Grêmio

Grêmio
Mais uma vitória em busca do tri!

Internacional

Internacional
A semana, a ideia de Roth, o Inter B.

Grêmio

Grêmio
Maylson garante mais uma vitória

Internacional

Internacional
O Inter estará pronto dia 16?
Mostrando postagens com marcador Internazionale. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Internazionale. Mostrar todas as postagens

Ainda o fracasso e o futuro pós-Mundial de Clubes

20 de dez. de 2010

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

O Internacional cumpriu a obrigação contra o fraco Seognam da Coréia do Sul. O jogo só terminou 4X2 - lamentavelmente Pato Abodanzzieri se despediu do futebol levando os dois gols de honra do campeão da Ásia - pelo cansaço das noites não dormidas dos jogadores colorados. O Inter poderia ter conservado o placar elástico contra a equipe do colombiano Molina. Porém, logicamente, ninguém mandou não derrotar o Mazembe. Diga-se de passagem, o campeão da África não perdeu mais feio para o Internazionale do que o Liverpool para o Super-Flamengo dos tempos da Taça Intercontinental, por exemplo. E até ameaçou algumas vezes a meta de Júlio César. Pesaram, naturalmente, a maior categoria e melhor organização dos comandados (até este final de semana) por Rafael Benitez.

Escrevi que a derrota para o conjunto congolês se devia antes de tudo às deficiências técnicas do Internacional, as quais já haviam ficado visíveis no Brasileirão. Não devem ser desprezadas evidentemente as causas psicológicas. A euforia entre torcedores, resultante do anterior mau momento do Inter Milanês, de algum modo pode ter chegado aos atletas, que ao "lembrarem" ainda existir o Mazembe no caminho, assistindo ao jogo contra o Pachuca, foram perdendo, aparentemente, o condicionamento emocional adequado para a semifinal. O Inter desperdiçou as oportunidades iniciais, se afundando após o primeiro gol da equipe do goleiro Kidiaba. Coisa que não ocorreu com ele próprio contra os coreanos e nem com a agremiação italiana....nas duas partidas. Que diferença para o Time de 2006!

Agora, afirmar que o Internacional enfrentaria sem desvantagem o campeão da Europa é quase uma desonestidade intelectual. O Clube do Povo do Rio Grande não conta com jogadores do nível de Samuel Eto, Milito e Lúcio. Aliás, está na hora da Fifa examinar as desiguais potencialidades econômicas dos maiores do velho continente e os efeitos delas. Tem sentido o Internazionale não contar sequer com um atleta italiano entre os titulares? Há justiça no fato dos outros campeões continentais enfrentarem quase sempre verdadeiras seleções planetárias européias?

As informações dão conta de que Celso Juarez Roth continuará sendo o treinador colorado. Ele foi o primeiro a admitir a necessidade de alterações no grupo de jogadores. A permanência do técnico facilitará uma cirurgia mais precisa e menos dolorosa. O Internacional não pode arrasar a terra, mas está obrigado a mudar em posições essenciais para o próximo ano. O pior é que o Clube surpreendentemente buscou um empréstimo bancário de 18 milhões de reais, e teria adiantado verbas de patrocinadores, inclusive, surpreendendo a diretoria que vai assumir. Definitivamente, um mau sinal.

O Colorado não pode remodelar o elenco no meio do Brasileirão, pelo grave risco de lutar apenas pelo não rebaixamento. Ainda que o preço a ser pago consista em uma campanha pífia na Copa Libertadores da América 2011, com a perspectiva de faturar tão somente a Recopa na próxima temporada, as mudanças devem se realizar o mais rápido que a direção conseguir. Fala-se em quatro reforços, e entre eles, um volante e um centroavante. A base do Campeão Brasileiro Sub-23 dá certo alento. O tempo urge para o Campeão de Tudo do calendário atual.

Cenário colorado definido

9 de nov. de 2010

Olá, leitores, torcedores de todo o país.

