Grêmio

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Mais uma vitória em busca do tri!

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A semana, a ideia de Roth, o Inter B.

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Maylson garante mais uma vitória

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O Inter estará pronto dia 16?

Chegou o fim

30 de nov. de 2009

Peço desculpas principalmente à torcida cruzeirense e aos meus colegas de blog pela ausência no blog. To devendo, é que estou morando provisoriamente distante de casa e ando sem acesso à internet. Mas continuo aceitando inscrições pro blog:

E claro, como eu disse PASSAMOS O GALO! Agora sim as coisas estão voltando ao normal, e libertadores alguém acha que dá tempo? Aliás, alguém acha que palmeiras ou são paulo vai perder?

O sonho do Hepta acabou

29 de nov. de 2009

Hoje o São Paulo FC enfrentou o Goiás pela 37o. rodada do Campeonato Brasileiro e não se deu bem, o placar foi Goiás 4 x 2 São Paulo FC. Antes do jogo todos torcedores sabiam que vencer este jogo era crucial para manter o sonho de tornar-se hepta campeão brasileiro e
o time manteve a seriedade de sempre.

O jogo:
O time do São Paulo começou jogando bem, mantendo o Goiás sempre no seu campo defensivo e trabalhando bem pelas laterais do campo, esta vantagem tornou-se gol aos 15 minutos do primeiro tempo, parecia que a caminhada do hepta teria um grande passo mas o time tomou um gol de oportunismo do jogador Vitor logo em seguida.

Apartir deste momento parece que o time sentiu o gol, talvez o jogo contra o Botafogo tenha voltado a memória, o fato é que o time deixou o Goias crescer no jogo e infelizmente tomou a virada aos 37 minutos do primeiro tempo. Foi um balde de água fria e minha única torcida era para acabar o primeiro tempo para o treinador acertar o time no intervalo.

O São Paulo voltou para o segundo tempo mais aberto, buscando o gol de empate e o da vitória mas oferecendo o contra ataque ao adversário mas era a coisa certa a fazer naquele momento.

O São Paulo atacava e tinha volume de jogo quando aos 21 minutos o Fernandão fez uma ótima jogada e ampliou mais ainda o placar. Goiás 3 a 1 e fim do sonho do hepta (desculpe repetir tanto essa frase mas ela não sai da minha cabeça).

Ainda saiu mais um gol para o São Paulo e outro para o Goiás, terminando a partida com Goiás 4 x 2 São Paulo FC, e por favor não peçam detalhes sobre estes gols porque eu não assisti, não ouvi, não vi replay e provavelmente só vou ver daqui 1 semana no YouTube.

Para um time que estava totalmente desacreditado no começo do ano com o Muricy, este time mostrou muita garra e honrou a camisa tricolor, o time mostrou algumas deficiências, que são normais em um campeonato tão longo e competitivo, mas o mais importante foi o poder de reação do time. O fato a lamentar é que o título estava tão perto. Ser tricampeão brasileiro é um feito que talvez nenhum outro time faça novamente, imagine tetracampeão.

Perdemos o campeonato, mas perdemos em pé, lutando e honrando a camisa tricolor, Ainda existem chances matemáticas mas moralmente nulas.


Uma observação, o desfecho provável e a vitória

27 de nov. de 2009

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

Em primeiro lugar, uma observação "corretiva": escrevi aqui que o Internacional nunca perdeu no México, em considerações acerca dos grupos da Copa Libertadores da América. Na verdade, nunca foi derrotado na importantíssima competição continental e em torneios amistosos, ou com maioria de jogadores vestindo a camisa da Seleção Brasileira. Em 2007, o Colorado faturou a recopa levando 2X1 em terras astecas para o Pachuca, e derrotando o adversário na volta por 4X0 no Beira-Rio.

Continuando os momentos culturais neste espaço:

"A cidade é fecundada
por aquela espada,
que se derrama,
por aquela
úmida gengiva de espada".

(Fábula do Capibaribe, de João Cabral de Melo Neto)

Eis que na bela Recife, do sofrido estado de Pernambuco, o Inter arrebatou a vaga na Taça Libertadores da América 2010. Resta saber se como vice-campeão, o que considero, em se tratando de um Brasileirão de pontos corridos, uma conquista. Talvez - hipótese remotíssima - como campeão; dificilmente, como terceiro lugar, embora a partida contra o ainda vivo, mas agonizante, Ramalhão, não possa ser considerada "jogada", como quase todas, aliás, neste incrível Campeonato Brasileiro. Eu cheguei, por exemplo, a considerar o Fluminense condenado. Não é que - ao que tudo indica - o tricolor das Laranjeiras escapará da segunda divisão, possivelmente, rebaixando o Coritiba?

No jogo de ontem, o conjunto comandado por Mário Sérgio Paiva teve atuação irregular. No primeiro tempo, atacou por ambos os lados, procurou preservar a posse de bola, mas ofereceu pelos flancos espaços demasiados ao Sport Recife. A arbitragem cometeu dois erros que se compensaram. Não viu o impedimento no lance do gol do Leão, mas ignorou uma penalidade máxima do goleiro Lauro. Ao fim e ao cabo da primeira etapa, placar justo, portanto. Como o Internacional criava oportunidades, a sensação é que a primeira virada alvirubra neste Brasileirão aconteceria, antes tarde do que nunca. E ela veio no segundo tempo, com a eficiência do "décimo-segundo" jogador Andrezinho na cobrança de falta. Entendo as dificuldades, pois nenhum embate costuma ser fácil na mais importante competição nacional do país, com raras exceções, dada a paridade geral etc.

E quase nenhum colorado se ilude quanto ao que haverá no Maracanã, no próximo domingo. É compreensível que o Grêmio - sem nenhuma aspiração no campeonato - não queira dar chance ao rival de comemorar um título. Não acredito que "entregará o jogo", mas procederá de modo a diminuir as chances de obter pelo menos um ponto (o que combinado com a vitória do Inter contra o Santo André daria ao Clube do Povo do Rio Grande o título pelo número de triunfos no Brasileirão......) no maior estádio do mundo. Como? Colocando juniores e reservas, com o staff tricolor instruindo, ou dando a entender, que o interino Marcelo Rospide não se preocupe demasiadamente, em termos de preleção e outras tarefas relativas ao estudo do oponente . Fico me perguntando se São Paulo e Palmeiras se manterão indiferentes a isto.

