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Osmar Santos, na mais empolgante narração que um gol já teve.

8 de mai de 2009

Osmar Santos falava até 100 palavras por minuto, “sem atropelar nem engolir nenhuma palavra ou letra”, e com um segredo: O locutor usava a dramaticidade como elemento para reforçar a narração. Ele atuava como um autêntico mediador do jogo, já que precisava falar da partida para quem não a assistia, para quem estava no estádio e para os que ligavam a TV sem som.Osmar Santos criou seu arsenal de frases, um léxico malandro que dava cor e vida às suas transmissões. Na verdade, Osmar Santos era identificado e celebrado, mais do que por qualquer coisa, por suas expressões. Ou melhor: ele era o seu arsenal de expressões. Por isso, o locutor se dedicava com desvelo a criar frases novas e aumentar seu repertório, atividade na qual era auxiliado pelas sugestões dos amigos, dos ouvintes que lhe mandavam cartas ou por suas leituras.A partir de 1975, ouvia-se desde a Jovem Pan até nos últimos dias de suas narrações da Rádio Globo…..
“Sai daí que o jacaré te abraça”, dizia ele, quando um jogador era flagrado em impedimento. Ou então - “Chegou a hora de ver quem tem garrafa vazia para vender”, quando se aproximava uma hora de decisão. O meio do campo, para ele, era o “caroço do abacate”, a grande área era o “salão de festas”. Outros bordões e frases nas transmissões esportivas:“Pimba na gorduchinha.” “Ripa na chulipa.”“Sabe quem perguntou por você aqui no estádio?” (- “Ninguém.” Quando um jogador era muito ruim ou fazia uma jogada bizonha)“Conversa com a gorduchinha que ela deita e rola na rede gostosinho.” –( Geralmente, antes da cobrança de uma falta )“É fogo no boné do guarda.” – (Jogada de perigo na área )“Apesar de você, Coutinho… Amanhã há de ser um novo dia…”(- Parodiando a música de Chico Buarque, proibida por se supor que fazia referências negativas ao Presidente Médici. Usada como crítica ao técnico Cláudio Coutinho, após o Brasil empatar em 0x0 com a Espanha em 1978 e ficar ameaçado de descassificação na primeira fase na Copa da Argentina )
O gol mais empolgante e esperado, na mais linda narração que um gol já teve, na maior festa que uma torcida já fez.
Esse jogo tornou-se num dos principais momentos da história do futebol brasileiro e marcou o jogador Basílio para sempre. Foi dele o gol que finalizou a agonia e desafogou os corintianos dos duros anos sem uma conquista importante.Na narração de Osmar Santos, 95% verossímil, de 2 minutos, toda a emoção que o locutor passou para o torcedor, do gol de Basílio contra a Ponte Preta em 1977:
“ Vamos garotão capricha que o placar não é teu. Eu faço fé nesta cabecinha, garotão Zé Maria.Está autorizado, vai chover lá dentro da boca da botija. Barreira com dois homens . Correndo pro pedaço Zé Maria, confusão na boca do gol, tentou Basílio de cabeça, volta pra Vaguinho que chuta na trave, tentou Vladimir, bateu no zagueiro, entrou Basílio e que goooooooool. (Que bonito é as bandeiras balançando e a torcida delirando vendo a rede balançar, tocava a vinheta da rádio Globo).Coringão na frente, olha o espetáculo, olha a emoção e a motivação, olha a festa do Brasil, você enche de lágrimas os olhos deste povo, você enche de felicidade o coração desta gente, Corinthians, o grito sufocado de um povo, o grito do fundo do coração de um torcedor, depois de 20 anos a Fiel está explodindo, 22, 23 numa centena de anos, na cabeça do povo, tumultuando o meu povo, o Corinthians vira a explosão, vira o maior espetáculo no território brasileiro, você acima de tudo é a alma deste povo, Corinthians você freia o funcionamento normal da razão, só deixamos fluir a emoção, a gente vai se envolvendo….vendo…..volvendo…envolvendo, quando vê está envolvido, Corinthians. Hoje a cidade é do povo, tem que ter festa alvinegra, hoje é o verdadeiro dia do povo, festa do povo, Basílio no pedaço, Basílio, 37 do segundo tempo, doce mistério na vida este Corinthians, inexplicável Corinthians, que vai buscar alegria no fundo da alma do povo, numa arrancada dududududu peru do ataque alvinegro”.

1 comentários:

Paulo disse...

O título do artigo diz tudo, foi com certeza a mais empolgante narração que um gol já teve.

3 de fevereiro de 2010 15:21

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