Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.
O Internacional tem muito a lamentar no empate contra o Santos. O Time funcionou apenas razoavelmente com os jovens compondo o esquema 4-2-3-1 no primeiro tempo, ao lado de Jajá, completamente improdutivo. Dorival Jr. experimentou o que pôde, mas mesmo com o centroavante de ofício Maurídes, colocado depois do intervalo, foram criadas poucas chances.
A verdade é que na segunda etapa o alvinegro praiano, não obstante ter ficado com 10 - foi justa, sim, a expulsão do lateral Juan, que já tinha recebido o cartão amarelo e praticou a falta determinante para ir pro chuveiro mais cedo -, ameaçou fortemente, aproveitando espaços. A entrada do garoto Otavinho deu nova vida ao Colorado, mas quem se destacou ao longo de todo o embate foi o menino Lucas Lima. Quando foi jogar como volante mostrou desenvoltura: cabeça erguida, capacidade de marcar e bom acerto de passes. Digno de elogio também Bolívar, justiça seja feita, o mais seguro da defesa.
O treinador age certo, portanto, ao manter o guri vindo de Limeira no meio-de-campo para a dificílima partida contra o líder do campeonato nacional. A volta de D´Alessandro diante do Atlético Mineiro deve, logicamente, melhorar a cadência da equipe, proporcionando melhor posse de bola. Se Dagoberto for mais lúcido, como único atacante, o Inter até pode trazer um resultado positivo de Belo Horizonte.
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E a contratação de alto nível encaminhada era mesmo a do zagueiro Juan. Trata-se de um ótimo acréscimo. Além de ser um defensor técnico, possui liderança, inteligência emocional, qualidade que merece valorização no Beira-Rio.
Espera-se que esteja em totais condições físicas, obviamente.
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Finalmente, consegui boa quantidade de acertos nos prognósticos: sete sobre dez, incluindo um placar com exatidão, o do clássico entre Palmeiras e São Paulo. Vamos ver se sustento tal performance na rodada que começa nesta quarta-feira.
Grêmio 3 X 0 Sport. O tricolor dos pampas surpreendeu diante do Cruzeiro, reabilitando-se completamente dos fracassos anteriores. Elano parece ter equilibrado o setor onde as coisas se decidem. Então, vou acreditar em uma goleada contra os pernambucanos.
Náutico 1 X 1 Ponte Preta. A macaca vai atrapalhar a vida do Timbu.
Portuguesa 1 X 2 Cruzeiro. A Raposa precisa da recuperação, diante da Lusa.
Atlético-MG 1 X 1 Internacional. O Colorado ainda não perdeu para o Galo na Era do Brasileirão de Pontos Corridos. Tenho que acreditar na continuidade do tabu. Um empate valeria acordo prévio, pelas circunstâncias!
São Paulo 2 X 1 Vasco. O multicampeão do país historicamente enfrenta sérias dificuldades contra o clube da Cruz de Malta, mas fará valer o fator local.
Flamengo 2 X 0 Corinthians. Foi absurda a marcação do pênalti que deu a vitória ao "mais querido" contra o Bahia, de Paulo Roberto Falcão. Entretanto, os paulistas ainda não passam confiança após a conquista da Copa Libertadores da América.
Santos 1 X 1 Botafogo. Outro escore de igualdade na jornada.
Fluminense 3 X 1 Bahia. Seguirá complicada a situação do tricolor da Boa Terra. O da cidade maravilhosa continuará na disputa pela liderança.
Atlético-GO 2 X 1 Figueirense. Depois daquela virada que sofreu no sábado, não se pode confiar no conjunto catarinense. O Dragão sairá do jejum de triunfos.
Coritiba 1 X 0 Palmeiras. O Coxa Branca vai respirar um pouquinho, diferentemente do Verdão. Afinal, é uma oportunidade razoável de revanche da Copa do Brasil.
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O empate lamentado, Juan, e os palpites para a rodada
In Atlético-MG, In Internacional, In Santos18 de jul. de 2012
O embate duro para o Internacional, contratações e palpites pra rodada
In Internacional, In Santos13 de jul. de 2012
Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.
O Internacional tem um duro embate pela frente. Menos pelo adversário, o Santos também descaracterizado, do que pelas ausências de Oscar, Leandro Damião e D´Alessandro, ainda que Guiñazu retorne ao Time. As dificuldades ofensivas tendem a ser grandes. O Inter somente se encorpará no returno do Campeonato Nacional.
É a hora de Dorival Jr. surpreender a torcida, resolvendo com maestria a questão. Esperemos que consiga, escalando João Paulo, Marcos Aurélio e Jajá, ou dois ou três guris que hajam se destacado nos treinamentos, onde os titulares inicialmente pensados não foram bem, sofrendo goleada.
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Até domingo, parece, o Colorado anunciará pelo menos uma grande contratação. As informações das últimas horas apontam para o zagueiro Juan e o centroavante Nilmar, simplesmente, um dos dois ou três melhores da Era Beira-Rio, o que está longe de ser pouco. Não se descarta alguma surpresa.
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Vamos ver se melhoro meu desempenho nos prognósticos para esta rodada do Brasileirão, acertando mais da metade dos resultados, após o duplo fracasso no meio da semana.
Figueirense 2 X 3 Atlético-MG. O Galo seguirá na liderança.
Botafogo 2 X 2 Fluminense. Um clássico que exala forte cheiro de empate.
Corinthians 2 X 0 Náutico. O timão precisa retomar logo a estabilidade emocional, depois de arrebatar a Taça Libertadores da América.
Palmeiras 1 X 1 São Paulo. Na comparação com o "Vovô", penso que vale o mesmo para este grande duelo, apesar do Palmeiras, talvez, ainda estar inebriado pela conquista da Copa do Brasil.
Cruzeiro 4 X 1 Grêmio. Asseguro que em relação ao tricolor gaúcho mantenho distanciamento crítico. O motivo do palpite é o fato da Raposa ser velha algoz do rival do Inter.
Bahia 3 X 1 Flamengo. Uma reabilitação significativa do conjunto orientado por Paulo Roberto Falcão.
Ponte Preta 2 X 1 Coritiba. O Coxa Branca me decepcionou na quarta-feira.
Vasco 4 X 1 Atlético-GO. O Dragão continuará o calvário.
Internacional 1 X 0 Santos. Vou confiar em uma vitória sofridíssima no Beira-Rio.
Sport 2 X 0 Portuguesa. Um triunfo importante para os pernambucanos se distanciarem da zona do rebaixamento.
A boa estreia do Internacional e a próxima batalha
In Corinthians, In Coritiba, In Fluminense, In Internacional, In Santos, In Vasco23 de mai. de 2012
Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.
O Internacional realizou uma boa estreia, no Brasileirão, contra o Coritiba. Não excepcional, mas promissora. O Time sustentou posse de bola, conseguiu atacar com ótimas combinações e, pelo que criou de oportunidades, poderia ter goleado. O segundo tento, eleito o maior destaque da rodada pela equipe do Globo Esporte, foi uma obra-prima de trabalho coletivo, até a conclusão de Dagoberto, mais solto, permitindo um desenho tático em 4-4-2, com variações.
O Coxa Branca talvez deva reclamar do lance em que Everton mandou a bola para a rede, anulado por impedimento, mas ele é de muito difícil interpretação. Nem pela tevê fica completamente claro se o atacante estava um pouquinho à frente do último defensor colorado ou em posição legal. Além deste aspecto, a partida já estava 2X0 para o Inter, que provavelmente ficaria mais concentrado para não desperdiçar tantas chances. Óbvio, isso não passa de especulação.
Para a segunda batalha do Campeonato Nacional, a situação ficou dificílima para o Campeão de Tudo que interessa. Sem Oscar, Leandro Damião, D´Alessandro e Sandro Silva, o empate estará de bom tamanho para o Internacional contra o Flamengo no Engenhão, até porque nem mesmo João Paulo, reserva imediato para o meio-de-campo, com a punição que continuará para Jajá, de conceito extremamente prejudicado perante os companheiros, tem presença certa. O jovem se lesionou contra o adversário do Paraná. A qualidade da equipe necessariamente diminuirá, mas o próprio treinador Dorival Jr. lembrou que competições desta envergadura são vencidas por elencos. Quem sabe, o menino Fred não se destaca no clássico nacional?
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Noite eletrizante para o futebol brasileiro na Copa Libertadores. Vou arriscar palpites, embora tenha tido desempenho péssimo nos prognósticos para o fim de semana, acertando tão somente dois resultados. Como prever que o Bayern de Munique não seria campeão europeu, por desperdiçar uma penalidade máxima na prorrogação? Aliás, o Chelsea chega ao Torneio Mundial como adversário menos difícil de bater dos últimos anos para um vencedor do principal torneio da América do Sul, embora conte com bons jogadores.
O Santos reverte a desvantagem; o Fluminense, não. A Universidad do Chile vai superar com alguma facilidade o Libertad; o Corinthians sofrerá terrivelmente, mas eliminará o Vasco da Gama.
O Internacional e o Brasileirão
In Caxias, In Internacional, In Santos15 de mai. de 2012
Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.
O Internacional foi um justo campeão gaúcho. No primeiro tempo da decisão contra o Caxias, teve dificuldades. O time grená soube explorar os lados, e a deficiência na bola alta da defesa colorada, chegando ao gol em jogada trabalhada no escanteio. Entretanto, também criou chances e poderia ter aberto o placar, não fosse um impedimento absurdamente assinalado pela arbitragem, em lance no qual Oscar e Leandro Damião chegaram na frente da meta adversária.
Porém, na segunda etapa, com o ingresso de D´Alessandro e Dagoberto nos lugares de Dátolo e Paulo Tinga, o Colorado cresceu e pressionou de maneira espantosa a melhor equipe interiorana. Nem mesmo o pênalti desperdiçado por Nei - que alivia as consciências, apontando que não era mesmo para seguir adiante na Copa Libertadores, já que o lateral provavelmente também não aproveitaria a chance contra o Fluminense, no Gigante - desanimou o Inter. A virada parecia inevitável, e aconteceu com a disposição de Sandro Silva (o qual teria sido agredido em comemoração do título com dois colegas em um bar, correndo o risco de ficar fora da estreia no Campeonato Nacional, para além do imbroglio, envolvendo a renovação do contrato e a ruptura com o Málaga, da Espanha....) e o ótimo cruzamento de Fabrício para Leandro Damião.
Os que apreciam este blog sabem que não valorizo o estadual. O paulistão, brilhantemente arrebatado pelo Santos de Neymar e Paulo Ganso, é um parâmetro um pouquinho melhor para o Brasileirão. O staff do Beira-Rio deve se convencer da necesidade de reforços. Além de um zagueiro com nível para titularidade, um lateral para a reserva, mas como alternativa forte para Nei, e um atacante, imediatamente para substituir Jô, que aprontou mais uma no Rio de Janeiro e será dispensado, constituem necessidades urgentes.
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Está correta a diretoria colorada ao punir o centroavante e o meia-atacante Jajá, pela falta de comprometimento demonstrada após a eliminação no torneio continental. Uma pena a situação do último, que mostrava qualidades para cobiçar um lugar entre os onze. Perdeu terreno na disputa.
O Internacional, segundo declarações do presidente Giovani Luigi, vai focar totalmente no mais difícil campeonato em turno e returno do planeta. Penso que precisa arrancar bem, aproveitando as preocupações de alguns concorrentes fortes com outras competições. Se já existe um planejamento estratégico, a comissão técnica sabe que 72 pontos garantirão o título esperado há mais de 30 anos.
21 vitórias e nove empates. 18 triunfos no Beira-Rio e três fora de casa. Quem sabe? Na sexta-feira, os palpites para a primeira rodada.
Não faltou apenas um gol ao Internacional
In Corinthians, In Fluminense, In Internacional, In Santos, In Universidad do Chile11 de mai. de 2012
Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.
O maior equívoco que alguém poderia cometer em relação à saída do Internacional da Copa Libertadores 2012 seria culpar Dátolo pelo pênalti desperdiçado contra o Fluminense, no Beira-Rio. Até porque Cavalieri meio que compensou a defesaça do empate sem gols do jogo de ida com o que me pareceu uma falha de posicionamento no gol de Leandro Damião que fomentou ilusões entre os colorados, na grande partida desta quinta-feira, no Engenhão. O argentino, aliás, foi dos piores em campo na derrota de virada. O técnico Dorival Jr. poderia ter apelado antes para Jajá.
Não faltou apenas um gol ao Inter. Por que não foi trazido um zagueiro cabeceador? Fernando Lúcio da Costa é muito bem pago para gerenciar o futebol, e lhe faltou agilidade para encontrar alguém. Por que não houve foco suficiente na fase de grupos, o que ao menos evitaria aquela derrota com horrenda atuação no Peru, e levaria o Time a uma colocação melhor? Por que a direção teima em valorizar o Estadual para além do que deve, o que evita a preservação de jogadores como D´Alessandro, lesionado em um "importantíssimo" embate contra o Veranópolis, o qual havia levado 3X1 de uma maioria reserva do Campeão de Tudo, durante o campeonato? Não, a probabilíssima conquista do Gauchão, no domingo, não serve de consolo para a torcida.
O tricolor do Rio de Janeiro comprovou estar com muito mais gana de um título, para ele, inédito. Não somente pela igualdade no escore obtida rapidamente (o eventual impedimento de Leandro Eusébio não constitui motivo para condenar a arbitragem, pois o lance é muito rápido, e nenhum clube pode se queixar, enquanto, afinal, não são utilizados recursos eletrônicos no futebol....), mas pelo modo como suportou a pressão colorada no segundo tempo. Bem, acertei em parte meu prognóstico. Aconteceu, lógico, o tento do centroavante da Seleção Olímpica, que acabou sendo "de honra".
