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A Vitória Sublime, a Pré-Libertadores da América e reflexões

6 de dez de 2011

Olá, leitores, torcedores de diferentes times do país.

A Vitória Sublime do Internacional no maior clássico gaúcho - e talvez do pais, pela rivalidade - assegurou, com a mais ou menos previsível combinação de resultados, a presença na Pré-Libertadores da América, alcançado o quinto lugar no Brasileirão. Começo rapidamente pela arbitragem: Leandro Vuaden, o melhor juiz do Campeonato, foi bem tecnicamente, ainda que um pouco atrapalhado na parte disciplinar. Acertou ao não assinalar pênaltis reclamados pelo Internacional no primeiro tempo e pelo Grêmio no segundo. E viu corretamente a falta, um tanto infantil, praticada por Fábio Rochembach(k) sobre Oscar, dentro da área tricolor.

O Colorado, como era de se esperar, teve mais iniciativa, criando um número significativo de oportunidades. O tradicional adversário esteve bem melhor do que contra o Ceará e o Dragão, pois realmente queria atrapalhar as perspectivas do rival. Douglas quase fez um belo gol olímpico, mandando na trave de Muriel, o qual precisa progredir no que se refere à capacidade de interceptar cruzamentos. D´Alessandro travou um duelo à parte com Victor. Quase botou a bola na rede com brilhantismo, tentando encobrir o ótimo goleiro gremista. O gringo, melhor presença em campo, se apresentou para finalizar, o que não acontece com tanta freqüência, e cobrou sem vacilações a penalidade máxima.

Paulo Tinga encontrou seu lugar, num esquema 4-4-2, como volante. Oscar esteve logo abaixo (junto com o eficiente Rodrigo Moledo) do argentino camisa 10, com intensa movimentação, inclusive, ajudando nas tarefas defensivas. O Inter progrediu, sendo "puxado" pelo Vasco da Gama para a competição de maior importância do continente. Deve acrescentar qualidade. Um lateral direito para disputar posição com Nei. Além de buscar no mercado, pelo menos, um grande zagueiro. Dagoberto acabará com a ausência de um segundo atacante rápido, mas é crucial que já esteja no Clube em janeiro para o confronto que se dará provavelmente contra o Once Caldas. Qualquer que seja o oponente colombiano, tratar-se-á (!) de uma equipe difícil de ser batida, até prova em contrário.

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A Copa Libertadores 2012 será de fenomenal exigência técnica. Se o Internacional em 2010 eliminou Banfield, Estudiantes e São Paulo, pegando um dos mais tradicionais clubes mexicanos na decisão, torna-se forçoso admitir que, neste momento, a maioria dos favoritos se encontra em padrão de maior competitividade do que o Campeão de Tudo que interessa. Sem muito esforço, podemos citar todos os brasileiros (ainda que do Mengão sempre se possa esperar alguma surpresa negativa, na reorganização de uma temporada para outra.....), a LDU, a forte Universidad do Chile e o Boca Jrs, de volta, apresentando armas no país vizinho.

A prioridade total e absoluta, em detrimento do Gauchão, é imprescindível. Não tenho dúvidas de que o Inter necessita montar um conjunto que una habilidade e força em altíssimo nível para ir longe. Menos mal que Dorival Jr. conhece o Santos de Neymar, já vivendo as emoções do Torneio Mundial de Clubes. Aliás, um rival conterrâneo que aparecerá de cara na fase de grupos, caso o Colorado chegue lá.

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Acertei, na última rodada do Campeonato Brasileiro, metade dos prognósticos. Um desempenho aceitável, considerando o número de clássicos. O Corinthians mereceu o título. Parabéns aos torcedores do "timão". Adenor Tite finalmente acrescentou uma conquista de enorme importância ao seu currículo, o que demonstra que no principal esporte a justiça também aparece. O treinador gaúcho demonstrou competência em diferentes periodos de sua trajetória.

Uma pena o fato tristíssimo da morte do Doutor Sócrates. Foi um jogador extraordinário. Não é injustiça afirmar que atingiu um patamar superior, em criatividade e liderança, na quase inevitável comparação com o irmão Raí, ainda que não tenha arrebatado os títulos do atleta altamente destacado no São Paulo. Infelizmente, uma combinação de fatores, entre os quais não estavam ausentes os vícios, derrotou um dos melhores da inesquecível Seleção Brasileira de 1982. Era o capitão, na geração que reuniu Falcão, Zico, Éder e Júnior.

Médico, apresentava ideias e posturas muito acima do senso comum que predomina entre os "boleiros". Deu sua contribuição cidadã na época em que o país superava a ditadura militar e vislumbrava tempos de plena liberdade política. Não conheço profundamente a experiência da democracia corintiana, mas acredito que ela no mínimo tenha constituído uma tentativa válida. Sócrates não ganhou títulos nacionais, o que não impediu que a FIFA o reputasse como um dos 125 maiores futebolistas vivos, quando a entidade completou um século, em 2004.

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