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Bicampeonato

3 de nov de 2009

Não pude acompanhar o jogo na íntegra e estou sem muito o que escrever. Desta vez é melhor cada leitor tomar sua devida opinião com base em outros sites e vídeos. Vou aproveitar o vazio de idéias pra postar um texto do nosso presidente Zezé Perrela que estava adiando a algum tempo.

Cruzeiro, legítimo bicampeão brasileiro


Você acha que um time que conquistou uma competição chamada de Copa União pode ser considerado campeão brasileiro? Está lá no site oficial da Confederação Brasileira de futebol (www.cbf.com.br), na página com a relação oficial dos títulos da Série A - “1987 - COPA UNIÃO - Sport Recife (Pernambuco)”.

E o clube que levantou a taça da Copa João Havelange também tem o direito de ser considerado campeão brasileiro? Basta dar uma olhada na mesma página do site para encontrar “2000 - COPA JOÃO HAVELANGE - Vasco da Gama (Rio de Janeiro)”.

Ou seja, não resta a menor dúvida que a entidade máxima do futebol brasileiro não só organizou essas competições como reconheceu seus vencedores.

O que a história do futebol brasileiro escrita até hoje de forma equivocada e controversa precisa reparar é a distinção feita aos clubes que possuem os títulos nacionais anteriores ao surgimento do chamado Campeonato Brasileiro em 1971.

Pouco mais de uma década antes de dar esse “nome definitivo” à competição (definitivo, mas que em duas edições já teve outra denominação), os times dos principais estados do Brasil disputavam um campeonato com o mesmo objetivo e realizado pela mesma entidade, na época ainda chamada de CBD.

Em 1959, a Confederação Brasileira de Desportos, responsável pela Seleção Brasileira, criou um certame que reunia os campeões estaduais de futebol para indicar o representante do país na Taça Libertadores. O primeiro vencedor foi o Bahia.

Na oitava edição, o Cruzeiro Esporte Clube, com um timaço que ficou eternizado na história do futebol, com Raul, Pedro Paulo, William, Procópio e Neco; Piazza, Dirceu Lopes e Tostão; Natal, Evaldo e Hilton Oliveira se tornou o único clube mineiro a erguer a mais cobiçada taça de clubes do Brasil.

Outros times se imortalizaram, como o Santos de Pelé, cinco vezes consecutivas o melhor da Taça Brasil.

Em 1968, o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, também chamado de Taça de Prata, passou a ser a maior competição de clubes brasileiros até que, em 1971, a CBD instituiu o Campeonato Brasileiro de futebol.

Como se vê, ao longo das últimas cinco décadas, as disputas de clubes organizadas primeiro pela CBD e depois pela CBF mudaram de nome e formato, mas o que nunca deixou de ser conhecido foi o campeão brasileiro.

Alguém ainda duvida que os vencedores das competições que existiram entre 1959 e 1970 e que representaram o Brasil na Taça Libertadores foram campeões brasileiros?

Tem algum cabimento afirmar que Pelé, o maior jogador de mundo de todos os tempos, nunca foi campeão brasileiro?

Faz sentido dizer que o Cruzeiro de Tostão e companhia não é legitimamente campeão nacional?

O movimento que Cruzeiro, Santos, Palmeiras, Botafogo, Bahia e Fluminense estão organizando junto à CBF, para que os títulos conquistados por esses clubes sejam reconhecidos pela entidade, está bem perto de um desfecho. O que esperamos é que o bom senso e a racionalidade prevaleçam na análise da questão.

Quero aproveitar para convocar a imensa nação azul para lotar o Mineirão nos dois próximos jogos do Campeonato Brasileiro. Nossa arrancada rumo ao grupo dos quatro primeiros tem nos deixado otimistas e confiantes em novas vitórias.

O Cruzeiro tem a melhor campanha do returno e demonstrado a força do nosso time.

Por último quero dizer que sou totalmente a favor da manutenção da fórmula de pontos corridos, a mais justa disputa para se conhecer o melhor time.

Mas isso é papo para outra semana.


Um abraço

Zezé Perrella

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