Agora, o Internacional precisa se reforçar para o Campeonato Brasileiro. Ficou comprovado que o patamar do elenco e da equipe titular está um pouco abaixo dos que seguem na luta pelo torneio continental, à exceção, talvez, do Vasco da Gama. Na mais importante competição do país, haverá ainda, como concorrentes de peso, o São Paulo e o Grêmio, que aumenta gradativamente o número de bons jogadores no grupo.
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Espantosa a goleada do Santos, apesar do adversário ser boliviano. Mais ainda o placar elástico de La U contra o Deportivo Quito. A Universidad do Chile, simplesmente, fez o dobro em relação ao que precisava! A equipe da terra de Pablo Neruda e Figueroa, o Peixe e o competitivo Corinthians, pela obsessão idêntica à do Flu, se tornaram os principais favoritos ao título de maior importância das Américas. O conjunto orientado por Abel Braga e o Boca Jrs, pela tradição, "correm por fora".
O que espera o Internacional?
In Cerâmica, In Internacional, In Juan Aurich, In Santos, In The Strongest17 de abr. de 2012
Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.
A vitória do Internacional contra o Cerâmica, pelo Gauchão, era esperada, mas veio somente com a presença de D´Alessandro em campo, no segundo tempo. O camisa 10 voltou muito bem da lesão muscular. E residiu aí a principal notícia do fim de semana para os colorados.
Ele e Dátolo se entenderam, aumentando as jogadas trabalhadas pela esquerda, com maior participação do lateral Kléber. Enquanto não se resolve o imbroglio Oscar-São Paulo, a dupla vai dar conta do recado, secundada por Sandro Silva, que deve ser fixado na função de primeiro volante, e Paulo Tinga ou Guiñazu. Pelo menos, contra um adversário relativamente fraco como o Juan Aurich, não teria dúvidas quanto a esta composição, optando por Gilberto (na ausência de Dagoberto) e Leandro Damião no ataque.
O Inter precisa derrotar os peruanos, não obstante a dificuldade do "carpete" ao invés do gramado. As dificuldades nas fases seguintes da Copa Libertadores serão imensas, porque não haverá oponente fraco, já que o Time não escapará do segundo lugar na chave, com a previsível vitória do Santos sobre o The Strongest. Vejo como um caminho muito provável a Universidad do Chile nas oitavas, os argentinos Boca Jrs. nas quartas e Vélez Sarsfield nas semifinais. Como acredito que chegarão três brasileiros nesta última etapa, a Conmebol não poderá evitar uma eventual decisão entre duas equipes do nosso país.
E, aguardando que chegue no mínimo um reforço de qualidade para a zaga, escrevo meu prognóstico para a quinta-feira: Aurich 0 X 1 Internacional. O Santos marcará pelo menos quatro gols nos bolivianos.
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Morreu, aos 71 anos, por problemas cardíacos, o comentarista esportivo e ex-dirigente "mandarim" do Colorado, Cláudio Cabral. Um pouco mais velho do que o pai dele, o grande cronista Cid Pinheiro Cabral, que faleceu com menos de 70, em 1983. Fui colega de Cláudio, quando trabalhei na Bandeirantes (onde ele ainda estava) em 1995 e 1996.
Era um analista "ácido", mas respeitado e admirado, até por ter influído decisivamente na mudança de filosofia no futebol, quando da transição do antigo Estádio dos Eucaliptos para o Gigante da Beira-Rio. Sustentava um peculiar posicionamento ideológico mais geral, pois defendia a monarquia parlamentar, diferentemente do velho Cid e do irmão deste, Ephraim, também um conselheiro importante na História do Internacional, que, salvo engano, tinham simpatia pelo trabalhismo.
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Parabéns, com atraso, aos santistas pelos 100 anos do Alvinegro Praiano, sem nenhuma dúvida, uma glória do futebol brasileiro. Pelo que vi de teipes e acompanho do futebol, arrisco pôr no papel o Peixe de todos os tempos, não muito diferente do que se viu por aí. O Treinador é Lula, comandante do Esquadrão de Pelé e Cia. Gilmar, Carlos Alberto, Mauro e Léo; Zito, Clodoaldo e Robinho; Neymar, Coutinho, Pelé e Pepe. Pouquíssimas seleções de tal tipo merecem uma escalação no esquema 3-3-4!
O Internacional repensará o meio-de-campo?
In Cerâmica, In Corinthians, In Fluminense, In Internacional, In Nacional-COL, In Peñarol, In Santos, In São Luiz11 de abr. de 2012
Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.
O Internacional, mesmo com um significativo número de reservas, confirmou sem sustos o primeiro lugar na classificação geral do returno do Gauchão. Fez 3X0 no São Luiz, que até criou chances, mas não suportou a diferença de qualidade técnica, ainda que a partida acontecesse em Ijuí. Como o Grêmio, organizado por Vanderlei "Luxa", também melhorou, e deve rumar igualmente sem surpresas para a próxima fase da Copa do Brasil, ficando bem longe de uma crise, a decisão da Taça Farroupilha em um Gre-Nal virou "Pule de 10". E quem passar tende a superar o Caxias, que incrivelmente decidiu mudar o treinador, o qual assegurou na decisão, com muitos méritos, a equipe grená.
O Colorado, entretanto, prioriza a Copa Libertadores da América, como não poderia ser diferente. O rendimento do volante Sandro Silva sugere que Dorival Jr. repense o meio-de-campo, algo inusitado porque a melhora do ex-palmeirense na comparação com o que mostrou no clássico perdido para o maior rival no Beira-Rio foi notável. É de se presumir que o jogador, com muita força na marcação, mas também com boa participação depois da retomada da bola, constitua dupla harmoniosa com Guiñazu, tão logo o "Cholo" se recupere. Dátolo (ou Oscar, se o imbroglio com o São Paulo se resolver antes do que se espera, com um efeito suspensivo da decisão que beneficiou o tricolor do Morumbi) e D´Alessandro completariam o setor, deixando-o com três canhotos, que garantiriam mobilidade intensa, chegada na frente para conclusões e assistências para Dagoberto e Leandro Damião.
Tudo isso, obviamente, em tese. Porque Paulo Tinga não parece sustentar condições físicas que lhe permitam participar de dois embates consecutivos, e Mário Bolatti já entra nas cogitações para a reserva da zaga. Aliás, aí reside um equívoco. O argentino apresenta lentidão que não o recomenda para fazer parceria com Índio ou Rodrigo Moledo. O Inter necessita de um novo defensor. Fernando Lúcio da Costa está sendo bem pago, inclusive, para encontrar alguém de alto nível no mercado, superando dificuldades. Quem deseja, efetivamente, o terceiro título da maior competição do continente não aceita tal conformismo. Acomodando-se com a ideia de que "não há um atleta disponível melhor do que os nossos", o Clube verá Fluminense, Corinthians e Santos, especialmente o Peixe, avançarem com mais competitividade no torneio. Vale lembrar que, acontecendo uma combinação lógica de resultados, o Internacional obterá, no máximo, o lugar de melhor segundo colocado das chaves, configurando-se um cenário no qual os duelos derradeiros nas fases mata-mata ocorrerão fora de Porto Alegre.
Outros times trabalham em padrão superior ao que o Campeão de Tudo vem exibindo. O Nacional da Colômbia, que ainda não havia visto, ontem goleou novamente o Peñarol, com jogadas ensaiadas e contra-ataques rápidos. A imposição física e as aproximações, com tabelas curtas, características da escola de futebol daquele país, também apareceram. Os argentinos Boca Jrs. (independentemente do que ocorrer logo mais contra o Flu) e Vélez Sarsfield crescerão nas próximas etapas, e a Universidad do Chile, de ótimo desempenho na Copa Sul-Americana, corre por fora. Se o staff do Beira-Rio aproveitar esta semana, sem jogos ate o duelo de sábado contra o Cerâmica, para todas estas projeções, a torcida acalentará esperanças.
O empate e as lições para o Internacional
In Internacional, In Juan Aurich, In Santos, In São Luiz, In The Strongest6 de abr. de 2012
Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.
O Internacional começou muito bem o grande duelo contra o Santos, porque com enorme disposição e humildade para marcar - às vezes de modo violento - os melhores jogadores do alvinegro praiano. Sandro Silva foi uma grata surpresa, como primeiro volante, chegando ao ponto de "chapelear" Neymar, e não só cumprindo a tarefa defensiva do primeiro volante, mas também arriscando colaborar na condução de bola, levando o Time à frente. Paulo Tinga, enquanto teve pernas, jogou uma baita partida. Ney conseguiu fazer um gol "a la Zico". A rigor, destoavam do esforçadíssimo conjunto colorado Elton (aparentemente nervoso) e os dois atacantes, Dagoberto e Leandro Damião. O primeiro se posicionou um pouco mais perto do centroavante, mas não conseguiu se entender com ele.
Do outro lado, no entanto, estava aquela que ainda é a equipe campeã da América do Sul. A qual toca a esfera do zagueiro para o lateral, deste para o volante, com garantia que ela passará pelo articulador, até chegar aos ótimos atacantes. Neymar já merece adjetivo mais contundente do que este. Suas arrancadas o tornam excepcional. O esquema 4-4-2, escolhido por Muricy Ramalho, com uma que outra variante, contempla o trabalho e retenção pelas pontas, com Arouca, Ibson e Paulo H. Ganso dando bom ritmo no jogo. O Peixe alcançou, pelo número de chances, um patamar no qual até faria jus à vitória. Muriel foi o atleta de maior importância em campo, mostrando que evolui para ser um dos melhores goleiros do país.
Sob o prisma dos anseios do Inter, ficou a impressão de que Jajá, como opção para o segundo tempo, pode funcionar. Além disso, não obstante a intensa movimentação de Dátolo, as presenças de Guiñazu, Oscar e D´Alessandro, sem dúvida, tornariam a partida mais equilibrada, pois faltou eficiência nos contra-ataques. O escore de igualdade acabou sendo positivo, porque o Juan Aurich, em bela demonstração de dignidade esportiva, atuou como se ainda sonhasse ir adiante na Copa Libertadores e derrotou com total autoridade o The Strongest, nesta quinta-feira, no Peru. O Campeão de Tudo que interessa está virtualmente classificado, mas necessita pensar em uma recomposição do meio-de-campo, quem sabe, com Sandro Silva e o "Cholo" nas primeiras funções, e reforçar a zaga. A bola aérea, principalmente se estiver em campo um Alan Kardec (que gosta de fazer gols no Internacional), permanece um problema.
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Errei meu prognóstico, mas escrevi a ressalva de que ele se devia mais ao Clube estar de aniversário do que a uma convicção real. Dorival Jr., que de maneira geral acertou a estratégia na quarta-feira, age certo ao preservar alguns titulares no confronto contra o São Luiz domingo pelo Gauchão. O Internacional precisa da vitória em Ijuí para confirmar a melhor campanha da segunda fase do campeonato. Há tempo para uma boa preparação até o embate contra o Aurich, no famigerado gramado sintético. Não será fácil, pelo valor que os incas demonstraram, comandados por novo treinador.
Perdas, temores e Aniversário do Colorado
In Canoas, In Internacional, In Santos4 de abr. de 2012
Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.
A semana começou com falecimentos. O ex-presidente Jarbas Lima, primeiro comandante da gestão com a qual colaborei no Internacional, em 2000-01, perdeu lamentavelmente uma de suas filhas, por complicações de uma doença crônica. A ele minha solidariedade. Quem aprecia o futebol gaúcho lamenta a morte de um dos maiores nomes da História do nosso esporte: Airton Ferreira da Silva, melhor zagueiro gremista de todos os tempos (e para muitos, do Rio Grande do Sul), não resistiu a uma infecção relacionada a problemas renais.
Quando o entrevistei, no começo de minha carreira como jornalista, há mais de 15 anos, Airton me impressionou pelas opiniões fortes e a absoluta consciência do que representava para o tricolor. O "Pavilhão" manifestou uma ideia, que defenderia até o fim da vida: apesar dos torcedores da velha guarda valorizarem mais o time montado por Osvaldo Rolla, ao final dos anos 50, considerava superior o "onze" da década seguinte, que terminaria a série do Hepta Estadual. Por apresentar mais habilidade. O que revela muitíssimo do futebol que ele jogava e apreciava. Marcou profundamente como grande craque, ao lado do ponta-de-lança Gessy, o primeiro destes conjuntos e manteve o alto nível na formação inicial do segundo.
Por ironia triste, partiu na data de nascimento daquele que muitos apontam como melhor centrovante a ter vestido a camisa alvirubra: Claudiomiro Streiss Ferreira.
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A vitória magra sobre o Canoas, pelo Gauchão, provocou sérios temores no Internacional a respeito de um esquema 4-4-2 com João Paulo e Jajá, insuficientes nas funções de criação, no setor onde as coisas se decidem, para encarar o Santos, pela Copa Libertadores da América.
Por este motivo, Dorival Jr. decidiu reforçar a contenção, com Sandro Silva de primeiro volante, Elton um pouco mais à frente e Paulo Tinga outra vez como articulador, ao lado de Dátolo, felizmente de volta. Guiñazu, Oscar e D´Alessandro vão fazer muita falta, não há jeito, mas talvez o argentino e o grande atleta de 2005-06 prendam com inteligência a bola e até consigam realizar triangulações com Dagoberto e os laterais, se o Inter conseguir pressionar o Peixe no próprio campo.
Sabe-se que Muricy Ramalho e a comissão técnica do alvinegro praiano estudaram o Colorado em profundidade. A tendência é favorável aos paulistas no embate desta quarta-feira, pelo enorme talento de Paulo Ganso e Neymar, além da capacidade coletiva dos companheiros deles.
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E no quatro de abril são 103 anos do Internacional! Parabéns a todos nós, colorados!
Somente por esta razão, vou poupar os leitores vermelhos de um prognóstico pessimista. O confronto desta noite terminará 2X1 para o Inter.