O Internacional, por outro lado, não deve se queixar. Cabe lembrar que foi goleado por 4X0 pelo Flamengo no Maracanã e empatou em 0X0 no Beira-Rio com o "mais querido" (numa situação em que o gramado estava impraticável.....), além de, como todos os concorrentes à primeira colocação, desperdiçar espantosamente chances para assumir a liderança e não mais largá-la. Curiosamente, o Mengão, de inegáveis méritos, pode faturar o título tendo levado a maior goleada do campeonato: 5X0 para o Coxa no Paraná, no primeiro turno. Outro dia, farei comparações interessantes das campanhas de Inter e Fla. Ia me esquecendo: parabéns aos gremistas por terem - pela primeira vez na era dos pontos corridos, isto acontece com um clube - terminado o Brasileirão 2009 sem perder em casa. Quem sabe, coroam esta campanha conseguindo surpreender um adversário de grande qualidade longe dos domínios do Olímpico? Na verdade, um colega de trabalho hoje pensou em uma excelente sugestão para a CBF. Tanto o Turno quanto o Returno do campeonato nacional deveriam terminar com clássicos regionais. Neste cenário, o nível de suspeitas se aproximaria do zero.

O sorteio dos grupos da Copa Libertadores e o sexto sentido

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

Pois não é que pode ter surgido nesta sexta-feira a explicação para o fato de "ninguém estar querendo conquistar este Brasileirão"? Os principais candidatos estavam com um sexto sentido em relação ao que aconteceria no sorteio dos grupos da Copa Libertadores da América 2010! Acompanhem meu raciocínio, para ver se existe fundamento nele.

O terceiro colocado, na atualidade o Internacional, certamente, enfrentará um colombiano, um mexicano e o vice-campeão paraguaio. Ok, o México e o Paraguai têm crescido no futebol mundial. Porém, prestem atenção em quem o vencedor do campeonato enfrentará: o Universidad do Chile, país que vive um momento bom, pode-se dizer, à medida que conquistou vaga na Copa do Mundo, um venezuelano, tudo bem, mas já de cara receberá na chave.....um argentino, ao que tudo indica, saído da etapa chamada de Pré-Libertadores.

Ora, com o regulamento do torneio continental privilegiando a melhor campanha, em termos de direito à decisão em casa, nas fases de "mata-mata", parece evidente que o primeiro lugar do Brasileirão sofrerá mais na busca por este objetivo, visto que tanto o clube da terra que deu ao mundo o poeta Neruda como qualquer um que vier da nação do escritor Jorge Borges complicarão demais a briga por duas vagas! Logicamente que a prática nem sempre confirma previsões futebolísticas. E afinal, para o Inter, hoje, ficaria prevista uma viagem ao México, onde, aliás, o Colorado não perdeu.

Em resumo: o Internacional precisa focar em duas vitórias nas partidas restantes do campeonato brasileiro, e, com maior tranqüilidade agora, ver o que o destino reserva para Flamengo e São Paulo. Notícias recentes dão conta de motivação total de Fernandão e Iarley, atletas que escreveram maravilhosamente seus nomes na História do Clube do Povo do Rio Grande. Então, tomara que o Goiás esquente ainda mais o desfecho da competição. Penso que a preparação alvirubra para o embate deste domingo em Pernambuco é correta, e os frutos serão colhidos na Ilha do Retiro, independentemente do adversário se encontrar em triste estado. O respeito (com a viagem e a concentração antecipadas) sempre constitui um bom passo para o triunfo.

Lançamento Duplo de Livros para São Paulinos

25 de nov. de 2009




O público São Paulino será presenteado com mais dois livros nesta reta final do Campeonato, e o lançamento será nesta quarta-feira as 19.00 horas na Livraria Saraiva do Shopping Morumbi.

O primeiro livro é o Nascido para Vencer, dos autores Marcelo Prado e Luís Augusto Símon (o mesmo autor do livro Tricolor Celeste).
Neste livro os autores contam a história do clube desde quando existia a brincadeira que o título de Campeão Paulista era decidido na moeda: Cara para Palmeiras, Coroa para Corinthians e se a moeda parasse em pé seria São Paulo; bem a moeda caiu em pé  pela primeira vez em 1943 e não parou mais até tornar o São Paulo no clube mais vitorioso do futebol Brasileiro.

O segundo livro, O time do meu Coração é do autor Thiago Braga, neste livro é um anuário estatístico e mostra os números envolvidos no futebol do São Paulo ao longo dos anos, informações sobre o time dentro e fora de campo aliado a muito humor e inteligência.

Enfim, são dois livros que não podem faltar na leitura dos São Paulinos para aumentar ainda mais o conhecimento do clube para futuras disussões com os torcedores de outros times.

A Vitória Sublime e a Ironia

23 de nov. de 2009

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

A vitória sublime do Internacional no Mineirão (há quase uma década e meia, não faturava lá três pontos contra o Galo....) foi construída taticamente. Isto é uma unanimidade entre os cronistas. Concordo em parte, com a ressalva de que a alteração crucial feita pelo treinador Mário Sérgio Paiva, ao tirar D´Alessandro do meio-de-campo, foi arriscada. Glaydson melhorou a marcação pelo lado direito da defesa, esquerdo de ataque do Atlético, que procurava agredir o Colorado por ali. Entretanto, a posse de bola diminuiu, o que se corrigiu em parte com a presença posterior de Andrezinho. O ferrolho defensivo funcionou: o Galo não pôde explorar a velocidade de seus atacantes, e criou poucas chances a mais do que o adversário, sendo rigoroso na análise.

Guiñazu e Guiliano cumpriram boa jornada, mas o volante Sandro se constituiu no maior destaque, assim como a defesa, merecendo citação especialmente Kléber, também pelo passe rápido na cobrança de falta que originou o gol de Guiliano. Era crucial o triunfo para pôr a mão na vaga na Copa Libertadores da América 2010. Notável também o fato de que o Inter venceu seis vezes consecutivamente equipes treinadas pelo competente Celso Juarez Roth. Sim, estou incluindo na conta o memorável 4X1 no grenal do returno no Brasileirão passado. Nesta temporada, mais três resultados positivos contra o tricolor gaúcho e dois contra o time mais popular de Minas Gerais (opa, será que escrevi bobagem, querida Lilian?), com direito a duas goleadas, na soma total, se lembrarmos o 3X0 do primeiro turno no Gigante da Beira-Rio.

A ironia agora é que, com os tropeços de São Paulo e Flamengo, o Clube do Povo do Rio Grande pode já estar recebendo decisivíssima ajuda de.....Iarley e Fernandão para arrebatar o título nacional. O Corínthians, - confio no profissionalismo de Mano Menezes - quem sabe, empate com o "mais querido", e o Goiás tem condições de bater o ainda líder do campeonato no estádio Serra Dourada. Depois da ajuda de ontem contra o candidato carioca, por que não?

