fiz esta ponderação algumas vezes - considero que não teria muito como modificar o panorama do jogo com o banco, mas ao mesmo tempo seria acusado de passividade total se não tentasse alguma coisa. Caímos naquele conceito, que já expressei neste espaço: fica cada vez mais claro que falta a esta equipe do Inter o perfil para cobiçar uma Taça Libertadores da América. Ao elenco. Torço para estar redondamente enganado, mas a realidade teima em apontar a falta de competitividade do plantel. As alternativas disponíveis revelam insuficiências.

As conseqüências do empate são no mínimo preocupantes. Se o Internacional empatar contra um provavelmente retrancado Deportivo Quito, tende a ficar fora já neste momento da competição mais importante do semestre. Então, se configuraria um desastre para o Clube! Caso vença esta partida, o que também está longe de uma tarefa impossível, não deve ficar entre os quatro melhores, presumindo-se que não elevará muito o saldo. Ninguém, em sã consciência, diante do rendimento atual, cogita uma goleada a favor do Colorado, mirando um posicionamento realmente digno na classificação geral do torneio.

E no meio do caminho, há o duelo contra o surpreendente Pelotas, final do segundo turno do Campeonato Gaúcho. Informações desta quinta-feira indicam que titulares sem a melhor condição física serão poupados. Eis um passo importante para a classificação! Foco total e absoluto na vitória! Que a torcida se mobilize e repita o êxito contra o Cerro! Também no esporte protelar a dissolução das ilusões às vezes é necessário. Que o estadual vá para o segundo plano, em nome do objetivo distante, mas ainda vivo, de reconquistar a América!

O Trunfo Colorado: Roberto (para dar umas boas risadas)...

14 de abr. de 2010

Boa tarde pessoal!

Não poderia deixar este momento passar em branco... Estou dando uma olhada nas últimas notícias do Internacional antes do jogo de logo mais, às 19h30min no Equador, quando me deparo com a seguinte escalação Colorada segundo o jornal "Expreso" de Guayaquil:

Alguém poderia me responder o que é isso???

Ou o Internacional enlouqueceu, ou em Guayaquil não se manja nada de escalação, ou isso é uma pegadinha... Dei muitas risadas observando este riquíssimo 4-4-2 de Fossati!!!

Para começar, Nei resolveu que não é mais lateral e que seu sonho é ser zagueiro. Para dar uma força para o companheiro de time, Bolívar então pegou suas chuteiras e rumou para lateral esquerda. Esta noite promete: Nei na zaga pela direita e Bolívar encarnou o Kléber.

Por falar em Kléber, o próprio, também muito caridoso com o sonho de Nei e não querendo que Bolívar perdesse seu emprego, chegou em Fossati e deu um ultimato: agora só joga de meia de ataque e pela DIREITA! Fossati que não queria apanhar, pois parece que tem medo da cara de mau do ex-lateral, na mesma hora o escalou na posição desejada.

Sendo assim, D'Alessandro, o argentino de doce temperamento, foi para o ataque como o homem de velocidade e tornou-se o companheiro de Alecsandro. Mais uma vez quem se ralou foi o menino Walter que perdeu sua vaguinha no time. Aliás, Walter está trancado há horas no quarto de hotel e não quer receber ninguém. Pelos sons o menino chora muito e chamou Tio Fossati de bobo. Acho que podemos ter "O Sumiço - Parte 02"...

Contudo, o melhor de todos os fatos eu deixei para o final: o Internacional joga esta noite com seu novo lateral direito ROBERTO. Baita contratação! Agora uma dúvida, quem é Roberto? Jogador espírita? Carta na manga? Elemento surpresa? Surpresa do Carvalho?

Com certeza hoje é goleada, pois se depender do Expreso de Guayaquil o Internacional VEM MUITO DOIDOOOOOOOOOOOOO!!!! rsrsrsrsrsrsrsrsrsrs

Até a próxima! Eu morro e não leio tudo ó Senhor!!!!!!

A virada épica: uma vitória na estréia da Taça Libertadores!

8 de fev. de 2010

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país. Volto a escrever, ainda em férias de minhas atividade profissionais.

Pois o Internacional, finalmente, conseguiu ganhar um jogo estreando numa Copa Libertadores da América. O Emelec não deve ser desprezado. Penso que o time do Equador está no padrão médio daqueles que disputam o mais importante torneio continental. Realizou marcação dura, às vezes violenta, valorizou a posse de bola e até encaixou um contra-ataque (pareceu atabalhoada a saída de Pato Abbonanzieri: este fato somado a uma reposição de bola nem sempre eficiente deu má qualidade à primeira partida do goleiro argentino.....) que determinou para o Colorado a necessidade da virada.

Até então, o Inter tinha seríssimos problemas de articulação com o esquema de três zagueiros. Seguidamente, eram eles, especialmente Bolívar, que acionavam o ala Nei, quase um ponta-direita. Muito pela má atuação do jovem Guiliano, que sentiu o peso da competição a ponto de cobrar ridiculamente um escanteio ao final do primeiro tempo. Ficou sobrecarregado? É possível. O lateral vindo do Atlético-PR acertou um chute de precisão rara (mas o goleiro equatoriano poderia ter buscado, se tivesse melhor nível.....), e o treinador Jorge Fossati ousou, fazendo com que a equipe acabasse o embate em um 4-3-3!