A semana começou com falecimentos. O ex-presidente Jarbas Lima, primeiro comandante da gestão com a qual colaborei no Internacional, em 2000-01, perdeu lamentavelmente uma de suas filhas, por complicações de uma doença crônica. A ele minha solidariedade. Quem aprecia o futebol gaúcho lamenta a morte de um dos maiores nomes da História do nosso esporte: Airton Ferreira da Silva, melhor zagueiro gremista de todos os tempos (e para muitos, do Rio Grande do Sul), não resistiu a uma infecção relacionada a problemas renais.
Quando o entrevistei, no começo de minha carreira como jornalista, há mais de 15 anos, Airton me impressionou pelas opiniões fortes e a absoluta consciência do que representava para o tricolor. O "Pavilhão" manifestou uma ideia, que defenderia até o fim da vida: apesar dos torcedores da velha guarda valorizarem mais o time montado por Osvaldo Rolla, ao final dos anos 50, considerava superior o "onze" da década seguinte, que terminaria a série do Hepta Estadual. Por apresentar mais habilidade. O que revela muitíssimo do futebol que ele jogava e apreciava. Marcou profundamente como grande craque, ao lado do ponta-de-lança Gessy, o primeiro destes conjuntos e manteve o alto nível na formação inicial do segundo.
Por ironia triste, partiu na data de nascimento daquele que muitos apontam como melhor centrovante a ter vestido a camisa alvirubra: Claudiomiro Streiss Ferreira.
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A vitória magra sobre o Canoas, pelo Gauchão, provocou sérios temores no Internacional a respeito de um esquema 4-4-2 com João Paulo e Jajá, insuficientes nas funções de criação, no setor onde as coisas se decidem, para encarar o Santos, pela Copa Libertadores da América.
Por este motivo, Dorival Jr. decidiu reforçar a contenção, com Sandro Silva de primeiro volante, Elton um pouco mais à frente e Paulo Tinga outra vez como articulador, ao lado de Dátolo, felizmente de volta. Guiñazu, Oscar e D´Alessandro vão fazer muita falta, não há jeito, mas talvez o argentino e o grande atleta de 2005-06 prendam com inteligência a bola e até consigam realizar triangulações com Dagoberto e os laterais, se o Inter conseguir pressionar o Peixe no próprio campo.
Sabe-se que Muricy Ramalho e a comissão técnica do alvinegro praiano estudaram o Colorado em profundidade. A tendência é favorável aos paulistas no embate desta quarta-feira, pelo enorme talento de Paulo Ganso e Neymar, além da capacidade coletiva dos companheiros deles.
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E no quatro de abril são 103 anos do Internacional! Parabéns a todos nós, colorados!
Somente por esta razão, vou poupar os leitores vermelhos de um prognóstico pessimista. O confronto desta noite terminará 2X1 para o Inter.
O cenário ficou crítico para o Internacional
In Canoas, In Internacional, In Lajeadense, In Santos30 de mar. de 2012
Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.
O Internacional enfrenta um momento crítico. Não tanto pela atuação medíocre de reservas contra o Lajeadense (uma equipe do interior que conseguiu quatro dos seis pontos contra a dupla Gre-Nal, pois ainda no primeiro turno do Gauchão venceu o tricolor por dois a zero em pleno estádio Olímpico), numa partida de poucas chances e sem gols, mas pelas perspectivas em relação ao duelo contra o Santos, na próxima quarta-feira, pela Copa Libertadores da América.
Dorival Jr. não poderá escalar o time que gostaria diante do Canoas, domingo. Guiñazu e D´Alessandro não se recuperaram na velocidade desejada e estão quase fora do jogo com o Peixe. Ora, não bastasse a ausência de Oscar, pelo imbroglio com ele e o São Paulo, a falta dos dois castelhanos surge como gota d´água para o desmonte completo da estrutura de meio-de-campo com a qual o Colorado poderia contar.
Dátolo, sentindo dores musculares, estava bem, e pode dar ótima contribuição no embate contra o alvinegro praiano, sendo correta a medida de poupá-lo no confronto do fim de semana, pelo Estadual. Entretanto, pelo que mostraram na nova casa do clube de Lajeado, nem Jajá, nem João Paulo, ainda que esforçados, devem garantir a qualidade necessária na articulação. Configura-se, então, um cenário extremamente complicado para o Inter. A qualidade superior do atual Campeão da América se amplia. O apoio da torcida constitui uma condição para compensar tal diferença no Gigante? Admito dúvidas, mas tendo a acreditar que não.
Por este motivo, boa parte dos torcedores já aceita um empate como resultado, aderindo a um conformismo com o segundo lugar na chave, presumindo-se que, contando com mais titulares, o Internacional fature os três pontos na última rodada, no Peru, contra o Juan Aurich. O caminho no torneio continental ficará duríssimo, com decisão fora do Beira-Rio, nas fases de mata-mata, desde as oitavas de final.
O Internacional enfrenta um momento crítico. Não tanto pela atuação medíocre de reservas contra o Lajeadense (uma equipe do interior que conseguiu quatro dos seis pontos contra a dupla Gre-Nal, pois ainda no primeiro turno do Gauchão venceu o tricolor por dois a zero em pleno estádio Olímpico), numa partida de poucas chances e sem gols, mas pelas perspectivas em relação ao duelo contra o Santos, na próxima quarta-feira, pela Copa Libertadores da América.
Dorival Jr. não poderá escalar o time que gostaria diante do Canoas, domingo. Guiñazu e D´Alessandro não se recuperaram na velocidade desejada e estão quase fora do jogo com o Peixe. Ora, não bastasse a ausência de Oscar, pelo imbroglio com ele e o São Paulo, a falta dos dois castelhanos surge como gota d´água para o desmonte completo da estrutura de meio-de-campo com a qual o Colorado poderia contar.
Dátolo, sentindo dores musculares, estava bem, e pode dar ótima contribuição no embate contra o alvinegro praiano, sendo correta a medida de poupá-lo no confronto do fim de semana, pelo Estadual. Entretanto, pelo que mostraram na nova casa do clube de Lajeado, nem Jajá, nem João Paulo, ainda que esforçados, devem garantir a qualidade necessária na articulação. Configura-se, então, um cenário extremamente complicado para o Inter. A qualidade superior do atual Campeão da América se amplia. O apoio da torcida constitui uma condição para compensar tal diferença no Gigante? Admito dúvidas, mas tendo a acreditar que não.
Por este motivo, boa parte dos torcedores já aceita um empate como resultado, aderindo a um conformismo com o segundo lugar na chave, presumindo-se que, contando com mais titulares, o Internacional fature os três pontos na última rodada, no Peru, contra o Juan Aurich. O caminho no torneio continental ficará duríssimo, com decisão fora do Beira-Rio, nas fases de mata-mata, desde as oitavas de final.
O empate importante e o que fazer sem Oscar
In Internacional, In Santos, In The Strongest23 de mar. de 2012
Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.
O empate do Internacional, pela circunstância da altitude, acabou sendo importante, uma vez que o Colorado foi o único na chave a obter um ponto contra o The Strongest em La Paz. O Inter, entretanto, não jogou bem. No primeiro tempo, criou poucas chances, sentindo a falta forçada à última hora de Oscar. Houve sérias dificuldades para tocar a bola, a dinâmica do meio-de-campo sofreu prejuízos e os volantes não mantiveram bom nível ao longo da partida, não obstante as razoáveis condições físicas, na comparação com o lateral Kleber, por exemplo, que saiu esgotado. Na segunda etapa, o panorama piorou.
O gol marcado logo ao início da fase final animou a equipe da Bolívia, que começou a testar Muriel, com chutes de fora da área, ainda com mais intensidade, encontrando certa facilidade para trabalhar a bola, principalmente, do lado esquerdo de ataque. Houve até mesmo a sensação de que a igualdade no escore ficaria de ótimo tamanho para o clube gaúcho. Menos mal que Dorival Jr. fez as alterações corretas.
Gilberto teve sorte no lance do tento que conseguiu? Sim, mas estava presente na área, onde era obrigatório comparecer. Mérito também para Nei, que conseguiu o cruzamento. A vitória - não definitiva - do São Paulo na Justiça do Trabalho em relação a Oscar coloca algumas questões para o treinador do Campeão de tudo que interessa. Observe-se, aliás, que advogados conselheiros do Internacional mudaram de posição e passaram a defender um acordo com o tricolor do Morumbi.
- X -
Age acertadamente a diretoria, sob este prisma, ao definir que o meio-campista somente retornará nas oitavas de final da Copa Libertadores, pois havendo tranqüilidade para que ele fique no Beira-Rio, CBF e Conmebol poderiam considerar o contrato, então plenamente legítimo no aspecto jurídico, como novo. O surgimento de Jajá e a boa fase de Dátolo diminuem as dificuldades para o técnico, dentro do campo.
Porque com D´Alessandro recuperado de lesão, será preciso, simplesmente, ajustar a articulação com dois canhotos. E o funcionamento pode se dar em ótimo padrão, desta maneira. Cabe trazer à pauta, sem maior esforço de memória, que a primeira formação do Grêmio de Luiz Felipe Scolari, na década de 90, tinha Arílson e Carlos Miguel. E ambos foram essenciais naquele conjunto fortíssimo, especialmente, o primeiro, que infelizmente desperdiçou o talento encerrando de forma precoce a carreira em agremiações da primeira divisão do futebol nacional.
Para terminar, cabe mencionar que acertei em cheio o placar do confronto da quarta-feira. O triunfo do Santos, ontem, era óbvio. No domingo, é pouquíssimo provável que o São José tire pontos do Colorado, no campeonato estadual. E todas as expectativas vão se dirigir, aos poucos, para a grande revanche contra o Peixe, no começo de abril.
- X -
O excelente humorista Chico Anísio que encerrou seu ciclo aos 80 anos, como se sabe, apreciava comentar futebol. Apesar de gremista no Rio Grande do Sul, deixou uma frase lapidar sobre um dos melhores jogadores do Internacional: "Figueroa joga o que o Luiz Pereira (um dos excepcionais zagueiros do Palmeiras) pensa que joga!". Está em um livro escrito na década de 70 sobre Dom Elias.
O empate do Internacional, pela circunstância da altitude, acabou sendo importante, uma vez que o Colorado foi o único na chave a obter um ponto contra o The Strongest em La Paz. O Inter, entretanto, não jogou bem. No primeiro tempo, criou poucas chances, sentindo a falta forçada à última hora de Oscar. Houve sérias dificuldades para tocar a bola, a dinâmica do meio-de-campo sofreu prejuízos e os volantes não mantiveram bom nível ao longo da partida, não obstante as razoáveis condições físicas, na comparação com o lateral Kleber, por exemplo, que saiu esgotado. Na segunda etapa, o panorama piorou.
O gol marcado logo ao início da fase final animou a equipe da Bolívia, que começou a testar Muriel, com chutes de fora da área, ainda com mais intensidade, encontrando certa facilidade para trabalhar a bola, principalmente, do lado esquerdo de ataque. Houve até mesmo a sensação de que a igualdade no escore ficaria de ótimo tamanho para o clube gaúcho. Menos mal que Dorival Jr. fez as alterações corretas.
Gilberto teve sorte no lance do tento que conseguiu? Sim, mas estava presente na área, onde era obrigatório comparecer. Mérito também para Nei, que conseguiu o cruzamento. A vitória - não definitiva - do São Paulo na Justiça do Trabalho em relação a Oscar coloca algumas questões para o treinador do Campeão de tudo que interessa. Observe-se, aliás, que advogados conselheiros do Internacional mudaram de posição e passaram a defender um acordo com o tricolor do Morumbi.
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Age acertadamente a diretoria, sob este prisma, ao definir que o meio-campista somente retornará nas oitavas de final da Copa Libertadores, pois havendo tranqüilidade para que ele fique no Beira-Rio, CBF e Conmebol poderiam considerar o contrato, então plenamente legítimo no aspecto jurídico, como novo. O surgimento de Jajá e a boa fase de Dátolo diminuem as dificuldades para o técnico, dentro do campo.
Porque com D´Alessandro recuperado de lesão, será preciso, simplesmente, ajustar a articulação com dois canhotos. E o funcionamento pode se dar em ótimo padrão, desta maneira. Cabe trazer à pauta, sem maior esforço de memória, que a primeira formação do Grêmio de Luiz Felipe Scolari, na década de 90, tinha Arílson e Carlos Miguel. E ambos foram essenciais naquele conjunto fortíssimo, especialmente, o primeiro, que infelizmente desperdiçou o talento encerrando de forma precoce a carreira em agremiações da primeira divisão do futebol nacional.
Para terminar, cabe mencionar que acertei em cheio o placar do confronto da quarta-feira. O triunfo do Santos, ontem, era óbvio. No domingo, é pouquíssimo provável que o São José tire pontos do Colorado, no campeonato estadual. E todas as expectativas vão se dirigir, aos poucos, para a grande revanche contra o Peixe, no começo de abril.
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O excelente humorista Chico Anísio que encerrou seu ciclo aos 80 anos, como se sabe, apreciava comentar futebol. Apesar de gremista no Rio Grande do Sul, deixou uma frase lapidar sobre um dos melhores jogadores do Internacional: "Figueroa joga o que o Luiz Pereira (um dos excepcionais zagueiros do Palmeiras) pensa que joga!". Está em um livro escrito na década de 70 sobre Dom Elias.
O fracasso colorado na Vila Belmiro
In Internacional, In Santa Cruz-RS, In Santos9 de mar. de 2012
Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.
O fracasso do Internacional na Vila Belmiro, quando levou 3X1 e merecia ter sido goleado, se explica por vários motivos. Na análise dos fatos, o staff colorado precisa ser realista, para que o Inter ainda possa reagir na Copa Libertadores da América. De início, rápida menção da arbitragem, que não foi decisiva para o resultado do grande duelo, mas atuou mal. Evandro Roman provavelmente não assinalaria o pênalti que enxergou no primeiro tempo se a jogada ocorresse na área do Santos. Não falo em desonestidade, mas na tradicional influência do fator local, o qual afeta a atividade de alguns juízes. Além disso, sonegou alguns cartões para atletas do Peixe, deixando de apitar faltas. Bem, mas vamos aos motivos do revés do Campeão de Tudo que interessa.