Claro, o Internacional precisa fazer a parte dele de novo. E não considero favas contadas uma vitória contra o Sport em Recife. Longe disto. Não existe partida jogada, ainda mais neste Brasileirão! Então, a estratégia para o confronto decisivo tem que ser bem arquitetada. A ausência do volante argentino, punido com o terceiro cartão amarelo, será sentida. Como o Inter deve cobiçar a vitória, pensaria na solução simples da colocação de Glaydson como primeiro volante, adiantando Sandro para o lugar do "Cholo". Não cogitaria a presença de três zagueiros. Que eletrizante reta final! Vamos passar a semana na expectativa de outra rodada empolgante, ainda que existam chances do campeão se tornar conhecido no próximo domingo. E uma informação importante para todas as torcidas brasileiras, que vivem a expectativa de um ótimo primeiro semestre em termos competitivos: muito provavelmente Boca Jrs. e River Plate não estarão na próxima edição do mais importante torneio continental, representando a Argentina, pois andam mal das pernas no campeonato local.

Botafogo versus São Paulo FC

22 de nov. de 2009

Botafogo 3 x 2 São Paulo FC.
26.500 pessoas viram no estádio do Engenhão um jogo muito bom e aplausos para o árbitro Sandro Meira Ricci que não cometou nenhum erro.


O jogo:
O jogo começou muito bem. Os dois times marcando forte mas o Botafogo apresentava uma ligeira superioridade, esta superioridade virou um gol aos 14 minutos com Jobson.

Após o gol o time do Botafogo não conseguiu manter a pressão e o São Paulo assumiu o comando do jogo, criando várias oportunidades de gol e aos 49 minutos do segundo tempo o São Paulo empatou o jogo, gol do Washington que até então não tinha aparecido no jogo.

Neste primeiro tempo o time concentrou muito o jogo no Hernanes, talvez seja pela falta do Dagoberto no time, no jogo passado eu reclamei que o Marlos poderia fazer este papel mas neste jogo ele não fez.

Na volta do segundo tempo o Botafogo passou a ficar retraído e abusou dos toque de lado, faltou condicionamento físico ao time. O São Paulo passou a administrar bem o jogo e conseguiu a virada, Jorge Wagner aos 11 minutos do segundo tempo.

Na minha cabeça era o gol do título e estava em festa e talvez os jogadores em campo também pois em descuido da zaga o Botofogo conseguiu o gol de empate, 2 minutos após o meia renato empata novamente o jogo.

O São Paulo continuou jogando bem e o Botafogo passou a usar muito bem o contra ataque com o Jobson. Os rápidos contra ataques do Jobson custaram a expulsão do Richarlyson que infelizmente desfalca o time no próximo jogo contra o Goiás, geralmente eu reclamo de jogadores violentos mas o desta vez foi uma consequência do jogo pois o time sentiu muito a falta do Jean na sua defesa.

Neste final de jogo a única crítica é para o excesso de jogadas individuais do time do São Paulo e uma menção honrosa ao árbitro que não cometeu nenhum erro no jogo.

Enfim, o São Paulo (infelizmente) não somou nenhum ponto nesta rodada e agora depende dos outros resultados para manter-se na ponta da tabela.

Livro Tricolor Celeste

21 de nov. de 2009




Eis que surge um novo livro sobre o São Paulo Futebol Clube nesta reta de chegada do Campeonato Brasileiro embora não tenha nenhuma relação com ele. 

O título é Tricolor Celeste, escrito por Luís Augusto Simon com esta bonita  e auto explicativa capa. O autor é já conhecido pelo público São Paulino, pois ele escreveu o livro Nascido para Vencer em conjunto com o Marcelo Prado.

O livro aborda quatro ídolos do tricolor paulista de decendência uruguaia: Pablo Forlán, Pedro Rocha, Darío Pereyra e Diego Lugano. Eu vi o Diego Lugano jogando e Dario Pereyra como Técnico.

A leitura é muito interessante, principalmente para torcedores que assim como eu não tiveram oportunidade de assistir Pablo Forlán, Pedro Rocha e Darío Pereyra jogando. Só para constar, Pedro Rocha participou do título Brasileiro de 1977, e Darío Pereyra participou dos títulos brasileiros de 1977 de 1986.

O livro foi lançado no último dia 19 de Novembro em São Paulo e possui entrevistas, depoimentos de seus adversários e alguns documentos.

Eu ainda não li o livro, mas em breve lerei.

Qual bom argumento para ler este livro?
Como eu disse anteriormente, dos quatro jogadores só vi o Diego Lugano jogando  e todos torcedores mais velhos diziam-me que Pablo Forlán, Pedro Rocha e Dario Pereyra jogavam melhor que o Diego Lugano, portanto acho este motivo mais que suficiente para ler este livro e conhecer um pouco mais sobre a história do São Paulo.


Um grande abraço!

40 anos do gol mil e rodada

19 de nov. de 2009

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

Pois nesta quinta-feira, vale lembrar os 40 anos do milésimo gol de Pelé. Como se sabe, o cidadão Edson Arantes do Nascimento merece muitas críticas. Porém, o que representou o camisa 10 do Santos e da Seleção Canarinho durante uma década e meia é outra coisa. Lembro que, quando o maior craque de todos os tempos marcou o gol na vitória contra o Vasco da Gama no Maracanã, o país vivia tempos sombrios. A ditadura militar estava no pior período. Por ironia da História, a Seleção Brasileira de 1970 - a melhor de todas segundo a maioria dos analistas - serviria a propósitos do regime, com seu êxito retumbante no México.

Entretanto, ao voltar o olhar para aquele Brasil, hoje, felizmente muito diverso, também se pode examinar o maravilhoso futebol de nossa pátria como um microcosmos, uma atividade em si, uma práxis artística (por que não?) e compreender que Pelé, Tostão, Jairzinho, Gerson e Carlos Alberto maravilharam o mundo depois de grandes times se formarem e o mais popular dos esportes finalmente ganhar um verdadeiro campeonato nacional, por aqui. Sim, o Robertão, para mim, merece ser equiparado ao Brasileirão, e os títulos de Palmeiras, Santos e Fluminense (conseqüentemente o Bi-Vice do Internacional em 1967 e 1968) têm que ser reconhecidos oficialmente pela CBF. Portanto, o Peixe, com seu segundo lendário time na era contemporânea, era o campeão brasileiro quando o "Atleta do Século" venceu Andrada naquela penalidade máxima, na goleira à esquerda das cabines de imprensa do maior estádio do planeta!

