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Em uma Casa de Show Antes da Decisão do Campeonato

8 de jul de 2009

O Corinthians chegou a ser dado como morto a certa altura do Campeonato Paulista de 1984, disputado em turno e returno por pontos corridos. Até iniciar uma impressionante arrancada, conquistando vinte e dois dos vinte e quatro pontos disputados.

O Timão só não ganhou o Tri porque, no último jogo, precisava vencer o Santos e perdeu por 1 x 0. Com gol de Serginho Chulapa, aos 27 do segundo tempo, o Santos sagrou-se campeão paulista, com inteira justiça, na minha opinião. Jogou melhor, mas poderia ter perdido o título se José de Assis Aragão tivesse marcado um pênalti claro no Zenon.

Mas vamos à história que antecedeu esta decisão. No sábado que antecedeu o jogo, eu e um amigo (Wilson Favrin) fomos com nossas esposas "comemorar" a decisão em uma casa de show em Moema. Outra turma de um conhecido marcou com vários casais e eis que estávamos com mais de vinte casais nesta casa de show.

Após o show das águas, veio o show do transformista que, para por mais fogo na fogueira, começou a cantar hinos de clubes que não estavam nesta decisão. Até chegar no penúltimo, quando cantou o hino do Santos.

A maioria esmagadora era corinthiana e a vaia foi enorme. Até que, no final, atendeu à maioria cantando o hino do Corinthians.

Na minha opinião, estávamos fazendo uma festa antecipada, pois tinha quase certeza que o Corinthians não conseguiria vencer o Santos na tarde seguinte. Ainda mais porque Sócrates não estava mais no nosso time.

A certa altura, e com alguns chopes a mais, eu com minha camisa listrada do Timão e meu amigo com uma bandeira do Timão, subimos ao palco durante o intervalo. Sem esperar, vários corinthianos que estavam na casa começaram a tirar bandeiras das bolsas. Foi de uma surpresa que só o futebol pode proporcionar.

Tinha na nossa turma uma pessoa muito simpática de nome Toninho, corinthiano. Ele, após vários chopes, não aceitava mais que o chamassem de Toninho, e sim de Trininho (de tricampeão). E, para aqueles que não eram corinthianos, a toda hora se apresentava como Trininho.

Para encerrar, conto duas "puxadas de faca" protagonizadas por ele e por mim na segunda-feira logo após a derrota. Vamos à do Toninho (ex-Trininho). Durante todo o dia, ligaram para a casa dele e para o serviço perguntando pelo Trininho. Até que, não agüentando mais, ele atendeu e respondeu: “Trininho a p... que o p...

Vamos à minha puxada de faca: estava trabalhando normalmente na manhã de segunda-feira quando uma moça, que nunca tinha falado de futebol na vida, entrou na minha sala começando a dançar e cantando o hino do Santos. De imediato, falei para ela: “Ponha-se daqui para fora. Saia daqui já!”. Ela saiu chorando.

Me arrependi e fui à sala onde ela trabalhava e pedi desculpas. Hoje, passados quase 24 anos, estou relatando fatos de quando éramos bem mais jovens com atitudes próprias da juventude.

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