1) O conjunto praiano é superior. Henrique e Arouca, marcadores e articuladores, são melhores do que qualquer dupla de volantes que o Internacional possa escalar, no momento. Ibson e Paulo Ganso complementam um meio-de-campo de alta qualidade, enquanto D´Alessandro se mostra um bom jogador irregular e Oscar ainda não está pronto. Neymar dispensa comentários. Fez dois golaços de Pelé, essencialmente, por méritos próprios. Só um zagueiro excepcional evitaria os tentos que marcou, na segunda etapa. Leandro Damião, apesar do isolamento a que fica submetido em alguns jogos, consegue aparecer no placar, mas não joga muito mais do que Borges.
2) A estratégia de Dorival Jr. foi anunciada, o que Muricy Ramalho deve ter adorado, e....se revelou equivocada. Admitamos que o técnico quisesse usar um terceiro volante. Como cogitei aqui, não seria de se esperar que houvesse marcação individual sobre Ganso ou o grande atacante, autor de três gols? Pois o treinador optou por um esquema 4-5-1 convencional, que configurou o pior dos mundos para o Inter: não resolveu o problema da contenção defensiva, permitindo tabelas, triangulações e imposição física do Santos, e ao mesmo tempo retirou o poder de fogo do Colorado!
3) Com todo o tempo para trabalhar, aliás, o Internacional não conseguiu sair jogando decentemente quase nenhuma vez. Muriel passou a dar balões nos 90 minutos. E se Dorival Jr. aceitou sugestão dos dirigentes após a derrota no Gre-Nal, de "fechar mais o Time" (e atrasos para treinamentos de Dagoberto e Paulo Tinga não teriam influído na decisão, ao contrário do que se especulou), convenhamos que não merece se situar entre os 30 profissionais do ramo mais bem pagos do mundo, segundo informação recentemente revelada.
O Inter tem deficiências sérias, ao contrário do que apregoa o discurso da direção. Faltam um lateral direito de melhor qualidade, um grande defensor e um centromédio, um primeiro volante mais típico, para que o conjunto adquira equilíbrio. A mobilização deve ser total para que a equipe alcance 10 dos 12 pontos que faltam. Assim, ainda poderá ficar entre os quatro primeiros na classificação geral da fase de grupos. No entanto, para vencer o Peixe no Beira-Rio (na data de aniversário!), o Colorado necessita de uma melhora quase inimaginável.
- X -
Acertei quase em cheio o placar. Queria ter me enganado. Quanto à partida contra o Santa Cruz pelo Gauchão, colocar reservas, com alguns integrantes do time sub-23 está de bom tamanho.
O fracasso do Internacional na Vila Belmiro, quando levou 3X1 e merecia ter sido goleado, se explica por vários motivos. Na análise dos fatos, o staff colorado precisa ser realista, para que o Inter ainda possa reagir na Copa Libertadores da América. De início, rápida menção da arbitragem, que não foi decisiva para o resultado do grande duelo, mas atuou mal. Evandro Roman provavelmente não assinalaria o pênalti que enxergou no primeiro tempo se a jogada ocorresse na área do Santos. Não falo em desonestidade, mas na tradicional influência do fator local, o qual afeta a atividade de alguns juízes. Além disso, sonegou alguns cartões para atletas do Peixe, deixando de apitar faltas. Bem, mas vamos aos motivos do revés do Campeão de Tudo que interessa.
1) O conjunto praiano é superior. Henrique e Arouca, marcadores e articuladores, são melhores do que qualquer dupla de volantes que o Internacional possa escalar, no momento. Ibson e Paulo Ganso complementam um meio-de-campo de alta qualidade, enquanto D´Alessandro se mostra um bom jogador irregular e Oscar ainda não está pronto. Neymar dispensa comentários. Fez dois golaços de Pelé, essencialmente, por méritos próprios. Só um zagueiro excepcional evitaria os tentos que marcou, na segunda etapa. Leandro Damião, apesar do isolamento a que fica submetido em alguns jogos, consegue aparecer no placar, mas não joga muito mais do que Borges.
2) A estratégia de Dorival Jr. foi anunciada, o que Muricy Ramalho deve ter adorado, e....se revelou equivocada. Admitamos que o técnico quisesse usar um terceiro volante. Como cogitei aqui, não seria de se esperar que houvesse marcação individual sobre Ganso ou o grande atacante, autor de três gols? Pois o treinador optou por um esquema 4-5-1 convencional, que configurou o pior dos mundos para o Inter: não resolveu o problema da contenção defensiva, permitindo tabelas, triangulações e imposição física do Santos, e ao mesmo tempo retirou o poder de fogo do Colorado!
3) Com todo o tempo para trabalhar, aliás, o Internacional não conseguiu sair jogando decentemente quase nenhuma vez. Muriel passou a dar balões nos 90 minutos. E se Dorival Jr. aceitou sugestão dos dirigentes após a derrota no Gre-Nal, de "fechar mais o Time" (e atrasos para treinamentos de Dagoberto e Paulo Tinga não teriam influído na decisão, ao contrário do que se especulou), convenhamos que não merece se situar entre os 30 profissionais do ramo mais bem pagos do mundo, segundo informação recentemente revelada.
O Inter tem deficiências sérias, ao contrário do que apregoa o discurso da direção. Faltam um lateral direito de melhor qualidade, um grande defensor e um centromédio, um primeiro volante mais típico, para que o conjunto adquira equilíbrio. A mobilização deve ser total para que a equipe alcance 10 dos 12 pontos que faltam. Assim, ainda poderá ficar entre os quatro primeiros na classificação geral da fase de grupos. No entanto, para vencer o Peixe no Beira-Rio (na data de aniversário!), o Colorado necessita de uma melhora quase inimaginável.
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Acertei quase em cheio o placar. Queria ter me enganado. Quanto à partida contra o Santa Cruz pelo Gauchão, colocar reservas, com alguns integrantes do time sub-23 está de bom tamanho.
A estranha estratégia de Dorival Jr.
In Internacional, In Ipiranga, In Santos6 de mar. de 2012
Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.
É verdade que Dorival Jr. conhece como poucos os principais atletas do Santos. Trata-se de um técnico que exibe a favor de si próprio uma postura correta no Gauchão. Veja-se o último jogo no qual, mesclando uma maioria de titulares com reservas, o Internacional poderia ter goleado o Ipiranga. A arbitragem se complicou, não assinalando um pênalti claro para o Colorado (mão na bola em cima da linha fatal!) no começo da partida e outro para a equipe do interior no segundo tempo (um sutil puxão de calção praticado por Rodrigo Moledo), sem contar que Mário Bolatti merecia a expulsão por duas faltas graves sucessivas e um dos auxiliares também não se encontrava em noite feliz, anulando um gol provavelmente legítimo do lateral Nei. Ainda assim, e com o promissor duelo na Vila Belmiro na cabeça, o Inter derrotou o time de Erechim, apresentando toque de bola, inversões e triangulações, procurando se resguardar após alcançar o placar de 2X1.
Então, soa estranha a estratégia anunciada de atuar com três volantes no confronto válido pela Copa Libertadores da América. Elton estará encarregado de realizar uma marcação individual sobre Paulo Ganso, o grande articulador do Peixe? Neste caso, o treinador pretende enganar o adversário, anunciando que o jovem, juntamente com Guiñazu, ajudará na articulação no meio-de-campo. Ou o atacante Dagoberto não sobrará, visando a assustar o forte conjunto praiano?
Definitivamente, um ardil parece estar em curso. A contratação de maior importância da temporada, que, dizem, sempre se deu bem contra o Santos, ficará no banco de reservas quando o Internacional mais vai necessitar da velocidade e habilidade dele? É difícil imaginar a primeira vitória com um prudentíssimo esquema 4-5-1 no mítico estádio da cidade litorânea, mas, enfim, Dorival deve saber o que faz, valorizando antecipadamente o empate como ótimo resultado.
Como diria um famoso intelectual italiano, o pessimismo da inteligência me obriga a prognosticar de forma realista o seguinte escore: Santos 3 X 2 Internacional. O placar, aliás, ainda deixará o Colorado em segundo na chave, pelo saldo de gols. O otimismo da vontade me proporciona acreditar em alguma probabilidade de um inédito triunfo colorado no templo onde brilharam Pelé, Coutinho e outros craques, quem sabe, pelo novo gramado.
É verdade que Dorival Jr. conhece como poucos os principais atletas do Santos. Trata-se de um técnico que exibe a favor de si próprio uma postura correta no Gauchão. Veja-se o último jogo no qual, mesclando uma maioria de titulares com reservas, o Internacional poderia ter goleado o Ipiranga. A arbitragem se complicou, não assinalando um pênalti claro para o Colorado (mão na bola em cima da linha fatal!) no começo da partida e outro para a equipe do interior no segundo tempo (um sutil puxão de calção praticado por Rodrigo Moledo), sem contar que Mário Bolatti merecia a expulsão por duas faltas graves sucessivas e um dos auxiliares também não se encontrava em noite feliz, anulando um gol provavelmente legítimo do lateral Nei. Ainda assim, e com o promissor duelo na Vila Belmiro na cabeça, o Inter derrotou o time de Erechim, apresentando toque de bola, inversões e triangulações, procurando se resguardar após alcançar o placar de 2X1.
Então, soa estranha a estratégia anunciada de atuar com três volantes no confronto válido pela Copa Libertadores da América. Elton estará encarregado de realizar uma marcação individual sobre Paulo Ganso, o grande articulador do Peixe? Neste caso, o treinador pretende enganar o adversário, anunciando que o jovem, juntamente com Guiñazu, ajudará na articulação no meio-de-campo. Ou o atacante Dagoberto não sobrará, visando a assustar o forte conjunto praiano?
Definitivamente, um ardil parece estar em curso. A contratação de maior importância da temporada, que, dizem, sempre se deu bem contra o Santos, ficará no banco de reservas quando o Internacional mais vai necessitar da velocidade e habilidade dele? É difícil imaginar a primeira vitória com um prudentíssimo esquema 4-5-1 no mítico estádio da cidade litorânea, mas, enfim, Dorival deve saber o que faz, valorizando antecipadamente o empate como ótimo resultado.
Como diria um famoso intelectual italiano, o pessimismo da inteligência me obriga a prognosticar de forma realista o seguinte escore: Santos 3 X 2 Internacional. O placar, aliás, ainda deixará o Colorado em segundo na chave, pelo saldo de gols. O otimismo da vontade me proporciona acreditar em alguma probabilidade de um inédito triunfo colorado no templo onde brilharam Pelé, Coutinho e outros craques, quem sabe, pelo novo gramado.
A Classificação Colorada e as perspectivas
In Internacional, In Once Caldas (COL), In Santos3 de fev. de 2012
Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.
A Classificação do Internacional na Pré-Libertadores foi inegavelmente meritória. O Once Caldas comprovou ser um adversário competitivo, como seria qualquer outro colombiano. Na partida de volta, o Colorado poderia ter sentido o baque do gol logo no início, por causa da bobagem de Nei, mas se assentou rapidamente em campo, "virando" com alta qualidade de trabalho coletivo no lance do segundo tento, assinalado por Paulo Tinga. Enfrentou, ainda, uma arbitragem péssima no aspecto disciplinar, que distribuiu cartões para os brasileiros, sem advertir o dono da casa. Ao menos, o auxiliar principal acertou, ao anular por impedimento a jogada em que pela terceira vez o anfitrião colocaria a bola na rede.
Por falar na presença dele, substituindo o descontado Dagoberto, aliás, o esquema 4-5-1 teve um funcionamento irregular, o que era previsível pela falta da melhor condição física, a longa viagem e o desespero do oponente, que foi empilhando atacantes. Dorival Jr. também passou no teste, posicionando, de modo geral, corretamente a equipe. Se Mário Bolatti tivesse cumprido melhor jornada, o Once criaria ainda menos oportunidades.
Ao fim e ao cabo, as melhores chances na segunda etapa, aconteceram a favor do Inter, também pelas mudanças efetuadas na hora certa pelo treinador. Definitivamente, ao longo da Copa Libertadores, a concentração na hora de concluir precisa melhorar, e muito. Nem sempre, o Campeão de Tudo que interessa usufruirá a vantagem do empate.
O escore de igualdade, inclusive, foi antecipado neste blog, assim como a vitória do Mengão, que acabou não sendo tão folgada contra os bolivianos e não evitou a queda do técnico Vanderley Luxemburgo. Agora, o Internacional deve planejar a estratégia para a Copa Libertadores propriamente dita. Visará ao primeiro lugar em uma chave que põe o Santos no caminho? Vai se conformar com a hipótese de decidir fora do Beira-Rio em todas as fases mata-mata?
Das respostas a estas questões, depende, por exemplo, a escalação para o pouco importante Gre-Nal deste domingo, pelo Campeonato Gaúcho. Penso que o staff colorado tende a preferir a preservação de titulares, e estará correto. Em férias desde segunda-feira, também vou me poupar... dessas postagens. Novos textos somente ao final de fevereiro. Até lá!
A Classificação do Internacional na Pré-Libertadores foi inegavelmente meritória. O Once Caldas comprovou ser um adversário competitivo, como seria qualquer outro colombiano. Na partida de volta, o Colorado poderia ter sentido o baque do gol logo no início, por causa da bobagem de Nei, mas se assentou rapidamente em campo, "virando" com alta qualidade de trabalho coletivo no lance do segundo tento, assinalado por Paulo Tinga. Enfrentou, ainda, uma arbitragem péssima no aspecto disciplinar, que distribuiu cartões para os brasileiros, sem advertir o dono da casa. Ao menos, o auxiliar principal acertou, ao anular por impedimento a jogada em que pela terceira vez o anfitrião colocaria a bola na rede.