Pois o cenário no Internacional está completamente definido. Ontem, os candidatos da situação passaram para o segundo turno das eleições presidenciais. Sandro Farias alcançou votação expressiva, com o apoio de 90 conselheiros. O Convergência Colorada, bloco altamente promissor para o futuro do Clube, agora joga forças na eleição para o Conselho, quando certamente conseguirá uma vitória política importante, visto que pela elaboração do plano de gestão, pela clareza ao apontar erros mesmo em uma gestão altamente vitoriosa, sem deixar de reconhecer os evidentes méritos, e a postura das lideranças, vai conquistando o respeito do quadro social, mesmo daqueles associados que preferem os grupos políticos ligados à situação.

Dentro do campo, mais uma vez os defeitos preocupantes contra o Atlético-GO, agravados pela falta de concentração deflagrada pelo fim de qualquer perspectiva melhor no Campeonato Brasileiro. Quando partiu para a reação no segundo tempo, o Time de Celso Juarez Roth apresentou ao menos a virtude de lutar muito para evitar um resultado adverso (mais um!) fora de casa, na competição nacional. No que nela resta, cada vez mais os titulares serão poupados, com maior intensidade na preparação para o Torneio Mundial, em Abu Dhabi, inclusive, no aspecto físico. Oxalá, as dúvidas na escalação sejam superadas da melhor forma.

E a obrigação lá consistirá em passar da semifinal, seja ela contra o Pachuca, competitiva equipe mexicana, ou o Campeão da África. O Internazionale de Milão, tal como o Barcelona de 2006, é uma seleção planetária. O Inter não deve renunciar ao ataque, precisa marcar Samuel Eto e conservar a posse de bola. Se for para perder, que seja com dignidade, sem que o confronto fique unilateral. O staff colorado está de olho não só no adversário da Itália, claro, mas também nos outros possíveis rivais. Até dezembro, eis a crescente expectativa.

Tenho, como muitos desportistas, a dúvida sobre o futuro da Copa Mundial de Clubes. É provável que a Fifa, brevemente, volte a pensar uma fórmula que aumente o valor técnico da competição, agregando outro sul-americano e outro europeu. Como? Quem sabe, abrindo vagas para os vices da Taça Libertadores da América e da Liga dos Campeões? Uma questão que merece análise mais profunda.

A vitória e a campanha eleitoral à vista

11 de out. de 2010

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

O Internacional não deu chances ao Atlético Mineiro. O placar por 1X0 não resume o jogo. O Colorado finalizou mais de vinte vezes contra uma ou duas do Galo! Derley foi o grande destaque no meio-de-campo, desarmando e indo para cima dos adversários, chutando perigosamente mais de uma vez, e inclusive acertando o travessão, no segundo tempo. A expulsão de Alecsandro - discutível, mas não absurda - complicou uma partida que o Inter poderia ter decidido muito antes, principalmente pela imposição no setor onde as coisas se decidem. Kléber e Marquinhos também mostraram qualidades, trabalhando a bola pelo lado esquerdo de ataque.

O que ficou do duelo, entretanto, é o fato de o volante que voltou do Náutico, para o qual se transferiu por empréstimo, ser vítima de injustiça, se repetir atuações como a deste domingo e ceder lugar ao "espetacular" Wilson Mathias. Derley dá a impressão de que poderá anular o holandês Sneijder, no provável confronto com o Internazionale da Itália, no Torneio Mundial, em Abu Dhabi. Confiemos na inteligência do treinador Celso Juarez Roth.

Enquanto isso, a campanha eleitoral no Clube do Povo do Rio Grande começa a tomar forma. Ao que tudo indica, a Situação se dividirá. E neste contexto, algumas questões precisam resultar esclarecidas para os sócios. Uma delas: a prática de contratos longos com atletas das categorias de base não começou na chamada "Era Carvalho", mas na Gestão 2000-01, anteriormente a 2002, portanto. A direção atual seguiu, corretamente, com o procedimento. Outra: a Reforma do Beira-Rio até agora não foi conduzida da melhor maneira. Especialistas com os quais convivo no bloco político Convergência Colorada explicam que o planejamento da obra deveria observar maior rigor, o tratamento das transformações precisaria ser de um Mega-Projeto.

