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"Ranqueando" a Copa Libertadores e outros torneios

30 de dez de 2011

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

Terminei a postagem anterior abordando o Brasileirão, em relação aos rankings, e como eu, em particular, atribuiria o valor ao campeonato. Hoje, comento a Copa Libertadores da América (CLA). No referido trabalho de Marcelo Arruda, ela pesa - por critérios claros e coerentes - bem mais do que a maior competição de nosso país. Há entretanto outro detalhe importante: como a classificação histórica buscada pelo pesquisador é mundial, o torneio vale uma pontuação superior à da própria Liga dos Campeões da Europa.

Existe grande fundamento para esta compreensão. A CLA já foi dificílima de ganhar, quando reunia 20 clubes mais o campeão do ano anterior, e da primeira para a segunda fase apenas um time ia adiante por grupo. Eram tempos onde o doping campeava, segundo diferentes depoimentos. E quando o Santos de Pelé teve seu auge, o que havia? Cabe sempre a ressalva de que não se questiona o fato de que aquele "esquadrão" merece o lugar na História entre os dois de melhor futebol em todos os tempos. Não se pode esquecer, por outro lado, que mesmo o Peixe - como outros do Brasil, em 1969 e 1970 - simplesmente se ausentou da disputa, por não considerá-la atraente.

Lá no começo dos anos 60, jogava-se o Torneio dos Campeões Sul-Americanos, com nove agremiações. Então, pela variação que ocorreu na quantidade de participantes da mais importante competição continental, é difícil estabelecer parâmetros como os que sistematizei em relação ao Campeonato Brasileiro. Uma atitude sensata consistiria em presumir que os timaços de décadas anteriores também faturariam a Taça Libertadores, se o formato dela fosse o atual. Logo, igual pontuação para todos.

Então, adotando o raciocínio utilizado pro certame (!) nacional, quantos adversários o Campeão da América supera? Se aceitarmos que o último colocado não se encontra em igual nível de competitividade, na comparação com os demais, e desconsiderarmos a pré-Libertadores, chegamos ao número 30. O Vencedor da CLA merece, portanto, três dezenas de pontos. Uma relação que parece adequada, com o Brasileirão valendo pouco mais da metade do torneio continental: 16/30.

- X -

Valorizando as competições de maior importância, admito que os vices da Copa Mundial de Clubes, da Taça Libertadores e do Campeonato Brasileiro merecem receber tentos. Sobre isso escrevo na próxima semana, assim como acerca da eventual distinção entre as disputas intercontinentais/mundiais.

Para a Taça e a Copa do Brasil (assim como para o extinto Torneio dos Campeões, que fez parte do calendário nacional, na virada do século), cabe, por justiça, um peso inferior, atenuado, na correlação com o Campeonato Nacional. Um critério interessante levaria em conta o número de adversários enfrentados, hoje, pelo ganhador da CB: seis. Logo, meia-dúzia de pontos. Entre 35 e 40% do Brasileirão.

Ao Torneio Rio-São Paulo e a Copa Sul-Minas podem ser atribuídos cinco tentos, uma média correspondente ao número de oponentes indiscutivelmente fortes enfrentados. Sete no primeiro, três na segunda. Quem sabe, algo deste padrão pudesse ser atribuído a competições como a dos campeões nacionais (faturada pelo América-RJ em 1982) e o Torneio Heleno Nunes, que valeu ao ganhador (o Internacional, em 1984) representar o país nas Olimpíadas de Los Angeles? Logo abaixo, com 4, não só as disputas das regiões sul e nordeste, mas talvez a Seletiva de 1999 (conquistada pelo Atlético-PR) para a CLA da temporada seguinte?

Para as competições continentais secundárias (Conmebol, Mercosul e Sul-Americana), dois pontos por adversário enfrentado naquela que está no calendário atual, ou seja, 10. Seguindo a linha de raciocínio para torneios que, embora realizações isoladas, incluíram um número significativo de clubes (8 a 10), por que não valorizar as duas edições da Copa Rio e a Recopa de 1968-69? Já que as disputas chegaram a um nível intercontinental, 12 tentos. A Copa Ouro, a Recopa atual e a Master Conmebol, inclusive por não existirem durante muito tempo, mereceriam dois.

Ufa! Claro que torneios amistosos como o Tereza Herrera, o Juan Gamper, o antigo Mundialito da Venezuela e a Copa Dubai, não podem ser computados. A Suruga, convenhamos, também não. Um felicíssimo 2012 para todos os que acompanham o blog!

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