E a rodada do Brasileirão começou - talvez pouco devendo neste aspecto àquela época - deveras emocionante. O Palmeiras, nesta quarta em Porto Alegre, comprovou que o vestiário estava fugindo do controle (algo surpreendente para a fama do técnico Muricy Ramalho), com a briga grotesca entre seus atletas. Agora, uma pergunta: por que o árbitro gaúcho Leandro Vuaden não utilizou o mesmo critério que Héber Lopes para o conflito envolvendo os jogadores do São Paulo, que praticamente chegaram às vias de fato no sábado passado contra o Vitória? Não estou entrando no mérito se o critério precisa ser mais ou menos rigoroso. Apenas argumento que ele não foi igual.....e deveria ter uniformidade.

Se o Internacional mantiver a escalação contra o Atlético, no Mineirão, criará chances para derrotar o Galo, e se Botafogo e Goiás aprontarem pra cima de São Paulo e Flamengo.....pode ainda sonhar com o título. Difícil? Quase impossível. O campeonato, entretanto, está tão louco que ainda não se pode descartar que o Colorado conquiste o primeiro lugar.....pelo número de vitórias. O problema é que o Inter bateu equipes treinadas por Celso Juarez Roth em todos os últimos cinco embates! A estatística, desta forma, aponta contra a possibilidade de um triunfo em Belo Horizonte. Porém, quem diz que ela pesa tanto assim no jogo de bola? Tomara que o conjunto comandado por Mário Sérgio Paiva mostre até um pouco mais de força coletiva, na comparação com o primeiro tempo da vitória passada contra o Santos.

A Arte De Fazer O Impossível

18 de nov. de 2009


Poderia começar esse post dizendo as frases ditas até agora, tipo “o campeonato está imprevisível” ou “esse é o campeonato mais equilibrado de todos os tempos” e etc. Não que seja mentira, mas isso está mais que óbvio.

Vários possíveis campeões apareceram ao longo do campeonato como o Atlético-MG que começou sobrando no começo e hoje perdeu a força, podemos citar também o Palmeiras considerado por muitos o virtual campeão e na reta final luta para se manter com chances. E o Flamengo... É o Flamengo era apenas uma manchinha rubro-negra na tabela.

Dizer que o Flamengo brigaria pelo título era um sinônimo de muito fanatismo pelo time carioca ou falta de informação sobre os fatos, já que a equipe não ia bem das pernas com os problemas dentro e fora de campo ostentando a sua 14ª colocação.

Mas o tempo passou a formação ideal, o entrosamento e os reforços chegaram, os problemas acabaram (ou pelo menos foi mascarado) e com isso vieram às vitórias. E também grandes triunfos e com uma empolgante arrancada, o flamengo surgiu.

O que era impossível passou a ser improvável que se tornou muito difícil que ficou apenas difícil que virou questão de tempo e agora é realidade.

Poderia continuar esse post dizendo todas as frases ditas até agora, tipo “o campeonato está imprevisível” ou “esse é o campeonato mais equilibrado de todos os tempos”. Não que isso seja mentira, mas pra quem já contrariou matemáticos e porque não a lógica, fazer o impossível virar história seria um feito e tanto.

Sábado, 14 de Novembro de 2009, 35o rodada: São Paulo FC 2 x 0 Vitória

17 de nov. de 2009

No possível último jogo no Morumbi o São Paulo Futebol Clube fez bonito, venceu o jogo por dois a zero, gols de Jorge Wagner aos 24 minutos do primeiro tempo e Hugo aos 4 minutos do segundo tempo.


O jogo:

O jogo começou muito quente com ataques rápidos pelos dois lados, André Dias e Hugo confirmam isso. Os dois jogadores acabaram tendo uma breve discussão em campo em jogada de escanteio na área tricolor. Os dois acabaram sendo advertidos corretamente pelo árbitro mas ao final do jogo sairam abraçados (talvez no intervalo algum dirigente instruiu corretamente os jogadores). Os dois jogadores podem sofrer sansões disciplinares da CBF, justo na reta final isso seria muito ruim para o São Paulo Futebol Clube (e ótimo para o Flamengo).

Neste jogo o atacante Washington cansou de perder gols, e credito a ele bons momentos de raiva, parecia que o jogo iria ficar complicado pois todo ataque do São Paulo era neutralizado pelo goleiro Viáfora, mas aos 24 minutos o Jorge Wagner abriu o placar. Para delírio da torcida, mais de 53 mil pagantes e eu no meu rádio.

Depois que o São Paulo abre o placar do jogo parece que o time cresce (talvez o que o goleiro Marcos tenha reclamado na sua última entrevista sobre o Palmeiras), o time naturalmente retrai e compacta a marcação e passa a explorar os ataques rápidos. Neste jogo não tinha o Dagoberto, mas o Marlos que poderia fazer esta ligação rápida estava no banco e não fui utilizado. O São Paulo passou a controlar o jogo e manter o Vitória longe da área do Rogério Ceni.

Início do segundo tempo e o segundo gol saiu rápido, logo no início do jogo com otima jogada de Hernanes o São Paulo ampliou o placar com Hugo. Com dois a zero no placar o time passou relaxar a marcação e isso implicou no time do Vitória incomodar o gol São Paulino por 3 ou 4 vezes, felizmente nenhuma virou gol...

Fim de jogo, mais três pontos e um pouco de moral para o time jogar a próxima partida no Rio de Janeiro, Estádio do Engenhão contra o Botafogo. Se eu fosse o treinador do São Paulo eu mostraria o primeiro tempo de Palmeiras e Sport para mostrar como um time não pode menosprezar os times que estão na zona de rebaixamento.

Até domingo, 22 de Novembro, as 17.00 horas no bonito Engenhão para encarrar o Botafogo com toda seriedade do mundo e trazer três importantes pontos para casa.

A vitória clássica e a reconciliação

16 de nov. de 2009

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

Pois o Internacional obteve uma vitória clássica contra o Santos. E contando com os resultados favoráveis, voltou ao chamado G-4, vendo outra vez, a três rodadas do final do Brasileirão, a possibilidade de arrebatar a vaga para a Pré-Libertadores da América. Isto em um jogo com protestos de uma parte dos fãs, os quais levaram faixas ao Beira-Rio acusando os atletas de mercenários.

Justiça seja feita, especialmente no primeiro tempo, o Colorado de Mário Sérgio Paiva esteve melhor arrumado taticamente, na comparação com o que o treinador havia oferecido até agora. O meio-de-campo teve movimentação bem mais racional e as triangulações pelos dois lados funcionaram, com o limitado Danilo realizando, talvez, a grande partida de sua trajetória, ao voltar de lesão na lateral direita. O Santos, bem orientado por Vanderley "Luxa" (o qual foi saudado esperançosamente pela torcida colorada, sonhando com um acerto concretizado para 2010.....quem diria que os sócios rejeitaram a 9 por 1 o candidato à presidência que defendeu seu nome para técnico?), deu o trabalho esperado, também criando oportunidades, apesar do cansaço pós-viagem ao México. Não enfrentara de igual para igual o Flamengo - time de maior destaque no returno - em pleno Maracanã? Kléber e D´Alessandro se reconciliaram, (a briga durante um treino secreto da semana conturbada foi implicitamente confirmada pelo lateral e pelo técnico alvirubros.....) abraçando-se depois do terceiro gol, o do desafogo, marcado pelo bom jogador vindo da Argentina.