Por falar na presença dele, substituindo o descontado Dagoberto, aliás, o esquema 4-5-1 teve um funcionamento irregular, o que era previsível pela falta da melhor condição física, a longa viagem e o desespero do oponente, que foi empilhando atacantes. Dorival Jr. também passou no teste, posicionando, de modo geral, corretamente a equipe. Se Mário Bolatti tivesse cumprido melhor jornada, o Once criaria ainda menos oportunidades.
Ao fim e ao cabo, as melhores chances na segunda etapa, aconteceram a favor do Inter, também pelas mudanças efetuadas na hora certa pelo treinador. Definitivamente, ao longo da Copa Libertadores, a concentração na hora de concluir precisa melhorar, e muito. Nem sempre, o Campeão de Tudo que interessa usufruirá a vantagem do empate.
O escore de igualdade, inclusive, foi antecipado neste blog, assim como a vitória do Mengão, que acabou não sendo tão folgada contra os bolivianos e não evitou a queda do técnico Vanderley Luxemburgo. Agora, o Internacional deve planejar a estratégia para a Copa Libertadores propriamente dita. Visará ao primeiro lugar em uma chave que põe o Santos no caminho? Vai se conformar com a hipótese de decidir fora do Beira-Rio em todas as fases mata-mata?
Das respostas a estas questões, depende, por exemplo, a escalação para o pouco importante Gre-Nal deste domingo, pelo Campeonato Gaúcho. Penso que o staff colorado tende a preferir a preservação de titulares, e estará correto. Em férias desde segunda-feira, também vou me poupar... dessas postagens. Novos textos somente ao final de fevereiro. Até lá!
O Ranking por títulos desde 1948
In Corinthians, In Cruzeiro, In Flamengo, In Grêmio, In Internacional, In Palmeiras, In Santos, In São Paulo10 de jan. de 2012
Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.
Lembro rapidamente as pontuações definidas para os títulos em textos anteriores.
30 Pontos - Copa Libertadores da América./ Mundial/ Intercontinental com duas vitórias, sem pênaltis.
27 Pontos - Mundial/Intercontinental com um jogo isolado, e vitória sem precisar das penalidades (Desde 2005, este nível ficou obviamente "extinto").
25 Pontos - Copa Mundial de Clubes com uma vitória em tempo normal ou prorrogação e um triunfo nos pênaltis.
22 Pontos - O Título do Torneio Mundial de 2000 (Fundamento matemático: o aproveitamento do Campeão Corinthians, com duas vitórias, um empate e um triunfo nos pênaltis, na final).
16 Pontos - Torneio Sul-Americano de 1948 (O que o Vasco realmente conquistou, pelos critérios atuais. Observe-se que a diferença em relação à Taça Libertadores é inferior ao que resultava do ranking antigo da Conmebol....)./ Campeonato Nacional desde 1968./ Copa João Havelange (2.000).
15 Pontos - Robertão de 1967.
12 Pontos - Torneio dos Campeões Intercontinentais/ Mundiais + Recopa Intercontinental de 1968-69./ Copa Rio./
10 Pontos - Competições Continentais Secundárias.
6 Pontos - Torneios Nacionais.
5 Pontos - Copa Sul-Minas./ Torneio Rio-São Paulo e competições equivalentes, em quantidades de adversários fortes participantes./
4 Pontos - Copa Nordeste (Até 2002..... voltará a ser computada nesta temporada)./ Copa Sul./ Seletiva de 1999 para a Copa Libertadores da América 2000.
3 Pontos - Tricampeonato nas competições interestaduais das regiões centro-oeste e norte.
2 Pontos - Embrião da Copa Nordeste (1966)./ Copa Ouro./ Copa Master Conmebol./ Recopa./
Eis como fica a Classificação Histórica.
1. São Paulo - 391 Pontos
2. Santos - 276 Pontos
3. Palmeiras - 191 Pontos
4. Flamengo - 188 Pontos (Único que não tem a pontuação alterada entre os 12 maiores, e, ainda assim, sobe para o quarto lugar.)
5. Internacional - 163 Pontos
6. Grêmio - 149 Pontos
7. Cruzeiro - 144 Pontos
8. Corinthians - 140 Pontos
9. Vasco da Gama - 136 Pontos
10. Fluminense - 76 Pontos
11. Botafogo-RJ - 47 Pontos
12. Atlético-MG - 36 Pontos
13. Bahia - 30 Pontos
14. Atlético-PR - 20 Pontos
15. Guarani - 16 Pontos (Aproveitamento superior ao do Coritiba campeão nacional em 1985.)
16. Coritiba - 16 Pontos
17. Sport Recife - 14 Pontos
18. Portuguesa-SP - 10 Pontos
19. Vitória-BA - 8 Pontos
20. Criciúma - 6 Pontos
As demais posições em relação ao ranking que inclui conquistas e grandes campanhas não se alteram, até o último colocado, no trigésimo lugar, o Náutico, com dois pontos, pelo torneio dos campeões do Nordeste, valorizado porque em 1966 o Bahia já tinha um título nacional.
Se fôssemos comparar com os países, a classificação histórica da postagem anterior poderia ser avaliada como o PIB acumulado. Quando se fala de títulos, talvez fosse pertinente pensar no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), aquilo que realmente importa para as sociedades, no caso, as torcidas.
- X -
Agradeço aos dois leitores que fizeram comentários sobre o primeiro artigo que escrevi acerca desta questão. Para André Bastos, especialmente, gostaria de esclarecer que considero a Taça Brasil restrita porque somente permitia a participação dos campeões estaduais. Isso limitava a presença de clubes fortes. O Internacional, por exemplo, disputou apenas uma edição. Corinthians e São Paulo nenhuma. Será que se houvesse abertura, por exemplo, para os vices dos regionais, (como na sua legítima sucessora, a copa de mesmo nome, disputada a partir de 1989!) o Fortaleza, com todo o respeito ao tricolor cearense, chegaria duas vezes à decisão?
Enfim, asseguro que não há nenhuma pretensão de defender esta análise como portadora da verdade absoluta. Ela simplesmente expressa uma visão sobre 74 anos de conquistas do nosso futebol.
Lembro rapidamente as pontuações definidas para os títulos em textos anteriores.
30 Pontos - Copa Libertadores da América./ Mundial/ Intercontinental com duas vitórias, sem pênaltis.
27 Pontos - Mundial/Intercontinental com um jogo isolado, e vitória sem precisar das penalidades (Desde 2005, este nível ficou obviamente "extinto").
25 Pontos - Copa Mundial de Clubes com uma vitória em tempo normal ou prorrogação e um triunfo nos pênaltis.
22 Pontos - O Título do Torneio Mundial de 2000 (Fundamento matemático: o aproveitamento do Campeão Corinthians, com duas vitórias, um empate e um triunfo nos pênaltis, na final).
16 Pontos - Torneio Sul-Americano de 1948 (O que o Vasco realmente conquistou, pelos critérios atuais. Observe-se que a diferença em relação à Taça Libertadores é inferior ao que resultava do ranking antigo da Conmebol....)./ Campeonato Nacional desde 1968./ Copa João Havelange (2.000).
15 Pontos - Robertão de 1967.
12 Pontos - Torneio dos Campeões Intercontinentais/ Mundiais + Recopa Intercontinental de 1968-69./ Copa Rio./
10 Pontos - Competições Continentais Secundárias.
6 Pontos - Torneios Nacionais.
5 Pontos - Copa Sul-Minas./ Torneio Rio-São Paulo e competições equivalentes, em quantidades de adversários fortes participantes./
4 Pontos - Copa Nordeste (Até 2002..... voltará a ser computada nesta temporada)./ Copa Sul./ Seletiva de 1999 para a Copa Libertadores da América 2000.
3 Pontos - Tricampeonato nas competições interestaduais das regiões centro-oeste e norte.
2 Pontos - Embrião da Copa Nordeste (1966)./ Copa Ouro./ Copa Master Conmebol./ Recopa./
Eis como fica a Classificação Histórica.
1. São Paulo - 391 Pontos
2. Santos - 276 Pontos
3. Palmeiras - 191 Pontos
4. Flamengo - 188 Pontos (Único que não tem a pontuação alterada entre os 12 maiores, e, ainda assim, sobe para o quarto lugar.)
5. Internacional - 163 Pontos
6. Grêmio - 149 Pontos
7. Cruzeiro - 144 Pontos
8. Corinthians - 140 Pontos
9. Vasco da Gama - 136 Pontos
10. Fluminense - 76 Pontos
11. Botafogo-RJ - 47 Pontos
12. Atlético-MG - 36 Pontos
13. Bahia - 30 Pontos
14. Atlético-PR - 20 Pontos
15. Guarani - 16 Pontos (Aproveitamento superior ao do Coritiba campeão nacional em 1985.)
16. Coritiba - 16 Pontos
17. Sport Recife - 14 Pontos
18. Portuguesa-SP - 10 Pontos
19. Vitória-BA - 8 Pontos
20. Criciúma - 6 Pontos
As demais posições em relação ao ranking que inclui conquistas e grandes campanhas não se alteram, até o último colocado, no trigésimo lugar, o Náutico, com dois pontos, pelo torneio dos campeões do Nordeste, valorizado porque em 1966 o Bahia já tinha um título nacional.
Se fôssemos comparar com os países, a classificação histórica da postagem anterior poderia ser avaliada como o PIB acumulado. Quando se fala de títulos, talvez fosse pertinente pensar no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), aquilo que realmente importa para as sociedades, no caso, as torcidas.
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Agradeço aos dois leitores que fizeram comentários sobre o primeiro artigo que escrevi acerca desta questão. Para André Bastos, especialmente, gostaria de esclarecer que considero a Taça Brasil restrita porque somente permitia a participação dos campeões estaduais. Isso limitava a presença de clubes fortes. O Internacional, por exemplo, disputou apenas uma edição. Corinthians e São Paulo nenhuma. Será que se houvesse abertura, por exemplo, para os vices dos regionais, (como na sua legítima sucessora, a copa de mesmo nome, disputada a partir de 1989!) o Fortaleza, com todo o respeito ao tricolor cearense, chegaria duas vezes à decisão?
Enfim, asseguro que não há nenhuma pretensão de defender esta análise como portadora da verdade absoluta. Ela simplesmente expressa uma visão sobre 74 anos de conquistas do nosso futebol.
Rankings: a disputa pós-Copa Libertadores da América e os vices
In Chivas Guadalajara, In Corinthians, In Flamengo, In Grêmio, In Internacional, In Santos, In São Paulo, In Vasco3 de jan. de 2012
Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.
Encaminho o encerramento da série de postagens sobre a problemática dos rankings, comentando a disputa pós-Copa Libertadores da América, da maneira mais distanciada possível. Sempre houve algo de caráter mundial? A FIFA está certa ao chamar de Taça Intercontinental o que havia antes da atual copa que ela organiza? A questão é mais complexa do que os mais variados formadores de opinião na crônica esportiva brasileira querem fazer crer.
Comecemos lá no início dos anos 60. Sim, não houve - até tempos recentes ao menos - nada igual em qualidade ao Santos de Pelé, no planeta. Ele só jogou contra o campeão europeu, numa fórmula "cá e lá", ou "lá e cá". Entretanto, naquele período, a única coisa parecida com um torneio continental fora do velho continente e da América do Sul aconteceu na zona da Concacaf em 1962, sendo vencida pelo Chivas Guadalajara. Há que observar, no entanto, que na Copa do Chile a Seleção Mexicana (que tinha exatamente uma maioria de atletas daquele clube) venceu a vice Tchecoeslováquia. Em 1966, na Inglaterra, os astecas empataram com o Uruguai, e a Coréia do Norte ganhou da Itália, bem como chegou a estar goleando Portugal, antes de sofrer uma incrível virada por 5X3. A Ásia, no entanto, já na segunda metade da década, estava mais atrasada em relação às Américas do Norte e Central, assim como na comparação com a África. Nestas áreas, já ocorriam disputas continentais entre as agremiações.
Passando para os anos 70, o México, na copa que sediou, derrotou a Bélgica e empatou com a União Soviética (erros de arbitragem nas duas partidas podem ter trocado os resultados, mas isso não altera substancialmente o raciocínio...). Porém, ao longo daquele decênio, é difícil acreditar em um número razoável de clubes com potencial significativo de competitividade fora das regiões tradicionais do futebol. O panorama se altera claramente a partir de 1979, aproximadamente, um pouco antes da Copa da Espanha. Nesta competição, a Argélia vence Alemanha e Chile, não indo adiante da primeira fase em virtude de um resultado criminosamente arranjado entre a primeira e a Áustria. Além disso, Camarões empata todos os seus embates, inclusive, contra a Campeã Itália. De quem eram os campeões do torneio de clubes da África, na época? Exatamente desses países (Canon Yanoundé, JS Kabile....), além do tradicional Asante Kotoko, de Gana, que se dava bem nos torneios de seleções africanas, e do egípcio Al-Ahly. O México vai se recuperar esportivamente, de forma parcial, por sediar outra vez uma copa, em 1986. Na base, agremiações que tinham sido campeãs da Concacaf: UNAM Pumas e América.
Não é absurdo argumentar, portanto, que se a FIFA organizasse torneios de clubes semelhantes ao atual já naquele momento, poderiam acontecer surpresas. Entretanto, precisar uma relação ideal entre a Taça Intercontinental/ Hipotética Copa Mundial seria extremamente difícil. Razão pela qual, penso que o mais justo consistiria em uma pontuação variada conforme o número de vitórias e de partidas. Se aceitamos a premissa que a Copa Mundial de Clube dobra o valor da Copa Libertadores, poderíamos atribuir 15 pontos por vitória (uma vez que apresentamos a conclusão de que o torneio continental vale 30....), totalizando três dezenas de pontos para o que São Paulo e Internacional arrebataram no Século XXI, no Japão. Se a edição experimental de 2000 merece o mesmo valor, quem sabe, 6 pontos para os dois triunfos do Corinthians na primeira fase, dois pro empate com o Real Madrid, e 12 para a decisão, sendo que como ganhou nos pênaltis, cabem 2/3 dos tentos, ou seja, oito. Portanto, 22/30, algo até um pouco superior ao aproveitamento real dos paulistas (8/12....). Para o vice Vasco, tudo igual, com três pontos pela vitória contra o campeão semiprofissional da Oceania e um somente pela derrota nos pênaltis. Ah! O Cruzeiro em 1976 pode ficar com cinco pontos, pelo empate contra o poderoso Bayern München, no Mineirão. Um terço do correspondente à vitória. O Peixe também se beneficia com suas quatro históricas vitórias diante de Benfica e Milan, em 1962 e 1963, faturando, na soma dos torneios dos campeões sul-americanos e aquelas disputas, 120 pontos.
