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O Inter estará pronto dia 16?

O que fazer para encarar o maior clássico da década pela Taça Libertadores?

25 de mai de 2010

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

O primeiro passo para o Internacional superar o S. Paulo nas semifinais da Taça Libertadores é compreender o que a derrota do domingo teve de circunstancial e o que aconteceu com justiça no Gigante da Beira-Rio. Para começar: inadmissível um atleta experiente como Abodanzzieri levar um gol....de rebote de falta! Nesta década, salvo engano, foi algo inédito em campeonatos brasileiros. Até então, o tricolor do Morumbi não havia conseguido concluir.

E por quê? Por incrível que pareça, o Colorado não jogava mal. Pelo contrário, marcava de modo adiantado o time de Hernanes e Fernandão, havia criado duas chances de gol e tinha uma interessante alternância tática. Escalado aparentemente no esquema 3-4-1-2, variava para o 4-4-2, com o zagueiro Fabiano Eller avançando pela lateral esquerda, e Kléber mais centralizado no meio-de-campo. O tento do grande volante são-paulino, que deveria estar na Seleção Brasileira, desestabilizou o Inter ao final do primeiro tempo. Na segunda etapa, novas falhas individuais, e a manutenção da segurança defensiva do adversário. É algo histórico: volta e meia, o São Paulo consegue excelentes resultados no Gigante, a partir de uma circunstância inusitada. O fator nos confrontos contra o Palmeiras, por outro lado, favorece o Internacional.

Ainda assim, quando entraram os titulares (a estas alturas, a partida lembrava a final da Liga dos Campeões Europeus, o Inter de Milão estando para o São Paulo, o Bayern de Munique para o Colorado......diga-se de passagem: que oponente difícil será o conjunto italiano para qualquer rival sul-americano no próximo Torneio Mundial! Tem tantos ares de Seleção Planetária quanto o Barcelona de 2006.....), Rogério Ceni precisou trabalhar. Evidentemente, faltou poder de fogo ao Alvirubro do Rio Grande. Até onde vai a responsabilidade do técnico Jorge Fossati?

Eis aí uma questão crucial para o Clube. O treinador uruguaio - que segundo informações, conserva controle sobre o grupo de jogadores, o que deve ser levado em conta - dá sinais de tristeza, para usar um termo brando, por causa das pressões da crônica esportiva e da torcida. E o problema é que esperar até a Copa - quando a instabilidade tende a continuar no Brasileirão - só agravará a agonia dos dois lados. O profissional e a Instituição precisam realmente repensar o que foi feito, inclusive para concluírem que vale a pena Fossati prosseguir. Seria conveniente que ele finalmente definisse uma esquematização, treinasse exaustivamente tal forma de jogar e assim conferisse um padrão melhor, uma mecânica superior, ao que o Inter vem apresentando.

Porque o Time, como o São Paulo em 2006, está com obrigação de reverter uma tendência. Uma recapitulação, e chegamos à conclusão de que não há mais dúvidas quanto ao maior clássico da década no futebol brasileiro (ela começa sempre em anos terminados em 1, diferentemente do que boa parte da mídia pensa......):

- Agosto de 2003: Pelo primeiro turno do Brasileirão, Nilmar brilha, o Internacional vence o tricolor no Morumbi por 2X0 - quando Kaká ainda estava por lá - e quebra um tabu de 28 anos sem vencer o São Paulo em jogos oficiais, na casa dele.

- 2005: O Internacional elimina o S. Paulo pela Copa Sul-Americana, com 2X1 no Beira-Rio e 1X1 no jogo de volta. No Returno do Brasileirão, pela primeira vez goleia um adversário já preocupado com rebaixamento, por 3X0. Paulo César Tinga e Fernandão (que tapa de luva na diretoria, domingo! Porém, praticamente só marcou o gol, o dever maior de um atacante.....) tiveram espetaculares atuações. Apenas para reforçar: priorizando a vitoriosa campanha na Copa Libertadores 2005, o tricolor poupara titulares e ficara perigosamente para trás na tabela do campeonato nacional.

-2006: Antes das finais da Taça Libertadores, que falam historicamente por si, o Internacional bateu o tricolor paulista por 3X1 no Beira-Rio, com dois gols do zagueiro Índio. Em resumo: ampla era a superioridade recente antes da memorável decisão do torneio continental daquela temporada, ao contrário de agora.

Em 2008, o São Paulo enfiou 3X0 numa partida em que o Inter poupou alguns titulares no Morumbi, devido à prioridade para a Copa Sul-Americana, e arrancou para o terceiro título nacional consecutivo. No ano passado, só empatou em 2X2 no Beira-Rio, porque a arbitragem não assinalou impedimentos existentes em dois gols de Alecsandro, e - com espetacular atuação do goleiro reserva Bosco - alcançou sofrido triunfo por 1X0 em seus domínios. No fim de semana, sempre pelo campeonato brasileiro, o sucesso no "aperitivo" do confronto no horizonte.

O desafio do Internacional consiste, portanto, em reverter a tendência, evitando que as coisas aconteçam como há quatro anos. A parada da Copa do Mundo vale para todos, e não apenas para o Colorado. Será que a Conmebol vai adiar as semifinais? Sim, porque do contrário, devido a esta esdrúxula determinação da Fifa no sentido de que reforços vindos do exterior só possam atuar em agosto (como se o Brasil seguisse o calendário europeu!), nenhuma contratação importante mudará o panorama para os lados do Beira-Rio. O primeiro jogo, confirmado para julho, inviabiliza a presença de Paulo César Tinga na Taça Libertadores, por exemplo.

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