A arbitragem, no meu entendimento, errou em dois lances. No primeiro, um jogador santista colocou a bola pra fora com a mão, dentro da área. Era quase fim da etapa inicial, e o pênalti beneficiaria o Clube do Povo do Rio Grande. No segundo tempo, Lauro atrapalhou a progressão de Cléber Pereira, perto da área pequena, em uma situação confusa. O juiz compensou. Entretanto, admito que as situações se prestam a mais de uma interpretação. Logo, não há que se contestar tanto assim o árbitro. Como as punições andam correndo solto no campeonato, cabe escrever que seria uma demasia que uma delas a atingisse.

O 4-4-2, simplificado, com variação para um 4-5-1, já que o garoto Marquinhos é versátil, merece ser mantido no Mineirão, projetando-se o duelo "de 6 pontos" contra o Galo! Se o Inter empatar, a vaga para a Taça Libertadores 2010 estará muito bem encaminhada; se perder, pelo contrário, e se vencer.....dependendo do que o Botafogo e o Goiás aprontarem contra S. Paulo e Flamengo, será incrivelmente possível até sonhar ainda com o título! Que Campeonato, meus leitores! Esperemos, e acompanhemos as preparações das equipes, lembrando que o Grêmio, antecipadamente, recebe o Palmeiras nesta quarta-feira, cá em Porto Alegre. Ajudará novamente o tradicional adversário?

São Paulo 2 x 0 Vitória

E o Tricolor do Morumbi conseguiu uma importante vitória no sábado ultimo (14/11) no Morumbi contra o Rubro-negro da Bahia.
Uma boa vitória que não chegou a ser seriamente ameaçada, uma vitória segura de um time que parece bastante maduro para disputar o titulo do Brasileirão.
Sério mesmo serão os desfalques para a partida contra o Botafogo, além do terceiro amarelo que André Dias e Borges tomaram bobamente, por discutirem entre si, existe a amaeaça do julgamento de Dagoberto, Borges e Jean. Me pareçe que a suspenção de mais de um jogo para Borges será inevitável, resta a esperança de contarmos com Dagol e Jean.
No sábado registrou-se a maior arrecadação do presente Campeonato, nada menos que R$ 1.776.015,00 com mais de 53.000 espectadores, superando a renda de Flamengo e Santos até então a maior do Torneio. Das dez maiores arrecadações desse Brasileirão até o momento, quatro têm o Tricolor como mandante., três o Flamengo (sendo uma partida contra o São Paulo), uma o Palmeiras (contra o Flamengo), Corinthinas e Goiás(contra o Flamengo).
O São Paulo deverá entrar com recurso contra a perda de um mando de jogo, contra o Sport, uma das alegações será a invasão no jogo entre Flamengo e Santos que sequer foi levada a julgamento. Direitos iguais...
Nas estatisticas dos entendidos o percentual de chances do São Paulo ser campeão é de 50%, o Flamengo 40%, somando os demais os restantes 10%.
O Botafogo, próximo adversário do Tricolor, perdeu nesse final de semana, tornando a aprtida da próxima rodada mais difícil para o São Paulo.
Destaco nessa reta final o comando de Ricardo Gomes que pegou o time em 16º lugar, 11 pontos atrás do lider e agora na reta final desponta como lider, o titulo realmente é muito difícil de ser conquistado, mas pela reação demonstrada, sem dúvida, Ricardo Gomes é digno dos maiores elogios. Sinceramente não acreditava no São Pauilo esse ano, mas como dizem.... o Campeão voltou...

O maior dos empates tricolores?

15 de nov. de 2009

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

Pois não é que o Grêmio, sem Paulo Autuori, deu uma senhora "mão" ao meu Colorado? Incrivelmente, bem ao estilo da "imortalidade", conseguiu empatar no Mineirão, mesmo terminando os 90 minutos com um a menos. Agora, cresce a obrigação moral do Internacional se ajudar contra o Santos. Se entrar no chamado G-4 do Brasileirão também graças ao conjunto comandado por Marcelo Rospide, nós, torcedores do Clube do Povo do Rio Grande, festejaremos o 1x1 deste sábado como o maior dos empates tricolores......talvez pela rivalidade surgida na Taça Libertadores deste ano, a comissão técnica provisória gremista vibrou muito após o gol nos últimos minutos da partida. Ironicamente, o Cruzeiro hoje pode - contra o time batido nas semifinais da competição continental neste ano - ter dado adeus à edição de 2010.

Independentemente da brincadeira, é claro que cabe um grande elogio à dignidade do grupo do tradicional adversário do Inter. Não ligou para qualquer benefício, jogou seriamente, quase de igual para igual com a Raposa e conseguiu com lisura um bom resultado, nas circunstâncias. Lembrei da última rodada da fase classificatória do Campeonato Nacional de 1997. O Grêmio corria algum risco de rebaixamento, se o Internacional perdesse pro Bragantino no Beira-Rio. Acabou fazendo a parte dele, ao bater no Rio de Janeiro o Fluminense por 2X0, mas o Alvirubro não deixou dúvidas de sua seriedade, ao liquidar a agremiação paulista por 7X0 no Gigante, sua maior goleada em Brasileirões. Sempre alguém lembrará de um ou outro episódio em que o comportamento não foi este. Creio sinceramente que na era do futebol profissional terão sido exceções à regra da postura correta.

O primeiro embate a que assisti do Inter contra o Santos traz a recordação de um belíssimo gol de falta, marcado pelo ótimo centroavante Flávio "Bicudo" ou "Minuano". O atacante, aliás, cobrava infrações com os dois pés, mantendo a qualidade! Este tento - logo no começo do duelo - deu a vitória ao Colorado em setembro de 1975, na memorável campanha do primeiro camponato brasileiro conquistado. Naquela tarde em que o Peixe, inclusive, ofereceu muito mais dificuldades do que se previa (já que passava por uma crise técnica), o jovem Paulo Roberto Falcão se impôs contra Clodoaldo, salvo engano. O "Bola-Bola" foi apontado pela crônica esportiva como melhor jogador em campo.