E Flamengo, Grêmio e São Paulo, em suas conquistas, que representaram sem dúvida nenhuma o máximo futebolisticamente naqueles anos, ficam com o que efetivamente conseguiram a menos, se atribuirmos 27 pontos a cada um dos triunfos de 1981, 1983, 1992 e 1993. O tricolor gaúcho também ganha dois pontos por só ter perdido a disputa para o baita adversário que era o Ajax nos pênaltis. Na comparação com São Paulo e Internacional da primeira década deste século, alcançam 95% das pontuações dos campeões de 2005 e 2006. Justiça, também, porque o número de partidas na Taça Libertadores era menor.
- X -
O caso dos vices nas competições principais é mais complicado, e, ao mesmo tempo, mais simples. No Mundial, não há dúvidas: se o vice passa apenas pelo outro semifinalista (caso do Santos em 2011), obtém uma vitória, e 15 pontos, 50% do que fatura o campeão. Acredito que o terceiro também mereceria pontuação, na hipótese da entidade maior do futebol ampliar o número de participantes para oito, incorporando, por exemplo, os vices da Taça Libertadores e da Liga dos Campeões da Europa. Se não for com bola andando a classificação para a final, pensemos em 10 tentos para eventual triunfo nos pênaltis. Nenhum, se o time fracassar como o Inter, em 2010.
Para a Copa Libertadores e o Brasileirão, investiguei o que resultaria se atribuíssemos um percentual próximo do que realmente cada vice conquistou, na relação com o campeão. Por exemplo, o Cruzeiro, campeão nacional em 2003, alcançou 100 pontos, e o vice Santos 87. Portanto, se o Brasileirão vale 16, a relação mais próxima de 87/100 é 14/16.
Um exercício interessante, não? Para aumentar o grau de precisão, e atenuar os prejuízos do formulismo, atribuí, quando os terceiros fizeram mais pontos do que os segundos (algo comum entre 1972 e 1986....), a mesma pontuação. Caso do Grêmio em relação ao Vasco da Gama, em 1984. Se o time fez menos de 50%, e chegou na final apenas pelo formato um tanto esdrúxulo da competição, caso do Colorado em 1987, ou do Vitória em 1993, estabeleci como valor a metade dos pontos: 8/16, beneficiando também os terceiros. Quando alguém depois dos dois melhores chegar à mesma pontuação que o segundo na era dos pontos corridos, o critério igualmente valerá.
Na Taça Libertadores, idem. Se o Chivas Guadalajara, que entrou diretamente nas oitavas de final em 2010, fosse brasileiro, ganharia 15 tentos. Logo, o São Paulo, que terminou em terceiro e logrou mais pontos do que os mexicanos naquela competição, fica também com 15. Para um maior equilíbrio, todos os vices que foram campeões anteriormente, e só entraram na segunda fase (como determinava a Conmebol, antes....), só receberam a metade, igualmente. No caso do Grêmio, em 2007, que teve um aproveitamento inferior a 50% (sempre pelos parâmetros atuais....), outra vez vale o princípio de que merece somente a metade da pontuação do vencedor da Copa Libertadores naquela temporada, o Boca Jrs.
O resultado desta simulação não ficou demasiadamente longe de outras, com diferentes critérios. Confiram na próxima postagem!
Encaminho o encerramento da série de postagens sobre a problemática dos rankings, comentando a disputa pós-Copa Libertadores da América, da maneira mais distanciada possível. Sempre houve algo de caráter mundial? A FIFA está certa ao chamar de Taça Intercontinental o que havia antes da atual copa que ela organiza? A questão é mais complexa do que os mais variados formadores de opinião na crônica esportiva brasileira querem fazer crer.
Comecemos lá no início dos anos 60. Sim, não houve - até tempos recentes ao menos - nada igual em qualidade ao Santos de Pelé, no planeta. Ele só jogou contra o campeão europeu, numa fórmula "cá e lá", ou "lá e cá". Entretanto, naquele período, a única coisa parecida com um torneio continental fora do velho continente e da América do Sul aconteceu na zona da Concacaf em 1962, sendo vencida pelo Chivas Guadalajara. Há que observar, no entanto, que na Copa do Chile a Seleção Mexicana (que tinha exatamente uma maioria de atletas daquele clube) venceu a vice Tchecoeslováquia. Em 1966, na Inglaterra, os astecas empataram com o Uruguai, e a Coréia do Norte ganhou da Itália, bem como chegou a estar goleando Portugal, antes de sofrer uma incrível virada por 5X3. A Ásia, no entanto, já na segunda metade da década, estava mais atrasada em relação às Américas do Norte e Central, assim como na comparação com a África. Nestas áreas, já ocorriam disputas continentais entre as agremiações.
Passando para os anos 70, o México, na copa que sediou, derrotou a Bélgica e empatou com a União Soviética (erros de arbitragem nas duas partidas podem ter trocado os resultados, mas isso não altera substancialmente o raciocínio...). Porém, ao longo daquele decênio, é difícil acreditar em um número razoável de clubes com potencial significativo de competitividade fora das regiões tradicionais do futebol. O panorama se altera claramente a partir de 1979, aproximadamente, um pouco antes da Copa da Espanha. Nesta competição, a Argélia vence Alemanha e Chile, não indo adiante da primeira fase em virtude de um resultado criminosamente arranjado entre a primeira e a Áustria. Além disso, Camarões empata todos os seus embates, inclusive, contra a Campeã Itália. De quem eram os campeões do torneio de clubes da África, na época? Exatamente desses países (Canon Yanoundé, JS Kabile....), além do tradicional Asante Kotoko, de Gana, que se dava bem nos torneios de seleções africanas, e do egípcio Al-Ahly. O México vai se recuperar esportivamente, de forma parcial, por sediar outra vez uma copa, em 1986. Na base, agremiações que tinham sido campeãs da Concacaf: UNAM Pumas e América.
Não é absurdo argumentar, portanto, que se a FIFA organizasse torneios de clubes semelhantes ao atual já naquele momento, poderiam acontecer surpresas. Entretanto, precisar uma relação ideal entre a Taça Intercontinental/ Hipotética Copa Mundial seria extremamente difícil. Razão pela qual, penso que o mais justo consistiria em uma pontuação variada conforme o número de vitórias e de partidas. Se aceitamos a premissa que a Copa Mundial de Clube dobra o valor da Copa Libertadores, poderíamos atribuir 15 pontos por vitória (uma vez que apresentamos a conclusão de que o torneio continental vale 30....), totalizando três dezenas de pontos para o que São Paulo e Internacional arrebataram no Século XXI, no Japão. Se a edição experimental de 2000 merece o mesmo valor, quem sabe, 6 pontos para os dois triunfos do Corinthians na primeira fase, dois pro empate com o Real Madrid, e 12 para a decisão, sendo que como ganhou nos pênaltis, cabem 2/3 dos tentos, ou seja, oito. Portanto, 22/30, algo até um pouco superior ao aproveitamento real dos paulistas (8/12....). Para o vice Vasco, tudo igual, com três pontos pela vitória contra o campeão semiprofissional da Oceania e um somente pela derrota nos pênaltis. Ah! O Cruzeiro em 1976 pode ficar com cinco pontos, pelo empate contra o poderoso Bayern München, no Mineirão. Um terço do correspondente à vitória. O Peixe também se beneficia com suas quatro históricas vitórias diante de Benfica e Milan, em 1962 e 1963, faturando, na soma dos torneios dos campeões sul-americanos e aquelas disputas, 120 pontos.
E Flamengo, Grêmio e São Paulo, em suas conquistas, que representaram sem dúvida nenhuma o máximo futebolisticamente naqueles anos, ficam com o que efetivamente conseguiram a menos, se atribuirmos 27 pontos a cada um dos triunfos de 1981, 1983, 1992 e 1993. O tricolor gaúcho também ganha dois pontos por só ter perdido a disputa para o baita adversário que era o Ajax nos pênaltis. Na comparação com São Paulo e Internacional da primeira década deste século, alcançam 95% das pontuações dos campeões de 2005 e 2006. Justiça, também, porque o número de partidas na Taça Libertadores era menor.
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O caso dos vices nas competições principais é mais complicado, e, ao mesmo tempo, mais simples. No Mundial, não há dúvidas: se o vice passa apenas pelo outro semifinalista (caso do Santos em 2011), obtém uma vitória, e 15 pontos, 50% do que fatura o campeão. Acredito que o terceiro também mereceria pontuação, na hipótese da entidade maior do futebol ampliar o número de participantes para oito, incorporando, por exemplo, os vices da Taça Libertadores e da Liga dos Campeões da Europa. Se não for com bola andando a classificação para a final, pensemos em 10 tentos para eventual triunfo nos pênaltis. Nenhum, se o time fracassar como o Inter, em 2010.
Para a Copa Libertadores e o Brasileirão, investiguei o que resultaria se atribuíssemos um percentual próximo do que realmente cada vice conquistou, na relação com o campeão. Por exemplo, o Cruzeiro, campeão nacional em 2003, alcançou 100 pontos, e o vice Santos 87. Portanto, se o Brasileirão vale 16, a relação mais próxima de 87/100 é 14/16.
Um exercício interessante, não? Para aumentar o grau de precisão, e atenuar os prejuízos do formulismo, atribuí, quando os terceiros fizeram mais pontos do que os segundos (algo comum entre 1972 e 1986....), a mesma pontuação. Caso do Grêmio em relação ao Vasco da Gama, em 1984. Se o time fez menos de 50%, e chegou na final apenas pelo formato um tanto esdrúxulo da competição, caso do Colorado em 1987, ou do Vitória em 1993, estabeleci como valor a metade dos pontos: 8/16, beneficiando também os terceiros. Quando alguém depois dos dois melhores chegar à mesma pontuação que o segundo na era dos pontos corridos, o critério igualmente valerá.
Na Taça Libertadores, idem. Se o Chivas Guadalajara, que entrou diretamente nas oitavas de final em 2010, fosse brasileiro, ganharia 15 tentos. Logo, o São Paulo, que terminou em terceiro e logrou mais pontos do que os mexicanos naquela competição, fica também com 15. Para um maior equilíbrio, todos os vices que foram campeões anteriormente, e só entraram na segunda fase (como determinava a Conmebol, antes....), só receberam a metade, igualmente. No caso do Grêmio, em 2007, que teve um aproveitamento inferior a 50% (sempre pelos parâmetros atuais....), outra vez vale o princípio de que merece somente a metade da pontuação do vencedor da Copa Libertadores naquela temporada, o Boca Jrs.
O resultado desta simulação não ficou demasiadamente longe de outras, com diferentes critérios. Confiram na próxima postagem!
"Ranqueando" a Copa Libertadores e outros torneios
In América-RJ, In Atlético-PR, In Copa Libertadores da América, In Internacional, In Santos30 de dez. de 2011
Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.
Terminei a postagem anterior abordando o Brasileirão, em relação aos rankings, e como eu, em particular, atribuiria o valor ao campeonato. Hoje, comento a Copa Libertadores da América (CLA). No referido trabalho de Marcelo Arruda, ela pesa - por critérios claros e coerentes - bem mais do que a maior competição de nosso país. Há entretanto outro detalhe importante: como a classificação histórica buscada pelo pesquisador é mundial, o torneio vale uma pontuação superior à da própria Liga dos Campeões da Europa.
Existe grande fundamento para esta compreensão. A CLA já foi dificílima de ganhar, quando reunia 20 clubes mais o campeão do ano anterior, e da primeira para a segunda fase apenas um time ia adiante por grupo. Eram tempos onde o doping campeava, segundo diferentes depoimentos. E quando o Santos de Pelé teve seu auge, o que havia? Cabe sempre a ressalva de que não se questiona o fato de que aquele "esquadrão" merece o lugar na História entre os dois de melhor futebol em todos os tempos. Não se pode esquecer, por outro lado, que mesmo o Peixe - como outros do Brasil, em 1969 e 1970 - simplesmente se ausentou da disputa, por não considerá-la atraente.
Lá no começo dos anos 60, jogava-se o Torneio dos Campeões Sul-Americanos, com nove agremiações. Então, pela variação que ocorreu na quantidade de participantes da mais importante competição continental, é difícil estabelecer parâmetros como os que sistematizei em relação ao Campeonato Brasileiro. Uma atitude sensata consistiria em presumir que os timaços de décadas anteriores também faturariam a Taça Libertadores, se o formato dela fosse o atual. Logo, igual pontuação para todos.
Então, adotando o raciocínio utilizado pro certame (!) nacional, quantos adversários o Campeão da América supera? Se aceitarmos que o último colocado não se encontra em igual nível de competitividade, na comparação com os demais, e desconsiderarmos a pré-Libertadores, chegamos ao número 30. O Vencedor da CLA merece, portanto, três dezenas de pontos. Uma relação que parece adequada, com o Brasileirão valendo pouco mais da metade do torneio continental: 16/30.
- X -
Valorizando as competições de maior importância, admito que os vices da Copa Mundial de Clubes, da Taça Libertadores e do Campeonato Brasileiro merecem receber tentos. Sobre isso escrevo na próxima semana, assim como acerca da eventual distinção entre as disputas intercontinentais/mundiais.