A Copa 2014, aliás, não pode levar o Internacional a assumir dívidas exorbitantes. Não importa que se perca o direito de sediar jogos do torneio. Esta opinião não é de poucos colorados. Se as negociações com a Fifa se complicarem, todas as correntes políticas organizadas do Clube necessitam estabelecer conversações acerca do tema. Espero que a disputa, para 150 vagas do Conselho e o Poder Executivo da Instituição, não inviabilize o processo.

Derrota projeta próximas cartadas como últimas

30 de set. de 2010

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

A derrota de ontem não se explica somente por ao menos uma infelicidade do goleiro Renan. O Internacional foi marcado com acerto, regra geral, pelo Palmeiras. Felipão dá sinais de que "acertou a mão", com o dinâmico Marcos Assunção no meio-de-campo, e acima de tudo com Valdívia e Kléber. O Colorado sentiu muito especialmente o segundo gol. E definitivamente, um grupo que, como o do Inter, se deixa afetar severamente pela perda de alguns titulares, casos de Paulo Tinga e D´Alessandro, perpetua a dúvida sobre se é de fato o melhor do Brasil.

Tendo a responder negativamente a ela, como sabem os que acompanham este blog. Independentemente desta questão, e apesar de alguns desfalques, o Internacional pode ainda brigar pelo título do Campeonato Brasileiro. As próximas seis rodadas viraram as últimas cartadas, no entanto. Será crucial não perder para o Santos no jogo atrasado, apostando em uma seqüência imediata de três vitórias (contra o Guarani, o Ceará em Fortaleza e o Atlético-MG), e vislumbrando três decisões posteriormente, contra Flamengo, Grêmio (ambos os duelos fora de casa) e o Peixe, na partida em data prevista, válida pelo returno.

Celso Juarez Roth contará com o experiente Alecsandro de volta ao comando de ataque. Eis um acréscimo, apesar de Leandro Damião ter mostrado potencial. O Colorado certamente já analisa o Inter de Milão, e o que se viu, nesta quarta-feira, na Liga dos Campeões Europeus, dá motivos para preocupações, embora não constitua propriamente uma novidade, num período em que os clubes fortes do velho continente montam verdadeiras seleções planetárias.

O Torneio Mundial de Abu Dhabi já não está tão distante, mas o Internacional ainda não conquistou "o direito de jogar a toalha" na competição mais importante do país. Enquanto isso, por não cumprimento de prazos dos ucranianos, o zagueiro Rodrigo foi descartado pela direção. Quem ocupará os lugares dos veteranos Índio e Bolívar na próxima temporada? Também a próxima Copa Libertadores, brevemente, se tornará enigma no horizonte.

O que fazer para encarar o maior clássico da década pela Taça Libertadores?

25 de mai. de 2010

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

O primeiro passo para o Internacional superar o S. Paulo nas semifinais da Taça Libertadores é compreender o que a derrota do domingo teve de circunstancial e o que aconteceu com justiça no Gigante da Beira-Rio. Para começar: inadmissível um atleta experiente como Abodanzzieri levar um gol....de rebote de falta! Nesta década, salvo engano, foi algo inédito em campeonatos brasileiros. Até então, o tricolor do Morumbi não havia conseguido concluir.

E por quê? Por incrível que pareça, o Colorado não jogava mal. Pelo contrário, marcava de modo adiantado o time de Hernanes e Fernandão, havia criado duas chances de gol e tinha uma interessante alternância tática. Escalado aparentemente no esquema 3-4-1-2, variava para o 4-4-2, com o zagueiro Fabiano Eller avançando pela lateral esquerda, e Kléber mais centralizado no meio-de-campo. O tento do grande volante são-paulino, que deveria estar na Seleção Brasileira, desestabilizou o Inter ao final do primeiro tempo. Na segunda etapa, novas falhas individuais, e a manutenção da segurança defensiva do adversário. É algo histórico: volta e meia, o São Paulo consegue excelentes resultados no Gigante, a partir de uma circunstância inusitada. O fator nos confrontos contra o Palmeiras, por outro lado, favorece o Internacional.

