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O Inter estará pronto dia 16?

O Fluminense lutará até o fim

1 de mai de 2010


Amigos, a derrota para o Grêmio no Maracanã ainda ecoa nos pensamentos de cada pó-de-arroz. A incrível coincidência das apendicites dos nossos atacantes mostra que o Fluminense vive um período de muito azar. E sem sorte não se consegue fazer nada, esta é a verdade. Um sujeito sem sorte não consegue nem atravessar a rua, sob pena de ser cruelmente atropelado.

O Grêmio teve seus méritos, soube se aproveitar da falta de sorte tricolor, e obteve assim um excelente e difícil resultado. A classificação gremista é dada como certa entre os adeptos do clube gaúcho. E nisso reside o maior perigo para eles.

Explico: sempre que vai estourar uma catástrofe, o ser humano cai num otimismo pétreo e obtuso. Foi assim em Hiroshima, naquela manhã de domingo em 1945. Não havia nenhum presságio, nenhuma tensão. Famílias passeavam tranqüilas, pensando em seus lindos futuros. E então ocorre o clarão hediondo, e era o fim do mundo.

Os gremistas me confessam, alegres, que já estão comemorando a classificação às semifinais da Copa do Brasil. Já pensam no confronto com o Santos, ou o Atlético Mineiro. Então eu me pergunto: com suas comemorações antecipadas, não estariam os torcedores gremistas cavando sua Hiroshima particular?

Todavia, essa euforia não parte apenas dos torcedores gremistas. Também os jogadores do Grêmio e a imprensa gaúcha exibem a certeza do triunfo. O treinador Silas está calmo, mas repito: é a tal calma da catástrofe. Enquanto isso, todos no Fluminense sentem, na carne e na alma, uma angústia infinita. É a angústia que anuncia as vitórias deslumbrantes.

Vejam a dupla experiência que está reservada ao torcedor gremista: hoje canta a vitória, para quarta-feira chorar a derrota.

Repito: não se trata de menosprezar o Grêmio, em pleno Estádio Olímpico. Sabemos que é difícil, muito difícil, vencer lá em Porto Alegre. Mas difícil não é impossível. Em 2009, o Fluminense mostrou que, para ele, o impossível não existe.

As nossas vitórias são as mais épicas, as mais cardíacas de todas. Pelo amor de Deus, examinem a nossa história, olhem para o nosso passado. Em 1998, decretaram o fim do Fluminense. Dez anos depois, estávamos na final da Libertadores da América. Ano passado, decretaram nosso rebaixamento, vaticinaram nossa queda, e no entanto o Fluminense se salvou.

Eu ia dizendo que ninguém ganha da forma como nós ganhamos. As nossas vitórias vão da extrema falta de perspectiva, do máximo sofrimento, da crueldade, ao êxtase, ao épico, ao apoteótico. Tudo junto, quase sem fronteiras entre esses opostos. É o que dizia Nelson Rodrigues, o eterno Profeta Tricolor, coberto de razão.

Quarta-feira, no Estádio Olímpico de Porto Alegre, o Fluminense viverá um dos grandes momentos de sua história. Será uma de suas mais belas vitórias.

PC

3 comentários:

Anônimo disse...

VAMOS, FLUZÃO!

1 de maio de 2010 15:41
Montanha disse...

Ser tricolor é desafiar as probabilidades e, até certo ponto, o que o tricolor mais gosta é de estar com tudo contra ele, é ganhar quando ninguém espera. Lembro que no jogo contra o São Paulo na Libertadores eu fui com um amigo e ele queria vitória fácil, sem graça, mas eu disse para ele que seria difícil, suada, sofrida, decidida no final e que assim seria melhor.

Ele me olhou e disse que preferia a vitória facil, no final todos sabemos o que ocorreu naquele jogo, foi uma das vitórias mais épicas do Fluminense e o meu amigo me confessou que fui muito mais bacana assim como eu havia previsto.

Então, quarta que vem temos mais uma batalha, mais uma final de Copa do Mundo, desafiaremos novamente os idiotas da objetividade, veremos de que são feitos os guerreiros.

[]'s

1 de maio de 2010 17:29
Í.ta** disse...

há coisas que só acontecem ao botafogo,
mas resvalam no fluminense

1 de maio de 2010 18:33

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