Durante a semana, vazaram informações de desentendimentos entre atletas (Kléber e o argentino D´Alessandro) nos treinos secretos, a crônica esportiva divulgou salários elevadíssimos de alguns "medalhões", e Mário Sérgio Paiva brigou com a imprensa em geral, por causa das críticas que recebeu. Não sei o que esperar do Inter no final da tarde/início de noite do domingo, diante deste contexto. Tomara que haja um show de bola do garoto Marquinhos, que, segundo indícios, receberá nova chance como titular no ataque. Já daria alguma esperança. Para terminar, uma questão da semana.

O que projetar em um campeonato onde pelo menos um tempo o lanterna, em seguida rebaixado (Sport Recife), atua contra um candidato ao título na casa dele, mostrando superioridade, chega ao 2X0, e um....Palmeiras da vida sua sangue pra deixar tudo igual? Enfim, oxalá o Internacional consiga um triunfo convincente tanto quanto possível.

O vencedor que se anuncia e os rumos colorados

9 de nov. de 2009

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

Para começo de conversa, informo que problemas técnicos (provavelmente devido à chuva em S. Paulo.....) inviabilizaram a transmissão da maior parte do segundo tempo do jogo de ontem entre o Internacional e o Barueri para Porto Alegre, via Pay-Per-View. Logo, me limito a avaliar a etapa na qual o Colorado buscou o empate pelo compacto assistido no domingo, mesmo, à noite.

Parece que foi uma partida típica. O time, em tese melhor tecnicamente, começa mal escalado (para que um 4-5-1, se somente a vitória interessava?), leva um gol - num peruzaço do goleiro Lauro, que vai acumulando demonstrações de que não poderá ser o titular do Inter em 2010 - e apenas reage, criando mais oportunidades, nos 45 minutos finais, com uma alteração que o torna mais equilibrado, no caso o garoto Marquinhos no ataque, como companheiro de Alecsandro, autor de dois gols anulados com acerto. Aliás, que chance perdeu, logo ao início do jogo, o substituído Andrezinho!

Não há que se condenar Mário Sérgio Paiva, nem pela coletiva que deu depois do empate, quando mostrou irritação e incoerência nos raciocínios. O treinador tinha todo o direito de estar num péssimo dia, infeliz com o resultado, etc. Deve-se, sim, analisar o erro que foi trazê-lo, com o pensamento mágico de que bastaria substituir Adenor Tite para as coisas andarem melhor. Se era para trocar o técnico, por que faltou antes esta convicção à diretoria? Os rumos colorados para 2010 não apontam mais a presença na Copa Libertadores da América. A verdade é esta. O grupo perdeu peças importantes, a "badalação" que apontou o elenco do Beira-Rio como melhor do Brasil não foi bem administrada, e Guiliano - melhor em campo ontem, tomara que se recupere do tornozelo até domingo.....- ter ido parar na Seleção Sub-20 rodadas e mais rodadas constituiu um absurdo que quase que só no Brasil ocorre. A desgraça geralmente surge a partir de variados fatores. Não se pode mascarar o fato de que ainda que obtenha quatro triunfos nos embates restantes do campeonato nacional, dificilmente, o conjunto comandado pelo ex-craque conhecido como "Vesgo" disputará a mais importante competição continental, na próxima temporada. O Cruzeiro - após a virada contra o desesperado Sport - mostra mais "bala na agulha".

Não obstante as circunstâncias que não dependeram tanto do grupo dirigente, cresce a convicção entre os sócios colorados de que se aproxima a hora na qual o Clube precisa passar por mudanças. Os planos para que se sustente em patamar de altíssimo nível competitivo, no Brasileirão e na Taça Libertadores da América, devem ser muito bem elaborados pelas diferentes correntes de opinião que aspiram ao Poder no Internacional. O nível de exigência da torcida anda muito alto, e depois das memoráveis conquistas de 2006 não baixará. Eis uma realidade para além de eventuais promessas não cumpridas na Temporada do Centenário.

Finalizo, manifestando minha opinião sobre quem levará o mais equilibrado certame (!) dos últimos tempos, já que me recuso a ficar "em cima do muro". Após a convincente exibição no Mineirão, o Flamengo se tornou meu candidato. Possui dois atletas que desequilibram, um deles especializado em gols olímpicos, e ótimos jogadores em algumas posições, caso das laterais, especialmente. Andrade, além de dar sinais de capacidade de organização tática, ao que tudo indica, exerce um papel de líder agregador, e a ambição de faturar os últimos 12 pontos se justifica. O Atlético, do competente Celso Juarez Roth? Bem, corre o sério risco de perder a vaga no chamado G-4 para o tradicional adversário.

Quando Sorín me fez chorar

A despedida do Sorín foi perfeita. No dia seguinte o "maior" jornal de Minas colocou apenas uma nota sobre a partida no rodapé do jornal como se dois times do regional tivessem feito um amistoso. Alguém explica? Sim, a gente explica. Vou falar atrasadamente destes fatos e pro post não ficar longo posto sobre o jogo no meio da semana.

Durante o jogo disparei a escrever. E me saiu isso:




Se tivesse o poder de imortalizar pessoas eu imortalizaria duas: Cazuza e Juan Pablo Sorín. Assim como é impossível reler Só as mães são felizes, da Lucinha Araújo (mãe do Cazuza) sem chorar em vários pontos do livro, é impossível assistir à despedida do Sorín sem derramar lágrimas.
O jogo não podia ser mais amistoso possível, taticamente nem há o que comentar, inúmeras substituições e testes de jogadores parados. Afinal, um amistoso.

Três momentos choráveis: o Sorín comemorando o gol celeste enquanto jogava pelo Argentino Juniors, quando o mesmo voltou para o Cruzeiro no meio do segundo tempo e suas declarações com olhos marejados ao fim do jogo. O amor que tenho por este cara é inexplicável, a saída dele do futebol é como perder o filho que não tive para um casamento, uma universidade, inverbalizável.
Um belíssimo jogo de muita superação! Pablito mostrou que não está na hora de aposentar, que ainda tem muito fôlego e raça, me fez imaginar o que seria do Cruzeiro contando com o Sorín naquela noite contra o Estudiantes...
Um desespero me sacode: não sai homem, deixa eu te imortalizar!