Ainda assim, quando entraram os titulares (a estas alturas, a partida lembrava a final da Liga dos Campeões Europeus, o Inter de Milão estando para o São Paulo, o Bayern de Munique para o Colorado......diga-se de passagem: que oponente difícil será o conjunto italiano para qualquer rival sul-americano no próximo Torneio Mundial! Tem tantos ares de Seleção Planetária quanto o Barcelona de 2006.....), Rogério Ceni precisou trabalhar. Evidentemente, faltou poder de fogo ao Alvirubro do Rio Grande. Até onde vai a responsabilidade do técnico Jorge Fossati?

Eis aí uma questão crucial para o Clube. O treinador uruguaio - que segundo informações, conserva controle sobre o grupo de jogadores, o que deve ser levado em conta - dá sinais de tristeza, para usar um termo brando, por causa das pressões da crônica esportiva e da torcida. E o problema é que esperar até a Copa - quando a instabilidade tende a continuar no Brasileirão - só agravará a agonia dos dois lados. O profissional e a Instituição precisam realmente repensar o que foi feito, inclusive para concluírem que vale a pena Fossati prosseguir. Seria conveniente que ele finalmente definisse uma esquematização, treinasse exaustivamente tal forma de jogar e assim conferisse um padrão melhor, uma mecânica superior, ao que o Inter vem apresentando.

Porque o Time, como o São Paulo em 2006, está com obrigação de reverter uma tendência. Uma recapitulação, e chegamos à conclusão de que não há mais dúvidas quanto ao maior clássico da década no futebol brasileiro (ela começa sempre em anos terminados em 1, diferentemente do que boa parte da mídia pensa......):

- Agosto de 2003: Pelo primeiro turno do Brasileirão, Nilmar brilha, o Internacional vence o tricolor no Morumbi por 2X0 - quando Kaká ainda estava por lá - e quebra um tabu de 28 anos sem vencer o São Paulo em jogos oficiais, na casa dele.

- 2005: O Internacional elimina o S. Paulo pela Copa Sul-Americana, com 2X1 no Beira-Rio e 1X1 no jogo de volta. No Returno do Brasileirão, pela primeira vez goleia um adversário já preocupado com rebaixamento, por 3X0. Paulo César Tinga e Fernandão (que tapa de luva na diretoria, domingo! Porém, praticamente só marcou o gol, o dever maior de um atacante.....) tiveram espetaculares atuações. Apenas para reforçar: priorizando a vitoriosa campanha na Copa Libertadores 2005, o tricolor poupara titulares e ficara perigosamente para trás na tabela do campeonato nacional.

-2006: Antes das finais da Taça Libertadores, que falam historicamente por si, o Internacional bateu o tricolor paulista por 3X1 no Beira-Rio, com dois gols do zagueiro Índio. Em resumo: ampla era a superioridade recente antes da memorável decisão do torneio continental daquela temporada, ao contrário de agora.

Em 2008, o São Paulo enfiou 3X0 numa partida em que o Inter poupou alguns titulares no Morumbi, devido à prioridade para a Copa Sul-Americana, e arrancou para o terceiro título nacional consecutivo. No ano passado, só empatou em 2X2 no Beira-Rio, porque a arbitragem não assinalou impedimentos existentes em dois gols de Alecsandro, e - com espetacular atuação do goleiro reserva Bosco - alcançou sofrido triunfo por 1X0 em seus domínios. No fim de semana, sempre pelo campeonato brasileiro, o sucesso no "aperitivo" do confronto no horizonte.

O desafio do Internacional consiste, portanto, em reverter a tendência, evitando que as coisas aconteçam como há quatro anos. A parada da Copa do Mundo vale para todos, e não apenas para o Colorado. Será que a Conmebol vai adiar as semifinais? Sim, porque do contrário, devido a esta esdrúxula determinação da Fifa no sentido de que reforços vindos do exterior só possam atuar em agosto (como se o Brasil seguisse o calendário europeu!), nenhuma contratação importante mudará o panorama para os lados do Beira-Rio. O primeiro jogo, confirmado para julho, inviabiliza a presença de Paulo César Tinga na Taça Libertadores, por exemplo.
 

2009 ·Gol de Letras by TNB