Para a Taça e a Copa do Brasil (assim como para o extinto Torneio dos Campeões, que fez parte do calendário nacional, na virada do século), cabe, por justiça, um peso inferior, atenuado, na correlação com o Campeonato Nacional. Um critério interessante levaria em conta o número de adversários enfrentados, hoje, pelo ganhador da CB: seis. Logo, meia-dúzia de pontos. Entre 35 e 40% do Brasileirão.
Ao Torneio Rio-São Paulo e a Copa Sul-Minas podem ser atribuídos cinco tentos, uma média correspondente ao número de oponentes indiscutivelmente fortes enfrentados. Sete no primeiro, três na segunda. Quem sabe, algo deste padrão pudesse ser atribuído a competições como a dos campeões nacionais (faturada pelo América-RJ em 1982) e o Torneio Heleno Nunes, que valeu ao ganhador (o Internacional, em 1984) representar o país nas Olimpíadas de Los Angeles? Logo abaixo, com 4, não só as disputas das regiões sul e nordeste, mas talvez a Seletiva de 1999 (conquistada pelo Atlético-PR) para a CLA da temporada seguinte?
Para as competições continentais secundárias (Conmebol, Mercosul e Sul-Americana), dois pontos por adversário enfrentado naquela que está no calendário atual, ou seja, 10. Seguindo a linha de raciocínio para torneios que, embora realizações isoladas, incluíram um número significativo de clubes (8 a 10), por que não valorizar as duas edições da Copa Rio e a Recopa de 1968-69? Já que as disputas chegaram a um nível intercontinental, 12 tentos. A Copa Ouro, a Recopa atual e a Master Conmebol, inclusive por não existirem durante muito tempo, mereceriam dois.
Ufa! Claro que torneios amistosos como o Tereza Herrera, o Juan Gamper, o antigo Mundialito da Venezuela e a Copa Dubai, não podem ser computados. A Suruga, convenhamos, também não. Um felicíssimo 2012 para todos os que acompanham o blog!
Terminei a postagem anterior abordando o Brasileirão, em relação aos rankings, e como eu, em particular, atribuiria o valor ao campeonato. Hoje, comento a Copa Libertadores da América (CLA). No referido trabalho de Marcelo Arruda, ela pesa - por critérios claros e coerentes - bem mais do que a maior competição de nosso país. Há entretanto outro detalhe importante: como a classificação histórica buscada pelo pesquisador é mundial, o torneio vale uma pontuação superior à da própria Liga dos Campeões da Europa.
Existe grande fundamento para esta compreensão. A CLA já foi dificílima de ganhar, quando reunia 20 clubes mais o campeão do ano anterior, e da primeira para a segunda fase apenas um time ia adiante por grupo. Eram tempos onde o doping campeava, segundo diferentes depoimentos. E quando o Santos de Pelé teve seu auge, o que havia? Cabe sempre a ressalva de que não se questiona o fato de que aquele "esquadrão" merece o lugar na História entre os dois de melhor futebol em todos os tempos. Não se pode esquecer, por outro lado, que mesmo o Peixe - como outros do Brasil, em 1969 e 1970 - simplesmente se ausentou da disputa, por não considerá-la atraente.
Lá no começo dos anos 60, jogava-se o Torneio dos Campeões Sul-Americanos, com nove agremiações. Então, pela variação que ocorreu na quantidade de participantes da mais importante competição continental, é difícil estabelecer parâmetros como os que sistematizei em relação ao Campeonato Brasileiro. Uma atitude sensata consistiria em presumir que os timaços de décadas anteriores também faturariam a Taça Libertadores, se o formato dela fosse o atual. Logo, igual pontuação para todos.
Então, adotando o raciocínio utilizado pro certame (!) nacional, quantos adversários o Campeão da América supera? Se aceitarmos que o último colocado não se encontra em igual nível de competitividade, na comparação com os demais, e desconsiderarmos a pré-Libertadores, chegamos ao número 30. O Vencedor da CLA merece, portanto, três dezenas de pontos. Uma relação que parece adequada, com o Brasileirão valendo pouco mais da metade do torneio continental: 16/30.
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Valorizando as competições de maior importância, admito que os vices da Copa Mundial de Clubes, da Taça Libertadores e do Campeonato Brasileiro merecem receber tentos. Sobre isso escrevo na próxima semana, assim como acerca da eventual distinção entre as disputas intercontinentais/mundiais.
Para a Taça e a Copa do Brasil (assim como para o extinto Torneio dos Campeões, que fez parte do calendário nacional, na virada do século), cabe, por justiça, um peso inferior, atenuado, na correlação com o Campeonato Nacional. Um critério interessante levaria em conta o número de adversários enfrentados, hoje, pelo ganhador da CB: seis. Logo, meia-dúzia de pontos. Entre 35 e 40% do Brasileirão.
Ao Torneio Rio-São Paulo e a Copa Sul-Minas podem ser atribuídos cinco tentos, uma média correspondente ao número de oponentes indiscutivelmente fortes enfrentados. Sete no primeiro, três na segunda. Quem sabe, algo deste padrão pudesse ser atribuído a competições como a dos campeões nacionais (faturada pelo América-RJ em 1982) e o Torneio Heleno Nunes, que valeu ao ganhador (o Internacional, em 1984) representar o país nas Olimpíadas de Los Angeles? Logo abaixo, com 4, não só as disputas das regiões sul e nordeste, mas talvez a Seletiva de 1999 (conquistada pelo Atlético-PR) para a CLA da temporada seguinte?
Para as competições continentais secundárias (Conmebol, Mercosul e Sul-Americana), dois pontos por adversário enfrentado naquela que está no calendário atual, ou seja, 10. Seguindo a linha de raciocínio para torneios que, embora realizações isoladas, incluíram um número significativo de clubes (8 a 10), por que não valorizar as duas edições da Copa Rio e a Recopa de 1968-69? Já que as disputas chegaram a um nível intercontinental, 12 tentos. A Copa Ouro, a Recopa atual e a Master Conmebol, inclusive por não existirem durante muito tempo, mereceriam dois.
Ufa! Claro que torneios amistosos como o Tereza Herrera, o Juan Gamper, o antigo Mundialito da Venezuela e a Copa Dubai, não podem ser computados. A Suruga, convenhamos, também não. Um felicíssimo 2012 para todos os que acompanham o blog!
Antes do Natal, algumas questões sobre rankings
In Grêmio, In Internacional, In Palmeiras, In Santos23 de dez. de 2011
Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.
Recentemente, a CBF atualizou o ranking nacional que elaborou, mostrando que ela própria não consegue ter convicção acerca de seus bizarros critérios. Vejamos: o título da segunda divisão vale 40 pontos, enquanto o da Copa do Brasil, que leva à Taça Libertadores da América.....assegura 30! Metade do muito mais difícil de ser obtido primeiro lugar do Brasileirão! O vice do mais equilibrado campeonato do mundo vale 59. O que significa que beneficia muitíssimo mais ser duas vezes segundo colocado do que....uma vez campeão, pois aí o clube fatura 60 tentos!
Não bastassem estes absurdos, a entidade conseguiu equiparar um torneio mata-mata, restrito, como a antiga Taça Brasil, com o Campeonato Nacional. Aquele torneio guardava uma semelhança óbvia com a atual Copa de mesmo nome, mas a maior prova de que a confederação não acredita nela própria é que apenas o primeiro e o segundo colocado - assim como nos Robertões, estes sim equivalentes ao Brasileirão - receberam pontuações! Como se sabe, na principal competição local do calendário de nossos dias, as colocações secundárias também rendem acréscimos na classificação histórica. Não importa, para mim, que o Internacional tenha subido, e o tradicional adversário do meu Colorado tenha caído da primeira posição no geral. O ranking era estapafúrdio, e continua sendo, com o Palmeiras e o Santos no topo.
A Folha de São Paulo mostrou mais sensatez do que a CBF, em vários aspectos. Entretanto, a classificação histórica feita pelo jornal também apresenta defeitos graves. Um exemplo é a distinção (aqui, o problema ganha contornos de passionalidade no debate de várias torcidas após a FIFA ter estabelecido a diferença, mas neste momento, não nos ocuparemos do tema, especificamente) entre a Taça Intercontinental e a Copa Mundial de Clubes. Por que 30/40? Outro procedimento questionável consiste na mistura de alhos com bugalhos, hierarquizando os estaduais. Inter e Grêmio têm culpa de serem os únicos grandes no Rio Grande do Sul? O Gauchão vale 7 pontos, para 10 do paulistão e do carioca.....aliás, por que o Torneio Rio-São Paulo dá o mesmo número de tentos que cada um daqueles regionais? Como o Brasileirão assegura 25 pontos, a referida competição, envolvendo as principais agremiações do eixo, simplesmente alcança 40% do campeonato nacional!
Penso, entretanto, que o periódico acerta ao atribuir pontos para os vices.....mas só parcialmente, não há porque "premiar" os que alcançam o segundo lugar em certas disputas. Enfim, sobrevalorizando certames (!) que não sobreviveram, acaba favorecendo os grandes do centro do país, à exceção dos mineiros, não atentando para o fato de que entender a evolução dos clubes brasileiros exige a análise dos embates que protagonizaram em terrenos comuns.
O ranking novo da Conmebol - não me importa se o Internacional era o líder até pouco tempo - também não merece maior crédito. Pelo simples motivo de que despreza a História (como o da CBF, antes....), e se apega ao presente. Sei que muitos matemáticos consideram correto o método. Tristão Garcia tem um trabalho muito sério, com parâmetros semelhantes, em www.infobola.com.br . Enfim, na próxima semana voltarei ao assunto, alterando o enfoque. Um Feliz Natal a todos!
Recentemente, a CBF atualizou o ranking nacional que elaborou, mostrando que ela própria não consegue ter convicção acerca de seus bizarros critérios. Vejamos: o título da segunda divisão vale 40 pontos, enquanto o da Copa do Brasil, que leva à Taça Libertadores da América.....assegura 30! Metade do muito mais difícil de ser obtido primeiro lugar do Brasileirão! O vice do mais equilibrado campeonato do mundo vale 59. O que significa que beneficia muitíssimo mais ser duas vezes segundo colocado do que....uma vez campeão, pois aí o clube fatura 60 tentos!
Não bastassem estes absurdos, a entidade conseguiu equiparar um torneio mata-mata, restrito, como a antiga Taça Brasil, com o Campeonato Nacional. Aquele torneio guardava uma semelhança óbvia com a atual Copa de mesmo nome, mas a maior prova de que a confederação não acredita nela própria é que apenas o primeiro e o segundo colocado - assim como nos Robertões, estes sim equivalentes ao Brasileirão - receberam pontuações! Como se sabe, na principal competição local do calendário de nossos dias, as colocações secundárias também rendem acréscimos na classificação histórica. Não importa, para mim, que o Internacional tenha subido, e o tradicional adversário do meu Colorado tenha caído da primeira posição no geral. O ranking era estapafúrdio, e continua sendo, com o Palmeiras e o Santos no topo.
A Folha de São Paulo mostrou mais sensatez do que a CBF, em vários aspectos. Entretanto, a classificação histórica feita pelo jornal também apresenta defeitos graves. Um exemplo é a distinção (aqui, o problema ganha contornos de passionalidade no debate de várias torcidas após a FIFA ter estabelecido a diferença, mas neste momento, não nos ocuparemos do tema, especificamente) entre a Taça Intercontinental e a Copa Mundial de Clubes. Por que 30/40? Outro procedimento questionável consiste na mistura de alhos com bugalhos, hierarquizando os estaduais. Inter e Grêmio têm culpa de serem os únicos grandes no Rio Grande do Sul? O Gauchão vale 7 pontos, para 10 do paulistão e do carioca.....aliás, por que o Torneio Rio-São Paulo dá o mesmo número de tentos que cada um daqueles regionais? Como o Brasileirão assegura 25 pontos, a referida competição, envolvendo as principais agremiações do eixo, simplesmente alcança 40% do campeonato nacional!
Penso, entretanto, que o periódico acerta ao atribuir pontos para os vices.....mas só parcialmente, não há porque "premiar" os que alcançam o segundo lugar em certas disputas. Enfim, sobrevalorizando certames (!) que não sobreviveram, acaba favorecendo os grandes do centro do país, à exceção dos mineiros, não atentando para o fato de que entender a evolução dos clubes brasileiros exige a análise dos embates que protagonizaram em terrenos comuns.
O ranking novo da Conmebol - não me importa se o Internacional era o líder até pouco tempo - também não merece maior crédito. Pelo simples motivo de que despreza a História (como o da CBF, antes....), e se apega ao presente. Sei que muitos matemáticos consideram correto o método. Tristão Garcia tem um trabalho muito sério, com parâmetros semelhantes, em www.infobola.com.br . Enfim, na próxima semana voltarei ao assunto, alterando o enfoque. Um Feliz Natal a todos!
Barça X Santos dos anos 60: Uma comparação pertinente?
In Ajax, In Barcelona, In Flamengo, In Internacional, In Santos20 de dez. de 2011
Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.
Pois o Santos acabou sucumbindo à imensa categoria do Barcelona, de maneira mais fácil do que se imaginava. Em meu prognóstico, achei que o Peixe faria frente, mas não conseguiu este objetivo em quase nenhum momento da partida. Uma pergunta para começo de conversa: qual o esquema deste Barça? 3-6-1? 4-3-3? 3-4-3? Quando nenhum jogador guarda posição, os laterais aparecem toda hora na frente para concluir e dar assistência, a posse de bola ultrapassa 70% e os gols nascem todos do trabalho coletivo, na melhor tradição da escola holandesa, é muito difícil definir, e principalmente elaborar a estratégia para conter tal adversário.