É como se a ordem fosse “pega a bola e toca pro Sorín”, e a onipresença dele no campo foi gratificante, incorporou o espírito de final – final da carreira, talvez – e não de amistoso. Correu atrás da bola, sorriu pra torcida, mostrou-se disposto a jogar de verdade, uma fome enorme de gol e mais de 55 mil corações aflitos esperando pelo gol do maior ídolo da nossa história recente. Pra mim que não vi Joãozinho bater falta que não era dele, nem Piazza pedir para aplicarem a “porra” da injeção pra que ele voltasse à campo Sorín é sim o maior ídolo.
Nunca sairá da minha cabeça a imagem do jogador voltando à campo com a cabeça enfaixada pra marcar o gol da vitória cruzeirense na final da sul-minas. E agora esperávamos que o jogador repetisse a dose na sua segunda despedida: faz gol!
O Cruzeiro ganhava por dois a zero e nenhum gol do ídolo estrelado. Do outro lado do gramado esperava ansioso o goleiro do AJR com sua câmera fotográfica pra frangar um gol do também ídolo deles.
O gol do Sorín era tão esperado que o goleiro do lado de lá apontou pro Bernardo tocar pro Sorín fazer um gol, mas o nosso ex-futuro-ídolo não viu e ficou pedindo desculpas depois. Seria o gol forjado mais emocionante da minha vida... Todas as almas cruzeirenses que desceram do repouso pra assistir àquela partida, todos os 55.000 presentes no Mineirão, os infinitos telespectadores, ouvintes de rádio... toda a China Azul esperava pelo gol do Sorín, torciamos POR ELE como torcemos pelo filho - e é a segunda vez que uso esta palavra, é pra identificar o amor não verbalizável que temos por este argentino.

Foi uma noite que Belchior poderia cantar: o tango argentino me vai bem melhor que o blues.

Tudo bem, vou falar dos outros jogadores: Bernardo e Guerrón mostraram muita disposição pra disputarem uma vaga no titular do Cruzeiro, nem que seja pro ano que vem. Os três goleiros (duas substituições) pouco precisaram trabalhar, Andrey parecia um pouco emocionado e não muito concentrado, mas todos foram bem. Principalmente Rafael, que apesar de ter tomado um gol fez as defesas possíveis. Eliandro também mostrou que quer jogar, mas acho que o garoto só terá oportunidades de verdade pro ano que vem. Do time titular que entrou no início: W. Paulista destacou-se muito e também manteve o espírito de final.
Lágrimas, risos e abraços. O chegada da nova camisa 3 e a despedida do meu maior ídolo. Quanto contraste de sentimentos.
Foi a primeira vez que o Sorín foi cruel comigo, me fez chorar e desta vez não foi só de alegria e emoção, saudosismo... saudosismo precipitado. Ainda inconformada com a precoce aposentadoria.

E a camisa ficou realmente muito bonita, queria ter grana pra pendurar uma no meu guarda-roupas.

Abrazos celestial!



Reformando

8 de nov. de 2009

O Gol de Letras passará por reuniões com os colaboradores pra modificar algumas coisas no blog tornando-o mais dinâmico para nossos leitores. Faremos de tudo pra não diminuir o ritmo de postagens neste período, a reta final do brasileirão. Mas talvez isso aconteça.
Prometemos uma organização maior pra 2010.

Criamos um grupo no msn pra interagir mais os colaboradores, mas o leitor que quiser participar das discussões também pode adicionar: goldeletras@groups.live.com

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O pacto colorado

6 de nov. de 2009

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

Pois os atletas colorados teriam feito um pacto por cinco vitórias nos jogos que restam. Claro, o pensamento imediato é a pergunta: "Já combinaram com os adversários?". Entretanto, há uma dimensão positiva na ambição dos jogadores do Internacional, visto que faturando todos os 15 pontos restantes, existem, inclusive, chances de título, pela loucura do perde-ganha no Brasileirão.

Além da segurança total quanto à conquista de uma vaga na Copa Libertadores da América 2010, até porque acontecerão confrontos diretos entre os concorrentes.

Então, esperemos pra ver se tal atitude já provocará reflexos no difícil confronto contra o Barueri. Vale lembrar que, quando a partida começar, todos os rivais diretos na luta pelo topo terão encerrado seus embates.

Pena que o tradicional adversário não conseguiu bater o São Paulo que ficou 10 minutos com nove em campo, na quarta-feira! Ao menos, não perdeu e desfalcou o tricolor do Morumbi para seu próximo compromisso.....Bem, antes de tudo, o Inter deve passar a se ajudar.

Particularmente, espero que Mário Sérgio Paiva não ceda à tentação de invenções, como dois centroavantes parecidos ao mesmo tempo, e escale o melhor Time possível, sem quaisquer outros interesses interferindo. O retorno de Guiliano proporcionará uma dinâmica melhor ao setor onde as coisas se decidem. Se as oportunidades para os gols surgirem em maior número, podemos acalentar esperanças de um vital triunfo longe de casa, neste domingo!

E agora?

3 de nov. de 2009

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

Pois o desânimo tomou conta dos torcedores do Internacional, após a derrota para o Botafogo no Beira-Rio, sendo que o bravo time carioca jogou quase todo o segundo tempo com um a menos. Mário Sérgio Paiva produziu uma gororoba tática, com um esquema oscilante entre o 3-4-1-2 e o 4-4-2 (com Fabiano Eller improvisado de lateral esquerdo e Kléber passando para o meio-de-campo....) além de, na etapa final da partida, incrivelmente, não dar chance para o jovem Marquinhos, de atuações promissoras, sempre que foi chamado. Uma má atuação coletiva do conjunto Alvirubro gaúcho, que, na minha opinião, nada pode reclamar, pois não me pareceu que tivesse havido pênalti em D´Alessandro, por exemplo.

Não é impossível que um time seja campeão com 67 pontos, o máximo que o Colorado alcançará, embora pouco provável. Quando se começa a ter que desejar uma vitória do maior rival, como amanhã à noite contra o São Paulo, é porque as coisas realmente não andam bem. O antigo portão 8, hoje transformado em entrada do vestiário, concentrou muita gente indignada com os atletas e o grupo dirigente. Com o protesto pela queda na tabela do Brasileirão, e o risco de não ficar entre as equipes que estarão na Taça Libertadores da América 2010, já se intensificam os questionamentos acerca do planejamento do presidente Vitório Pífero e do vice-presidente de futebol, Fernando Carvalho, para a temporada do Centenário. Especialmente, as vendas dos direitos federativos de Nilmar (esta quase impossível de evitar) e de Magrão. Apesar de ter uma visão crítica sobre o modelo de gestão no Inter, prefiro avaliar o cenário com algum cuidado.

Vejamos: a aposta na Copa do Brasil foi evidente. Ali, o Clube do Povo do Rio Grande estava com o elenco completo, tomando como referência o início da temporada. E, aos trancos e barrancos, é verdade, mas passando por adversários de relativa força, chegou às finais. Ora, o Corínthians também contava com um grupo forte e numa decisão de times equilibrados, aproveitou bem a ausência de Nilmar e Kléber (convocados por Dunga para a Seleção Brasileira), se impondo no Pacaembu (houve a atuação controversa do árbitro Heber Lopes, mas isso não vem ao caso) e obtendo a vantagem crucial de dois gols no confronto mata-mata de 180 minutos.

