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O empate de 2x1

27 de mai de 2009


A regra é simples: durma com a camisa branca do Cruzeiro na véspera do jogo, e os resultados virão. Mas quebrar um tabu de 4 anos sem vencer o São Paulo não é fácil, além do mais estamos na Libertadores, dormi então com a camisa azul. Quando cheguei da aula tomei um banho e botei de novo ela no corpo. Todas as vezes que pude apontei pro céu e me perguntei: hoje é dia de Cruzeiro?
Cada minuto que passava a aflição aumentava, eu não esperava um time com 4 volantes, mas já que o Adilson fez assim não tava na hora de questionar, eu só queria gols, 2x0 era o que eu pedia. Voltei mais cedo do cursinho e fiquei fazendo trabalho enquanto esperava, de repente ouço a televisão anunciar o time celeste.
Juntei ao meu pai na sala de TV, aumentei o som e fiz silêncio. Nada passava por minha cabeça, eu esperava pra ver como o time estaria pra depois palpitar. O time começou atacando bem, e fez dois quase-gols. Mas quase gols não somam placar. Depois começou a perder a bola e o único que eu conseguia achar motivos para elogiar era Magrão, apesar de que o time não estava jogando pouco.
Já passava de 45 minutos, minhas unhas não tinham mais como serem corroídas, um escanteio, eu reclamava da falta de gols, o time tinha esfriado um pouco. Meu pai falava alto "já passou da hora de fazer um gol, já passou...", quando fui levantar a hipótese de um gol de cabeça do Leonardo Silva. GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL, do Leeonaaaardo Siilva. Comemorei bastante, meu pai ficou feliz e eu lembrei do meu avô, que só descobri que era Cruzeirense depois que morreu.
_ Agora sim, o jogo volta outra coisa para o segundo tempo.
Quinze minutos que passaram rápidos e o jogo ja tinha começado. Demorei dois minutos para voltar à sala.
_ Cruzeiro levou a bola nem no meio campo ainda. - anunciava angustiado meu pai.
_ Nossa mas o São Paulo voltou jogando pra matar.
_ Ué, o Athirson entruo no lugar de quem?
_ O Thiago Ribeiro maxucou.
Fiquei ali pensando, o Thiago Ribeiro não estava me agradando este ano, mas neste jogo, justamente neste jogo ele tava tão bem...
Uma longa conversa sobre o juíz que não agradava nenhum dos dois lados. "Aquele lance era pra cartão vermelho, do camisa 20 deles, do camisa 20", "E o penalty não marcado?", "Falta só dar um gol impedido pra eles".
Não muito tempo depois Leonardo Silva voltou a marcar, mas no gol errado. A bola ia entrar de qualquer jeito, mas eu me irritei mais ainda. Comecei a dar o jogo por perdido, e me segurava pra não chorar na frente do insensível Pedro (pai), comecei a ver ainda mais contrastosos os erros: Fabricio não dava uma dentro, Ramires parece ter se acomodado com a idéia de não ser mais do Cruzeiro, Marquinhos Paraná fazia seu arroz com feijão e todo o time só sabia entregar a bola pro São Paulo.
Sai Gerson Magrão, que jogou muito mesmo. E entra Zé Carlos. Não vou mentir que desconfiei do bigode de trocador dele, do cabelo ensebado e da idade. Pensei que ele fosse entrar e sumir. Mas ele mostrou muita garra, os jogadores pareciam não confiar nele também, tocavam a bola entre si e nenhum passe para Zé Carlos. Derrepente ele toma a bola dribla aqui, tenta passar ali, costura de cá e... perdeu.
Fiquei negociando minha confiança até o momento que ele fez um gol. Faltava outro.
_ Dois a um? Tá horrível é a mesma coisa de empatar, eles vão é comemorar 2x1 isso se não empatarem.
Eu esperava ansiosa pelo 3x1. Neste tempo Athirson bateu uma falta magnificamente bem, mas é importante lembrar que dentro do retângulo que chamo de Gol posicionava-se um goleiro, um bom goleiro, que salvou o time tricolor, tantas vezes na partida.
Do outro lado, o São Paulo mantinha-se na defesa, saía pouco em contra-ataques e quase marcou algumas vezes. Cometia muitas faltas, e sofria algumas. Fez uma substituição e só.
O jogo ficava por isso mesmo. Cruzeiro jogando moderadamente bem, com muito ataque e pouca finalização. O único que mostrava vontade ainda de não terminar o jogo na pseudo-vitória era Zé Carlos, que teve a chance de marcar aos 45 minutos e desperdiçou a chance de cair na graça da torcida.
Enfim, o empate ficou de 2x1. E domingo tem mais. São Paulo x Cruzeiro, no Morumbi. E desta vez é melhor usar a camisa branca pra dormir.

Foto: Copa Ouro 1995. Cruzeiro x São Paulo.

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