Muricy Ramalho não encontrou a formação mais apropriada. A tática com três zagueiros, sendo dois deles os veteranos Edu Dracena e Durval, se revelou cedo um desastre. O meio-de-campo foi dominado de modo absoluto pelos espanhóis. 8X2 - considerando que os brasileiros também desperdiçaram uma que outra oportunidade - não seria um placar absurdo. E o que ouvi ontem de um companheiro da vida política do Internacional faz pensar: "Coletivamente, este Barcelona, com suas variações, a velocidade de raciocínio de atletas como Xavi (Observação Minha: Muita categoria a dominada de calcanhar no lance do primeiro tento), Iniesta e Messi, supera o Santos de Pelé. Naquela época, o futebol era essencialmente um confronto de individualidades. Quem tinha mais talento e habilidade ganhava. Hoje, o esporte tem diversas valências." Heresia?
Os catalães lembram o Ajax de 1971-74 (os compactos das grandes jornadas do "esquadrão" de Cruyff e Cia. são facilmente encontrados no youtube....), com a diferença de que, graças à média superior de altura, os holandeses utilizavam mais vezes a bola alta. Não é por acaso. Sabe-se que a política do novo Campeão Mundial para formar futebolistas na categoria de base vem dos Países Baixos. Para chegar às maiores glórias, este Barça precisou disputar mais duelos, na comparação com o Santos do "Rei". O Peixe em 1962, somando a Taça Libertadores da América e o Mundial/Intercontinental com o Benfica: 8 vitórias, dois empates e uma única derrota. Em 1963, adicionando o embate com o Milan ao torneio continental: cinco vitórias, um escore registrando equilíbrio e uma derrota. O Barcelona na copa europeia de 2008-09, agregando-se a competição organizada pela FIFA: 9 vitórias, sendo uma na prorrogação, cinco empates e uma derrota. Em 2010-11, na Europa e no Japão: 11 triunfos, três resultados de igualdade e um revés.
Eis que no meio dos dados surge um aspecto a ponderar. O Estudiantes de Verón, há dois anos, sustentou um enfrentamento digno contra um conjunto que não estava no auge do entrosamento, só perdendo o Torneio Mundial na Prorrogação. Os números acima servem para a reflexão sem preconceitos. Pessoalmente, não tenho dúvidas de que, incluindo tudo que vi presencialmente ou por imagens de cinema e televisão, colocaria o atual Barça entre as cinco melhores equipes, de clubes, em todos os tempos. Faço a ressalva de que, ao longo dos mais de 35 anos em que acompanho futebol, nunca me liguei pra valer nos campeonatos europeus.
Para as agremiações brasileiras, pelo fator econômico, se tornou um imenso desafio padronizar a preparação de times que tratem bem a esfera, que coloquem o invidualismo a serviço do coletivo. Quando meninos de 12 ou 13 anos, talentosos, já aparecem com empresários, e sonhando com o Velho Continente, fica difícil imaginar que possamos assistir novamente a algo como o Colorado Bi-Campeão Nacional na década de 70 ou o Flamengo multivencedor de 1980-82.
- X -
A equivocada atitude da CBF, misturando mal competições nacionais passadas com as atuais no ranking da entidade, e a divulgação de outras classificações desse tipo sempre propiciam debate sobre o assunto. Nas próximas postagens, pretendo escrever algumas considerações acerca da questão e revelar um estudo.
Pois o Santos acabou sucumbindo à imensa categoria do Barcelona, de maneira mais fácil do que se imaginava. Em meu prognóstico, achei que o Peixe faria frente, mas não conseguiu este objetivo em quase nenhum momento da partida. Uma pergunta para começo de conversa: qual o esquema deste Barça? 3-6-1? 4-3-3? 3-4-3? Quando nenhum jogador guarda posição, os laterais aparecem toda hora na frente para concluir e dar assistência, a posse de bola ultrapassa 70% e os gols nascem todos do trabalho coletivo, na melhor tradição da escola holandesa, é muito difícil definir, e principalmente elaborar a estratégia para conter tal adversário.
Muricy Ramalho não encontrou a formação mais apropriada. A tática com três zagueiros, sendo dois deles os veteranos Edu Dracena e Durval, se revelou cedo um desastre. O meio-de-campo foi dominado de modo absoluto pelos espanhóis. 8X2 - considerando que os brasileiros também desperdiçaram uma que outra oportunidade - não seria um placar absurdo. E o que ouvi ontem de um companheiro da vida política do Internacional faz pensar: "Coletivamente, este Barcelona, com suas variações, a velocidade de raciocínio de atletas como Xavi (Observação Minha: Muita categoria a dominada de calcanhar no lance do primeiro tento), Iniesta e Messi, supera o Santos de Pelé. Naquela época, o futebol era essencialmente um confronto de individualidades. Quem tinha mais talento e habilidade ganhava. Hoje, o esporte tem diversas valências." Heresia?
Os catalães lembram o Ajax de 1971-74 (os compactos das grandes jornadas do "esquadrão" de Cruyff e Cia. são facilmente encontrados no youtube....), com a diferença de que, graças à média superior de altura, os holandeses utilizavam mais vezes a bola alta. Não é por acaso. Sabe-se que a política do novo Campeão Mundial para formar futebolistas na categoria de base vem dos Países Baixos. Para chegar às maiores glórias, este Barça precisou disputar mais duelos, na comparação com o Santos do "Rei". O Peixe em 1962, somando a Taça Libertadores da América e o Mundial/Intercontinental com o Benfica: 8 vitórias, dois empates e uma única derrota. Em 1963, adicionando o embate com o Milan ao torneio continental: cinco vitórias, um escore registrando equilíbrio e uma derrota. O Barcelona na copa europeia de 2008-09, agregando-se a competição organizada pela FIFA: 9 vitórias, sendo uma na prorrogação, cinco empates e uma derrota. Em 2010-11, na Europa e no Japão: 11 triunfos, três resultados de igualdade e um revés.
Eis que no meio dos dados surge um aspecto a ponderar. O Estudiantes de Verón, há dois anos, sustentou um enfrentamento digno contra um conjunto que não estava no auge do entrosamento, só perdendo o Torneio Mundial na Prorrogação. Os números acima servem para a reflexão sem preconceitos. Pessoalmente, não tenho dúvidas de que, incluindo tudo que vi presencialmente ou por imagens de cinema e televisão, colocaria o atual Barça entre as cinco melhores equipes, de clubes, em todos os tempos. Faço a ressalva de que, ao longo dos mais de 35 anos em que acompanho futebol, nunca me liguei pra valer nos campeonatos europeus.
Para as agremiações brasileiras, pelo fator econômico, se tornou um imenso desafio padronizar a preparação de times que tratem bem a esfera, que coloquem o invidualismo a serviço do coletivo. Quando meninos de 12 ou 13 anos, talentosos, já aparecem com empresários, e sonhando com o Velho Continente, fica difícil imaginar que possamos assistir novamente a algo como o Colorado Bi-Campeão Nacional na década de 70 ou o Flamengo multivencedor de 1980-82.
- X -
A equivocada atitude da CBF, misturando mal competições nacionais passadas com as atuais no ranking da entidade, e a divulgação de outras classificações desse tipo sempre propiciam debate sobre o assunto. Nas próximas postagens, pretendo escrever algumas considerações acerca da questão e revelar um estudo.
O dilema superado para o Internacional e a Grande Decisão
In Barcelona, In Internacional, In Santos16 de dez. de 2011
Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.
Pois o Internacional finalmente superou o debate sobre a parceria com uma construtora, para mudar o Gigante. O apoio de mais de 80% dos conselheiros não deixa dúvidas de que as coisas foram tanto quanto possível muito bem conduzidas pelo presidente do Conselho, Luiz Carlos Bortolini, um colorado que honra as melhores tradições do Clube, e que de acordo com informações de companheiros do grupo com o qual nos alinhamos, e outras fontes, comandou com total acerto a reunião do colegiado na noite de quinta-feira.
Já expus o que penso acerca da situação estabelecida. A solução foi a menos pior dentro das circunstâncias. Como quem acompanha o blog há algum tempo sabe, não fui sequer a favor da realização da Copa no Brasil. Considero um absurdo o planejamento de projetos urbanos a partir da definição de que o torneio de seleções teria como sede nosso país. Significa que sem ele nada aconteceria? Nem estou discutindo as enormes carências nas áreas de Educação e Saúde.
Porém, como o Inter se comprometeu, causaria enormes estragos à imagem da Instituição não conseguir adequar o Beira-Rio ao padrão FIFA. O argumento de que existe o risco de apequenamento vale muito mais para o cenário de reformas com recursos próprios. A falta deles, com os erros dos planos anteriores, levaria irremediavelmente à escassez de dinheiro para o Futebol. O contrato foi aprovado, e o próximo passo cabe à empresa. Cá entre nós, alguém acredita que a empreiteira não consiga o financiamento?
- X -
Sobre futebol dentro do campo: achei que a Universidad do Chile golearia a LDU na final da Sul-Americana, e não deu outra. Uma equipe de alta qualidade "La U". Não só pelo atacante Vargas, é séria candidata ao título da Taça Libertadores. Consegue reunir jogadores fortes, capazes de intensa movimentação, com troca de posições no trabalho ofensivo e ótimo toque de bola. Há tempos, a terra de Elias Figueroa não produzia um time tão bom.
No Torneio Mundial de Clubes, tudo dentro da lógica. O Santos passou algum trabalho, mas confirmou o favoritismo. O Barcelona superou ao natural, chegando à goleada, o Al-Sadd (com hífen....), de Jorge Fossati. Numa comparação com a inesquecível final que neste sábado completará cinco anos, diria que apesar de contar com grandes jogadores, o Peixe está mais longe da conquista do que o Colorado de Ceará, Índio, Fabiano Eller, Edinho e Iarley, o autor da jogada cerebral que resultou no histórico gol de Adriano Gabiru. Heresia?
Não. Em 2006, o Internacional tinha uma defesa superior à do adversário espanhol. Neste momento, o conjunto catalão é melhor do que o Peixe em todos os setores. Ainda assim, pode haver uma surpresa. Não arrisco um palpite para a definição do terceiro lugar entre o Kashiwa Reysol e o Campeão da Ásia, que até apresentou dois ou três atletas com nível aceitável, sucumbindo, também, pelas deficiências da retaguarda, para além da abismal diferença do nível dos europeus.
Se Elano, ainda fora do melhor ritmo, Paulo H. Ganso, Borges e Neymar tiverem as melhores atuações de suas vidas, secundados pela entrega e mobilidade de Arouca, os brasileiros aumentam muitíssimo a chance de conquista no domingo. Entretanto, se o Vencedor da Champions League estiver realmente focado no duelo, valorizando o prestígio no Japão, se consagrará de vez como o melhor do planeta. Sem dúvida, assistiremos a uma grande decisão. Prognóstico: Barcelona 3 X 2 Santos.
Pois o Internacional finalmente superou o debate sobre a parceria com uma construtora, para mudar o Gigante. O apoio de mais de 80% dos conselheiros não deixa dúvidas de que as coisas foram tanto quanto possível muito bem conduzidas pelo presidente do Conselho, Luiz Carlos Bortolini, um colorado que honra as melhores tradições do Clube, e que de acordo com informações de companheiros do grupo com o qual nos alinhamos, e outras fontes, comandou com total acerto a reunião do colegiado na noite de quinta-feira.
Já expus o que penso acerca da situação estabelecida. A solução foi a menos pior dentro das circunstâncias. Como quem acompanha o blog há algum tempo sabe, não fui sequer a favor da realização da Copa no Brasil. Considero um absurdo o planejamento de projetos urbanos a partir da definição de que o torneio de seleções teria como sede nosso país. Significa que sem ele nada aconteceria? Nem estou discutindo as enormes carências nas áreas de Educação e Saúde.
Porém, como o Inter se comprometeu, causaria enormes estragos à imagem da Instituição não conseguir adequar o Beira-Rio ao padrão FIFA. O argumento de que existe o risco de apequenamento vale muito mais para o cenário de reformas com recursos próprios. A falta deles, com os erros dos planos anteriores, levaria irremediavelmente à escassez de dinheiro para o Futebol. O contrato foi aprovado, e o próximo passo cabe à empresa. Cá entre nós, alguém acredita que a empreiteira não consiga o financiamento?
- X -
Sobre futebol dentro do campo: achei que a Universidad do Chile golearia a LDU na final da Sul-Americana, e não deu outra. Uma equipe de alta qualidade "La U". Não só pelo atacante Vargas, é séria candidata ao título da Taça Libertadores. Consegue reunir jogadores fortes, capazes de intensa movimentação, com troca de posições no trabalho ofensivo e ótimo toque de bola. Há tempos, a terra de Elias Figueroa não produzia um time tão bom.
No Torneio Mundial de Clubes, tudo dentro da lógica. O Santos passou algum trabalho, mas confirmou o favoritismo. O Barcelona superou ao natural, chegando à goleada, o Al-Sadd (com hífen....), de Jorge Fossati. Numa comparação com a inesquecível final que neste sábado completará cinco anos, diria que apesar de contar com grandes jogadores, o Peixe está mais longe da conquista do que o Colorado de Ceará, Índio, Fabiano Eller, Edinho e Iarley, o autor da jogada cerebral que resultou no histórico gol de Adriano Gabiru. Heresia?
Não. Em 2006, o Internacional tinha uma defesa superior à do adversário espanhol. Neste momento, o conjunto catalão é melhor do que o Peixe em todos os setores. Ainda assim, pode haver uma surpresa. Não arrisco um palpite para a definição do terceiro lugar entre o Kashiwa Reysol e o Campeão da Ásia, que até apresentou dois ou três atletas com nível aceitável, sucumbindo, também, pelas deficiências da retaguarda, para além da abismal diferença do nível dos europeus.
Se Elano, ainda fora do melhor ritmo, Paulo H. Ganso, Borges e Neymar tiverem as melhores atuações de suas vidas, secundados pela entrega e mobilidade de Arouca, os brasileiros aumentam muitíssimo a chance de conquista no domingo. Entretanto, se o Vencedor da Champions League estiver realmente focado no duelo, valorizando o prestígio no Japão, se consagrará de vez como o melhor do planeta. Sem dúvida, assistiremos a uma grande decisão. Prognóstico: Barcelona 3 X 2 Santos.
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