O desfecho todos sabemos. A pergunta que cabe: se o resultado fosse diverso, haveria tal insatisfação da torcida? Provavelmente, não. Agora, vejo sinais preocupantes. O discurso do zagueiro Bolívar de que alcançar o título ficou "realmente complicado" é incorreto. Enquanto houver chances matemáticas, constitui uma obrigação continuar a luta pelo topo. O Fluminense - que o digam os cruzeirenses como a querida Lilian - está mostrando que o Campeonato Nacional terá ainda muitas surpresas. E, para o Internacional, terminar a competição no chamado G-4 segue sendo um dever. Menos do que tal conquista.....desenhará o ano do Primeiro Século como de fracasso.

Bicampeonato

Não pude acompanhar o jogo na íntegra e estou sem muito o que escrever. Desta vez é melhor cada leitor tomar sua devida opinião com base em outros sites e vídeos. Vou aproveitar o vazio de idéias pra postar um texto do nosso presidente Zezé Perrela que estava adiando a algum tempo.

Cruzeiro, legítimo bicampeão brasileiro


Você acha que um time que conquistou uma competição chamada de Copa União pode ser considerado campeão brasileiro? Está lá no site oficial da Confederação Brasileira de futebol (www.cbf.com.br), na página com a relação oficial dos títulos da Série A - “1987 - COPA UNIÃO - Sport Recife (Pernambuco)”.

E o clube que levantou a taça da Copa João Havelange também tem o direito de ser considerado campeão brasileiro? Basta dar uma olhada na mesma página do site para encontrar “2000 - COPA JOÃO HAVELANGE - Vasco da Gama (Rio de Janeiro)”.

Ou seja, não resta a menor dúvida que a entidade máxima do futebol brasileiro não só organizou essas competições como reconheceu seus vencedores.

O que a história do futebol brasileiro escrita até hoje de forma equivocada e controversa precisa reparar é a distinção feita aos clubes que possuem os títulos nacionais anteriores ao surgimento do chamado Campeonato Brasileiro em 1971.

Pouco mais de uma década antes de dar esse “nome definitivo” à competição (definitivo, mas que em duas edições já teve outra denominação), os times dos principais estados do Brasil disputavam um campeonato com o mesmo objetivo e realizado pela mesma entidade, na época ainda chamada de CBD.

Em 1959, a Confederação Brasileira de Desportos, responsável pela Seleção Brasileira, criou um certame que reunia os campeões estaduais de futebol para indicar o representante do país na Taça Libertadores. O primeiro vencedor foi o Bahia.

Na oitava edição, o Cruzeiro Esporte Clube, com um timaço que ficou eternizado na história do futebol, com Raul, Pedro Paulo, William, Procópio e Neco; Piazza, Dirceu Lopes e Tostão; Natal, Evaldo e Hilton Oliveira se tornou o único clube mineiro a erguer a mais cobiçada taça de clubes do Brasil.

Outros times se imortalizaram, como o Santos de Pelé, cinco vezes consecutivas o melhor da Taça Brasil.

Em 1968, o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, também chamado de Taça de Prata, passou a ser a maior competição de clubes brasileiros até que, em 1971, a CBD instituiu o Campeonato Brasileiro de futebol.

Como se vê, ao longo das últimas cinco décadas, as disputas de clubes organizadas primeiro pela CBD e depois pela CBF mudaram de nome e formato, mas o que nunca deixou de ser conhecido foi o campeão brasileiro.

Alguém ainda duvida que os vencedores das competições que existiram entre 1959 e 1970 e que representaram o Brasil na Taça Libertadores foram campeões brasileiros?

Tem algum cabimento afirmar que Pelé, o maior jogador de mundo de todos os tempos, nunca foi campeão brasileiro?

Faz sentido dizer que o Cruzeiro de Tostão e companhia não é legitimamente campeão nacional?

O movimento que Cruzeiro, Santos, Palmeiras, Botafogo, Bahia e Fluminense estão organizando junto à CBF, para que os títulos conquistados por esses clubes sejam reconhecidos pela entidade, está bem perto de um desfecho. O que esperamos é que o bom senso e a racionalidade prevaleçam na análise da questão.

Quero aproveitar para convocar a imensa nação azul para lotar o Mineirão nos dois próximos jogos do Campeonato Brasileiro. Nossa arrancada rumo ao grupo dos quatro primeiros tem nos deixado otimistas e confiantes em novas vitórias.

O Cruzeiro tem a melhor campanha do returno e demonstrado a força do nosso time.

Por último quero dizer que sou totalmente a favor da manutenção da fórmula de pontos corridos, a mais justa disputa para se conhecer o melhor time.

Mas isso é papo para outra semana.


Um abraço

Zezé Perrella

Um Novo Campeonato


Pela primeira vez no campeonato depois da excelente tarde de Bruno e Adriano, o Flamengo entrou no grupo do G-4 e por enquanto ocupa a vaga para da pré Libertadores. E nesse momento critico do Brasileirão o time rubro-negro tem que tomar uma postura diferente, separei alguns itens importantes.

1 - Jogar pra vencer – Apesar de ser obrigação de todo time, agora as vitórias são fundamentais para a assegurar a classificação para a Libertadores e quem sabe contando com outros itens mais abaixo chegar ao título.

2 - Saber a hora de perder – Pode parecer absurdo, mas como deu pra ver nesse campeonato não da para vencer todas ou então ficar sem perder por muito tempo. Então é importante não se distanciar dos times que estão na frente e nem deixar que os adversários que estão atrás se aproximarem.

3 - Contar com a sorte – Uma coisa muito importante de se ter para quando apenas o bom futebol apresentado não ajudar, ou quando ele não aparecer nos jogos. E uma forcinha divina é sempre bem vinda.

4 - Esperar que os fatores extra campo não atrapalhem – Com o campeonato chegando ao fim e muitos times ainda disputando o título, é provável que “supostos” erros de arbitragem atrapalhem despretensiosamente o resultado final da partida. Então é sempre bom se prevenir ou tentar com que isso não comprometa a partida.

5 - Que as malas coloridas não apareçam (tanto) – Esse é o mal que tira o brilho dos grandes times, com esse tipo de “incentivo” é de se esperar que aconteçam resultados estranhos ou absurdos nessa fase da disputa.

6 - Secar os adversários – Por mais que o Flamengo faça a sua parte e que alguns desses itens ajudem o time carioca, não vai adiantar se os seus concorrentes diretos não tropeçarem nessa reta final. Lembrando que o São Paulo se sagrou campeão em 2008 por esse motivo (e pela sua competência também).

Esses são os passos que o Flamengo tem que seguir para ter futuras alegrias. Não da para dizer que vai acontecer isso, mas fica a dica.
 

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