Taison numa ponta, Walter ora como segundo centroavante, ora como ponta-direita, e Alecsandro ainda no comando do ataque: com esta formação, que teve ainda Andrezinho no meio-de-campo à frente de Sandro (de ótima atuação) e Guiñazu, o Internacional chegou à importantíssima virada. Apesar das críticas, o camisa 9 titular está marcando um gol por jogo. Nada mau. O passe de Walter para o tento decisivo, aliás, foi de grande solidariedade e inteligência. A virada aconteceu com a homegeneidade do banco em relação aos titulares.

Considero positivo o fator da semana ser somente da estréia na Taça Libertadores. Haveria, talvez, problemas de desvio de foco com um clássico grenal no domingo, e a desclassificação no primeiro turno do regional evitou este cenário. Agora, o Inter dispõe de um bom tempo para repensar algumas questões do esquema tático. Será conveniente preservar os três zagueiros? Com o argentino D´Alessandro retornando, o 3-4-2-1 (ele e Guiliano fazendo a ligação com o ataque) pode funcionar melhor? E a altitude no duelo contra o Deportivo Quito? Bastará realmente ir um dia antes para o Equador? O estrategista uruguaio e a comissão técnica não devem errar nas respostas. O torneio continental está caracterizado pelo equilíbrio, e a atenção a todos os detalhes é imprescindível, com alguns clubes fortes na atualidade - Libertad e Vélez Sarsfield - já apresentando ótima campanha. No momento em que preparo este texto, vivemos todos a expectativa em relação ao desempenho de Flamengo e Corinthians em suas "largadas". Palpite: encontrarão dificuldades, semelhantes às que o Internacional precisou superar.

Esta postagem já estava pronta quando veio a notícia de que os direitos federativos do jovem defensor Danilo Silva foram vendidos para um clube ucraniano. Aumentam as chances do Colorado utilizar o esquema 4-4-2 na Taça Libertadores, visto que só contará com cinco zagueiros inscritos. A não ser que a Conmebol admita juridicamente a hipótese de aumentar de 25 para 30 o número de atletas inscritos.

O Gre-Nal depois da goleada

28 de jan. de 2010

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

A primeira constatação a se fazer diante da goleada é a extrema fragilidade do Juventude. O time da serra gaúcha virou menos do que uma sombra opaca do que foi na década de 90. Posto este fator, quais as questões pós-estréia da parte mais qualificada do elenco do Internacional nesta temporada?

A opção do técnico uruguaio, Jorge Fossati, (de entrevista sensata ao final do jogo) por um esquema tático com três defensores já está clara. Seja o projetado 3-4-3, ou 3-6-1, ou ainda um 3-4-2-1, ou o realizado 3-4-1-2 de ontem, torna-se necessário avaliar se o atual trio de zagueiros assegura maior consistência na marcação ao Inter. Ontem, no Beira-Rio, não obstante a indiscutível superioridade técnica dos jogadores colorados, a equipe de Caxias do Sul conseguiu criar algumas oportunidades. Evidentemente, muito menos do que o conjunto de Porto Alegre. Entretanto, a sensação é de que somente o Gre-Nal servirá para a resposta começar a surgir.

A lesão de D´Alessandro (numa atitude pelo menos imprudente do atleta do Juventude, que não resultou nem em marcação de falta......), por paradoxal que pareça, talvez melhore a dinâmica do time. Guiliano, se constituindo no "número 1" da formação, tende a dar maior velocidade à passagem do meio-de-campo para o ataque. O setor ofensivo, aliás, não deve ter um comportamento tão dispersivo como no primeiro tempo de ontem. Até a penalidade máxima, fruto de uma interpretação (aceitável, mas não indiscutível) do árbitro Coruja (seu sobrenome), não eram convicentes as atuações de Taison e Alecsandro. Após o terceiro gol, tudo ficou mais fácil. Placares favoráveis de 5X0 antes de grenais podem representar grande perigo!

Menos mal que o Grêmio cumpriu a obrigação no interior e diluiu o favoritismo, o qual, verdadeiramente, inexiste. Por este motivo, temo um pouco certa euforia no Internacional. Nem sempre o que inicia mais prestigiado o embate consegue a vitória.

Quem acompanha desde a infância o maior clássico gaúcho, há 36 anos, sabe bem deste fato. Ah! Ia me esquecendo. Pude espiar Newll´s Old Boys 0 X 0 Emelec. Exceto o Cruzeiro, (que arbitragem horrenda, no duelo contra o Real Potosí!) está difícil apontar um favorito na Pré-Libertadores da América 2010.

Os equatorianos apresentam melhor técnica e revelaram consistência defensiva, o que no futebol de lá é um acréscimo recente. Não vi outra virtude nos argentinos afora a força e a dedicação ao jogo. Meu palpite, ainda que qualquer empate com gols favoreça o Newll´s, aponta vaga para o Emelec. O que nada significa, pois também os clubes médios da terra de Diego Maradona surpreendem quando se encontram longe de casa. E observei pouco. Neste caso, não expresso aos leitores mais do que uma impressão.
 

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