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Quando Sorín me fez chorar

9 de nov de 2009

A despedida do Sorín foi perfeita. No dia seguinte o "maior" jornal de Minas colocou apenas uma nota sobre a partida no rodapé do jornal como se dois times do regional tivessem feito um amistoso. Alguém explica? Sim, a gente explica. Vou falar atrasadamente destes fatos e pro post não ficar longo posto sobre o jogo no meio da semana.

Durante o jogo disparei a escrever. E me saiu isso:




Se tivesse o poder de imortalizar pessoas eu imortalizaria duas: Cazuza e Juan Pablo Sorín. Assim como é impossível reler Só as mães são felizes, da Lucinha Araújo (mãe do Cazuza) sem chorar em vários pontos do livro, é impossível assistir à despedida do Sorín sem derramar lágrimas.
O jogo não podia ser mais amistoso possível, taticamente nem há o que comentar, inúmeras substituições e testes de jogadores parados. Afinal, um amistoso.

Três momentos choráveis: o Sorín comemorando o gol celeste enquanto jogava pelo Argentino Juniors, quando o mesmo voltou para o Cruzeiro no meio do segundo tempo e suas declarações com olhos marejados ao fim do jogo. O amor que tenho por este cara é inexplicável, a saída dele do futebol é como perder o filho que não tive para um casamento, uma universidade, inverbalizável.
Um belíssimo jogo de muita superação! Pablito mostrou que não está na hora de aposentar, que ainda tem muito fôlego e raça, me fez imaginar o que seria do Cruzeiro contando com o Sorín naquela noite contra o Estudiantes...
Um desespero me sacode: não sai homem, deixa eu te imortalizar!

É como se a ordem fosse “pega a bola e toca pro Sorín”, e a onipresença dele no campo foi gratificante, incorporou o espírito de final – final da carreira, talvez – e não de amistoso. Correu atrás da bola, sorriu pra torcida, mostrou-se disposto a jogar de verdade, uma fome enorme de gol e mais de 55 mil corações aflitos esperando pelo gol do maior ídolo da nossa história recente. Pra mim que não vi Joãozinho bater falta que não era dele, nem Piazza pedir para aplicarem a “porra” da injeção pra que ele voltasse à campo Sorín é sim o maior ídolo.
Nunca sairá da minha cabeça a imagem do jogador voltando à campo com a cabeça enfaixada pra marcar o gol da vitória cruzeirense na final da sul-minas. E agora esperávamos que o jogador repetisse a dose na sua segunda despedida: faz gol!
O Cruzeiro ganhava por dois a zero e nenhum gol do ídolo estrelado. Do outro lado do gramado esperava ansioso o goleiro do AJR com sua câmera fotográfica pra frangar um gol do também ídolo deles.
O gol do Sorín era tão esperado que o goleiro do lado de lá apontou pro Bernardo tocar pro Sorín fazer um gol, mas o nosso ex-futuro-ídolo não viu e ficou pedindo desculpas depois. Seria o gol forjado mais emocionante da minha vida... Todas as almas cruzeirenses que desceram do repouso pra assistir àquela partida, todos os 55.000 presentes no Mineirão, os infinitos telespectadores, ouvintes de rádio... toda a China Azul esperava pelo gol do Sorín, torciamos POR ELE como torcemos pelo filho - e é a segunda vez que uso esta palavra, é pra identificar o amor não verbalizável que temos por este argentino.

Foi uma noite que Belchior poderia cantar: o tango argentino me vai bem melhor que o blues.

Tudo bem, vou falar dos outros jogadores: Bernardo e Guerrón mostraram muita disposição pra disputarem uma vaga no titular do Cruzeiro, nem que seja pro ano que vem. Os três goleiros (duas substituições) pouco precisaram trabalhar, Andrey parecia um pouco emocionado e não muito concentrado, mas todos foram bem. Principalmente Rafael, que apesar de ter tomado um gol fez as defesas possíveis. Eliandro também mostrou que quer jogar, mas acho que o garoto só terá oportunidades de verdade pro ano que vem. Do time titular que entrou no início: W. Paulista destacou-se muito e também manteve o espírito de final.
Lágrimas, risos e abraços. O chegada da nova camisa 3 e a despedida do meu maior ídolo. Quanto contraste de sentimentos.
Foi a primeira vez que o Sorín foi cruel comigo, me fez chorar e desta vez não foi só de alegria e emoção, saudosismo... saudosismo precipitado. Ainda inconformada com a precoce aposentadoria.

E a camisa ficou realmente muito bonita, queria ter grana pra pendurar uma no meu guarda-roupas.

Abrazos celestial!



1 comentários:

ArgentinaBrasilJuntos disse...

Excelente texto sobre o Sorín, jogador que em todos os times deixou o coração no balão.
Na seleção argentina foi sucesso, sendo o símbolo da equipe do Bielsa.
Abraço desde Buenos Aires!
Sebastián

15 de novembro de 2009 21:49

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